Questões de Concurso Para professor - informática

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Q4341387 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A estabilidade funcional submete-se a requisitos relacionados à forma de provimento e ao tempo de efetivo exercício, enquanto a perda do cargo pelo servidor estável depende da ocorrência de hipóteses e garantias procedimentais previstas na legislação municipal.
Com base no art. 22 do Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Santa Helena, analise as assertivas a seguir.
I.O servidor nomeado para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público adquire estabilidade após três anos de efetivo exercício no cargo.
II.A perda do cargo do servidor estável pode decorrer de processo administrativo, desde que seja assegurada ampla defesa no respectivo procedimento.
III.A avaliação periódica de desempenho pode resultar na perda do cargo do servidor estável, desde que realizada na forma da lei e assegurada ampla defesa.
IV.A decisão judicial que determine a perda do cargo do servidor estável produz esse efeito a partir de sua prolação, ainda que esteja sujeita à interposição de recurso.
V.O transcurso de três anos de exercício assegura estabilidade ao servidor nomeado para cargo público, ainda que o provimento não tenha ocorrido em virtude de concurso público.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4341386 História
A abolição da escravidão, formalizada em 1888, encerrou juridicamente uma instituição que estruturou durante séculos relações de trabalho e profundas desigualdades na sociedade brasileira. Seus antecedentes e desdobramentos envolveram diferentes agentes, interesses e transformações políticas e sociais.
Considerando o processo histórico da abolição e seus desdobramentos sociais, qual alternativa apresenta uma interpretação correta?
Alternativas
Q4341385 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A Lei Orgânica Municipal de Santa Helena estabelece princípios aplicáveis à Administração Pública Direta e Indireta e atribui conteúdo específico a cada um deles para orientar a atuação administrativa municipal. Com base no art. 17 da Lei Orgânica Municipal de Santa Helena, relacione os princípios da Coluna I às respectivas definições da Coluna II.
Coluna I
1.Legalidade.
2.Impessoalidade.
3.Moralidade.
4.Publicidade.
5.Eficiência.
Coluna II
A.Determina que as atividades administrativas produzam consequências positivas, mediante otimização da aplicação dos recursos financeiros.
B.Exige adequação de toda atividade desenvolvida pela Administração Pública aos ditames estabelecidos pela lei.
C.Assegura aos administrados os mesmos direitos, afastando determinação de pessoa ou discriminação de qualquer natureza.
D.Estabelece a boa e útil disciplina interna como parâmetro aplicável à atuação da administração municipal.
E.Impõe a divulgação de atos, contratos e outros instrumentos administrativos para conhecimento, controle e início de seus efeitos.
Qual alternativa apresenta a associação correta entre as colunas?
Alternativas
Q4341384 Português
Leia atentamente as afirmativas a seguir e considere a classificação das orações quanto a sua relação de coordenação.
I.O pesquisador concluiu a análise, portanto encaminhou os resultados à comissão responsável.
II.A equipe revisou os documentos, verificou os dados, organizou os arquivos, enviou o relatório.
III.O candidato apresentou os argumentos, mas não conseguiu convencer os membros da banca.
IV.Ou a instituição revisará o procedimento, ou manterá os critérios atualmente adotados.
Assinale a alternativa que reúne as afirmativas em que há emprego de orações coordenadas sindéticas.
Alternativas
Q4341383 Português
Em textos formais, o emprego do acento grave exige a identificação da relação sintática estabelecida entre o termo regente e o termo regido, bem como o reconhecimento das situações em que ocorre a fusão da preposição a com outro elemento. Considerando as regras de emprego e de não emprego da crase, analise cuidadosamente as construções apresentadas nas alternativas.
Assinale a alternativa em que o emprego da crase está corretamente realizado de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4341382 Português
Em textos formais, a relação estabelecida entre determinados nomes e seus complementos exige o emprego de preposições específicas, conforme a regência nominal prescrita pela norma-padrão. Considerando esse princípio, observe atentamente as construções apresentadas nas alternativas a seguir.
Assinale a alternativa em que a regência nominal está devidamente empregada de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4341381 Português
Leia a construção apresentada a seguir, extraída de uma situação hipotética de atendimento administrativo, e observe a organização das formas verbais empregadas. "A equipe estará analisando os documentos recebidos e estará encaminhando as solicitações aos setores responsáveis, enquanto os servidores estarão verificando os dados cadastrais dos requerentes."
Considerando os vícios de linguagem tradicionalmente classificados pela norma de uso formal da língua portuguesa, analise a oração acima e identifique o vício de linguagem presente na construção.
Alternativas
Q4341380 Português
Leia atentamente a oração apresentada a seguir e observe a relação estabelecida entre suas partes.
"O relatório foi elaborado conforme determinavam as normas estabelecidas pelo órgão fiscalizador."
Considerando a relação semântica estabelecida pela oração subordinada, assinale a alternativa que identifica corretamente sua classificação.
Alternativas
Q4341379 Português
Na análise sintática, a classificação do predicado deve considerar a relação estabelecida entre o verbo e os demais termos da oração, especialmente a existência de um predicativo.
Essa análise permite distinguir estruturas em que o verbo constitui o núcleo significativo da predicação daquelas em que um nome atribui característica ao sujeito ou ao objeto. Assinale a alternativa em que há emprego de predicado verbo-nominal. 
Alternativas
Q4341378 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

