Questões de Concurso
Para residência médica - farmácia
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Em uma avaliação farmacoeconômica, duas alternativas terapêuticas para o tratamento de uma doença crônica foram comparadas no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS).
• Tratamento A: custo médio anual de R$ 10.000 por paciente e efetividade de 4 anos de vida ajustados pela qualidade (QALY).
• Tratamento B: custo médio anual de R$ 14.000 por paciente e efetividade de 5 QALY.
Com base nesses dados, a razão incremental de custoefetividade (ICER) do tratamento B em relação ao tratamento A corresponde a
Em um hospital privado, a direção administrativa decide reduzir custos e determina que o farmacêutico responsável técnico esteja presente apenas em parte do horário de funcionamento da farmácia hospitalar, mantendo técnicos de farmácia nos demais turnos. O farmacêutico, ciente da decisão, permanece vinculado formalmente ao serviço, assina documentos técnicos e não comunica o fato ao Conselho Regional de Farmácia.
À luz da Lei nº 13.021/2014 e do Código de Ética Farmacêutica, a situação descrita caracteriza que o farmacêutico
Em um ensaio clínico randomizado, um novo medicamento foi comparado ao tratamento padrão para reduzir a ocorrência de um desfecho clínico relevante em pacientes oncológicos. O risco relativo estimado para o desfecho foi de 0,82, com intervalo de confiança de 95% variando de 0,65 a 1,04. O farmacêutico clínico integra a comissão de avaliação de tecnologias do hospital e utiliza princípios da epidemiologia clínica para subsidiar a decisão sobre incorporação da intervenção.
A interpretação desses resultados, considerando o papel do intervalo de confiança na avaliação da incerteza, deve reconhecer que
Em um hospital de alta complexidade, a farmácia hospitalar é responsável por atividades que geram resíduos com diferentes níveis de risco, incluindo resíduos químicos provenientes da manipulação de medicamentos quimioterápicos. A revisão do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) considera a necessidade de adequação às normas sanitárias vigentes e à proteção da saúde do trabalhador e do meio ambiente.
Nesse contexto, a organização do gerenciamento desses resíduos caracteriza-se por
Um paciente de 68 anos, internado por pneumonia adquirida na comunidade, apresenta histórico de insuficiência renal crônica estágio 3, diabetes mellitus tipo 2 e fibrilação atrial em uso regular de varfarina. Durante a internação, é prescrita terapia antimicrobiana com levofloxacino intravenoso, na dose padrão. Após 72 horas, o paciente apresenta elevação progressiva do INR, sem alterações relevantes na dieta ou na dose do anticoagulante.
Nesse caso, o farmacêutico deve
Em um hospital geral, a farmácia hospitalar realiza o fracionamento de medicamentos sólidos orais para atendimento às unidades de internação. A atividade é executada na área de estoques da farmácia, com presença do farmacêutico responsável técnico, utilização de equipamentos dedicados e identificação do medicamento fracionado com nome, dose, data de validade e lote. Todo procedimento é orientado por um infográfico anexado na parede e as ordens de fracionamento são arquivadas após assinatura do farmacêutico e liberação do medicamento para consumo.
Considerando as exigências sanitárias aplicáveis às atividades da farmácia hospitalar, a análise dessa situação indica que o serviço
O farmacêutico clínico de um hospital realiza busca ativa de eventos adversos relacionados a medicamentos por meio da metodologia de triggers. Durante a revisão de prontuários, identifica a prescrição de naloxona em um paciente internado na UTI. No prontuário, constam registros de depressão respiratória nas últimas horas, necessidade de ventilação não invasiva e ajuste recente da dose da morfina. Não há evidências de hipoxemia prévia, doença pulmonar descompensada ou uso concomitante recente de outros depressores do sistema nervoso central.
Considerando a metodologia dos triggers (rastreadores) e a análise de possíveis variáveis de confundimento, a interpretação do farmacêutico baseia-se
Uma paciente com diagnóstico recente de câncer metastático procura um hospital habilitado no SUS após ter recebido, no setor privado, a recomendação de uso de um medicamento oncológico recém-aprovado pela Anvisa, ainda não incorporado ao SUS. Durante o atendimento, surgem dúvidas quanto às diferenças nos critérios de acesso entre os dois sistemas.
Considerando a organização da atenção oncológica no Brasil, a situação descrita relaciona-se diretamente ao fato de que
Em um hospital de alta complexidade, a farmácia hospitalar enfrenta atraso na liberação de quimioterápicos antineoplásicos. Diante da pressão assistencial, a coordenação de enfermagem propõe que enfermeiros realizem a reconstituição e diluição desses medicamentos na unidade de internação, argumentando que a equipe já manipula outras medicações intravenosas e possui treinamento técnico.
À luz da legislação profissional e das normas sanitárias aplicáveis, a análise dessa situação fundamenta-se no entendimento de que a manipulação de quimioterápicos antineoplásicos
Em um hospital universitário, reações adversas são notificadas após a introdução de um novo medicamento no formulário terapêutico. As notificações incluem eventos com diferentes níveis de gravidade, ocorridos em pacientes com múltiplas comorbidades e uso concomitante de vários fármacos. A farmácia hospitalar integra essas informações às ações de farmacovigilância institucional.
Nesse contexto, a análise de causalidade é incorporada ao processo por permitir
Durante a avaliação de um medicamento utilizado em ambiente hospitalar, o farmacêutico clínico analisa dados pré-clínicos e clínicos para subsidiar decisões relacionadas à monitorização terapêutica e à segurança do uso. Observa-se que a dose eficaz para 50% da população (DE₅₀) é próxima da dose tóxica para 50% dos indivíduos (DT₅₀), sendo que eventos adversos graves foram descritos mesmo em doses pouco acima daquelas necessárias para o efeito terapêutico.
Considerando os conceitos de índice terapêutico e margem de segurança, essa situação indica que o medicamento
Em um hospital universitário, a equipe de farmacovigilância avalia reações adversas notificadas em pacientes com polifarmácia, doenças graves e evolução clínica complexa. Durante a análise, observa-se que, em diversos casos, não há reexposição ao medicamento suspeito, os dados laboratoriais são incompletos e o evento pode ser explicado por condições clínicas concomitantes. Diante desse cenário, a escolha e a interpretação dos algoritmos de causalidade utilizados tornamse centrais para a qualificação das notificações.
Considerando as características do algoritmo de Naranjo e do sistema WHO-UMC, a análise desses casos deve reconhecer que
No processo de incorporação de um medicamento inovador para o tratamento de um tipo de câncer, a avaliação realizada no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) identifica benefício clínico potencial, porém com incertezas relevantes quanto à efetividade no mundo real e ao impacto orçamentário. Paralelamente, observa-se aumento de demandas judiciais para acesso à tecnologia. Diante desse cenário, discute-se a adoção de acordos de compartilhamento de risco (risk-sharing) como estratégia de gestão da incorporação.
Considerando os fundamentos da farmacoeconomia e da avaliação de tecnologias em saúde, a utilização desses acordos se justifica por permitir
Em uma farmácia hospitalar, ocorre o derramamento de um quimioterápico antineoplásico durante o preparo. O farmacêutico responsável técnico decide não acionar o protocolo institucional, não registrar o incidente e autoriza a limpeza da área sem uso do kit específico, apesar de conhecer as normas vigentes. O episódio é posteriormente identificado em inspeção sanitária, com relato de exposição ocupacional de trabalhadores.
À luz do Código de Ética do Farmacêutico (Resolução CFF nº 724/2022), a conduta do farmacêutico caracteriza a ocorrência de