Questões de Concurso Para auxiliar de serviços operacionais

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Q3734128 Engenharia Ambiental e Sanitária
Entre as funções do Auxiliar de Obras e Serviços Públicos está o apoio nas atividades de limpeza urbana, incluindo a coleta e o acondicionamento adequado dos resíduos. Analise as afirmativas a seguir:

I. O lixo deve ser recolhido utilizando ferramentas e equipamentos adequados, evitando o contato direto das mãos com os resíduos.
II. O servidor deve estar atento para não obstruir bocas de lobo, bueiros ou galerias pluviais durante a coleta e varrição.
III. O lixo orgânico e o lixo seco podem ser transportados no mesmo recipiente, desde que o trajeto até o depósito final seja curto.

Está(ão) INCORRETA(S):
Alternativas
Q3734127 Engenharia Civil
Os serviços de limpeza urbana são fundamentais para manter a cidade organizada, limpa e segura para a população. Com base nessas atividades, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3734126 Engenharia Mecânica
A Norma Regulamentadora nº 12 define obrigações que os trabalhadores devem seguir ao operar máquinas e equipamentos, para manter a segurança no ambiente de trabalho. Com base nessa norma, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3734125 Conhecimentos de Serviços Gerais
O trabalho de jardinagem exige cuidados com o solo, as plantas e o ambiente, garantindo a beleza e a conservação das áreas verdes. De acordo com boas práticas de jardinagem, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3734124 Direito do Trabalho
A Norma Regulamentadora nº 1 define deveres do empregador para garantir ambientes de trabalho seguros e saudáveis. Analise as afirmativas:

I. Cabe ao empregador cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e saúde no trabalho.
II. O empregador deve informar aos trabalhadores sobre os riscos e as medidas de prevenção adotadas na empresa.
III. O empregador pode manter em sigilo os resultados dos exames médicos e ambientais realizados no local de trabalho.

Está(ão) INCORRETA(S):
Alternativas
Q3734115 Legislação Municipal
A Câmara Municipal exerce atribuições próprias que garantem sua autonomia e o equilíbrio entre os Poderes locais. De acordo com o Art. 31 da Lei Orgânica Municipal, é de competência privativa da Câmara Municipal __________ os membros de sua Mesa Diretora, bem como destituí-los na forma regimental; __________ o Regimento Interno; e __________ licença ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores.

Qual das alternativas abaixo, preenche CORRETA e respectivamente, as lacunas?
Alternativas
Q3734114 Direito Eleitoral
O exercício do mandato de vereador exige o cumprimento de requisitos estabelecidos na legislação federal e reafirmados pela Lei Orgânica Municipal. Com base no Art. 23, assinale a alternativa CORRETA quanto às condições de elegibilidade para o cargo de vereador. 
Alternativas
Q3734113 Direito Administrativo
A administração pública municipal deve pautar-se em princípios constitucionais e garantir a observância de regras específicas para o acesso e o exercício de cargos públicos. Com base no disposto no Art. 13 da Lei Orgânica Municipal, analise as afirmativas a seguir:

I. O ingresso em cargo público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, conforme a natureza e complexidade da função.
II. O prazo de validade de um concurso público municipal é de até dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.
III. Durante o prazo de validade do concurso, os aprovados têm prioridade de convocação sobre novos candidatos aprovados em certames posteriores.

