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Q4018928 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões.
Assinale a alternativa CORRETA que contenha apenas termos adjetivos.
Alternativas
Q4018927 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma.
Em relação às relações sintáticas e semânticas presentes no período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018926 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Estudos indicam que "o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social".
Em relação à análise sintática da oração destacada, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018925 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

A amígdala está relacionada "às respostas" "a ameaças", enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar.
Em relação ao emprego do acento indicativo de crase nos trechos destacados, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018924 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

O texto apresenta uma reflexão sobre as reações humanas diante de opiniões divergentes, relacionando aspectos do funcionamento cerebral, processos cognitivos e comportamentos observados em situações de discordância.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018923 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a "regulá-lo".
Em relação à colocação pronominal no trecho destacado, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4017972 Enfermagem

A assistência a pacientes críticos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) requer do profissional de enfermagem conhecimento aprofundado sobre monitorização hemodinâmica, reconhecimento de sinais de instabilidade clínica e implementação de intervenções que garantam a segurança e sobrevida do paciente. O monitoramento contínuo de parâmetros como pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio, pressão venosa central e débito urinário permite detecção precoce de deterioração clínica e orientação de condutas terapêuticas apropriadas. O profissional de enfermagem, atuando em UTI, deve dominar técnicas de manutenção de acesso vascular, interpretação de parâmetros hemodinâmicos, reconhecimento de arritmias cardíacas e implementação de medidas de suporte vital conforme protocolos de cuidado crítico estabelecidos. Considerando esse contexto de responsabilidade profissional e segurança do paciente crítico, analise as afirmações a seguir e registre (V), para as verdadeiras, e (F), para as falsas:



(__) A pressão venosa central (PVC) normal varia entre 2 a 8 mmHg e reflete adequadamente o retorno venoso e a função ventricular direita, sendo parâmetro essencial para avaliação de volemia e função cardíaca em pacientes críticos internados em UTI.


(__) Cateter venoso central pode ser mantido indefinidamente sem necessidade de troca periódica, desde que não apresente sinais clínicos de infecção ou obstrução visível durante inspeção diária do sítio de inserção.


(__) A saturação de oxigênio menor que 94% em paciente crítico requer avaliação imediata de ventilação, oxigenação e ajustes de suporte respiratório conforme protocolo de suporte vital e responsabilidade profissional do profissional de enfermagem.


(__) Débito urinário menor que 0,5 mL/kg/hora em paciente crítico pode indicar hipoperfusão renal e requer investigação imediata de causa (hipovolemia, choque, obstrução) conforme protocolo de insuficiência renal aguda.


(__) Arritmias cardíacas em pacientes críticos devem ser sempre tratadas imediatamente com medicamentos antiarrítmicos, independentemente de apresentarem repercussão hemodinâmica ou estabilidade clínica do paciente.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima: 

Alternativas
Q4017971 Enfermagem

A assistência à saúde da mulher durante a gestação requer do enfermeiro conhecimento aprofundado sobre alterações fisiológicas, identificação de sinais de alerta e implementação de medidas preventivas que garantam a segurança materna e fetal. O acompanhamento pré-natal sistematizado permite detecção precoce de complicações como hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, condições que impactam significativamente os desfechos perinatais. O enfermeiro, atuando em policlínica ou unidade básica de saúde, deve dominar técnicas de avaliação clínica, orientação educativa e reconhecimento de situações que exigem encaminhamento para serviços de maior complexidade. Considerando esse contexto de responsabilidade profissional e segurança materno-fetal, analise as afirmações a seguir e registre (V), para as verdadeiras, e (F), para as falsas.



(__) A ausculta de batimentos cardíacos fetais com estetoscópio de Pinard é possível a partir da 18ª a 20ª semana de gestação, não antes desse período.


(__) Sangramento vaginal no primeiro trimestre sempre indica aborto iminente e repouso absoluto é indicado para todos os casos sem exceção.


