Questões de Concurso Para bibliotecário

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Q4078789 Português
O pandemônio que vem por aí


Sérgio Rodrigues*

Pode ser um daqueles truques que a memória nos prega, mas me lembro que, na bolha da minha infância mineira, a palavra "pandemônio" tinha ampla circulação.

Não é que o mundo que eu habitava fosse especialmente confuso ou cacofônico. Comparado ao de hoje, tinha uma simplicidade de três acordes da “Jovem Guarda” ‒ que, aliás, lhe providenciava a maior parte da trilha sonora.

O que acontecia era que, nas asas eternas da hipérbole, do exagero, do drama, o pandemônio era invocado para qualificar desordens mínimas. Por exemplo, a de um quarto de criança com dois gibis do Pato Donald, três carrinhos Matchbox e um pé de Kichute largados no chão.

Só muitos anos depois aprendi que o pandemônio, termo tão corriqueiro, tinha uma origem não apenas literária, mas enraizada na alta cultura. Era um termo erudito, eruditíssimo, que havia caído na vida. Como?

Não é tão simples desvendar esse como porque rola no mundo dos vocábulos uma clara tendência ao pandemônio. O que podemos fazer no caso é reconstituir com relativa segurança a fonte primária da palavra – e isso não é pouco.

Os etimologistas, que não gostam muito de concordar uns com os outros, concordam que se trata de um neologismo culto, um termo inventado pelo poeta inglês John Milton (1608-1674) em sua obra-prima "Paraíso Perdido". Esse longo poema épico de inspiração religiosa, lançado em 1667, tem entre seus personagens Adão, Eva, Deus e Satã. Pandemonium vem a ser o local de trabalho deste último: o palácio,  o quartel-general onde labutam o “Rabudo” e seus demônios subordinados.

O nome traduzia justamente esse coletivo. Milton o criou juntando dois elementos gregos: "pan" (todos) e "daimónion" (demônios), este após tabelinha com o latim "daemonium". Ou seja, o Pandemonium era o local onde se reunia a diabada toda.

Sobre a bem-sucedida carreira do pandemônio na linguagem comum há pistas esparsas. O dicionário etimológico de Douglas Harper registra, para o inglês, o surgimento do sentido expandido ‒ e já atenuado, pois não diabólico ‒ de "lugar de balbúrdia e desordem" cerca de um século após a publicação de "Paraíso Perdido".

Daí até o pandemônio chegar ao meu quarto infantil bagunçado foi preciso fazer uma escala em 1877, ano do primeiro registro do vocábulo em português, no dicionário Morais.

Hoje o Houaiss tem como uma das acepções da palavra uma fórmula domesticada e próxima do sentido em que a conheci: "mistura caótica de pessoas ou coisas; confusão".

Desconfio que o pandemônio já não ocupe posição tão privilegiada na linguagem familiar brasileira. Desde aquele tempo a sensação de desordem cresceu, e com ela o número de palavras encarregadas de traduzi-la. Da chula zona ao científico caos, do cômico furdunço ao popular angu de caroço, não faltam rivais para dividir as preferências do público e desafiar a autoridade vocabular do pandemônio.

Um dos sentidos de pandemônio no Houaiss ‒ "associação de pessoas para praticar o mal ou promover desordens e balbúrdias" ‒ sugere que pode estar na hora de tirá-lo da gaveta.

* Escritor e jornalista.

Folha de São Paulo, 11 de maio de 2022. Adaptado.
Em várias passagens do texto, para esclarecer o significado do termo “pandemônio”, o autor utiliza os seguintes recursos linguístico-estilísticos:

I – jogos de palavras. II – função metalinguística. III – dados histórico-literários. IV – fenômeno da homonímia.

São recursos usados pelo autor apenas os citados em
Alternativas
Q4078788 Português
O pandemônio que vem por aí


Sérgio Rodrigues*

Pode ser um daqueles truques que a memória nos prega, mas me lembro que, na bolha da minha infância mineira, a palavra "pandemônio" tinha ampla circulação.

Não é que o mundo que eu habitava fosse especialmente confuso ou cacofônico. Comparado ao de hoje, tinha uma simplicidade de três acordes da “Jovem Guarda” ‒ que, aliás, lhe providenciava a maior parte da trilha sonora.

O que acontecia era que, nas asas eternas da hipérbole, do exagero, do drama, o pandemônio era invocado para qualificar desordens mínimas. Por exemplo, a de um quarto de criança com dois gibis do Pato Donald, três carrinhos Matchbox e um pé de Kichute largados no chão.

Só muitos anos depois aprendi que o pandemônio, termo tão corriqueiro, tinha uma origem não apenas literária, mas enraizada na alta cultura. Era um termo erudito, eruditíssimo, que havia caído na vida. Como?

Não é tão simples desvendar esse como porque rola no mundo dos vocábulos uma clara tendência ao pandemônio. O que podemos fazer no caso é reconstituir com relativa segurança a fonte primária da palavra – e isso não é pouco.

Os etimologistas, que não gostam muito de concordar uns com os outros, concordam que se trata de um neologismo culto, um termo inventado pelo poeta inglês John Milton (1608-1674) em sua obra-prima "Paraíso Perdido". Esse longo poema épico de inspiração religiosa, lançado em 1667, tem entre seus personagens Adão, Eva, Deus e Satã. Pandemonium vem a ser o local de trabalho deste último: o palácio,  o quartel-general onde labutam o “Rabudo” e seus demônios subordinados.

O nome traduzia justamente esse coletivo. Milton o criou juntando dois elementos gregos: "pan" (todos) e "daimónion" (demônios), este após tabelinha com o latim "daemonium". Ou seja, o Pandemonium era o local onde se reunia a diabada toda.

Sobre a bem-sucedida carreira do pandemônio na linguagem comum há pistas esparsas. O dicionário etimológico de Douglas Harper registra, para o inglês, o surgimento do sentido expandido ‒ e já atenuado, pois não diabólico ‒ de "lugar de balbúrdia e desordem" cerca de um século após a publicação de "Paraíso Perdido".

Daí até o pandemônio chegar ao meu quarto infantil bagunçado foi preciso fazer uma escala em 1877, ano do primeiro registro do vocábulo em português, no dicionário Morais.

Hoje o Houaiss tem como uma das acepções da palavra uma fórmula domesticada e próxima do sentido em que a conheci: "mistura caótica de pessoas ou coisas; confusão".

Desconfio que o pandemônio já não ocupe posição tão privilegiada na linguagem familiar brasileira. Desde aquele tempo a sensação de desordem cresceu, e com ela o número de palavras encarregadas de traduzi-la. Da chula zona ao científico caos, do cômico furdunço ao popular angu de caroço, não faltam rivais para dividir as preferências do público e desafiar a autoridade vocabular do pandemônio.

Um dos sentidos de pandemônio no Houaiss ‒ "associação de pessoas para praticar o mal ou promover desordens e balbúrdias" ‒ sugere que pode estar na hora de tirá-lo da gaveta.

* Escritor e jornalista.

Folha de São Paulo, 11 de maio de 2022. Adaptado.
Segundo Cegalla (2013, p. 312), “uma palavra pode ter mais de uma significação”.

No trecho “tinha uma simplicidade de três acordes da Jovem Guarda ‒ que, aliás, lhe providenciava a maior parte da trilha sonora.”, a palavra “trilha” significa “composição, parte musical”. Todavia, em outros contextos, pode ser empregada no sentido de “pista, rastro, vereda, vestígio, exemplo, debulho”, entre outros.

A esse fenômeno linguístico dá-se o nome de
Alternativas
Q4078787 Português
O pandemônio que vem por aí


Sérgio Rodrigues*

Pode ser um daqueles truques que a memória nos prega, mas me lembro que, na bolha da minha infância mineira, a palavra "pandemônio" tinha ampla circulação.

Não é que o mundo que eu habitava fosse especialmente confuso ou cacofônico. Comparado ao de hoje, tinha uma simplicidade de três acordes da “Jovem Guarda” ‒ que, aliás, lhe providenciava a maior parte da trilha sonora.

O que acontecia era que, nas asas eternas da hipérbole, do exagero, do drama, o pandemônio era invocado para qualificar desordens mínimas. Por exemplo, a de um quarto de criança com dois gibis do Pato Donald, três carrinhos Matchbox e um pé de Kichute largados no chão.

