Questões de Concurso
Para pedagogia
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"A escola é disputada na correlação de forças sociais, políticas e culturais, ao citar as correlações de forças na escola, explica que são forças hegemônicas burguesa que lutam para perpetuar seu domínio, sua ideologia através dos conteúdos, da organização da escola e das avaliações oficiais, nacionais e internacionais. Nessa tensão de forças de poder, o currículo é o núcleo e o espaço central mais estruturante da função da escola. Por causa disso, é o território mais cercado, mais normatizado. Mas também o mais politizado, inovado, ressignificado. Um indicador é a quantidade de diretrizes curriculares para a educação básica e para a formação docente, numa configuração política de poder"
ARROYO, Miguel Gozález. Currículo, território em disputa. 5. Ed.Petrópolis, RJ: Vozes, 2013, p. 13.
Analise os itens considerando as concepções que permeiam as teorias críticas e pós-estruturalista de currículo.
I. Os pressupostos das teorias críticas e pós estruturalistas têm contribuído para um novo olhar para a escola que não é mais o lugar da obediência, da racionalidade técnica ou da docilidade, mas é o lugar da crítica das injustiças sociais e educacionais em que se travam disputas na construção de currículos.
II. A defesa pela escola pública agregou no âmbito curricular as disputas que ultrapassaram os aspectos do direito ao acesso ao ensino e ampliam suas lutas na produção de conhecimento, como da ciência e da tecnologia, entre outras.
III. A produção de conhecimentos visa em suas relações sociais às convergências para as lógicas de dominação.
IV. A escola em seus cotidianos e práticas geram a reprodução das desigualdades e não criam espaços de diálogo, como condição para novos conhecimentos e novas racionalidades.
É CORRETO o que se afirma em
1) Prática docente é sempre uma prática pedagógica?
2) Existe prática pedagógica fora das escolas, além das salas de aula?
3) O que é, afinal de contas, o pedagógico?
4) O que caracteriza uma prática pedagógica?
Afirma que a Pedagogia como prática social, indica uma direção de sentido às práticas que ocorrem na sociedade, realçando seu caráter eminentemente político. A partir dessa premissa, analise as afirmativas seguintes, e assinale a única alternativa CORRETA, considerando as definições de Franco sobre prática pedagógica, conforme apresenta na referida obra:
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 23.
Considerando as teorias tradicionais de currículo, é INCORRETO afirmar.
Sobre as teses de Vigotski, analise os itens a seguir.
I. Todas as funções psíquicas superiores têm um suporte biológico e o cérebro é o órgão principal da atividade cerebral e, portanto, da atividade psicológica.
II. As funções psíquicas têm origem nos processos sociais, porque emergem e evoluem nas relações sociais do indivíduo com o mundo social, histórico e cultural.
III. As relações sociais são mediadas por instrumentos e os instrumentos simbólicos são os que provocam transformações nos processos psíquicos.
São CORRETAS as afirmações presentes:
( ) O movimento cognitivista surge acentuadamente, nos anos 1850, como um movimento de contraposição às tendências predominantes na Psicologia: o Behaviorismo norte-americano e o Mentalismo europeu.
( ) O Behaviorismo explica o comportamento como uma conexão entre estímulos e respostas, desconsiderando os processos internos do organismo; enquanto o Mentalismo estudava o que as pessoas pensavam e sentiam, mas sem a preocupação com o rigor científico.
( ) Ausubel, como um representante do Cognitivismo, pro põe um modelo teórico que compreende e explica a aprendizagem humana como um processo de modificação do conhecimento, em vez de comportamento em um sentido externo e observável, reconhecendo a importância que os processos mentais têm nesse desenvolvimento.
( ) Para Ausubel, o fator mais importante da aprendizagem é o conhecimento prévio do sujeito. Em decorrência desse postulado, o princípio norteador da teoria ausubeliana baseia-se na ideia de que é necessário partir do que o aluno já sabe para que a aprendizagem significativa ocorra, pois os conheci mentos prévios servem de suporte ou ancoragem para o novo conhecimento.
( ) O processo de assimilação cognitiva, característico da aprendizagem significativa, deve se dar de duas formas, mediante a aprendizagem subordinativa (subordinada) e combinatória.
A sequência de julgamento CORRETO de cima para baixo é?
As autoras Pimenta e Lima (2017) defendem a ideia de que o estágio, na formação de professores, não deve ficar restrito a um momento de prática no final do curso e sistematizam uma discussão refletindo sobre diferentes concepções de estágio.
Considerando as diferentes concepções de estágio na perspectiva das autoras, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, com base na caracterização dos estágios. Em seguida, assinale a sequência CORRETA de cima para baixo nas alternativas.
(1) Estágio como prática instrumental.
(2) Estágio como prática de observação e reprodução.
(3) Estágio como espaço de articulação entre teoria e prática.
(4) Estágio com pesquisa.
( ) O estágio se constitui como campo formativo e investigativo, sendo a escola espaço legitimado para a produção de saberes, por valorizar a reflexão crítica.