(__) Pressão arterial ≥ 140/90 mmHg em duas medidas com intervalo de 4 horas durante gestação deve ser investigada para possível hipertensão gestacional.


(__) A contracepção de emergência com levonorgestrel deve ser administrada até 72 horas após relação sexual desprotegida conforme protocolo do Ministério da Saúde.


(__) Sinais de alerta como cefaleia intensa, epigastralgia, visão turva e edema de face indicam possível pré-eclâmpsia e devem ser orientados às gestantes.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima.

Alternativas
Q4017970 Enfermagem

A assistência em saúde mental requer do enfermeiro compreensão aprofundada sobre transtornos psiquiátricos, reconhecimento de sinais de risco e implementação de cuidados que promovam a dignidade e autonomia do paciente. O acompanhamento de pacientes com transtornos mentais em serviços de atenção primária e secundária exige avaliação contínua de risco de suicídio, adesão ao tratamento medicamentoso e implementação de estratégias de reabilitação psicossocial. O enfermeiro, atuando em CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) ou unidades de internação psiquiátrica, deve dominar técnicas de comunicação terapêutica, reconhecimento de efeitos colaterais de psicofármacos e articulação com rede de apoio social. Considerando esse contexto de responsabilidade profissional e segurança do paciente em saúde mental, analise as afirmações a seguir e registre (V), para as verdadeiras, e (F), para as falsas.



(__) Pacientes com transtorno depressivo maior apresentam risco aumentado de suicídio, especialmente durante fases de melhora do humor quando ganham energia para executar planos suicidas.


(__) Antipsicóticos típicos causam menos efeitos colaterais extrapiramidais que antipsicóticos atípicos, sendo sempre a primeira escolha no tratamento de esquizofrenia.


(__) A comunicação terapêutica do enfermeiro com pacientes em crise psiquiátrica deve incluir escuta ativa, validação emocional e estabelecimento de limites claros conforme protocolo.


(__) Pacientes em uso de lítio para transtorno bipolar requerem monitoramento de níveis séricos e função renal regularmente conforme protocolo de segurança medicamentosa.  


(__) A reabilitação psicossocial em saúde mental visa apenas ocupar tempo do paciente, sem objetivo de reinserção social ou desenvolvimento de habilidades funcionais.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima.

Alternativas
Q4017969 Enfermagem

A conservação adequada de imunobiológicos é fundamental para manter a potência vacinal e garantir a efetividade da imunização. O enfermeiro responsável pela sala de imunização deve dominar os procedimentos de armazenamento, monitoramento da cadeia de frio, verificação de integridade das vacinas e reconhecimento de situações que comprometem a qualidade dos imunobiológicos. A detecção precoce de falhas na cadeia de frio, como congelamento acidental ou elevação de temperatura, e a adoção de medidas imediatas de descarte ou retenção de vacinas são essenciais para prevenir a administração de imunobiológicos comprometidos. Considerando esse contexto de responsabilidade profissional e segurança do paciente, analise as afirmações a seguir e registre (V), para as verdadeiras, e (F), para as falsas.



(__) A temperatura ideal para conservação de vacinas em geladeira é entre 2°C e 8°C, e o monitoramento diário com termômetro de máxima e mínima é obrigatório. 


(__) Vacinas que sofreram congelamento acidental devem ser reutilizadas normalmente, pois o congelamento não afeta a potência de imunobiológicos.


(__) O enfermeiro deve verificar data de validade, integridade da embalagem e aspecto físico da vacina antes de administrar qualquer imunobiológico.


(__) A via de administração pode ser modificada conforme preferência do paciente, desde que a dose permaneça a mesma.


(__) Pacientes que apresentam reação anafilática após vacinação devem ser observados por no mínimo 30 minutos com acesso a medicações de emergência.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima.

