Questões de Concurso
Para psicólogo
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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
a favor dos sem partido
sem dinheiro pra passagem
a favor dos estudantes
emperrando as engrenagens
a favor de uma garota
que tinha um olhar selvagem
e carregava um cartaz
escrito apenas “CORAGEM”
vou às ruas e hoje escrevo
uma balada-homenagem
vi um velho de muletas –
velhice = jardinagem –
caminhar cinco quilômetros
na maior camaradagem
vi uma mulher dançando
com seus cabelos na aragem
do alto de um edifício
incentivando a passagem
da passeata – e por isso
rendo aqui minha homenagem
que o governo não ignore –
nem se esconda na folhagem
da retórica política –
essa universal mensagem
pra que a esperança não morra
depois de nadar, na margem
nem a justiça se torne
iada, rancor, miragem
– ao eventual ouvinte
do poder, presto homenagem
dói o dia, dói a vida
dói em cada cartilagem
à dor, cerne da poesia
me doo nesta homenagem.
CORSALETTI, Fabrício. Balada a favor das últimas manifestações. In:
CORSALETTI, F. Baladas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
Disponível em: https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1625850525962243-andre- dahmer-abreexposicao-individual-em-sao-paulo. Acesso em: 17 jan. 2026.
Em textos verbais e verbo-visuais, o sentido de uma palavra pode variar conforme o contexto de uso, contribuindo para a construção do significado global do texto. Considerando o emprego da palavra “bárbaro” no último quadro da tirinha, o efeito crítico produzido decorre principalmente do uso de
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Nosso tema é o óbvio. Acho mesmo que os cientistas trabalham é com o óbvio. O negócio deles – nosso negócio – é lidar com o óbvio. Aparentemente, Deus é muito treteiro, faz as coisas de forma tão recôndita e disfarçada que se precisa desta categoria de gente – os cientistas – para ir tirando os véus, desvendando, a fim de revelar a obviedade do óbvio. O ruim deste procedimento é que parece um jogo sem fim. De fato, só conseguimos desmascarar uma obviedade para descobrir outras, mais óbvias ainda.
Para começar, antes de entrar na obviedade educacional – que é nosso tema – vejamos algumas outras obviedades. É óbvio, por exemplo, que todo santo dia o sol nasce, se levanta, dá sua volta pelo céu, e se põe. Sabemos hoje muito bem que isto não é verdade. Mas foi preciso muita astúcia e gana para mostrar que a aurora e o crepúsculo são tretas de Deus. Não é assim? Gerações de sábios passaram por sacrifícios, recordados por todos, porque disseram que Deus estava nos enganando com aquele espetáculo diário. Demonstrar que a coisa não era como parecia, além de muito difícil, foi penoso, todos sabemos.
Outra obviedade, tão óbvia quanto esta ou mais óbvia ainda, é que os pobres vivem dos ricos. Está na cara? Sem os ricos o que é que seria dos pobres? Quem é que poderia fazer uma caridade? Me dá um empreguinho aí! Seria impossível arranjar qualquer ajuda. Me dá um dinheirinho aí! Sem rico o mundo estaria incompleto, os pobres estariam perdidos. Mas vieram uns Barbados dizendo que não, e atrapalharam tudo. Tiraram aquela obviedade e puseram outra oposta no lugar. Aliás, uma obviedade subversiva.
Uma terceira obviedade que vocês conhecem bem, por ser patente, é que os negros são inferiores aos brancos. Basta olhar! Eles fazem um esforço danado para ganhar a vida, mas não ascendem como a gente. Sua situação é de uma inferioridade social e cultural tão visível, tão evidente, que é óbvia. Pois não é assim, dizem os cientistas. Não é assim, não. É diferente! Os negros foram inferiorizados. Foram e continuam sendo postos nessa posição de inferioridade por tais e quais razões históricas. Razões que nada têm a ver com suas capacidades e aptidões inatas mas, sim, tendo que ver com certos interesses muito concretos.
RIBEIRO, Darcy. Sobre o óbvio. In: RIBEIRO, D. Ensaios insólitos. Rio de
Janeiro: Fundação Biblioteca nacional; Brasília: Ed. UnB, 2011. p. 3-4.
[Adaptado].
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Nosso tema é o óbvio. Acho mesmo que os cientistas trabalham é com o óbvio. O negócio deles – nosso negócio – é lidar com o óbvio. Aparentemente, Deus é muito treteiro, faz as coisas de forma tão recôndita e disfarçada que se precisa desta categoria de gente – os cientistas – para ir tirando os véus, desvendando, a fim de revelar a obviedade do óbvio. O ruim deste procedimento é que parece um jogo sem fim. De fato, só conseguimos desmascarar uma obviedade para descobrir outras, mais óbvias ainda.
