Questões de Concurso Para técnico de enfermagem

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Q4176179 Português
AS OPORTUNIDADES DA AMÉRICA LATINA NA NOVA CORRIDA ESPACIAL


    A nova corrida espacial não é apenas uma competição entre as grandes potências por prestígio e ciência, mas também pelos recursos existentes em asteroides, na Lua e em Marte. Quem estabelecer as primeiras bases fora da Terra definirá as regras do jogo. Nesse tabuleiro, a América Latina não compete para fincar bandeiras em outros astros, mas tem um papel e um potencial que não devem ser subestimados.

    César Bertucci, pesquisador do Instituto de Astronomia e Física do Espaço (IAFE), ligado à Universidade de Buenos Aires (UBA), explica que, na América Latina, “a ‘corrida’ espacial não está inserida na competição entre Estados. O nível de desenvolvimento espacial da região apresenta uma grande diversidade, com países mais e menos avançados”. A cooperação regional existe, mas é limitada e “a exploração espacial, por enquanto, não faz parte dos objetivos”, acrescenta.

    No entanto, juntamente com a exploração espacial tradicional — dominada por agências como a Nasa (EUA), a ESA (Europa) ou a CNSA (China), com grandes orçamentos — surgiu há cerca de 20 anos o chamado NewSpace: empresas privadas que operam no espaço com foco em rentabilidade e com base na Terra. Este é o setor com maior potencial para a região.

    “O NewSpace abre um grande leque de oportunidades. Outra questão é se os países emergentes, especialmente na América Latina, serão capazes ou terão a visão de aproveitá-las”, afirma Gustavo Medina, diretor do Laboratório de Instrumentação Espacial (LINX) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

    Sua equipe lançou em 2024, a partir do Cabo Canaveral, o projeto Colmena 1. E, embora os robôs não tenham conseguido pousar na Lua por problemas externos, “enviamos uma missão além da órbita lunar, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, validando nossa tecnologia. Isso era impossível há 20 anos. Era algo que apenas grandes agências espaciais como Nasa, Jaxa [Japão] ou ESA podiam fazer”, relata.

    E os planos continuam: para 2028 está prevista a missão Colmena 2, de prospecção mineral lunar com pequenos robôs. O objetivo é “realizar operações de mineração com enxames de microrrobôs e pequenos rovers, mas em grande número e trabalhando de forma cooperativa”, explica Medina.

    A região oferece vantagens logísticas que nenhuma potência ignora. O Brasil, com o Centro Espacial de Alcântara, possui uma das melhores localizações do mundo, próxima da Linha do Equador. Na República Dominicana, a empresa Launch On Demand (LOD) planeja iniciar lançamentos comerciais a partir de 2028. Já os céus do sul do continente — Chile e Argentina — são ideais para a observação do espaço profundo.

    “Não nos limitamos simplesmente a ‘emprestar o céu’ ou o território”, afirma a astrofísica Lauren Flor Torres, professora da Universidade de Antioquia e presidente da Comunidad Colombiana de Astronomia (AstroCo). A infraestrutura instalada deve ser “não apenas uma base para operações estrangeiras, mas também um motor de pesquisa para as instituições nacionais”, destaca.

    Como exemplo, ela cita o Observatório Vera Rubin, no Chile: financiado com capital estrangeiro, mas voltado para beneficiar a comunidade científica local. Assim, afirma, “a América Latina deixa de ser apenas um anfitrião logístico para se consolidar como um centro global de inteligência e desenvolvimento tecnológico”.

    A região atua como uma zona “pendular”, aberta à cooperação tanto com o Ocidente quanto com o Brics. Torres chama isso de um "multilateralismo espacial inteligente", que permite "diversificar riscos tecnológicos e acessar uma gama mais ampla de conhecimentos, priorizando sempre a soberania científica diante de agendas ideológicas externas".

    No entanto, essa neutralidade depende dos governos. “Os países mais avançados na área espacial, Argentina e Brasil, têm estratégias opostas. O Brasil aposta em cooperação que passa fortemente pelo Brics, especialmente com a China, enquanto a Argentina está alinhada com a política que Donald Trump propõe para a Nasa”, aponta Bertucci.

    Para Medina, o NewSpace pode suavizar essa tensão: “o novo setor espacial, mais ligado à indústria — e especialmente quando combinado com ciência — oferece uma oportunidade de atuação mais globalizada”.

    Em 2021 foi criada a Agência Latino-Americana e Caribenha do Espaço (Alce), com sede em Querétaro, no México, e ratificada por pelo menos 11 países em 2024. No entanto, enfrenta desafios importantes: pouca visibilidade e a ausência dos dois principais atores da região. “Infelizmente, países como Brasil e Argentina não fazem parte. Isso já a enfraquece”, afirma Medina.

“Atualmente, a Alce não é um ator relevante no cenário internacional. O desenvolvimento harmonioso da América Latina na área espacial ainda é uma quimera”, concorda Bertucci.