Está(ão) CORRETA(S): 
Alternativas
Q3734112 Administração Pública
A função administrativa municipal inclui a organização dos serviços públicos locais. Dessa forma, o Município pode organizar e prestar, diretamente ou sob concessão, os serviços de:
Alternativas
Q3734111 Direito Constitucional
A atuação conjunta dos entes federados permite maior efetividade nas políticas públicas. Entre as atribuições listadas a seguir, assinale aquela que NÃO corresponde à competência comum entre Município, Estado e União.
Alternativas
Q3734110 Matemática
Durante a organização de uma gincana escolar, a professora Ana separou 180 lápis coloridos para distribuir igualmente entre os alunos. Para verificar se todos receberiam a mesma quantidade, ela decidiu decompor o número 180 em fatores primos, aplicando os critérios de divisibilidade. Com base nesse raciocínio, qual é a decomposição correta de 180?
Alternativas
Q3734109 Matemática
Durante uma prova de ciclismo, Lucas percorreu um trajeto de 18 quilômetros em 36 minutos. O técnico da equipe solicitou que os resultados fossem expressos em metros e segundos, de acordo com o Sistema Métrico Decimal, para registrar o desempenho em planilhas oficiais. Com base nessas conversões, qual é o valor da distância e do tempo percorridos, respectivamente? 
Alternativas
Q3734108 Matemática
Durante uma competição escolar, os alunos participaram de duas provas: corrida e levantamento de peso. Na corrida, o percurso total era de 2,5 quilômetros, e, no levantamento de peso, cada aluno precisava erguer 35 quilogramas. O professor de Educação Física pediu que os resultados fossem convertidos para metros e gramas, respectivamente, utilizando o Sistema Métrico Decimal. Com base nas unidades de medida apresentadas, como ficam o percurso e a carga convertidos corretamente?
Alternativas
Q3734107 Matemática
Em uma loja de produtos artesanais, Renata comprou 4 almofadas decorativas no valor de R$ 42,00 cada e 2 mantas de sofá por R$ 75,00 cada. O pagamento à vista oferecia desconto de 10% sobre o valor total da compra. Renata pagou com duas notas de R$ 200,00. Com base no Sistema Monetário Brasileiro, o valor do troco que Renata deve receber é:
Alternativas
Q3734106 Matemática
Durante uma campanha de arrecadação de alimentos, três escolas do município contribuíram com diferentes quantidades de cestas básicas. A Escola Sol Nascente arrecadou 245 cestas, a Escola Caminho Novo arrecadou 378, e a Escola Esperança arrecadou 152. Após a contagem geral, a Secretaria de Educação decidiu dividir igualmente todas as cestas arrecadadas entre 5 instituições de caridade. Assim, o número de cestas que cada instituição recebeu é: 
Alternativas
Q3734105 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Enquanto vai, passeia

    Menos. Quero ir cada vez menos. Mais devagar. Mais lenta. Abrindo espaço para desacelerar. Não é fácil, sabemos. Ir menos para ir lentamente escorregando pelos dias que ainda restam até o fim do ano. Estou, estamos cansados e acelerados demais. Por que corremos tanto assim? Para quê? Faço um mate e me sento no jardim. Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis. Tento ampliar os minutos. Espichar o tempo. Uma formiga cruza a calçada. Ela e suas seis patas que tocam o chão muito mais do que eu e meus dois pés. Mas ela não se angustia com minha presença. Continua a andar no seu ritmo. Vai sentindo a textura das pedras. Enquanto vai, passeia. Anda para lá, para cá, volta, reinicia o percurso. Confesso que invejo a formiga. Gostaria, como ela, de andar calmamente sobre os dias. Ir menos. Ir assim, diminuindo o passo e sentindo a textura da vida.
    É quase fim de ano e as vitrines das lojas estão tomadas de referência sobre o Natal. Desde agosto, algumas. Era dia dos pais, o dia das crianças estava longe e já tinha coisas de Natal no comércio. Deus me livre desta ânsia que chega a dar tonturas. Antecipar o tempo é caminhar mais rápido para a morte. Corre-se tanto para chegar onde? A única certeza que temos é que o depois é o fim. Por isso, tento desacelerar. Talvez seja apenas uma tentativa, um tanto quanto ilusória, mas me permito a fantasia. É claro que não é fácil tentar fazer diferente e talvez o maior desafio seja este, o de compor com nosso próprio desafino.
    É preciso acalmar-se para sentir a anterioridade do acontecimento. A velocidade nos rouba o presente. A ansiedade é excesso de futuro. Quando desaceleramos nos damos conta do quanto o tempo tem passado rápido demais. Por isso, compor com o amargo dos dias, com as ansiedades que nos rasgam e fazem a vida arder, é uma tentativa de reconexão consigo mesmo. Aceitar que o azedume às vezes tinge nosso cotidiano fazendo com que nossa bílis negra reaja enfurecida pode ser resultado do quanto nos auto cobramos demais. E cobramos do outro. Nesta lógica capitalista de débito e crédito, antecipamos o que precisa envelhecer a seu tempo.
    Onde queremos chegar mesmo? Temos uma tendência a seguir por trajetos já conhecidos. Há sempre uma Cruzeiro do Sul que guia o caminho. Talvez pudéssemos nos permitir desnortear esta busca. Criar outros rumos, outras rotas. Acalmar-se diante do desconhecido sem antecipar o fim de nada. E ao invés de ir mais, ir menos.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
Considerando a ocorrência de dígrafos vocálicos e consonantais na língua portuguesa, qual alternativa apresenta o número de fonemas e dígrafos da palavra envelhecer
Alternativas
Q3734104 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Enquanto vai, passeia