Só muitos anos depois aprendi que o pandemônio, termo tão corriqueiro, tinha uma origem não apenas literária, mas enraizada na alta cultura. Era um termo erudito, eruditíssimo, que havia caído na vida. Como?

Não é tão simples desvendar esse como porque rola no mundo dos vocábulos uma clara tendência ao pandemônio. O que podemos fazer no caso é reconstituir com relativa segurança a fonte primária da palavra – e isso não é pouco.

Os etimologistas, que não gostam muito de concordar uns com os outros, concordam que se trata de um neologismo culto, um termo inventado pelo poeta inglês John Milton (1608-1674) em sua obra-prima "Paraíso Perdido". Esse longo poema épico de inspiração religiosa, lançado em 1667, tem entre seus personagens Adão, Eva, Deus e Satã. Pandemonium vem a ser o local de trabalho deste último: o palácio,  o quartel-general onde labutam o “Rabudo” e seus demônios subordinados.

O nome traduzia justamente esse coletivo. Milton o criou juntando dois elementos gregos: "pan" (todos) e "daimónion" (demônios), este após tabelinha com o latim "daemonium". Ou seja, o Pandemonium era o local onde se reunia a diabada toda.

Sobre a bem-sucedida carreira do pandemônio na linguagem comum há pistas esparsas. O dicionário etimológico de Douglas Harper registra, para o inglês, o surgimento do sentido expandido ‒ e já atenuado, pois não diabólico ‒ de "lugar de balbúrdia e desordem" cerca de um século após a publicação de "Paraíso Perdido".

Daí até o pandemônio chegar ao meu quarto infantil bagunçado foi preciso fazer uma escala em 1877, ano do primeiro registro do vocábulo em português, no dicionário Morais.

Hoje o Houaiss tem como uma das acepções da palavra uma fórmula domesticada e próxima do sentido em que a conheci: "mistura caótica de pessoas ou coisas; confusão".

Desconfio que o pandemônio já não ocupe posição tão privilegiada na linguagem familiar brasileira. Desde aquele tempo a sensação de desordem cresceu, e com ela o número de palavras encarregadas de traduzi-la. Da chula zona ao científico caos, do cômico furdunço ao popular angu de caroço, não faltam rivais para dividir as preferências do público e desafiar a autoridade vocabular do pandemônio.

Um dos sentidos de pandemônio no Houaiss ‒ "associação de pessoas para praticar o mal ou promover desordens e balbúrdias" ‒ sugere que pode estar na hora de tirá-lo da gaveta.

* Escritor e jornalista.

Folha de São Paulo, 11 de maio de 2022. Adaptado.
A comparação do título com o texto integral permite afirmar, fundamentalmente, que o autor, para defender seu ponto de vista,
Alternativas
Q4078361 Noções de Informática
Sobre os cuidados a serem tomados para evitar uma infecção por malware, analise as afirmações a seguir.

I - Ao usar um programa pirata, certificar-se de que sua origem é confiável.
II - Fazer backup dos dados em uma pasta na Área de Trabalho.
III - Utilizar um antivírus atualizado e com rotina periódica de escaneamento.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q4078360 Noções de Informática
O Google Meet (antigo Hangouts Meet) é um serviço para reuniões virtuais com alta qualidade e segurança.

Sobre o Google Meet é correto afirmar que
Alternativas
Q4078359 Noções de Informática
Com relação ao pacote Office LibreOffice, informe (V) para verdadeiro ou (F) para falso.

( ) O LibreOffice é um software gratuito; no entanto, após sua instalação, é necessária a sua ativação utilizando o número de série do software.
( ) As planilhas criadas e posteriormente salvas pelo LibreOffice Calc possuem a extensão .ods.
( ) O LibreOffice é baseado em software livre (que pode ser copiado, modificado, estudado e distribuído às alterações); portanto, não tem problemas com licenças.
( ) Por ser multiplataforma, o LibreOffice pode funcionar em Linux, Windows, Mac OS X e FreeBSD.
( ) O LibreOffice Base é a ferramenta de sustentação para todas as outras ferramentas.

A correta sequência é
Alternativas
Q4078357 Noções de Informática
A tecla Imagem associada para resolução da questão pode ser associada a várias outras para que produtivos atalhos sejam utilizados.

Sobre as combinações da tecla Imagem associada para resolução da questão no Windows 10, faça a correta associação com as suas respectivas funções.

TECLAS

Imagem associada para resolução da questão


FUNÇÕES

( ) Alterna para a Área de Trabalho e minimiza todas as janelas abertas.
( ) Bloqueia a Área de Trabalho e vai para a Tela de Bloqueio.
( ) Encaixa a janela ativa na metade esquerda do monitor.
( ) Alterna entre Exibir Área de Trabalho (oculta/exibe quaisquer aplicações e outras janelas) e o estado anterior.
( ) Com múltiplos monitores, move a janela ativa para o monitor à esquerda.
( ) Alterna entre os aplicativos da Barra de Tarefas.

A correta sequência dessa associação é
Alternativas
Q4078356 Noções de Informática

Associe corretamente as teclas do teclado do computador às suas funções.



TECLAS  



Imagem associada para resolução da questão



FUNÇÕES



( ) Retrocede uma posição, apagando o caractere à esquerda do cursor ou ponto de inserção.


( ) Posiciona o foco para o próximo item de uma janela ou de um elemento.


( ) Ativa/desativa o modo de letras maiúsculas.


( ) Utiliza-se frequentemente nas chamadas teclas de atalho.


( ) Usa-se para acionar o caractere que está na parte superior da tecla.


( ) Cancela uma operação em curso.


( ) Aciona os menus disponíveis nas barras de menus.



A correta sequência dessa associação é

Alternativas
Q4078353 Noções de Informática
Para a questão, levando-se em conta a elaboração de planilhas eletrônicas no LibreOffice 7.0, considere a seguinte tabela:


A execução da fórmula


=SOMASES(D2:D17;B2:B17;"=Rio de Janeiro";C2:C17;"=Material de Escritório")


retornará

Alternativas
Q4078351 Direito Digital
Segundo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4078350 Legislação Federal
Analise os conceitos a seguir, referentes à Lei nº 11.091/2005, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico -Administrativos em Educação, no âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação.

I - Plano de carreira é o conjunto de princípios, diretrizes e normas que regulam o desenvolvimento profissional dos servidores titulares de cargos que integram determinada carreira, constituindo-se em instrumento de gestão do órgão ou entidade.
II - Usuários são pessoas ou coletividades internas ou externas à Instituição Federal de Ensino que usufruem direta ou indiretamente dos serviços por ela prestados.
III - Cargo é a área específica de atuação do servidor, integrada por atividades afins ou complementares, organizada a partir das necessidades institucionais e que orienta a política de desenvolvimento de pessoal.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q4078349 Direito Administrativo
A Lei nº 9.784/1999 regulamenta o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. Segundo essa Lei, estão corretas as afirmações a seguir, EXCETO:
Alternativas
Q4078348 Legislação Federal
Preencha as lacunas, segundo os exatos termos do Decreto nº 1.171/1994, que aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

"A _______________ da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o (a) _______________. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do _______________”.

A sequência que completa a norma citada é:
Alternativas
Q4078347 Direito Administrativo
Sobre o Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 1994, que aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público, analise as assertivas a seguir.

I - É dever do servidor desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público de que seja titular.
II - É dever do servidor fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço, em benefício próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros, privilegiando o bem comum.
III - É dever do servidor ser assíduo e frequente ao serviço, na certeza de que sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q4078346 Direito Administrativo
Segundo o regime disciplinar previsto na Lei nº 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, qual é um dever do servidor público?
Alternativas
Q4078345 Direito Administrativo
Considerando-se os dispositivos da Lei nº 8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, quais os requisitos básicos para investidura em cargo público?
Alternativas
Respostas
8581: D
8582: D
8583: E
8584: C
8585: A
8586: A
8587: A
8588: A
8589: E
8590: A
8591: D
8592: A
8593: B
8594: A
8595: B
8596: A
8597: D
8598: C
8599: B
8600: C