( ) O estágio é compreendido como ação refletida e transformadora, pois o estagiário analisa criticamente a realidade da escola, problematiza, faz intervenção e reflete.
( ) Concepção de estágio em que predomina a ideia de que se aprende a docência imitando. Nessa perspectiva, o estagiário reproduz modelos prontos de ensino.
( ) O estágio faz separação entre teoria e prática e é concebido como aplicação mecânica da teoria. O futuro profissional atua como executor de técnicas sem reflexão crítica.
A ordenação CORRETA de cima para baixo é:
I. O licenciando no contexto do estágio supervisionado se insere no universo escolar e inicia um movimento de reconhecimento profissional, mas também um processo de constituição de identidade docente.
II. O estágio supervisionado envolve a atuação do futuro professor na escola e articula os saberes adquiridos na academia através da atuação do formador universitário, que, por meio de subsídios teóricos refletidos contextualmente, auxilia no planejamento das intervenções pedagógicas a serem realizadas na escola.
III. O professor formador deve provocar o “aprender fazendo”, por meio de dispositivos que estimulem a reflexão técnica sobre o processo formativo, em que o estagiário está inserido, e o contexto em que ocorrem as práticas.
IV. O estágio supervisionado costuma estruturar-se em três momentos distintos, mas interconectados, que são: a observação, a coparticipação e a regência.
“No campo da formação inicial docente no Brasil, a pesquisa sobre a própria prática assume especial importância no âmbito dos estágios”, cujas propostas se caracterizam pelo que se denomina estágio com pesquisa.
GHEDIN, Evandro; OLIVEIRA, Elisangela Silva de; ALMEIDA, Whasgthon Aguiar de. Estágio com pesquisa. São Paulo: Cortez Editora, 2018. PIMENTA, Selma; LIMA, Maria do Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2017.
Sobre o estágio com pesquisa, considerando a concepção apresentada pelos autores, é INCORRETO afirmar:
Cipriano Luckesi, ao abordar sobre a avaliação da aprendizagem, numa visão geral, ressalta a diferença entre “examinação” e “avaliação”. Segundo Luckesi (2013), a escola hoje ainda não avalia a aprendizagem do educando, mas sim o examina, ou seja, denominamos nossa prática de avaliação, mas, de fato, o que praticamos são exames. O autor defende que historicamente mudamos o nome, porém não modificamos a prática. Portanto, vivenciamos alguma coisa equívoca: leva o nome, mas não realiza a prática.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudo e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2013.
Analise as afirmativas, e em seguida assinale a alternativa que indica o número de assertivas CORRETAS:
I. Os exames são seletivos ou excludentes. Porque classificatórios, os exames excluem uma grande parte dos educandos. Muitos ficam de fora. A pirâmide educacional brasileira é perversa; o aproveitamento de nossos educandos é estatisticamente muito baixo.
II. Os denominados instrumentos de avaliação, para serem corretos, deveriam ser chamados de instrumentos de coleta de dados para a avaliação, na medida em que testes, provas, redações, monografias, arguições, em si, não avaliam, mas sim coletam dados que descrevem o desempenho provisório do aluno, dando base para a sua qualificação diante de determinados critérios. Por exemplo, um teste não avalia um aluno, mas oferece dados sobre o seu desempenho. Esse desempenho, que pode ser qualificado (avaliado), subsidia uma tomada de decisão sobre o que fazer a partir dessa avaliação.
III. Para trabalhar com avaliação, não necessitamos de mudar nossos instrumentos, necessitamos de mudar nossa postura, ou seja, ao invés de examinar, avaliar. Os resultados de um teste, no caso, podem ser lidos sob a ótica do exame ou sob a ótica da avaliação. Após a correção, se o utilizarmos sob a forma de exame, vamos classificar o aluno, minimamente, em aprovado ou reprovado; mas se o utilizamos sob a ótica da avaliação, vamos qualificar o desempenho provisório do aluno, tendo em vista encaminhar atividades que melhorem seu desempenho, caso este não seja satisfatório ainda. Desse modo, não é o instrumento que caracteriza o ato de examinar ou o ato de avaliar, mas sim a postura de avaliar ou de examinar.
IV. Frente às condições materiais que temos, somos responsáveis pelo pouco de sucesso que nosso sistema educacional tem. Assim sendo, os professores desejam aprender a fazer de outra forma. E, para isso, são necessárias duas coisas: formação e condições materiais de ensino. Formação, na medida do possível, os professores têm buscado. É preciso oferecer-lhes o melhor que temos.
V. Importa observar, em primeiro lugar, que a questão central da prática da avaliação na escola não está nos instrumentos, mas sim na postura pedagógica e consequentemente na prática da avaliação. Por exemplo, é impossível praticar avaliação dentro de um projeto pedagógico tradicional, que espera que o educando “esteja sempre pronto”, daí as provas serem pontuais, como vimos anteriormente. Um projeto pedagógico que sustente uma prática de avaliação tem na sua base a crença de que o ser humano é um ser em desenvolvimento, um ser em construção permanente. A avaliação é um ato subsidiário da obtenção de resultados os mais satisfatórios possíveis, portanto subsidiária de um processo, de um movimento construtivo.