    O objetivo real da região não é plantar uma bandeira em Marte, mas usar o espaço para resolver problemas terrestres. Nanosatélites — do tamanho de uma caixa de sapato — permitem monitorar incêndios, secas e atividades agrícolas sem depender de grandes potências.

    “A nossa é uma corrida com os pés na Terra. Não precisamos de foguetes gigantes neste momento para provar capacidade; precisamos usar o espaço como ferramenta estratégica para resolver problemas urgentes aqui embaixo”, resume Torres. Medina concorda: “não precisamos de astronautas indo à Lua. Prefiro mil engenheiros capazes de desenvolver uma atividade espacial comercial”.

    A região dispõe de capital humano, mas enfrenta a fuga de cérebros. “A evasão de talentos é historicamente um grande problema na América Latina. Na Argentina foi particularmente grave, e no México também tem impacto”, alerta Medina.

    Segundo Torres, a ciência espacial regional exige “orçamentos estáveis e uma visão de Estado de longo prazo, que vá além de ciclos presidenciais”. “Só se conseguirmos desvincular o investimento em ciência e tecnologia da polarização política poderemos garantir que os projetos espaciais na América Latina não sejam esforços isolados de quatro anos, mas a base de um desenvolvimento econômico e educacional sólido para as próximas gerações”, conclui.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/as-oportunidadespara-a-américa-latina-na-nova-corrida-espacial/a-77298017>.
Adaptado. Acesso em: 26 de maio de 2026.
Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE o termo destacado em “Não precisamos de foguetes gigantes neste momento para provar capacidade”.
Alternativas
Q4176178 Português
AS OPORTUNIDADES DA AMÉRICA LATINA NA NOVA CORRIDA ESPACIAL


    A nova corrida espacial não é apenas uma competição entre as grandes potências por prestígio e ciência, mas também pelos recursos existentes em asteroides, na Lua e em Marte. Quem estabelecer as primeiras bases fora da Terra definirá as regras do jogo. Nesse tabuleiro, a América Latina não compete para fincar bandeiras em outros astros, mas tem um papel e um potencial que não devem ser subestimados.

    César Bertucci, pesquisador do Instituto de Astronomia e Física do Espaço (IAFE), ligado à Universidade de Buenos Aires (UBA), explica que, na América Latina, “a ‘corrida’ espacial não está inserida na competição entre Estados. O nível de desenvolvimento espacial da região apresenta uma grande diversidade, com países mais e menos avançados”. A cooperação regional existe, mas é limitada e “a exploração espacial, por enquanto, não faz parte dos objetivos”, acrescenta.

    No entanto, juntamente com a exploração espacial tradicional — dominada por agências como a Nasa (EUA), a ESA (Europa) ou a CNSA (China), com grandes orçamentos — surgiu há cerca de 20 anos o chamado NewSpace: empresas privadas que operam no espaço com foco em rentabilidade e com base na Terra. Este é o setor com maior potencial para a região.

    “O NewSpace abre um grande leque de oportunidades. Outra questão é se os países emergentes, especialmente na América Latina, serão capazes ou terão a visão de aproveitá-las”, afirma Gustavo Medina, diretor do Laboratório de Instrumentação Espacial (LINX) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

    Sua equipe lançou em 2024, a partir do Cabo Canaveral, o projeto Colmena 1. E, embora os robôs não tenham conseguido pousar na Lua por problemas externos, “enviamos uma missão além da órbita lunar, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, validando nossa tecnologia. Isso era impossível há 20 anos. Era algo que apenas grandes agências espaciais como Nasa, Jaxa [Japão] ou ESA podiam fazer”, relata.

    E os planos continuam: para 2028 está prevista a missão Colmena 2, de prospecção mineral lunar com pequenos robôs. O objetivo é “realizar operações de mineração com enxames de microrrobôs e pequenos rovers, mas em grande número e trabalhando de forma cooperativa”, explica Medina.

    A região oferece vantagens logísticas que nenhuma potência ignora. O Brasil, com o Centro Espacial de Alcântara, possui uma das melhores localizações do mundo, próxima da Linha do Equador. Na República Dominicana, a empresa Launch On Demand (LOD) planeja iniciar lançamentos comerciais a partir de 2028. Já os céus do sul do continente — Chile e Argentina — são ideais para a observação do espaço profundo.

    “Não nos limitamos simplesmente a ‘emprestar o céu’ ou o território”, afirma a astrofísica Lauren Flor Torres, professora da Universidade de Antioquia e presidente da Comunidad Colombiana de Astronomia (AstroCo). A infraestrutura instalada deve ser “não apenas uma base para operações estrangeiras, mas também um motor de pesquisa para as instituições nacionais”, destaca.

    Como exemplo, ela cita o Observatório Vera Rubin, no Chile: financiado com capital estrangeiro, mas voltado para beneficiar a comunidade científica local. Assim, afirma, “a América Latina deixa de ser apenas um anfitrião logístico para se consolidar como um centro global de inteligência e desenvolvimento tecnológico”.