Para começar, antes de entrar na obviedade educacional – que é nosso tema – vejamos algumas outras obviedades. É óbvio, por exemplo, que todo santo dia o sol nasce, se levanta, dá sua volta pelo céu, e se põe. Sabemos hoje muito bem que isto não é verdade. Mas foi preciso muita astúcia e gana para mostrar que a aurora e o crepúsculo são tretas de Deus. Não é assim? Gerações de sábios passaram por sacrifícios, recordados por todos, porque disseram que Deus estava nos enganando com aquele espetáculo diário. Demonstrar que a coisa não era como parecia, além de muito difícil, foi penoso, todos sabemos.
Outra obviedade, tão óbvia quanto esta ou mais óbvia ainda, é que os pobres vivem dos ricos. Está na cara? Sem os ricos o que é que seria dos pobres? Quem é que poderia fazer uma caridade? Me dá um empreguinho aí! Seria impossível arranjar qualquer ajuda. Me dá um dinheirinho aí! Sem rico o mundo estaria incompleto, os pobres estariam perdidos. Mas vieram uns Barbados dizendo que não, e atrapalharam tudo. Tiraram aquela obviedade e puseram outra oposta no lugar. Aliás, uma obviedade subversiva.
Uma terceira obviedade que vocês conhecem bem, por ser patente, é que os negros são inferiores aos brancos. Basta olhar! Eles fazem um esforço danado para ganhar a vida, mas não ascendem como a gente. Sua situação é de uma inferioridade social e cultural tão visível, tão evidente, que é óbvia. Pois não é assim, dizem os cientistas. Não é assim, não. É diferente! Os negros foram inferiorizados. Foram e continuam sendo postos nessa posição de inferioridade por tais e quais razões históricas. Razões que nada têm a ver com suas capacidades e aptidões inatas mas, sim, tendo que ver com certos interesses muito concretos.
RIBEIRO, Darcy. Sobre o óbvio. In: RIBEIRO, D. Ensaios insólitos. Rio de
Janeiro: Fundação Biblioteca nacional; Brasília: Ed. UnB, 2011. p. 3-4.
[Adaptado].
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Nosso tema é o óbvio. Acho mesmo que os cientistas trabalham é com o óbvio. O negócio deles – nosso negócio – é lidar com o óbvio. Aparentemente, Deus é muito treteiro, faz as coisas de forma tão recôndita e disfarçada que se precisa desta categoria de gente – os cientistas – para ir tirando os véus, desvendando, a fim de revelar a obviedade do óbvio. O ruim deste procedimento é que parece um jogo sem fim. De fato, só conseguimos desmascarar uma obviedade para descobrir outras, mais óbvias ainda.
Para começar, antes de entrar na obviedade educacional – que é nosso tema – vejamos algumas outras obviedades. É óbvio, por exemplo, que todo santo dia o sol nasce, se levanta, dá sua volta pelo céu, e se põe. Sabemos hoje muito bem que isto não é verdade. Mas foi preciso muita astúcia e gana para mostrar que a aurora e o crepúsculo são tretas de Deus. Não é assim? Gerações de sábios passaram por sacrifícios, recordados por todos, porque disseram que Deus estava nos enganando com aquele espetáculo diário. Demonstrar que a coisa não era como parecia, além de muito difícil, foi penoso, todos sabemos.
Outra obviedade, tão óbvia quanto esta ou mais óbvia ainda, é que os pobres vivem dos ricos. Está na cara? Sem os ricos o que é que seria dos pobres? Quem é que poderia fazer uma caridade? Me dá um empreguinho aí! Seria impossível arranjar qualquer ajuda. Me dá um dinheirinho aí! Sem rico o mundo estaria incompleto, os pobres estariam perdidos. Mas vieram uns Barbados dizendo que não, e atrapalharam tudo. Tiraram aquela obviedade e puseram outra oposta no lugar. Aliás, uma obviedade subversiva.
Uma terceira obviedade que vocês conhecem bem, por ser patente, é que os negros são inferiores aos brancos. Basta olhar! Eles fazem um esforço danado para ganhar a vida, mas não ascendem como a gente. Sua situação é de uma inferioridade social e cultural tão visível, tão evidente, que é óbvia. Pois não é assim, dizem os cientistas. Não é assim, não. É diferente! Os negros foram inferiorizados. Foram e continuam sendo postos nessa posição de inferioridade por tais e quais razões históricas. Razões que nada têm a ver com suas capacidades e aptidões inatas mas, sim, tendo que ver com certos interesses muito concretos.
