Questões de Concurso Para fonoaudiólogo

Foram encontradas 31.889 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4245860 Matemática
Um censo administrativo identificou que uma repartição possui 80 colaboradores, divididos entre técnicos e assistentes. O custo mensal com os salários dos técnicos é de R$ 5.000,00 por pessoa, enquanto os assistentes recebem R$ 3.000,00 cada. Se a folha de pagamento total desses funcionários somou exatamente R$ 310.000,00 em um mês sem horas extras ou descontos, determine a diferença absoluta entre o número de assistentes e o número de técnicos que trabalham atualmente nesse setor específico, assinalando a alternativa com a resposta CORRETA.
Alternativas
Q4245859 Matemática
Uma política pública de incentivo à produtividade define que o lucro social L de um projeto, em milhares de reais, varia conforme o número x de equipes técnicas alocadas, segundo a lei L(x) = -2x² + 160x - 1200. Para que o gestor consiga atingir o patamar máximo de eficiência e retorno financeiro para a coletividade, ele deve autorizar a contratação de um número específico de equipes.

Com base nessa função quadrática, qual é o valor do lucro máximo que o projeto pode gerar?
Alternativas
Q4245858 Matemática
Em um setor de almoxarifado governamental, o custo fixo de manutenção mensal é de R$ 15.400,00 e o custo variável de processamento por lote de suprimentos é de R$ 12,50. Sabe-se que, em um determinado mês de alta demanda, a despesa total registrada pela contabilidade para esse serviço específico foi de exatos R$ 22.125,00.

Considerando que a relação entre o custo total e o número de lotes processados é descrita por uma função do primeiro grau, determine a quantidade exata de lotes conferidos, assinalando a alternativa com a resposta CORRETА.
Alternativas
Q4245857 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
No período que abre o texto, a autora afirma: A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Do ponto de vista morfossintático e semântico, o emprego da forma nominal dos particípios sublinhados cumpre uma função específica na estruturação do argumento.

Diante disso, assinale a alternativa que define CORRETAMENTE o valor semântico e a função dessa construção no trecho.
Alternativas
Q4245856 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
No texto, ao analisar a vulnerabilidade dos recursos hídricos face às projeções para 2050, a autora faz uma menção específica ao semiárido brasileiro.

No contexto da arquitetura argumentativa do texto, essa alusão cumpre a função de evidenciar que:
Alternativas
Q4245855 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
No último parágrafo, a autora contrapõe os termos incerteza e indiscutível para delimitar o cenário das projeções climáticas. Do ponto de vista linguístico, assinale a alternativa que apresenta uma característica comum a ambos os vocábulos.
Alternativas
Q4245854 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
No trecho Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais..., no quarto parágrafo, o conector sublinhado estabelece uma relação de:
Alternativas
Q4245853 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
Com base nas informações textuais e nos dados estatísticos apresentados no quarto parágrafo, que discorre sobre as projeções para o ano de 2050 acerca da segurança hídrica nas grandes metrópoles mundiais, analise as seguintes assertivas:

I. Somados os dois cenários de vulnerabilidade descritos, conclui-se que quase metade das metrópoles avaliadas no estudo global enfrentará sérios gargalos hídricos (seja por insuficiência de fontes locais, seja por riscos elevados de conflitos de uso) até o ano de 2050.
II. Os municípios que dependem de transposição de bacias hídricas apresentam menor exposição a riscos de disputa de recursos do que as cidades dependentes de fontes locais, devido ao compartilhamento planejado entre os setores agrícola e urbano.

Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4245852 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
No início do último parágrafo, ao sintetizar as frentes de atuação frente ao aquecimento global, a autora articula as ideias por meio de uma estrutura de contraexpectativa, introduzindo o período com a seguinte oração: embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza... Do ponto de vista morfossintático e semântico, o vocábulo sublinhado classifica-se como:
Alternativas
Q4245851 Estatística
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
Considere o seguinte trecho do terceiro parágrafo: projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo е 242% е 1.257% no futuro distante. A análise dos intervalos estatísticos apresentados revela que:
Alternativas
Q4245850 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
Sob a ótica da estrutura textual e do tom da autora do texto, a transição entre a apresentação de dados alarmantes (parágrafos 2, 3 e 4) e a conclusão (parágrafo 5) se dá por meio de um posicionamento:
Alternativas
Q4245849 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
Tomando por base as informações e os nexos lógicos articulados pela autora no texto, analise as partes que seguem:

(1ª parte): Segundo o texto, a alta vulnerabilidade costeira no cenário nacional se justifica porque uma parcela considerável da população reside em cidades litorâneas. (2ª parte): O texto menciona que a queda projetada na população urbana global, estimada para iniciar-se no final do século XXI, provocará a redução imediata e espontânea dos prejuízos econômicos nas cidades costeiras.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4245848 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
Considerando a articulação argumentativa do texto e as projeções apresentadas sobre os impactos das mudanças climáticas no meio urbano, assinale a alternativa que expressa uma inferência textualmente válida e alinhada à tese defendida pela autora.
Alternativas
Q4244696 Fonoaudiologia
O fonoaudiólogo que atua em disfagia, deve ser capaz de identificar e avaliar a qualidade vocal e a integridade do sistema estomatognático, pois mudanças na voz podem sinalizar problemas de deglutição. É possível apresentar uma incoordenação entre a deglutição e a proteção das vias aéreas inferiores, ocorrendo uma penetração laríngea, gerado uma qualidade vocal alterada. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a nenhuma dessas alterações vocais:
Alternativas
Q4244695 Fonoaudiologia
A disfunção velofaríngea (DVF) pode desencadear alterações na sucção, na deglutição e na fonoarticulação. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:

I - As alterações passivas da DVF (anteriormente chamadas de distúrbios obrigatórios da DVF) são a hipernasalidade, a fraca pressão intraoral e a emissão de ar nasal durante a fala.
II - A DVF pode causar erros articulatórios ativos, que são erros de aprendizagem ocasionados pela tentativa de bloquear o escape aéreo e do som para a cavidade nasal durante a fala.
III - Na deglutição, além da diminuição da pressão intraoral que prejudica a ejeção do bolo alimentar para a faringe, a DVF pode causar refluxo de alimentos para a cavidade nasal. 
Alternativas
Q4244694 Fonoaudiologia
A deglutição é uma atividade neuromuscular complexa que se inicia voluntariamente e dura de 3 a 8 segundos. Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4244693 Fonoaudiologia
“Disfonias organofuncionais são alterações vocais que acompanham lesões benignas, decorrentes de comportamento vocal alterado ou inadequado, muitas vezes ocorrendo ou sendo agravadas pela presença de fatores orgânicos como os distúrbios alérgicos e ou digestivos.” Assinale a alternativa que se refere a uma disfonia organofuncional: 
Alternativas
Q4244692 Fonoaudiologia
Ao avaliar ou trabalhar com as questões relacionadas à saúde vocal de um profissional da voz, o fonoaudiólogo deve observar e discutir os aspectos que mais prejudicam a voz e constituem um risco para a produção vocal. Sobre o tema, marque V para VERDADEIRO ou F para FALSO e assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) Muitas vezes, para aliviar a sensação de irritação na garganta é comum o uso de sprays e pastilhas, que podem mascarar os sintomas e contribuir para um maior abuso vocal.
( ) O cigarro irrita a mucosa do trato vocal, aumentando o pigarro e causando alterações nas pregas vocais.
( ) Falar nas frequências mais graves auxilia na saúde vocal.
( ) É prejudicial à saúde vocal ingerir água durante o uso profissional da voz. A água deve ser ingerida sempre depois. 
Alternativas
Q4244691 Fonoaudiologia
Durante a avaliação vocal, é observado o sistema de ressonância, que se refere ao conjunto de elementos do aparelho fonador que moldam e projetam o som no espaço. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:

I - A ressonância equilibrada é um importante recurso para obtermos uma voz de boa projeção e se esforços excessivos.
II - O foco de ressonância hiponasal ocorre quando há excessiva ressonância nasal, podendo indicar um fechamento velofaríngeo incompleto.
III - No foco de ressonância laríngeo, a voz fica sem projeção, pobre em harmônicos e o esforço vocal, na maioria das vezes, é evidente. 
Alternativas
Q4244690 Fonoaudiologia
 Sobre o desenvolvimento das habilidades auditivas em um indivíduo com audição normal, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Respostas
961: B
962: A
963: C
964: D
965: B
966: A
967: B
968: A
969: A
970: C
971: B
972: A
973: C
974: E
975: D
976: B
977: E
978: A
979: C
980: D