    A região atua como uma zona “pendular”, aberta à cooperação tanto com o Ocidente quanto com o Brics. Torres chama isso de um "multilateralismo espacial inteligente", que permite "diversificar riscos tecnológicos e acessar uma gama mais ampla de conhecimentos, priorizando sempre a soberania científica diante de agendas ideológicas externas".

    No entanto, essa neutralidade depende dos governos. “Os países mais avançados na área espacial, Argentina e Brasil, têm estratégias opostas. O Brasil aposta em cooperação que passa fortemente pelo Brics, especialmente com a China, enquanto a Argentina está alinhada com a política que Donald Trump propõe para a Nasa”, aponta Bertucci.

    Para Medina, o NewSpace pode suavizar essa tensão: “o novo setor espacial, mais ligado à indústria — e especialmente quando combinado com ciência — oferece uma oportunidade de atuação mais globalizada”.

    Em 2021 foi criada a Agência Latino-Americana e Caribenha do Espaço (Alce), com sede em Querétaro, no México, e ratificada por pelo menos 11 países em 2024. No entanto, enfrenta desafios importantes: pouca visibilidade e a ausência dos dois principais atores da região. “Infelizmente, países como Brasil e Argentina não fazem parte. Isso já a enfraquece”, afirma Medina.

“Atualmente, a Alce não é um ator relevante no cenário internacional. O desenvolvimento harmonioso da América Latina na área espacial ainda é uma quimera”, concorda Bertucci.

    O objetivo real da região não é plantar uma bandeira em Marte, mas usar o espaço para resolver problemas terrestres. Nanosatélites — do tamanho de uma caixa de sapato — permitem monitorar incêndios, secas e atividades agrícolas sem depender de grandes potências.

    “A nossa é uma corrida com os pés na Terra. Não precisamos de foguetes gigantes neste momento para provar capacidade; precisamos usar o espaço como ferramenta estratégica para resolver problemas urgentes aqui embaixo”, resume Torres. Medina concorda: “não precisamos de astronautas indo à Lua. Prefiro mil engenheiros capazes de desenvolver uma atividade espacial comercial”.

    A região dispõe de capital humano, mas enfrenta a fuga de cérebros. “A evasão de talentos é historicamente um grande problema na América Latina. Na Argentina foi particularmente grave, e no México também tem impacto”, alerta Medina.

    Segundo Torres, a ciência espacial regional exige “orçamentos estáveis e uma visão de Estado de longo prazo, que vá além de ciclos presidenciais”. “Só se conseguirmos desvincular o investimento em ciência e tecnologia da polarização política poderemos garantir que os projetos espaciais na América Latina não sejam esforços isolados de quatro anos, mas a base de um desenvolvimento econômico e educacional sólido para as próximas gerações”, conclui.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/as-oportunidadespara-a-américa-latina-na-nova-corrida-espacial/a-77298017>.
Adaptado. Acesso em: 26 de maio de 2026.
No trecho “O nível de desenvolvimento espacial da região apresenta uma grande diversidade, com países mais e menos avançados”, o termo destacado exerce a função de:
Alternativas
Q4176176 Português
AS OPORTUNIDADES DA AMÉRICA LATINA NA NOVA CORRIDA ESPACIAL


    A nova corrida espacial não é apenas uma competição entre as grandes potências por prestígio e ciência, mas também pelos recursos existentes em asteroides, na Lua e em Marte. Quem estabelecer as primeiras bases fora da Terra definirá as regras do jogo. Nesse tabuleiro, a América Latina não compete para fincar bandeiras em outros astros, mas tem um papel e um potencial que não devem ser subestimados.

    César Bertucci, pesquisador do Instituto de Astronomia e Física do Espaço (IAFE), ligado à Universidade de Buenos Aires (UBA), explica que, na América Latina, “a ‘corrida’ espacial não está inserida na competição entre Estados. O nível de desenvolvimento espacial da região apresenta uma grande diversidade, com países mais e menos avançados”. A cooperação regional existe, mas é limitada e “a exploração espacial, por enquanto, não faz parte dos objetivos”, acrescenta.

    No entanto, juntamente com a exploração espacial tradicional — dominada por agências como a Nasa (EUA), a ESA (Europa) ou a CNSA (China), com grandes orçamentos — surgiu há cerca de 20 anos o chamado NewSpace: empresas privadas que operam no espaço com foco em rentabilidade e com base na Terra. Este é o setor com maior potencial para a região.

    “O NewSpace abre um grande leque de oportunidades. Outra questão é se os países emergentes, especialmente na América Latina, serão capazes ou terão a visão de aproveitá-las”, afirma Gustavo Medina, diretor do Laboratório de Instrumentação Espacial (LINX) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

    Sua equipe lançou em 2024, a partir do Cabo Canaveral, o projeto Colmena 1. E, embora os robôs não tenham conseguido pousar na Lua por problemas externos, “enviamos uma missão além da órbita lunar, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, validando nossa tecnologia. Isso era impossível há 20 anos. Era algo que apenas grandes agências espaciais como Nasa, Jaxa [Japão] ou ESA podiam fazer”, relata.

    E os planos continuam: para 2028 está prevista a missão Colmena 2, de prospecção mineral lunar com pequenos robôs. O objetivo é “realizar operações de mineração com enxames de microrrobôs e pequenos rovers, mas em grande número e trabalhando de forma cooperativa”, explica Medina.

    A região oferece vantagens logísticas que nenhuma potência ignora. O Brasil, com o Centro Espacial de Alcântara, possui uma das melhores localizações do mundo, próxima da Linha do Equador. Na República Dominicana, a empresa Launch On Demand (LOD) planeja iniciar lançamentos comerciais a partir de 2028. Já os céus do sul do continente — Chile e Argentina — são ideais para a observação do espaço profundo.

    “Não nos limitamos simplesmente a ‘emprestar o céu’ ou o território”, afirma a astrofísica Lauren Flor Torres, professora da Universidade de Antioquia e presidente da Comunidad Colombiana de Astronomia (AstroCo). A infraestrutura instalada deve ser “não apenas uma base para operações estrangeiras, mas também um motor de pesquisa para as instituições nacionais”, destaca.

    Como exemplo, ela cita o Observatório Vera Rubin, no Chile: financiado com capital estrangeiro, mas voltado para beneficiar a comunidade científica local. Assim, afirma, “a América Latina deixa de ser apenas um anfitrião logístico para se consolidar como um centro global de inteligência e desenvolvimento tecnológico”.

    A região atua como uma zona “pendular”, aberta à cooperação tanto com o Ocidente quanto com o Brics. Torres chama isso de um "multilateralismo espacial inteligente", que permite "diversificar riscos tecnológicos e acessar uma gama mais ampla de conhecimentos, priorizando sempre a soberania científica diante de agendas ideológicas externas".

    No entanto, essa neutralidade depende dos governos. “Os países mais avançados na área espacial, Argentina e Brasil, têm estratégias opostas. O Brasil aposta em cooperação que passa fortemente pelo Brics, especialmente com a China, enquanto a Argentina está alinhada com a política que Donald Trump propõe para a Nasa”, aponta Bertucci.

    Para Medina, o NewSpace pode suavizar essa tensão: “o novo setor espacial, mais ligado à indústria — e especialmente quando combinado com ciência — oferece uma oportunidade de atuação mais globalizada”.

    Em 2021 foi criada a Agência Latino-Americana e Caribenha do Espaço (Alce), com sede em Querétaro, no México, e ratificada por pelo menos 11 países em 2024. No entanto, enfrenta desafios importantes: pouca visibilidade e a ausência dos dois principais atores da região. “Infelizmente, países como Brasil e Argentina não fazem parte. Isso já a enfraquece”, afirma Medina.

“Atualmente, a Alce não é um ator relevante no cenário internacional. O desenvolvimento harmonioso da América Latina na área espacial ainda é uma quimera”, concorda Bertucci.

    O objetivo real da região não é plantar uma bandeira em Marte, mas usar o espaço para resolver problemas terrestres. Nanosatélites — do tamanho de uma caixa de sapato — permitem monitorar incêndios, secas e atividades agrícolas sem depender de grandes potências.

    “A nossa é uma corrida com os pés na Terra. Não precisamos de foguetes gigantes neste momento para provar capacidade; precisamos usar o espaço como ferramenta estratégica para resolver problemas urgentes aqui embaixo”, resume Torres. Medina concorda: “não precisamos de astronautas indo à Lua. Prefiro mil engenheiros capazes de desenvolver uma atividade espacial comercial”.

    A região dispõe de capital humano, mas enfrenta a fuga de cérebros. “A evasão de talentos é historicamente um grande problema na América Latina. Na Argentina foi particularmente grave, e no México também tem impacto”, alerta Medina.

    Segundo Torres, a ciência espacial regional exige “orçamentos estáveis e uma visão de Estado de longo prazo, que vá além de ciclos presidenciais”. “Só se conseguirmos desvincular o investimento em ciência e tecnologia da polarização política poderemos garantir que os projetos espaciais na América Latina não sejam esforços isolados de quatro anos, mas a base de um desenvolvimento econômico e educacional sólido para as próximas gerações”, conclui.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/as-oportunidadespara-a-américa-latina-na-nova-corrida-espacial/a-77298017>.
Adaptado. Acesso em: 26 de maio de 2026.
A expressão “corrida com os pés na Terra”, utilizada pela astrofísica Lauren Flor Torres, sintetiza uma concepção estratégica para a América Latina que pode ser descrita CORRETAMENTE como:
Alternativas
Q4176175 Português
AS OPORTUNIDADES DA AMÉRICA LATINA NA NOVA CORRIDA ESPACIAL


    A nova corrida espacial não é apenas uma competição entre as grandes potências por prestígio e ciência, mas também pelos recursos existentes em asteroides, na Lua e em Marte. Quem estabelecer as primeiras bases fora da Terra definirá as regras do jogo. Nesse tabuleiro, a América Latina não compete para fincar bandeiras em outros astros, mas tem um papel e um potencial que não devem ser subestimados.

    César Bertucci, pesquisador do Instituto de Astronomia e Física do Espaço (IAFE), ligado à Universidade de Buenos Aires (UBA), explica que, na América Latina, “a ‘corrida’ espacial não está inserida na competição entre Estados. O nível de desenvolvimento espacial da região apresenta uma grande diversidade, com países mais e menos avançados”. A cooperação regional existe, mas é limitada e “a exploração espacial, por enquanto, não faz parte dos objetivos”, acrescenta.

    No entanto, juntamente com a exploração espacial tradicional — dominada por agências como a Nasa (EUA), a ESA (Europa) ou a CNSA (China), com grandes orçamentos — surgiu há cerca de 20 anos o chamado NewSpace: empresas privadas que operam no espaço com foco em rentabilidade e com base na Terra. Este é o setor com maior potencial para a região.

    “O NewSpace abre um grande leque de oportunidades. Outra questão é se os países emergentes, especialmente na América Latina, serão capazes ou terão a visão de aproveitá-las”, afirma Gustavo Medina, diretor do Laboratório de Instrumentação Espacial (LINX) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

    Sua equipe lançou em 2024, a partir do Cabo Canaveral, o projeto Colmena 1. E, embora os robôs não tenham conseguido pousar na Lua por problemas externos, “enviamos uma missão além da órbita lunar, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, validando nossa tecnologia. Isso era impossível há 20 anos. Era algo que apenas grandes agências espaciais como Nasa, Jaxa [Japão] ou ESA podiam fazer”, relata.

    E os planos continuam: para 2028 está prevista a missão Colmena 2, de prospecção mineral lunar com pequenos robôs. O objetivo é “realizar operações de mineração com enxames de microrrobôs e pequenos rovers, mas em grande número e trabalhando de forma cooperativa”, explica Medina.

    A região oferece vantagens logísticas que nenhuma potência ignora. O Brasil, com o Centro Espacial de Alcântara, possui uma das melhores localizações do mundo, próxima da Linha do Equador. Na República Dominicana, a empresa Launch On Demand (LOD) planeja iniciar lançamentos comerciais a partir de 2028. Já os céus do sul do continente — Chile e Argentina — são ideais para a observação do espaço profundo.

    “Não nos limitamos simplesmente a ‘emprestar o céu’ ou o território”, afirma a astrofísica Lauren Flor Torres, professora da Universidade de Antioquia e presidente da Comunidad Colombiana de Astronomia (AstroCo). A infraestrutura instalada deve ser “não apenas uma base para operações estrangeiras, mas também um motor de pesquisa para as instituições nacionais”, destaca.

    Como exemplo, ela cita o Observatório Vera Rubin, no Chile: financiado com capital estrangeiro, mas voltado para beneficiar a comunidade científica local. Assim, afirma, “a América Latina deixa de ser apenas um anfitrião logístico para se consolidar como um centro global de inteligência e desenvolvimento tecnológico”.

    A região atua como uma zona “pendular”, aberta à cooperação tanto com o Ocidente quanto com o Brics. Torres chama isso de um "multilateralismo espacial inteligente", que permite "diversificar riscos tecnológicos e acessar uma gama mais ampla de conhecimentos, priorizando sempre a soberania científica diante de agendas ideológicas externas".

    No entanto, essa neutralidade depende dos governos. “Os países mais avançados na área espacial, Argentina e Brasil, têm estratégias opostas. O Brasil aposta em cooperação que passa fortemente pelo Brics, especialmente com a China, enquanto a Argentina está alinhada com a política que Donald Trump propõe para a Nasa”, aponta Bertucci.

    Para Medina, o NewSpace pode suavizar essa tensão: “o novo setor espacial, mais ligado à indústria — e especialmente quando combinado com ciência — oferece uma oportunidade de atuação mais globalizada”.

    Em 2021 foi criada a Agência Latino-Americana e Caribenha do Espaço (Alce), com sede em Querétaro, no México, e ratificada por pelo menos 11 países em 2024. No entanto, enfrenta desafios importantes: pouca visibilidade e a ausência dos dois principais atores da região. “Infelizmente, países como Brasil e Argentina não fazem parte. Isso já a enfraquece”, afirma Medina.

“Atualmente, a Alce não é um ator relevante no cenário internacional. O desenvolvimento harmonioso da América Latina na área espacial ainda é uma quimera”, concorda Bertucci.

    O objetivo real da região não é plantar uma bandeira em Marte, mas usar o espaço para resolver problemas terrestres. Nanosatélites — do tamanho de uma caixa de sapato — permitem monitorar incêndios, secas e atividades agrícolas sem depender de grandes potências.

    “A nossa é uma corrida com os pés na Terra. Não precisamos de foguetes gigantes neste momento para provar capacidade; precisamos usar o espaço como ferramenta estratégica para resolver problemas urgentes aqui embaixo”, resume Torres. Medina concorda: “não precisamos de astronautas indo à Lua. Prefiro mil engenheiros capazes de desenvolver uma atividade espacial comercial”.

    A região dispõe de capital humano, mas enfrenta a fuga de cérebros. “A evasão de talentos é historicamente um grande problema na América Latina. Na Argentina foi particularmente grave, e no México também tem impacto”, alerta Medina.

    Segundo Torres, a ciência espacial regional exige “orçamentos estáveis e uma visão de Estado de longo prazo, que vá além de ciclos presidenciais”. “Só se conseguirmos desvincular o investimento em ciência e tecnologia da polarização política poderemos garantir que os projetos espaciais na América Latina não sejam esforços isolados de quatro anos, mas a base de um desenvolvimento econômico e educacional sólido para as próximas gerações”, conclui.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/as-oportunidadespara-a-américa-latina-na-nova-corrida-espacial/a-77298017>.
Adaptado. Acesso em: 26 de maio de 2026.
De acordo com o texto, o principal obstáculo enfrentado pela Agência Latino-Americana e Caribenha do Espaço (Alce) é:
Alternativas
Q4176174 Português
AS OPORTUNIDADES DA AMÉRICA LATINA NA NOVA CORRIDA ESPACIAL


    A nova corrida espacial não é apenas uma competição entre as grandes potências por prestígio e ciência, mas também pelos recursos existentes em asteroides, na Lua e em Marte. Quem estabelecer as primeiras bases fora da Terra definirá as regras do jogo. Nesse tabuleiro, a América Latina não compete para fincar bandeiras em outros astros, mas tem um papel e um potencial que não devem ser subestimados.

    César Bertucci, pesquisador do Instituto de Astronomia e Física do Espaço (IAFE), ligado à Universidade de Buenos Aires (UBA), explica que, na América Latina, “a ‘corrida’ espacial não está inserida na competição entre Estados. O nível de desenvolvimento espacial da região apresenta uma grande diversidade, com países mais e menos avançados”. A cooperação regional existe, mas é limitada e “a exploração espacial, por enquanto, não faz parte dos objetivos”, acrescenta.

    No entanto, juntamente com a exploração espacial tradicional — dominada por agências como a Nasa (EUA), a ESA (Europa) ou a CNSA (China), com grandes orçamentos — surgiu há cerca de 20 anos o chamado NewSpace: empresas privadas que operam no espaço com foco em rentabilidade e com base na Terra. Este é o setor com maior potencial para a região.

    “O NewSpace abre um grande leque de oportunidades. Outra questão é se os países emergentes, especialmente na América Latina, serão capazes ou terão a visão de aproveitá-las”, afirma Gustavo Medina, diretor do Laboratório de Instrumentação Espacial (LINX) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

    Sua equipe lançou em 2024, a partir do Cabo Canaveral, o projeto Colmena 1. E, embora os robôs não tenham conseguido pousar na Lua por problemas externos, “enviamos uma missão além da órbita lunar, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, validando nossa tecnologia. Isso era impossível há 20 anos. Era algo que apenas grandes agências espaciais como Nasa, Jaxa [Japão] ou ESA podiam fazer”, relata.

    E os planos continuam: para 2028 está prevista a missão Colmena 2, de prospecção mineral lunar com pequenos robôs. O objetivo é “realizar operações de mineração com enxames de microrrobôs e pequenos rovers, mas em grande número e trabalhando de forma cooperativa”, explica Medina.

    A região oferece vantagens logísticas que nenhuma potência ignora. O Brasil, com o Centro Espacial de Alcântara, possui uma das melhores localizações do mundo, próxima da Linha do Equador. Na República Dominicana, a empresa Launch On Demand (LOD) planeja iniciar lançamentos comerciais a partir de 2028. Já os céus do sul do continente — Chile e Argentina — são ideais para a observação do espaço profundo.

    “Não nos limitamos simplesmente a ‘emprestar o céu’ ou o território”, afirma a astrofísica Lauren Flor Torres, professora da Universidade de Antioquia e presidente da Comunidad Colombiana de Astronomia (AstroCo). A infraestrutura instalada deve ser “não apenas uma base para operações estrangeiras, mas também um motor de pesquisa para as instituições nacionais”, destaca.

    Como exemplo, ela cita o Observatório Vera Rubin, no Chile: financiado com capital estrangeiro, mas voltado para beneficiar a comunidade científica local. Assim, afirma, “a América Latina deixa de ser apenas um anfitrião logístico para se consolidar como um centro global de inteligência e desenvolvimento tecnológico”.

    A região atua como uma zona “pendular”, aberta à cooperação tanto com o Ocidente quanto com o Brics. Torres chama isso de um "multilateralismo espacial inteligente", que permite "diversificar riscos tecnológicos e acessar uma gama mais ampla de conhecimentos, priorizando sempre a soberania científica diante de agendas ideológicas externas".

    No entanto, essa neutralidade depende dos governos. “Os países mais avançados na área espacial, Argentina e Brasil, têm estratégias opostas. O Brasil aposta em cooperação que passa fortemente pelo Brics, especialmente com a China, enquanto a Argentina está alinhada com a política que Donald Trump propõe para a Nasa”, aponta Bertucci.

    Para Medina, o NewSpace pode suavizar essa tensão: “o novo setor espacial, mais ligado à indústria — e especialmente quando combinado com ciência — oferece uma oportunidade de atuação mais globalizada”.

    Em 2021 foi criada a Agência Latino-Americana e Caribenha do Espaço (Alce), com sede em Querétaro, no México, e ratificada por pelo menos 11 países em 2024. No entanto, enfrenta desafios importantes: pouca visibilidade e a ausência dos dois principais atores da região. “Infelizmente, países como Brasil e Argentina não fazem parte. Isso já a enfraquece”, afirma Medina.

“Atualmente, a Alce não é um ator relevante no cenário internacional. O desenvolvimento harmonioso da América Latina na área espacial ainda é uma quimera”, concorda Bertucci.

    O objetivo real da região não é plantar uma bandeira em Marte, mas usar o espaço para resolver problemas terrestres. Nanosatélites — do tamanho de uma caixa de sapato — permitem monitorar incêndios, secas e atividades agrícolas sem depender de grandes potências.

    “A nossa é uma corrida com os pés na Terra. Não precisamos de foguetes gigantes neste momento para provar capacidade; precisamos usar o espaço como ferramenta estratégica para resolver problemas urgentes aqui embaixo”, resume Torres. Medina concorda: “não precisamos de astronautas indo à Lua. Prefiro mil engenheiros capazes de desenvolver uma atividade espacial comercial”.

    A região dispõe de capital humano, mas enfrenta a fuga de cérebros. “A evasão de talentos é historicamente um grande problema na América Latina. Na Argentina foi particularmente grave, e no México também tem impacto”, alerta Medina.

    Segundo Torres, a ciência espacial regional exige “orçamentos estáveis e uma visão de Estado de longo prazo, que vá além de ciclos presidenciais”. “Só se conseguirmos desvincular o investimento em ciência e tecnologia da polarização política poderemos garantir que os projetos espaciais na América Latina não sejam esforços isolados de quatro anos, mas a base de um desenvolvimento econômico e educacional sólido para as próximas gerações”, conclui.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/as-oportunidadespara-a-américa-latina-na-nova-corrida-espacial/a-77298017>.
Adaptado. Acesso em: 26 de maio de 2026.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o papel atribuído ao NewSpace para a América Latina, segundo especialistas citados no texto.
Alternativas
Q4175116 Direito Administrativo
Uma autoridade pública decidiu remover um funcionário de seu posto de trabalho para outra cidade distante. A justificativa oficial constante no documento dizia que a mudança era necessária porque faltavam trabalhadores naquela localidade. Dias depois, comprovou-se que aquela cidade já estava com excesso de pessoal e que a remoção foi apenas um castigo pessoal do chefe. Diante da falsidade do motivo apresentado no papel, o ato de transferência do servidor deve ser: 
Alternativas
Q4175115 Direito Administrativo
Qual das alternativas que seguem apresenta a nomenclatura adequada que identifica a pessoa física ou jurídica, ou consórcio de pessoas jurídicas, que participa ou manifesta a intenção de participar de processo licitatório, sendo-lhe equiparável, para os fins da Lei nº 14.133/2021, o fornecedor ou o prestador de serviço que, em atendimento à solicitação da Administração, oferece proposta? 
Alternativas
Q4175114 Direito Administrativo
Analise as partes que seguem, com base na Lei de Improbidade Administrativa: Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito a determinadas cominações (1ª parte), que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato (2ª parte).
Acerca das partes, pode-se afirmar que:  
Alternativas
Q4175113 Direito Constitucional
Tem-se que, ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se algumas disposições, como:
I. Tratando-se de mandato eletivo distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função.
II. Em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento.
Acerca das assertivas, com base na Constituição Federal, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4175112 Direito Administrativo
O chefe do Poder Executivo assinou um decreto sobre serviços públicos que acabou ultrapassando os limites permitidos pela lei aprovada anteriormente, criando regras e taxas extras que a lei não previa. Diante desse abuso de poder regulamentar por parte do Executivo, o Poder Legislativo, no exercício do seu papel de controle das ações públicas, deve tomar a seguinte atitude: 
Alternativas
Q4175111 Direito Administrativo
Um cidadão prestou concurso público para trabalhar em uma autarquia que cuida do trânsito local. Ao começar a trabalhar, ele ficou em dúvida sobre a diferença dessa autarquia para os órgãos da administração direta, como as secretarias. Um colega mais experiente explicou corretamente a organização do setor público. De acordo com as regras da administração indireta, a alternativa que traz uma característica VERDADEIRA sobre as autarquias é:  
Alternativas
Q4175110 Direito Administrativo
Uma repartição pública publicou uma decisão concedendo uma licença remunerada para um funcionário. Duas semanas depois, o setor de recursos humanos percebeu que houve um erro grave na contagem do tempo de serviço e que o trabalhador não preenchia os requisitos obrigatórios previstos em lei para ter direito ao benefício. Diante dessa ilegalidade flagrante encontrada pela própria instituição, a atitude CORRETA que a Administração deve tomar em relação a essa licença é:
Alternativas
Q4175109 Direito do Trabalho
A duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho, é um dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem a melhoria de sua condição social. Com base no texto constitucional, as alternativas trazem outros direitos, com EXCEÇÃO de:  
Alternativas
Q4175108 Direito Previdenciário
O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem quais equilíbrios?
Alternativas
Q4175107 Direito Administrativo
Um funcionário público faltou ao trabalho por vários dias seguidos sem justificativa. Diante disso, a chefia imediata abriu um procedimento interno para apurar a conduta do trabalhador, garantindo a ele o direito de se defender e apresentar justificativas. Após a análise de todas as provas e depoimentos, a autoridade responsável confirmou a falta grave e aplicou a punição de suspensão prevista em regulamento. Essa atuação da Administração Pública é baseada diretamente em qual poder? 
Alternativas
Q4175106 Noções de Informática
Durante o processo de digitalização e migração dos prontuários e relatórios médicos dos computadores da antiga rede para o sistema operacional Windows 11, os servidores do CISCOPAR foram orientados a revisar a organização dos diretórios. Para garantir que os arquivos sejam salvos corretamente e fiquem acessíveis a todos os setores do consórcio, os servidores devem seguir rigorosamente as regras técnicas de nomenclatura do sistema operacional para evitar erros de salvamento. Com base nisso, analise as assertivas que seguem, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:
(  ) O sistema permite o uso de aspas duplas (") no nome de pastas, desde que elas sejam inseridas no inicio e no final do nome para indicar que o texto é um título.
(  ) Caso o usuário digite espaços em branco no início ou no final do nome de um arquivo ou pasta, o Windows 11 os desconsiderará ao concluir a criação do item.
(  ) O caractere arroba (@), o cifrão ($) e o símbolo de porcentagem (%) são caracteres válidos e permitidos para a nomeação de arquivos no Windows 11
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Alternativas
Q4175105 Noções de Informática
Um servidor da secretaria executiva do CISCOPAR está formatando um contrato de rateio complexo que possui muitas páginas. Sabendo que o documento impresso será perfurado na lateral esquerda para ser arquivado em uma pasta oficial (fichário), ele deseja adicionar um espaço extra de 1 cm exclusivamente na área de fixação, sem alterar o tamanho das margens padrão (esquerda e direita) que já foram estabelecidas. No Microsoft Word 365, o recurso que permite adicionar esse espaço de sobra para perfuração chama-se: 
Alternativas
Q4175104 Noções de Informática
Um servidor está utilizando o navegador Google Chrome em sua estação de trabalho e acessa o Portal do CISCOPAR (https://portal.ciscopar.com.br/) para consultar uma resolução da diretoria. Sabendo que o botão Página Inicial (ícone de uma casa à esquerda da barra de endereços) está ativado na barra de ferramentas do navegador e configurado especificamente para abrir a página Nova Guia, o servidor decide clicar diretamente nesse ícone. Diante dessa ação, qual será o comportamento imediato do Google Chrome?
Alternativas
Q4175103 Noções de Informática
Com o objetivo de padronizar a identidade visual corporativa nas recepções e nos guichês de atendimento, a Assessoria de Comunicação do CISCOPAR encaminhou por e-mail um arquivo de imagem contendo o logotipo oficial do consórcio e as marcas dos municípios integrados. Um servidor administrativo precisa aplicar essa imagem como o novo papel de parede do computador utilizado na recepção da sede administrativa. No Windows 11, o caminho CORRETO para realizar a alteração do plano de fundo a partir da Área de Trabalho é clicar com o botão direito em um espaço vazio da tela e selecionar: 
Alternativas
Q4175102 Noções de Informática
Um servidor do CISCOPAR está formatando o Relatório Anual de Gestão de Saúde no Microsoft Word 365. Para padronizar o documento, ele configurou minuciosamente o título de uma seção com a fonte Arial, tamanho 14, negrito, cor azul-escuro e espaçamento de 12 pontos após o parágrafo. Para otimizar o tempo e garantir a padronização visual, o servidor decidiu utilizar a ferramenta Pincel de Formatação. Sobre esse recurso, analise as assertivas que seguem:
I. O recurso funciona como o comando Ctrl + C, pois armazena o texto escrito na Área de Transferência para que ele possa ser duplicado em outra pagina.
II. O Pincel de Formatação é uma ferramenta exclusiva para textos, sendo incapaz de copiar o estilo visual de formas, bordas de imagens ou caixas de texto.
III. Ao dar um clique simples no ícone, o recurso é desativado automaticamente logo após ser aplicado pela primeira vez no texto de destino.
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
1161: B
1162: C
1163: A
1164: D
1165: B
1166: A
1167: B
1168: A
1169: B
1170: B
1171: C
1172: D
1173: B
1174: A
1175: B
1176: D
1177: A
1178: C
1179: A
1180: A