RIBEIRO, Darcy. Sobre o óbvio. In: RIBEIRO, D. Ensaios insólitos. Rio de
Janeiro: Fundação Biblioteca nacional; Brasília: Ed. UnB, 2011. p. 3-4.
[Adaptado].
Analise as afirmativas abaixo no contexto do matriciamento em saúde e do cuidado compartilhado na Atenção Primária.
1. A intervenção deve ampliar o olhar para além da doença, considerando o contexto de vida, medos e significados atribuídos ao tratamento.
2. A construção do cuidado deve ser compartilhada, fortalecendo vínculo e evitando abordagens culpabilizadoras.
3. A noção de “resistência” evidencia dificuldades comunicacionais e limites da própria equipe no cuidado longitudinal.
4. Estratégias e consultas psicológicas individuais garantem a adesão e humanização do cuidado.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
( ) A equipe deve ser comunicada imediatamente para avaliação do risco de suicídio e organização de cuidado compartilhado no território.
( ) Situações como essa devem ser tratadas apenas como luto esperado, sem necessidade de intervenção imediata.
( ) É indicado estruturar uma visita conjunta com médico e psicólogo, articulando rede de apoio, escuta qualificada e monitoramento do caso.
( ) O ACS deve conduzir sozinho o acompanhamento, aguardando que Paulo manifeste um plano suicida explícito antes de acionar a equipe.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Assinale a alternativa correta com base na legislação inclusiva.
Considerando o Código de Ética Profissional do Psicólogo e os limites da atuação institucional, a conduta mais adequada é:
Diante desse relato, como o profissional deve se posicionar?
O plano de ação deve focar em:
Qual a conduta técnica mais adequada?
1. A escuta psicanalítica na Atenção Básica deve considerar as singularidades do sujeito e os determinantes inconscientes do sofrimento, adaptando o setting terapêutico às condições e demandas do serviço público de saúde.
2. O conceito de transferência na psicanálise contemporânea aplicada à saúde pública reconhece que a relação terapêutica se estabelece desde os primeiros encontros, podendo ser manejada mesmo em contextos de atendimentos breves ou intervenções focais.
3. A psicanálise na saúde coletiva pode contribuir para a compreensão das dimensões subjetivas e dos aspectos transferenciais presentes nas relações entre equipe e usuários, auxiliando no manejo de situações de resistência ao tratamento.
4. A aplicação da psicanálise no SUS deve evitar o trabalho interdisciplinar e a articulação com outros saberes, uma vez que a pureza do método psicanalítico pressupõe o atendimento isolado e sem interferências externas.
5. O manejo da transferência e da contratransferência são ferramentas importantes para o psicanalista atuante na Atenção Primária, mesmo em contextos de intervenções breves ou atendimentos pontuais.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Assinale a alternativa correta considerando as diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH), a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e as resoluções do Conselho Federal de Psicologia (CFP).
1. O psicólogo deve atuar na promoção da autonomia e da capacidade civil plena da pessoa com deficiência, reconhecendo que a deficiência não afeta a capacidade legal para decisões sobre sua vida, conforme o princípio da igualdade e não discriminação estabelecido pela lei.
2. A avaliação psicológica de pessoas com deficiência deve utilizar exclusivamente instrumentos padronizados para a população geral, sendo vedada qualquer adaptação de testes ou procedimentos, a fim de garantir a validade científica e a comparabilidade dos resultados.
3. O psicólogo pode contribuir para a implementação de tecnologias de assistência e estratégias de comunicação alternativa, favorecendo a participação social e o exercício da cidadania da pessoa com deficiência em diferentes contextos.
4. A atuação do psicólogo na educação inclusiva deve priorizar a identificação de limitações e déficits do estudante com deficiência, fundamentando tecnicamente a necessidade de encaminhamento para classes especiais ou escolas segregadas.
5. O psicólogo que atua em processos de tomada de decisão apoiada ou curatela deve respeitar a vontade, os direitos e as preferências da pessoa com deficiência, atuando para fortalecer sua autonomia e não para substituir suas escolhas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
6 Analistas
5 Auditores
3 Engenheiros
Todos os subconjuntos de 4 pessoas são igualmente prováveis.
Qual é a probabilidade de o grupo selecionado ter pelo menos 1 representante de cada uma das três áreas?