    Menos. Quero ir cada vez menos. Mais devagar. Mais lenta. Abrindo espaço para desacelerar. Não é fácil, sabemos. Ir menos para ir lentamente escorregando pelos dias que ainda restam até o fim do ano. Estou, estamos cansados e acelerados demais. Por que corremos tanto assim? Para quê? Faço um mate e me sento no jardim. Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis. Tento ampliar os minutos. Espichar o tempo. Uma formiga cruza a calçada. Ela e suas seis patas que tocam o chão muito mais do que eu e meus dois pés. Mas ela não se angustia com minha presença. Continua a andar no seu ritmo. Vai sentindo a textura das pedras. Enquanto vai, passeia. Anda para lá, para cá, volta, reinicia o percurso. Confesso que invejo a formiga. Gostaria, como ela, de andar calmamente sobre os dias. Ir menos. Ir assim, diminuindo o passo e sentindo a textura da vida.
    É quase fim de ano e as vitrines das lojas estão tomadas de referência sobre o Natal. Desde agosto, algumas. Era dia dos pais, o dia das crianças estava longe e já tinha coisas de Natal no comércio. Deus me livre desta ânsia que chega a dar tonturas. Antecipar o tempo é caminhar mais rápido para a morte. Corre-se tanto para chegar onde? A única certeza que temos é que o depois é o fim. Por isso, tento desacelerar. Talvez seja apenas uma tentativa, um tanto quanto ilusória, mas me permito a fantasia. É claro que não é fácil tentar fazer diferente e talvez o maior desafio seja este, o de compor com nosso próprio desafino.
    É preciso acalmar-se para sentir a anterioridade do acontecimento. A velocidade nos rouba o presente. A ansiedade é excesso de futuro. Quando desaceleramos nos damos conta do quanto o tempo tem passado rápido demais. Por isso, compor com o amargo dos dias, com as ansiedades que nos rasgam e fazem a vida arder, é uma tentativa de reconexão consigo mesmo. Aceitar que o azedume às vezes tinge nosso cotidiano fazendo com que nossa bílis negra reaja enfurecida pode ser resultado do quanto nos auto cobramos demais. E cobramos do outro. Nesta lógica capitalista de débito e crédito, antecipamos o que precisa envelhecer a seu tempo.
    Onde queremos chegar mesmo? Temos uma tendência a seguir por trajetos já conhecidos. Há sempre uma Cruzeiro do Sul que guia o caminho. Talvez pudéssemos nos permitir desnortear esta busca. Criar outros rumos, outras rotas. Acalmar-se diante do desconhecido sem antecipar o fim de nada. E ao invés de ir mais, ir menos.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
Analise as assertivas a seguir sobre a separação silábica das palavras destacadas no texto:

I. A palavra “excesso” divide-se em sílabas como ex-ces-so.
II. A palavra “reconexão” divide-se como re-co-ne-xão.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3734103 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Enquanto vai, passeia