Portanto, é um instrumento de busca de construção, por isso funciona articulado com um projeto pedagógico que se assume, que se crê e se efetua construtivamente.
Em "Escritos sobre a Educação", Vitor Paro faz uma reflexão sobre Gestão Escolar, Ética e Liberdade. O autor argumenta que: “Pela forma como devem entrelaçar-se as múltiplas dimensões do educativo na realidade escolar, é possível afirmar com segurança que a relação da gestão escolar com a ética e com a liberdade se dá, privilegiadamente, por via da educação a que ela, como mediação, deve visar”.
PARO, Vitor Henrique. Escritos sobre educação. São Paulo: Xamã, 2001, p.50.
Nessa perspectiva, sobre a concepção de gestão, ética, liberdade e educação, NÃO é possível afirmar:
Uma escola para a justiça social poderia, então, ser pensada como a que provê "uma escolarização igual para sujeitos diferentes, por meio de um currículo comum”.
SACRISTÁN, José Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artmed, 2000, p. 126.
Nestes termos, fazendo jus ao seu sentido democrático a escola deveria proporcionar aos alunos, EXCETO:
Sobre esse Núcleo, julgue as afirmativas estabelecendo (V) VERDADEIRO ou (F) FALSO:
( ) O MEC define o Núcleo como o setor da instituição que articula pessoas e instituições desenvolvendo ações de implantação e implementação da Ação do Programa TEC NEP - Educação, Tecnologia e Profissionalização para Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, no âmbito interno, envolvendo sociólogos, psicólogos, supervisores e orientadores educacionais, técnicos, administrativos, docentes, discentes e pais. Tem como objetivo principal criar na instituição a cultura da “educação para a convivência”, aceitação da diversidade, e, principalmente, buscar a quebra das barreiras arquitetônicas, educacionais e atitudinais.
( ) As deficiências neuromusculares compreendem alterações que afetam o funcionamento adequado dos músculos. A Distrofia Muscular Progressiva (DMP) caracteriza-se por uma degeneração progressiva do tecido muscular. Deficiências neuromusculares podem atingir crianças e adultos de ambos os sexos, todas afetam a musculatura, mas os músculos atingidos podem ser diferentes de acordo com o tipo de distrofia. Logo, estudantes que possuem essa condição, não são ainda atendidos pelo NAPNE.
( ) No ano 2000, com a criação do Programa Educação, Tecnologia e Profissionalização para Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (TEC NEP), na rede federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica ocorreu a primeira experiência da inclusão no Ensino Profissional, Científico e Tecnológico. Esse Programa teve como objetivo inserir o público-alvo da educação especial em cursos ofertados pela rede em todas as suas modalidades.
( ) O NAPNE se constitui em um setor consultivo e de referência institucional, ligado à Reitoria e à Pró-Reitoria de Extensão, responsável por articular todas as ações internas e externas aos Institutos Federais voltadas para garantir a acessibilidade dos alunos com deficiência e o desenvolvimento de uma cultura de respeito à diversidade e eliminação de barreiras, com intuito de atingir o sucesso em sua formação profissional (Programa TEC NEP, 2006).
( ) O público do NAPNE é o mesmo público definido pela política de Educação Especial e Inclusiva do IFPI, porém, com exceção àqueles que possuem a Distrofia Muscular Progressiva (DMP).
Assinale a alternativa que apresenta a ordem CORRETA, de cima para baixo:
NÓVOA, António. Para uma análise das instituições escolares. In: As organizações escolares em análise. Lisboa: Dom Quixote, 1998. p. 16.
“O conceito de cultura escolar tem sido utilizado para pôr em evidência a função da escola como transmissora de uma cultura específica no quadro do processo de socialização e integração nacional das crianças e dos jovens.”
Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/ bitstream/123456789/65262/1/u1_d26_v1_t06.pdf. Acessado em: 03 jan. 2026.
O estudo da cultura escolar se fundamenta com a contribuição das diferentes abordagens: funcionalista, estruturalista e interacionista. Nessa perspectiva, o estudo sobre a escola deverá considerar três dimensões essenciais do processo de referenciação da cultura organizacional, como:
Segundo a BNCC, o conhecimento matemático é essencial na Educação Básica tanto por sua aplicação prática como no papel de contribuir para a formação de cidadãos críticos e responsáveis. Para isso, o ensino de Matemática deve ir além de cálculos e medições, abrangendo o estudo de fenômenos aleatórios e incertos, ajudando a mostrar essa ciência, e pode criar sistemas abstratos para organizar e interligar fenômenos do espaço, movimento, formas e números. Esses sistemas são fundamentais para compreender fenômenos, construir representações e elaborar argumentações em diferentes contextos.
Para ensinar Matemática, a BNCC, na seção para o Ensino Fundamental, evidencia alguns processos matemáticos como formas privilegiadas da atividade matemática para a aprendizagem ao longo de todo o Ensino Fundamental.
Os 4 processos mencionados na BNCC para o Ensino Fundamental como formas privilegiadas de atividades matemáticas para a aprendizagem de matemática são: