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Q3906459 Inglês
        Electoral accountability is a distinctively democratic form of accountability. Since officials typically seek reelection or election to a higher office, this potential sanction is regarded as a powerful inducement for them to explain their actions to electorates and serve their electorates‟ interests. In this conventional view, much of the activity of elected officials takes place “in the shadow of elections,” with the awareness that potential opponents may publicize their actions, if these seem likely to be unpopular with their electorates.

        On the other hand, some recent work suggests that even in democracies, there is much less retrospective electoral accountability than the conventional view suggests. In a sense, this failure should not be surprising in light of democratic theory. Alexis de Tocqueville and John Stuart Mill emphasized in the mid-19th century the importance, for effective control of government, of alert and involved citizens. Alexis de Tocqueville observed that “the inhabitant of New England is attached to his township not so much because he was born there as because he sees in that township a free and strong corporation that he is a part of and that is worth his trouble to seek to direct.” Democracy, in Tocqueville‟s view, also relies on the existence of multiple voluntary associations, linked to political associations in multiple ways. In the words of John Stuart Mill, “the rights and interests of every or any person are only secure from being disregarded when the person is himself able, and habitually disposed, to stand up for them.”

Robert O. Keohane. The Concept of Accountability in World Politics and the Use of Force.
Internet:<Repository.law.umich.edu> (adapted).

Considering the preceding text, judge the following item. 


In the last sentence of the text, the pronoun „them‟ refers to „the rights and interests of every or any person.‟ 

Alternativas
Q3906458 Inglês
        Electoral accountability is a distinctively democratic form of accountability. Since officials typically seek reelection or election to a higher office, this potential sanction is regarded as a powerful inducement for them to explain their actions to electorates and serve their electorates‟ interests. In this conventional view, much of the activity of elected officials takes place “in the shadow of elections,” with the awareness that potential opponents may publicize their actions, if these seem likely to be unpopular with their electorates.

        On the other hand, some recent work suggests that even in democracies, there is much less retrospective electoral accountability than the conventional view suggests. In a sense, this failure should not be surprising in light of democratic theory. Alexis de Tocqueville and John Stuart Mill emphasized in the mid-19th century the importance, for effective control of government, of alert and involved citizens. Alexis de Tocqueville observed that “the inhabitant of New England is attached to his township not so much because he was born there as because he sees in that township a free and strong corporation that he is a part of and that is worth his trouble to seek to direct.” Democracy, in Tocqueville‟s view, also relies on the existence of multiple voluntary associations, linked to political associations in multiple ways. In the words of John Stuart Mill, “the rights and interests of every or any person are only secure from being disregarded when the person is himself able, and habitually disposed, to stand up for them.”

Robert O. Keohane. The Concept of Accountability in World Politics and the Use of Force.
Internet:<Repository.law.umich.edu> (adapted).

Considering the preceding text, judge the following item. 


As used in the text, the expression „in the shadow of elections‟ (in the third sentence of the first paragraph) indicates that the activity of elected officials is influenced by their interest in the next election results.

Alternativas
Q3906457 Inglês
        Electoral accountability is a distinctively democratic form of accountability. Since officials typically seek reelection or election to a higher office, this potential sanction is regarded as a powerful inducement for them to explain their actions to electorates and serve their electorates‟ interests. In this conventional view, much of the activity of elected officials takes place “in the shadow of elections,” with the awareness that potential opponents may publicize their actions, if these seem likely to be unpopular with their electorates.

        On the other hand, some recent work suggests that even in democracies, there is much less retrospective electoral accountability than the conventional view suggests. In a sense, this failure should not be surprising in light of democratic theory. Alexis de Tocqueville and John Stuart Mill emphasized in the mid-19th century the importance, for effective control of government, of alert and involved citizens. Alexis de Tocqueville observed that “the inhabitant of New England is attached to his township not so much because he was born there as because he sees in that township a free and strong corporation that he is a part of and that is worth his trouble to seek to direct.” Democracy, in Tocqueville‟s view, also relies on the existence of multiple voluntary associations, linked to political associations in multiple ways. In the words of John Stuart Mill, “the rights and interests of every or any person are only secure from being disregarded when the person is himself able, and habitually disposed, to stand up for them.”

Robert O. Keohane. The Concept of Accountability in World Politics and the Use of Force.
Internet:<Repository.law.umich.edu> (adapted).

Considering the preceding text, judge the following item. 


The passage „that he is a part of and that is worth his trouble to seek to direct‟ (in the fourth sentence of the second paragraph), describes the relationship between „the inhabitant of New England‟ and „a free and strong corporation‟, which is „his township‟.

Alternativas
Q3906456 Português
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.

Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.


No sexto período do texto, o trecho introduzido pelo sinal de dois-pontos empregado após o vocábulo “autoridade” consiste na explicitação do termo que está elíptico em “o de maior autoridade”.

Alternativas
Q3906455 Português
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.

Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.


Pela construção dos sentidos do trecho “Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo” (antepenúltimo período), é correto concluir que o termo “lhes” remete a “príncipes”.

Alternativas
Q3906454 Português
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.

Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.


No segmento “Enquanto lei natural” (quarto período), o termo “Enquanto” expressa circunstância de tempo concomitante.

Alternativas
Q3906453 Português
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.

Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.


No quarto período, o termo “maiores”, em “que os fez maiores”, é uma qualificação atribuída a “os”, forma pronominal cujo referente é “reis”, no trecho “obriga aos reis”.

Alternativas
Q3906452 Português
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.

Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.


No trecho “se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio” (penúltimo período), a estrutura sintática “o que se lhes não deve” corresponde a o que não lhes é devido. 

Alternativas
Q3906451 Português
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.

Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.


No texto, é evidente a concepção de que o poder real se justificava pelo direito divino dos reis. 

Alternativas
Q3906450 Português
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.

Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.


No quarto período, a supressão das vírgulas que isolam a oração “que os fez maiores que os outros” prejudicaria a coerência das ideias que sustentam o texto, baseadas na fé católica. 

Alternativas
Q3906449 Português
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.

Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.


No primeiro período, o segmento “do alheio” funciona como adjunto adnominal, entendendo-se do texto que ao “alheio”, ou seja, ao outro, ao estranho, cabe a ação de restituição para a própria salvação.

Alternativas
Q3906448 Português
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.

Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.


No trecho “porque a natureza fez iguais a todos” (quarto período), o emprego da preposição que introduz o segmento “a todos” justifica-se pela regência do verbo fazer, empregado, na estrutura sintática em questão, com dois complementos: um direto e um indireto.

Alternativas
Q3906447 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


Da leitura do texto, em que predomina a tipologia dissertativo-expositiva, entende-se que os dataístas atribuem ao fluxo de informações um valor supremo, sendo os dados a fonte definitiva de verdade e compreensão do mundo. 

Alternativas
Q3906446 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


A oração que compõe o segundo período do segundo parágrafo classifica-se como subordinada adverbial comparativa.

Alternativas
Q3906445 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


Estariam mantidas as relações sintático-semânticas estabelecidas no último período do texto, bem como a coerência de suas ideias, caso se deslocasse, no trecho “E o valor reside não em ter tido experiências”, o vocábulo “não" para imediatamente depois da preposição “em”.

Alternativas
Q3906444 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


Depreende-se do modo como o autor se posiciona no texto que ele é um crítico do humanismo.

Alternativas
Q3906443 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


Deduz-se da leitura do texto que a complexidade e a profundidade das experiências humanas ou de outro animal são indiferentes no dataísmo.

Alternativas
Q3906442 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


Conclui-se da leitura do texto que, de acordo com o dataísmo, a superioridade dos humanos sobre os animais está na possibilidade de os primeiros enriquecerem o sistema global de processamento de dados.

Alternativas
Q3906441 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


Entende-se da leitura do texto que o dataísmo nega o caráter subjetivo das experiências humanas postulado pelo humanismo. 

Alternativas
Q3906440 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


No quarto período do segundo parágrafo, o sujeito de referência da oração “enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados” é “um humano”.

Alternativas
Respostas
581: C
582: C
583: C
584: E
585: C
586: E
587: C
588: C
589: C
590: C
591: E
592: E
593: C
594: E
595: E
596: E
597: C
598: C
599: C
600: C