    Menos. Quero ir cada vez menos. Mais devagar. Mais lenta. Abrindo espaço para desacelerar. Não é fácil, sabemos. Ir menos para ir lentamente escorregando pelos dias que ainda restam até o fim do ano. Estou, estamos cansados e acelerados demais. Por que corremos tanto assim? Para quê? Faço um mate e me sento no jardim. Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis. Tento ampliar os minutos. Espichar o tempo. Uma formiga cruza a calçada. Ela e suas seis patas que tocam o chão muito mais do que eu e meus dois pés. Mas ela não se angustia com minha presença. Continua a andar no seu ritmo. Vai sentindo a textura das pedras. Enquanto vai, passeia. Anda para lá, para cá, volta, reinicia o percurso. Confesso que invejo a formiga. Gostaria, como ela, de andar calmamente sobre os dias. Ir menos. Ir assim, diminuindo o passo e sentindo a textura da vida.
    É quase fim de ano e as vitrines das lojas estão tomadas de referência sobre o Natal. Desde agosto, algumas. Era dia dos pais, o dia das crianças estava longe e já tinha coisas de Natal no comércio. Deus me livre desta ânsia que chega a dar tonturas. Antecipar o tempo é caminhar mais rápido para a morte. Corre-se tanto para chegar onde? A única certeza que temos é que o depois é o fim. Por isso, tento desacelerar. Talvez seja apenas uma tentativa, um tanto quanto ilusória, mas me permito a fantasia. É claro que não é fácil tentar fazer diferente e talvez o maior desafio seja este, o de compor com nosso próprio desafino.
    É preciso acalmar-se para sentir a anterioridade do acontecimento. A velocidade nos rouba o presente. A ansiedade é excesso de futuro. Quando desaceleramos nos damos conta do quanto o tempo tem passado rápido demais. Por isso, compor com o amargo dos dias, com as ansiedades que nos rasgam e fazem a vida arder, é uma tentativa de reconexão consigo mesmo. Aceitar que o azedume às vezes tinge nosso cotidiano fazendo com que nossa bílis negra reaja enfurecida pode ser resultado do quanto nos auto cobramos demais. E cobramos do outro. Nesta lógica capitalista de débito e crédito, antecipamos o que precisa envelhecer a seu tempo.
    Onde queremos chegar mesmo? Temos uma tendência a seguir por trajetos já conhecidos. Há sempre uma Cruzeiro do Sul que guia o caminho. Talvez pudéssemos nos permitir desnortear esta busca. Criar outros rumos, outras rotas. Acalmar-se diante do desconhecido sem antecipar o fim de nada. E ao invés de ir mais, ir menos.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
No trecho “Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis”, o termo “centáureas” designa:
Alternativas
Q3734102 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Enquanto vai, passeia

    Menos. Quero ir cada vez menos. Mais devagar. Mais lenta. Abrindo espaço para desacelerar. Não é fácil, sabemos. Ir menos para ir lentamente escorregando pelos dias que ainda restam até o fim do ano. Estou, estamos cansados e acelerados demais. Por que corremos tanto assim? Para quê? Faço um mate e me sento no jardim. Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis. Tento ampliar os minutos. Espichar o tempo. Uma formiga cruza a calçada. Ela e suas seis patas que tocam o chão muito mais do que eu e meus dois pés. Mas ela não se angustia com minha presença. Continua a andar no seu ritmo. Vai sentindo a textura das pedras. Enquanto vai, passeia. Anda para lá, para cá, volta, reinicia o percurso. Confesso que invejo a formiga. Gostaria, como ela, de andar calmamente sobre os dias. Ir menos. Ir assim, diminuindo o passo e sentindo a textura da vida.
    É quase fim de ano e as vitrines das lojas estão tomadas de referência sobre o Natal. Desde agosto, algumas. Era dia dos pais, o dia das crianças estava longe e já tinha coisas de Natal no comércio. Deus me livre desta ânsia que chega a dar tonturas. Antecipar o tempo é caminhar mais rápido para a morte. Corre-se tanto para chegar onde? A única certeza que temos é que o depois é o fim. Por isso, tento desacelerar. Talvez seja apenas uma tentativa, um tanto quanto ilusória, mas me permito a fantasia. É claro que não é fácil tentar fazer diferente e talvez o maior desafio seja este, o de compor com nosso próprio desafino.
    É preciso acalmar-se para sentir a anterioridade do acontecimento. A velocidade nos rouba o presente. A ansiedade é excesso de futuro. Quando desaceleramos nos damos conta do quanto o tempo tem passado rápido demais. Por isso, compor com o amargo dos dias, com as ansiedades que nos rasgam e fazem a vida arder, é uma tentativa de reconexão consigo mesmo. Aceitar que o azedume às vezes tinge nosso cotidiano fazendo com que nossa bílis negra reaja enfurecida pode ser resultado do quanto nos auto cobramos demais. E cobramos do outro. Nesta lógica capitalista de débito e crédito, antecipamos o que precisa envelhecer a seu tempo.
    Onde queremos chegar mesmo? Temos uma tendência a seguir por trajetos já conhecidos. Há sempre uma Cruzeiro do Sul que guia o caminho. Talvez pudéssemos nos permitir desnortear esta busca. Criar outros rumos, outras rotas. Acalmar-se diante do desconhecido sem antecipar o fim de nada. E ao invés de ir mais, ir menos.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
A formiga, descrita no primeiro parágrafo do texto, é utilizada pela autora como um símbolo dentro da narrativa reflexiva. Sobre o papel simbólico desse elemento, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3734101 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Enquanto vai, passeia

    Menos. Quero ir cada vez menos. Mais devagar. Mais lenta. Abrindo espaço para desacelerar. Não é fácil, sabemos. Ir menos para ir lentamente escorregando pelos dias que ainda restam até o fim do ano. Estou, estamos cansados e acelerados demais. Por que corremos tanto assim? Para quê? Faço um mate e me sento no jardim. Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis. Tento ampliar os minutos. Espichar o tempo. Uma formiga cruza a calçada. Ela e suas seis patas que tocam o chão muito mais do que eu e meus dois pés. Mas ela não se angustia com minha presença. Continua a andar no seu ritmo. Vai sentindo a textura das pedras. Enquanto vai, passeia. Anda para lá, para cá, volta, reinicia o percurso. Confesso que invejo a formiga. Gostaria, como ela, de andar calmamente sobre os dias. Ir menos. Ir assim, diminuindo o passo e sentindo a textura da vida.
    É quase fim de ano e as vitrines das lojas estão tomadas de referência sobre o Natal. Desde agosto, algumas. Era dia dos pais, o dia das crianças estava longe e já tinha coisas de Natal no comércio. Deus me livre desta ânsia que chega a dar tonturas. Antecipar o tempo é caminhar mais rápido para a morte. Corre-se tanto para chegar onde? A única certeza que temos é que o depois é o fim. Por isso, tento desacelerar. Talvez seja apenas uma tentativa, um tanto quanto ilusória, mas me permito a fantasia. É claro que não é fácil tentar fazer diferente e talvez o maior desafio seja este, o de compor com nosso próprio desafino.
    É preciso acalmar-se para sentir a anterioridade do acontecimento. A velocidade nos rouba o presente. A ansiedade é excesso de futuro. Quando desaceleramos nos damos conta do quanto o tempo tem passado rápido demais. Por isso, compor com o amargo dos dias, com as ansiedades que nos rasgam e fazem a vida arder, é uma tentativa de reconexão consigo mesmo. Aceitar que o azedume às vezes tinge nosso cotidiano fazendo com que nossa bílis negra reaja enfurecida pode ser resultado do quanto nos auto cobramos demais. E cobramos do outro. Nesta lógica capitalista de débito e crédito, antecipamos o que precisa envelhecer a seu tempo.
    Onde queremos chegar mesmo? Temos uma tendência a seguir por trajetos já conhecidos. Há sempre uma Cruzeiro do Sul que guia o caminho. Talvez pudéssemos nos permitir desnortear esta busca. Criar outros rumos, outras rotas. Acalmar-se diante do desconhecido sem antecipar o fim de nada. E ao invés de ir mais, ir menos.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
O texto apresenta uma reflexão sobre o ritmo acelerado da vida moderna Com base na leitura, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1: D
2: C
3: D
4: A
5: C
6: B
7: B
8: D
9: A
10: C
11: A
12: B
13: A
14: D
15: C
16: A
17: C
18: C
19: D
20: A