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Q1359096 Serviço Social
Nossas escolas continuam sendo produto e produtoras de exclusões sociais, dos mais diversos tipos. A resistência em mudar o paradigma que sustenta um perfil excludente de educação, dificulta a inclusão educacional. A escola precisa mudar e não os alunos e as alunas. Ela precisa ser ressignificada de acordo com os movimentos inclusivos que se sustenta no paradigma de:
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Q1359095 Serviço Social
“É um instrumento fundamental da exigibilidade dos direitos da criança e do adolescente. Trata-se de uma arma, para luta, e de uma ferramenta, para o trabalho, em favor da população infanto-juvenil. Ele existe para corrigir os desvios dos que, devendo prestar certo serviço público, não o fazem por negligência, imprudência, desentendimento ou qualquer outro motivo”. Trata-se do:
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Q1359094 Serviço Social
Para Minayo (2002), a violência contra crianças e adolescentes acontece em um contexto fundamentado na própria estruturação da sociedade, marcada pelos processos culturais que lhe são próprios. Segundo a autora, a violência contra crianças e adolescentes é todo ato ou omissão cometido pelos pais, parentes, outras pessoas e instituições capazes de causar dano à vítima, de ordem:
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Q1359093 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990, dispõe em seu art. 4o: “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. Em Parágrafo único dá compreensão a citada “garantia de prioridade”. Assinale a alternativa que NÃO se encontra incluída neste Parágrafo único.
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Q1359092 Serviço Social
A violência contra crianças e adolescentes esteve presente na história da humanidade desde os mais antigos registros. Quanto mais atrás se regressa na História, mais reduzido o nível de cuidados com as crianças, maior a probabilidade de que houvessem sido assassinadas, aterrorizadas e abusadas sexualmente. No final do século XX, vem contrapor-se à perspectiva de disciplinamento e dominação das crianças perpetuada historicamente, a perspectiva da:
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Q1359091 Serviço Social
O processo histórico permite visualizar como crianças e adolescentes foram, ao longo do tempo, envolvidos em relações de agressões e maus-tratos por diversas instituições sociais. As gradativas transformações socioculturais exigira m a mobilização de diferentes segmentos da sociedade pública e civil. Neste processo, inclui-se, a vitoriosa conquista da caracterização desse grupo social como:
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Q1359090 Comunicação Social
Segundo MEC (2007), “o mediador é um profissional imparcial que facilita a comunicação entre as pessoas, com o objetivo de ampliar as alternativas para a resolução dos impasses, de modo a reduzir o conflito a níveis administráveis e construir acordos mutuamente aceitáveis. Ele não é um interventor da tomada de decisão; as partes envolvidas são autoras da solução do conflito, e as relações são transformadas em vínculos de solidariedade”. Desta forma, o papel do mediador é o de:
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Q1359089 Comunicação Social
Pelo diálogo, mediado na assembléia pelo grupo, as alternativas de solução ou de enfrentamento de um problema são compartilhadas, e as diferenças vão sendo explicitadas e trabalhadas pelo grupo regularmente, durante um longo processo e período. Isso porque as regras não podem, jamais, ser personalizadas. Não podem ser feitas para uma pessoa ou um pequeno grupo. Elas têm que ser coletivas. Portanto, o objetivo de uma assembléia é construir as regras de regulação coletiva e propostas de resolução dos problemas, usando, para isso, da discussão de:
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Q1359088 Pedagogia
É preciso promover o reconhecimento da diversidade sexual e de gênero, garantir o respeito aos direitos e promover a cidadania de todos os indivíduos e grupos sociais. Com vistas a consolidar os direitos humanos como direito de todas as pessoas às políticas de equidade, é necessária a compreensão de que a democracia NÃO pode prescindir do(a):
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Q1359087 Pedagogia
Questões de gênero, religião, raça/etnia ou orientação sexual e sua combinação direcionam práticas preconceituosas e discriminatórias da sociedade contemporânea. O estereótipo e o preconceito estão no campo das idéias, a omissão e a invisibilidade consideradas atitudes, se constituem em:
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Q1359086 Pedagogia
A educação profissional e tecnológica deverá ser concebida como um processo de construção social que ao mesmo tempo qualifique o cidadão e o eduque em bases científicas, bem como ético-políticas, para compreender a tecnologia como produção do ser social, que estabelece relações de poder:
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Q1359083 Noções de Informática
No MS Word 2010 BR, o recurso que copia a formatação de um caracter ou parágrafo de um texto para outro trecho de um documento, é conhecido como:
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Q1359080 Geografia
A questão hídrica é um dos temas centrais da sociedade brasileira nos últimos meses. Inúmeras reportagens são exibidas sobre as causas da escassez, as regiões que mais sofrem, os desperdícios e as novas formas de economizar. Entre os setores da economia listados a seguir, assinale o que consome maior volume de água doce para desenvolver suas atividades no Brasil.
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Q1359078 Atualidades
No início de 2015, o presidente do Senado brasileiro foi reeleito e continuará exercendo a função no biênio 2015 -2016 .0 nome do referido político é:
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Q1359077 Atualidades
O início do ano de 2015 foi marcado pelo atentado terrorista ao “jornal Charlie Hebdo”, principalmente aos seus chargistas. O referido atentado ocorreu em que cidade europeia?
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Q1359064 Português

Texto para responder à questão.

Meu amigo Brasílio

    No sábado, fui visitar meu velho amigo Brasílio. Ele me recebeu no portão, animado, com um uisquinho na mão, me convidou para entrar, abriu uma champanhe francesa, me deu uma taça, acendeu um charuto cubano. Disse que as coisas estavam indo bem para ele, que os negócios tinham engrenado, que ele finalmente tinha descoberto o segredo para viver na fartura.

    - Fica para ja n ta r- ele convidou.

    Feliz com a felicidade do meu amigo querido, aceitei. Ele foi buscar um prato na cozinha, mas, ao abrir a gaveta, parou, constrangido.

     - Ixi, não tenho talheres.

    - Como não tem talheres, Brasa? - perguntei. Eu tinha cansado de fazer boquinha na casa do Brasílio e sempre usávamos uns talheres lindos, de prata, herança de família.

    - Vendi pela internet. Foi assim que comprei este charuto - disse, distraído, enquanto a cinza caía no chão.

    Foi aí que notei as paredes vazias e esburacadas. Os quadros tinham sumido. E os fios de eletricidade haviam sido arrancados.

     - Descobri que dá para viver muito bem apenas catando as coisas de valor da família e colocando para vender. Isso que é vida.

    Claro que o Brasílio não existe e que a história aí em cima é fictícia - ninguém faria um absurdo desses, vender o patrimônio para torrar em desfrute. Ou faria?

    Em grande medida, o modelo econômico deste nosso país é baseado numa lógica bem parecida com a do meu querido e fictício amigo. Bem mais que a metade da economia brasileira é sustentada pela mera extração de recursos naturais, de maneira não sustentável. Arrancamos a floresta, passamos nos cobres e aí torramos a grana - e ficamos sem floresta. É o mesmo que vender a prataria da família e gastar em uísque e charutos.

    Muito da prosperidade recente do país foi abastecida por indústrias de alto impacto, que fazem dinheiro a curto prazo, mas nos deixam mais pobres depois. Flistoricamente este país confundiu gerar riqueza com atacar o patrimônio, surrupiando-o de nossos descendentes. Não precisa ser assim. Há países como a Suécia. Lá, boa parte da economia é baseada na exploração sustentável da floresta. Se a gelada e infértil Suécia conseguiu um dos maiores padrões de vida do mundo explorando floresta, por que um país tão fértil, com uma floresta incomensuravelmente mais rica, como é o caso do Brasil, não poderia fazer o mesmo?

     Porque a floresta equatorial brasileira não é simples e previsível como a floresta temperada sueca. Lá, cresce basicamente uma única espécie de árvore, que permite uma exploração industrial da madeira pelas indústrias de papel, móveis e navios. A floresta brasileira é muito mais rica do que a sueca, mas é também muito mais complexa. E lidar com complexidade é muito mais difícil. Em vez de fazer um produto só, há que se aprender a fazer centenas, milhares. Em vez de uma matéria-prima só, há quase infinitas.

    Muito difícil. Melhor derrubar tudo e vender a lenha. Melhor alargar tudo para gerar energia. Melhor passar o trator e fazer monocultura de soja ou gado. E aí ficar sem talheres para o almoço.

(Denis Russo Burgierman. Disponível em: <http://super.abril.com.br/blogs/mundo-novo/>, acesso em 18/01/2015.)

O substantivo FELICIDADE foi formato pelo processo de:
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Q1358808 Português

Meu amigo Brasílio

    No sábado, fui visitar meu velho amigo Brasílio. Ele me recebeu no portão, animado, com um uisquinho na mão, me convidou para entrar, abriu uma champanhe francesa, me deu uma taça, acendeu um charuto cubano. Disse que as coisas estavam indo bem para ele, que os negócios tinham engrenado, que ele finalmente tinha descoberto o segredo para viver na fartura.

     - Fica para jantar - ele convidou.

    Feliz com a felicidade do meu amigo querido, aceitei. Ele foi buscar um prato na cozinha, mas, ao abrir a gaveta, parou, constrangido.

    - Ixi, não tenho talheres.

    - Como não tem talheres, Brasa? - perguntei. Eu tinha cansado de fazer boquinha na casa do Brasílio e sempre usávamos uns talheres lindos, de prata, herança de família. - Vendi pela internet.

    Foi assim que comprei este charuto - disse, distraído, enquanto a cinza caía no chão. Foi aí que notei as paredes vazias e esburacadas. Os quadros tinham sumido. E os fios de eletricidade haviam sido arrancados.

    - Descobri que dá para viver muito bem apenas catando as coisas de valor da família e colocando para vender. Isso que é vida.

    Claro que o Brasílio não existe e que a história aí em cima é fictícia - ninguém faria um absurdo desses, vender o patrimônio para torrar em desfrute. Ou faria?

    Em grande medida, o modelo econômico deste nosso país é baseado numa lógica bem parecida com a do meu querido e fictício amigo. Bem mais que a metade da economia brasileira é sustentada pela mera extração de recursos naturais, de maneira não sustentável. Arrancamos a floresta, passamos nos cobres e aí torramos a grana - e ficamos sem floresta. É o mesmo que vender a prataria da família e gastar em uísque e charutos.

    Muito da prosperidade recente do país foi abastecida por indústrias de alto impacto, que fazem dinheiro a curto prazo, mas nos deixam mais pobres depois. Historicamente este país confundiu gerar riqueza com atacar o patrimônio, surrupiando-o de nossos descendentes. Não precisa ser assim. Há países como a Suécia. Lá, boa parte da economia é baseada na exploração sustentável da floresta. Se a gelada e infértil Suécia conseguiu um dos maiores padrões de vida do mundo explorando floresta, por que um país tão fértil, com uma floresta incomensuravelmente mais rica, como é o caso do Brasil, não poderia fazer o mesmo?

    Porque a floresta equatorial brasileira não é simples e previsível como a floresta temperada sueca. Lá, cresce basicamente uma única espécie de árvore, que permite uma exploração industrial da madeira pelas indústrias de papel, móveis e navios. A floresta brasileira é muito mais rica do que a sueca, mas é também muito mais complexa. E lidar com complexidade é muito mais difícil. Em vez de fazer um produto só, há que se aprender a fazer centenas, milhares. Em vez de uma matéria-prima só, há quase infinitas.

    Muito difícil. Melhor derrubar tudo e vender a lenha. Melhor alargar tudo para gerar energia. Melhor passar o trator e fazer monocultura de soja ou gado. E aí ficar sem talheres para o almoço.

(Denis Russo Burgierman. Disponível em: <http://super.abril.com.br/blogs/mundo-novo/>, , acesso em 18/01/2015.) 

Assinale a ideia que expressa, no contexto, a oração destacada em: “Foi assim que comprei este charuto - disse, distraído, ENQUANTO A CINZA CAÍA NO CHÃO.”
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Q1358804 Português

Meu amigo Brasílio

    No sábado, fui visitar meu velho amigo Brasílio. Ele me recebeu no portão, animado, com um uisquinho na mão, me convidou para entrar, abriu uma champanhe francesa, me deu uma taça, acendeu um charuto cubano. Disse que as coisas estavam indo bem para ele, que os negócios tinham engrenado, que ele finalmente tinha descoberto o segredo para viver na fartura.

     - Fica para jantar - ele convidou.

    Feliz com a felicidade do meu amigo querido, aceitei. Ele foi buscar um prato na cozinha, mas, ao abrir a gaveta, parou, constrangido.

    - Ixi, não tenho talheres.

    - Como não tem talheres, Brasa? - perguntei. Eu tinha cansado de fazer boquinha na casa do Brasílio e sempre usávamos uns talheres lindos, de prata, herança de família. - Vendi pela internet.

    Foi assim que comprei este charuto - disse, distraído, enquanto a cinza caía no chão. Foi aí que notei as paredes vazias e esburacadas. Os quadros tinham sumido. E os fios de eletricidade haviam sido arrancados.

    - Descobri que dá para viver muito bem apenas catando as coisas de valor da família e colocando para vender. Isso que é vida.

    Claro que o Brasílio não existe e que a história aí em cima é fictícia - ninguém faria um absurdo desses, vender o patrimônio para torrar em desfrute. Ou faria?

    Em grande medida, o modelo econômico deste nosso país é baseado numa lógica bem parecida com a do meu querido e fictício amigo. Bem mais que a metade da economia brasileira é sustentada pela mera extração de recursos naturais, de maneira não sustentável. Arrancamos a floresta, passamos nos cobres e aí torramos a grana - e ficamos sem floresta. É o mesmo que vender a prataria da família e gastar em uísque e charutos.

    Muito da prosperidade recente do país foi abastecida por indústrias de alto impacto, que fazem dinheiro a curto prazo, mas nos deixam mais pobres depois. Historicamente este país confundiu gerar riqueza com atacar o patrimônio, surrupiando-o de nossos descendentes. Não precisa ser assim. Há países como a Suécia. Lá, boa parte da economia é baseada na exploração sustentável da floresta. Se a gelada e infértil Suécia conseguiu um dos maiores padrões de vida do mundo explorando floresta, por que um país tão fértil, com uma floresta incomensuravelmente mais rica, como é o caso do Brasil, não poderia fazer o mesmo?

    Porque a floresta equatorial brasileira não é simples e previsível como a floresta temperada sueca. Lá, cresce basicamente uma única espécie de árvore, que permite uma exploração industrial da madeira pelas indústrias de papel, móveis e navios. A floresta brasileira é muito mais rica do que a sueca, mas é também muito mais complexa. E lidar com complexidade é muito mais difícil. Em vez de fazer um produto só, há que se aprender a fazer centenas, milhares. Em vez de uma matéria-prima só, há quase infinitas.

    Muito difícil. Melhor derrubar tudo e vender a lenha. Melhor alargar tudo para gerar energia. Melhor passar o trator e fazer monocultura de soja ou gado. E aí ficar sem talheres para o almoço.

(Denis Russo Burgierman. Disponível em: <http://super.abril.com.br/blogs/mundo-novo/>, , acesso em 18/01/2015.) 

