Questões de Concurso
Para fonoaudiólogo
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O conhecimento das bases neurológicas da comunicação humana fundamenta a avaliação e o tratamento dos distúrbios fonoaudiológicos complexos. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) O profissional deve utilizar o saber sobre processos neurofisiológicos para realizar atendimentos conjuntos que auxiliem a equipe a lidar com a complexidade dos casos.
(__) A compreensão neuroanatômica deve servir para rotular os usuários como sistemas biológicos puros, descartando-se o componente de sofrimento psíquico do adoecimento.
(__) A neuroplasticidade e a recuperação funcional sutis devem ser valorizadas pelo fonoaudiólogo no exercício de capacitação das equipes e resgate da crença do paciente.
(__) O estudo neurofisiológico das funções de deglutição e fala é irrelevante para a Atenção Primária, sendo tema restrito a laboratórios de pesquisa universitária.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
O suporte fonoaudiológico após um Acidente Vascular Cerebral ou em quadros neurodegenerativos visa a mitigação de sequelas e a manutenção da qualidade de vida por meio da corresponsabilização. Analise as afirmativas a seguir.
I. A coordenação do cuidado significa assumir o usuário com sequelas de Acidente Vascular Cerebral mesmo quando há aspectos do problema que a equipe não domina totalmente.
II. O acompanhamento longitudinal e o vínculo com a família são fundamentais para a eficácia clínica na reabilitação de doenças neurodegenerativas progressivas.
III. A reabilitação pós-Acidente Vascular Cerebral deve restringir-se à aplicação de exercícios motores repetitivos, sendo vedada a discussão de casos em reuniões interdisciplinares.
Está correto o que se afirma em:
O monitoramento da saúde auditiva do trabalhador exige estratégias que integrem a vigilância ambiental e o reconhecimento dos riscos presentes nos processos laborais. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) O fonoaudiólogo deve realizar parcerias com os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador para identificar situações de risco, como exposição a ruído e solventes, que possam causar perdas auditivas.
(__) A prevenção de perdas auditivas ocupacionais deve focar na dispensação de protetores auriculares, vedando-se a análise das condições de trabalho em construções ou indústrias locais.
(__) As ações de vigilância em saúde do trabalhador devem englobar tanto as áreas urbanas quanto as rurais, monitorando acidentes e doenças profissionais decorrentes do uso de maquinário pesado.
(__) O diagnóstico de Perda Auditiva Induzida por Ruído exige a quebra imediata do sigilo profissional para publicação nominal dos afetados em jornais comunitários como forma de controle social.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
As alterações craniofaciais, como as fissuras labiopalatinas, exigem um acompanhamento longitudinal e especializado integrado à rede de atenção básica. Acerca deste tema, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) O fonoaudiólogo deve realizar o seguimento dos usuários que retornam de cirurgias reparadoras em centros especializados, garantindo a reabilitação funcional no território.
(__) A assistência a recém-nascidos com fissuras labiopalatinas deve priorizar o desmame precoce e a proibição absoluta do aleitamento materno para evitar o esforço muscular da sucção.
(__) As malformações congênitas podem causar sofrimento psíquico relevante nas famílias, exigindo que o profissional de apoio atue no acolhimento e fortalecimento de redes de suporte.
(__) O tratamento fonoaudiológico de fissuras labiopalatinas restringe-se à correção mecânica da fala, sendo vedada a orientação sobre direitos sociais como o Benefício de Prestação Continuada.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
A intervenção fonoaudiológica nos transtornos do espectro autista demanda a articulação entre saúde mental e educação, visando o desenvolvimento de canais de expressão e interação. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I. O fonoaudiólogo deve colaborar para que a equipe de saúde compreenda o autismo para além do sistema biológico, valorizando a subjetividade e a história de vida singular.
II. A fonoterapia no espectro autista deve utilizar grupos participativos para estimular a socialização e a troca de experiências em ambientes coletivos no território.
III. O diagnóstico de autismo exige a suspensão imediata de todos os atendimentos na Atenção Primária, transferindo a responsabilidade do caso para asilos de longa permanência.
Está correto o que se afirma em:
As dificuldades de aprendizagem da linguagem escrita podem refletir questões pedagógicas, biológicas ou psicossociais, exigindo uma análise intersetorial. Considerando o manejo dessas situações na Atenção Básica, analise as afirmativas a seguir.