Alternativas
Q4017968 Enfermagem
O acompanhamento de pacientes com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e doença pulmonar obstrutiva crônica requer do enfermeiro avaliação contínua, orientação educativa e monitoramento de adesão ao tratamento. A implementação de estratégias de educação em saúde que promovam mudanças de estilo de vida, como redução de sódio, prática de atividade física e cessação do tabagismo, é fundamental para o controle de DCNT e prevenção de complicações. 
O enfermeiro, atuando em unidades básicas de saúde e clínicas de acompanhamento, deve dominar técnicas de avaliação de adesão, identificação de barreiras ao tratamento e implementação de planos de cuidado individualizados conforme protocolos do Ministério da Saúde. Considerando esse contexto de responsabilidade profissional e promoção de saúde, analise as afirmações a seguir e registre (V), para as verdadeiras, e (F), para as falsas.

(__) Pacientes com hipertensão arterial sistêmica devem reduzir ingestão de sódio para menos de 2.300 mg por dia conforme recomendações de órgãos internacionais de saúde.
(__) A prática de atividade física é contraindicada em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, pois aumenta o risco de hipoglicemia grave.
(__) Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica em uso de broncodilatadores inalatórios devem ser orientados sobre técnica correta de inalação para garantir deposição pulmonar do medicamento.
(__) A adesão ao tratamento medicamentoso em DCNT é responsabilidade exclusiva do paciente, não havendo papel do enfermeiro em sua promoção.
(__) Educação em saúde com foco em mudanças de estilo de vida contribui para o controle de DCNT e redução de complicações conforme protocolos do Ministério da Saúde.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima.
Alternativas
Q4017966 Enfermagem

A implementação de medidas de biossegurança e controle de infecção é responsabilidade fundamental do enfermeiro em todos os ambientes de assistência à saúde. O conhecimento sobre classificação de resíduos, uso correto de equipamentos de proteção individual (EPI), técnicas de higienização de mãos e protocolos de isolamento é essencial para prevenir infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) e proteger profissionais, pacientes e comunidade. O enfermeiro deve dominar protocolos de desinfecção e esterilização de materiais, reconhecimento de exposição ocupacional a patógenos e implementação de medidas de prevenção conforme diretrizes da ANVISA e Ministério da Saúde.

Considerando esse contexto de responsabilidade profissional, segurança ocupacional e prevenção de infecções, analise as afirmações a seguir e registre (V), para as verdadeiras, e (F), para as falsas.



(__) A higienização de mãos com água e sabão é eficaz contra todos os microrganismos, enquanto álcool gel é indicado apenas quando as mãos estão visivelmente limpas.


(__) Resíduos de serviços de saúde classificados como infectantes devem ser acondicionados em sacos brancos leitosos e submetidos a tratamento antes da disposição final.


(__) Exposição ocupacional a sangue ou fluidos corporais requer notificação imediata, investigação de risco e implementação de profilaxia pós-exposição conforme protocolo.


(__) Equipamento de proteção individual (EPI) pode ser reutilizado entre pacientes diferentes se desinfetado com álcool gel entre os usos.


(__) Isolamento de contato é indicado para pacientes com infecções transmissíveis por contato direto ou indireto conforme protocolo de precauções baseadas em transmissão. 



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima.