O termo INCOMENSURAVELMENTE significa de forma:
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Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão: Prefeitura de Anápolis - GO
Q1227838 Legislação dos Municípios do Estado de Goiás
De acordo com a Lei Complementar nº 212/2009 que dispõe sobre a Estruturação do Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos da Administração Direta Autarquias e Fundações do Município de Anápolis conjunto de cargos da mesma natureza funcional semelhantes quanto ao grau de complexidade e nível de responsabilidade, é denominado(a):
Alternativas
Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão: Prefeitura de Anápolis - GO
Q1197933 Português
Rapidinho
Todos nos beneficiamos e nos orgulhamos das conquistas da vida moderna, especialmente da crescente velocidade com que fazemos as coisas acontecerem.
Mudanças que antigamente levavam séculos Para se efetivarem agora podem ser realizadas em poucos anos, às vezes em poucos meses. Quando não em poucas semanas ou até em poucos dias. Nas sociedades tradicionais, as normas de conduta, as leis, os costumes, o modo de se vestir, os estilos artísticos tinham uma extraordinária capacidade de perdurar. Tudo se modificava, é claro, mas sempre muito devagar.
Também na utilização dos meios de transporte o tempo transcorria com lentidão. Até meados do século passado, a pé, a cavalo ou em diligências, os viajantes se deslocavam a uns 20 quilômetros por hora. Marco Polo, na Idade Média, foi à China, mas saiu da Itália ainda adolescente e só regressou quando já estava bastante velhusco.
A partir da metade do século XIX, foram sendo adotados meios de locomoção mais velozes( ... ).
( ... ) Nã'o somos bobos, tratamos de aproveitar as. possibilidades criadas por todos os novos recursos. tecnológicos. Para que perder tempo? Se podemos. fazer depressa o que nossos antepassados só ,conseguiam fazer devagar, por que não haveríamos. de acelerar nossas ações?
Um dos expoentes do espírito pragmático da. modernidade, o americano Benjamim Franklin, já ensinava no século XVIII: "Tempo é dinheiro•, time ls money.
E explicava: se você desperdiça a oportunidade de ganhar uma moeda, não está perdendo apenas a moeda que deixou de ganhar, mas de fato está se privando de muitas pilhas de, moeda que poderia adquirir por meio de bons e oportunos investimentos.
( . . . ) Dedicamo-nos, então, a uma frenética corrida. contra os ponteiros do relógio. Para sermos eficientes, competitivos, apressamos cada vez mais nossos movimentos. Sai mos de casa correndo para o trabalho, somos cobrados para dar conta correndo de nossas tarefas e - habituados à corrida - alimentamo-nos às pressas (ah, a chamada fast food), para depois voltarmos, correndo, para casa.
Esse corre-corre não é casual. sabemos que, na nossa sociedade, os mais rápidos s.ão os. vitoriosos. Paga-se um preço altíssimo pelo atraso. Só os insensatos andariam em câmera lenta no confronto com uma história cada vez mais vertiginosa.
Impõem-se, contudo, algumas perguntas: nas. condições em que somos mais ou menos obrigados a viver, não estaremos, de qualquer maneira, pagando· um preço altíssimo, mesmo se formos bons. corredores e nos mostrarmos aptos para vencer? Os ritmos que nos são impostos e que· aguçam algumas das nossas faculdades não· resultam, ao mesmo tempo, num empobrecimento de· alguns aspectos importantes da nossa sensibilidade· e da nossa inteligência?
A necessidade de assimilar com urgência as. informações essenciais para a ação imediata não acarreta uma grave incapacidade de digerir conhecimentos sutis e complexos, cheios de caroços. e mediações, que, embora careçam de serventia direta, são prescindíveis ao aprofundamento da minha compreensão da condição humana?
Uma reflexão que se sabe condenada a. desenvolver-se num exíguo prazo predeterminado não será, inevitavelmente, superficial?
O pensamento que se formula rapidinho não tende a ser sempre meio oco?
KONDER, Leandro. Rapidinho. ln O Globo, 29 set. 1996.

Assinale a opção que apresenta, correta e ,respectivamente, o significado das palavras destacadas em:
"Um dos EXPOENTES do espírito PRAGMÁTICO da ,modem Idade, o americano Benjamim Franklin ..."

" ... desenvolver-se num EXlGUO prazo .. ."
Alternativas
Respostas
5841: E
5842: C
5843: B
5844: B
5845: A
5846: D
5847: B
5848: A
5849: C
5850: A
5851: E
5852: E
5853: A
5854: C
5855: A
5856: B
5857: C
5858: B
5859: B
5860: C