I. O fonoaudiólogo deve articular parcerias com o setor de educação para apoiar o reconhecimento de dificuldades de leitura e escrita, evitando a medicalização de inadequações escolares.
II. O diagnóstico de transtornos da escrita deve focar no déficit biológico da criança, desconsiderando as condições de vida da família e os determinantes sociais da saúde.
III. A intervenção nos distúrbios da linguagem escrita deve propiciar a inclusão social, garantindo o direito de crianças com dificuldades frequentarem o ensino público regular.
Está correto o que se afirma em:
A atuação ética do servidor público constitui elemento essencial para a legitimidade da Administração Pública, orientando o exercício das funções administrativas e estabelecendo padrões de conduta compatíveis com os valores institucionais do serviço público.
Com base exclusivamente no disposto no Decreto nº 1.171/1994, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Geração Z superou a obsessão dos millennials pela extrema magreza, mas agora tem seu próprio problema: medo de envelhecer.
Setenta e nove por cento dos jovens já usam produtos antienvelhecimento, apesar de não precisarem deles. Esse comportamento tem sido explorado tanto pelos algoritmos das redes sociais quanto pela indústria cosmética.
Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um tabu. A obsessão por tamanhos pequenos, que durante os anos 2000 virou um grave problema de saúde em todo o mundo graças ao impulso dos millennials, desapareceu quase por completo do nosso dia a dia. Lamentavelmente, os jovens da Gen Z preencheram esse vazio com uma nova obsessão.
Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a chamar de cosmitorexia. Diferentemente dos transtornos de comportamento alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir produtos cosméticos de forma compulsiva.
Não ajuda que os algoritmos das redes sociais tenham visto uma verdadeira mina de ouro nas rotinas de beleza com dezenas de potinhos coloridos cheios de cremes e séruns. Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria cosmética esteja impulsionando o termo " prejuvenation " para vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de elas aparecerem.
No pior dos casos, o fenômeno deu origem ao que ficou conhecido como Sephora Kids, uma legião de jovens e pré-adolescentes que utilizam cosméticos antienvelhecimento de um jeito claramente insalubre. Estudos como o da Yale Medicine alertam que o uso de certos ingredientes, como retinol ou vitamina C, em peles ainda em desenvolvimento, longe de evitar que pareçam envelhecidas no futuro, na verdade, pode acelerar o processo.
São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras, dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção decorrente da menor espessura da pele.
O fato de 79% dos jovens entre 7 e 17 anos terem recorrido a esse tipo de produto depois de vê-lo nas mãos do influenciador da moda só evidencia que transformar a pureza da pele em um símbolo de status social está longe de ser um comportamento saudável nessas idades. Isso é ainda mais preocupante, considerando que as impurezas, rugas e pelos permanecerão.
https://www.xataka.com.br/ciencia/a-geracao-z-superou-a-obsessao-dos-millennials-pela-extrema-magreza-agora-tem-seu-proprio-problema-medo-envelhecer-adaptado
"São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras, dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção decorrente da menor espessura da pele."
Considerando os mecanismos de coesão e coerência empregados no trecho, julgue as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).
I. O conectivo 'embora' introduz uma relação de concessão, estabelecendo contraste entre o benefício dos produtos para adultos e os possíveis efeitos nocivos quando utilizados por pessoas jovens, podendo ser substituído por 'porquanto', sem prejuízo do sentido essencial do enunciado.
II. Em '...quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações' estabelece uma relação de condição e restringe a ocorrência dos efeitos nocivos, contribuindo para a progressão coerente do enunciado.
III. O pronome relativo 'que' retoma exclusivamente 'produtos de renovação celular', sendo responsável por introduzir uma oração explicativa que não interfere na delimitação do referente.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Geração Z superou a obsessão dos millennials pela extrema magreza, mas agora tem seu próprio problema: medo de envelhecer.
Setenta e nove por cento dos jovens já usam produtos antienvelhecimento, apesar de não precisarem deles. Esse comportamento tem sido explorado tanto pelos algoritmos das redes sociais quanto pela indústria cosmética.
Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um tabu. A obsessão por tamanhos pequenos, que durante os anos 2000 virou um grave problema de saúde em todo o mundo graças ao impulso dos millennials, desapareceu quase por completo do nosso dia a dia. Lamentavelmente, os jovens da Gen Z preencheram esse vazio com uma nova obsessão.
Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a chamar de cosmitorexia. Diferentemente dos transtornos de comportamento alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir produtos cosméticos de forma compulsiva.
Não ajuda que os algoritmos das redes sociais tenham visto uma verdadeira mina de ouro nas rotinas de beleza com dezenas de potinhos coloridos cheios de cremes e séruns. Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria cosmética esteja impulsionando o termo " prejuvenation " para vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de elas aparecerem.
No pior dos casos, o fenômeno deu origem ao que ficou conhecido como Sephora Kids, uma legião de jovens e pré-adolescentes que utilizam cosméticos antienvelhecimento de um jeito claramente insalubre. Estudos como o da Yale Medicine alertam que o uso de certos ingredientes, como retinol ou vitamina C, em peles ainda em desenvolvimento, longe de evitar que pareçam envelhecidas no futuro, na verdade, pode acelerar o processo.
São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras, dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção decorrente da menor espessura da pele.
O fato de 79% dos jovens entre 7 e 17 anos terem recorrido a esse tipo de produto depois de vê-lo nas mãos do influenciador da moda só evidencia que transformar a pureza da pele em um símbolo de status social está longe de ser um comportamento saudável nessas idades. Isso é ainda mais preocupante, considerando que as impurezas, rugas e pelos permanecerão.
https://www.xataka.com.br/ciencia/a-geracao-z-superou-a-obsessao-dos-millennials-pela-extrema-magreza-agora-tem-seu-proprio-problema-medo-envelhecer-adaptado
"Diferentemente dos transtornos de comportamento alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir produtos cosméticos de forma compulsiva."
Os verbos podem apresentar diferentes transitividades, conforme o contexto em que são empregados. Considerando a regência do verbo 'levar', no contexto e fora dele, bem como a de outros verbos, assinale V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
(__) No contexto apresentado, o verbo 'levar' classifica-se como bitransitivo, por apresentar complemento direto e indireto.
(__) Na frase 'Não desistiu dos seus projetos; levou-os enquanto viveu', o verbo 'levar' atua como transitivo direto.
(__) O verbo 'confraternizar' é pronominal, podendo ser empregado com o pronome 'se', como em 'Após o campeonato, os atletas se confraternizaram até tarde'.
(__) O verbo 'custar', no sentido de 'ser custoso' ou 'difícil', pode ser empregado como transitivo indireto, regendo a preposição 'a', conforme se observa em 'Custou-me a descobrir seu telefone'.
Identifique a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Geração Z superou a obsessão dos millennials pela extrema magreza, mas agora tem seu próprio problema: medo de envelhecer.
Setenta e nove por cento dos jovens já usam produtos antienvelhecimento, apesar de não precisarem deles. Esse comportamento tem sido explorado tanto pelos algoritmos das redes sociais quanto pela indústria cosmética.
Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um tabu. A obsessão por tamanhos pequenos, que durante os anos 2000 virou um grave problema de saúde em todo o mundo graças ao impulso dos millennials, desapareceu quase por completo do nosso dia a dia. Lamentavelmente, os jovens da Gen Z preencheram esse vazio com uma nova obsessão.
Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a chamar de cosmitorexia. Diferentemente dos transtornos de comportamento alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir produtos cosméticos de forma compulsiva.
Não ajuda que os algoritmos das redes sociais tenham visto uma verdadeira mina de ouro nas rotinas de beleza com dezenas de potinhos coloridos cheios de cremes e séruns. Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria cosmética esteja impulsionando o termo " prejuvenation " para vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de elas aparecerem.
No pior dos casos, o fenômeno deu origem ao que ficou conhecido como Sephora Kids, uma legião de jovens e pré-adolescentes que utilizam cosméticos antienvelhecimento de um jeito claramente insalubre. Estudos como o da Yale Medicine alertam que o uso de certos ingredientes, como retinol ou vitamina C, em peles ainda em desenvolvimento, longe de evitar que pareçam envelhecidas no futuro, na verdade, pode acelerar o processo.
São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras, dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção decorrente da menor espessura da pele.
O fato de 79% dos jovens entre 7 e 17 anos terem recorrido a esse tipo de produto depois de vê-lo nas mãos do influenciador da moda só evidencia que transformar a pureza da pele em um símbolo de status social está longe de ser um comportamento saudável nessas idades. Isso é ainda mais preocupante, considerando que as impurezas, rugas e pelos permanecerão.
https://www.xataka.com.br/ciencia/a-geracao-z-superou-a-obsessao-dos-millennials-pela-extrema-magreza-agora-tem-seu-proprio-problema-medo-envelhecer-adaptado
"Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria cosmética esteja impulsionando o termo prejuvenation para vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de elas aparecerem."
Considerando as regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho, bem como os extraídos do texto-base, julgue as afirmativas:
I. O vocábulo 'ideia' exemplifica palavra que perdeu o acento com o Novo Acordo Ortográfico. O vocábulo 'joia' foi alterado conforme a mesma regra de 'ideia', ao passo que 'águo' ou 'aguo' sofreu alteração em razão de regra distinta.
II. O vocábulo 'séruns' é acentuado por se tratar de uma palavra paroxítona terminada em 'n' seguida de 's', enquadrando-se, portanto, na regra de acentuação das paroxítonas terminadas em consoante. Tal comportamento observa-se igualmente em 'fóruns', que segue o mesmo padrão acentual.
III. O vocábulo 'cosmética' está acentuada corretamente por ser uma palavra proparoxítona, assim como os vocábulos 'estereótipo' e 'ávaro', corretamente acentuados pela mesma regra.
IV. Os vocábulos 'esteja', 'tampouco' e 'discurso' apresentam a mesma classificação quanto ao acento tônico, assim como os vocábulos 'filantropo' e 'pudico', todos grafados corretamente sem acento.
Após análise, assinale apenas a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Geração Z superou a obsessão dos millennials pela extrema magreza, mas agora tem seu próprio problema: medo de envelhecer.
Setenta e nove por cento dos jovens já usam produtos antienvelhecimento, apesar de não precisarem deles. Esse comportamento tem sido explorado tanto pelos algoritmos das redes sociais quanto pela indústria cosmética.
Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um tabu. A obsessão por tamanhos pequenos, que durante os anos 2000 virou um grave problema de saúde em todo o mundo graças ao impulso dos millennials, desapareceu quase por completo do nosso dia a dia. Lamentavelmente, os jovens da Gen Z preencheram esse vazio com uma nova obsessão.
Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a chamar de cosmitorexia. Diferentemente dos transtornos de comportamento alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir produtos cosméticos de forma compulsiva.
Não ajuda que os algoritmos das redes sociais tenham visto uma verdadeira mina de ouro nas rotinas de beleza com dezenas de potinhos coloridos cheios de cremes e séruns. Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria cosmética esteja impulsionando o termo " prejuvenation " para vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de elas aparecerem.
No pior dos casos, o fenômeno deu origem ao que ficou conhecido como Sephora Kids, uma legião de jovens e pré-adolescentes que utilizam cosméticos antienvelhecimento de um jeito claramente insalubre. Estudos como o da Yale Medicine alertam que o uso de certos ingredientes, como retinol ou vitamina C, em peles ainda em desenvolvimento, longe de evitar que pareçam envelhecidas no futuro, na verdade, pode acelerar o processo.
São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras, dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção decorrente da menor espessura da pele.
O fato de 79% dos jovens entre 7 e 17 anos terem recorrido a esse tipo de produto depois de vê-lo nas mãos do influenciador da moda só evidencia que transformar a pureza da pele em um símbolo de status social está longe de ser um comportamento saudável nessas idades. Isso é ainda mais preocupante, considerando que as impurezas, rugas e pelos permanecerão.
https://www.xataka.com.br/ciencia/a-geracao-z-superou-a-obsessao-dos-millennials-pela-extrema-magreza-agora-tem-seu-proprio-problema-medo-envelhecer-adaptado
Com base no texto, que aborda os hábitos da Geração Z relacionados ao cuidado com a pele e à preocupação com o envelhecimento, julgue as afirmativas a seguir:
I. O medo de envelhecer da Geração Z substituiu a obsessão pela magreza dos millennials, mas gerou outro tipo de comportamento compulsivo.
II. Antes da Geração Z, era socialmente aceitável fazer comentários sobre o corpo das pessoas, especialmente sobre o peso.
III. A indústria cosmética cria demanda a partir de medos artificiais sobre envelhecimento precoce, fazendo com que jovens e adultos acreditem que devem usar produtos antes de precisarem.
IV. Existe uma nova forma de pressão estética sobre crianças e adolescentes, semelhante à pressão que antes afetava apenas adultos.
V. A obsessão por uma pele perfeita entre adolescentes pode aumentar a ansiedade e a insatisfação corporal, mesmo sem relação direta com transtornos alimentares.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.