Alternativas
Q4017965 Enfermagem
Um paciente em pós−operatório é avaliado pelo enfermeiro no terceiro dia após a cirurgia, apresentando rubor ao redor da incisão, aumento de temperatura local, edema progressivo, dor à palpação e saída de secreção purulenta. O prontuário indica diabetes mellitus mal controlado e internação prolongada antes da cirurgia. Considerando as medidas de prevenção de IRAS, os protocolos assistenciais e as responsabilidades do enfermeiro, qual é a conduta adequada diante dessa situação? 
Alternativas
Q4017964 Enfermagem
Durante o preparo e administração de medicamentos em uma unidade de clínica médica, o enfermeiro recebe prescrição de 500 mg de amoxicilina por via oral para um paciente adulto internado com diagnóstico de infecção respiratória. A farmácia disponibiliza frasco reconstituído contendo concentração final de 250 mg em 5 mL. Ao realizar a conferência multiprofissional obrigatória (paciente−medicamento−dose−via−horário−alergias), o enfermeiro identifica anotação de alergia prévia à penicilina registrada em prontuário, com histórico de reação anafilática há três anos. Considerando as boas práticas de segurança do paciente, o cálculo da dose, a legislação profissional e as medidas necessárias antes de administrar qualquer antibiótico, qual conduta deve ser adotada pelo enfermeiro?
Alternativas
Q4017963 Enfermagem
Em atendimento ambulatorial de uma policlínica, o enfermeiro avalia um paciente com diabetes mellitus tipo 2 há oito anos, pressão arterial de 150/95 mmHg, IMC de 32 kg/m², baixa adesão ao tratamento, hábitos sedentários e relato de dificuldades para compreender orientações terapêuticas anteriores. Considerando que o Processo de Enfermagem (PE) e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) orientam o raciocínio clínico, a tomada de decisão e a organização do cuidado, qual conduta o enfermeiro deve adotar? 
Alternativas
Q4017962 Saúde Pública

A Vigilância Epidemiológica constitui componente essencial da vigilância em saúde e desempenha papel estratégico na detecção, monitoramento e controle de doenças e agravos que impactam a saúde coletiva. Suas ações incluem o acompanhamento sistemático da ocorrência de eventos em saúde e a adoção de medidas destinadas à prevenção e ao controle de riscos sanitários.


Fonte: http://vigilancia.saude.mg.gov.br/index.php/vigilancia] -epidemiologica/



No que se refere as atribuições da Vigilância Epidemiológica, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4017961 Saúde Pública

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a atenção à saúde da mulher fundamenta-se no princípio da integralidade do cuidado, contemplando a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos e a promoção de condições que favoreçam o bem-estar físico, mental e social ao longo de todo o ciclo de vida feminino.



Com relação a atenção integral à saúde da mulher, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4017960 Direito Sanitário

A Vigilância Sanitária desempenha papel fundamental na proteção da saúde coletiva por meio da regulação, fiscalização e monitoramento de serviços e produtos que possam representar riscos à população. No âmbito dos serviços de saúde, suas ações envolvem diferentes níveis de governo e demandam análise sistemática dos riscos existentes nos estabelecimentos assistenciais.


No que se refere as atribuições da vigilância sanitária em serviços de saúde, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.



(__) A vigilância sanitária possui competência exclusiva da esfera federal para licenciar e fiscalizar os serviços de saúde em todo o território nacional.


(__) A vigilância sanitária restringe-se à análise de medicamentos e produtos farmacêuticos.


(__) A vigilância sanitária possui atuação limitada ao controle das atividades hospitalares.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:

Alternativas
Q4017959 Saúde Pública

No campo da epidemiologia, os indicadores de mortalidade constituem instrumentos essenciais para a análise da situação de saúde de uma população, permitindo identificar padrões de adoecimento, tendências temporais e possíveis desigualdades sociais relacionadas ao risco de morte.



Considerando os conceitos e aplicações dos indicadores de mortalidade, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q4017958 Saúde Pública

A Política Nacional de Humanização (PNH) constitui uma estratégia voltada à qualificação das práticas de atenção e gestão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), buscando fortalecer relações mais solidárias, participativas e corresponsáveis entre usuários, trabalhadores e gestores.


Sobre a Política Nacional de Humanização, analise as afirmativas abaixo.



I. A Política Nacional de Humanização tem como foco exclusivo a capacitação técnica de profissionais de saúde, sem contemplar a participação dos usuários nos processos de cuidado.


II. A Política Nacional de Humanização configura-se como um programa setorial voltado exclusivamente à melhoria da infraestrutura física dos serviços hospitalares do SUS.


III. A Política Nacional de Humanização caracteriza-se como uma política pública transversal, destinada a orientar e qualificar as práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Respostas
501: A
502: C
503: B
504: C
505: D
506: A
507: A
508: C
509: D
510: C
511: D
512: C
513: C
514: D
515: D
516: A
517: A
518: A
519: E
520: D