NACIONALIDADE - RACHEL DE QUEIROZ

O menino nisei sentou no banco do jardim. Teria uns 11 anos, comia sossegado o seu sanduíche de queijo. Duas menininhas, uma morena outra ruiva, que pulavam amarelinha, chegaram junto dele e gritaram:
— Japonês! Japonês! Você quer dizer as horas pra nós?
O menino olhou o pulso, disse que eram nove e meia e acrescentou:
— Eu não sou japonês. Sou paulistano, nasci aqui, no Jardim América.
A ruivinha, mais velha, coçou um borrachudo na canela fina:
— Se você não é japonês, teu pai é.
— Não, meu pai nasceu em Batatais.
— Então tua mãe.
— Ela também nasceu em Batatais. A menor, moreninha, fez o comentário óbvio:
— Nós te chamou japonês porque tu tem cara de japonês.
— Meu avô é que era japonês. E a minha avó. E acho que os meus tios.
— Só eles?
— Só.
A pequenininha estava maravilhada com aquele milagre biológico: 
— Nunca vi pessoa ser brasileiro e ter cara de japonês. Eu pensava que brasileiro era tudo igual.
A maior ensinou:
— Nem todo brasileiro é igual. Negro é brasileiro e é diferente.
— Negro é africano, observou, com certa malícia, o que chamavam de japonês.
— Como é que você sabe?
— Aprendi na aula.
— Na minha rua tem muito judeu. Nós tudos somos judeu, contribuiu a ruiva.
— E onde é a terra de judeu, quis saber a outra.
— Meu pai veio da Rússia. E o meu avô. A minha mãe veio da Polônia.
— Então esse negócio de judeu é besteira. Quem vem da Rússia é russo. E na Polônia dá é polaco.
— O menino falava com grande autoridade.
— A minha mãe disse que a gente fala polonês. Polaco é feio.
— Pode ser. Polonês. Mas judeu? A moreninha interveio:
— Judeu vem da Judia. Não tem país chamado Judia, doutrinou o nisei.
— Como é que você sabe? Você conhece todos os países do mundo?
— Todos. Estou no curso de admissão. Já dei na geografia.
— Meu pai diz que a terra dos judeus se chama Israel, lembrou então a ruiva.
— Então como é que ele é da Rússia? Mistério. Os três se entreolharam. Afinal o rapaz sugeriu:
— Só se é mentira do teu pai.
— Mentira do teu! Teu pai é que é um japonês mentiroso!
— Já falei que o meu pai é brasileiro.
A outra menina pacificou:
Não xingue. Eu também sou brasileira. Eu nasci em Campos. E minha mãe nasceu em Campos, e o meu irmão, e o meu pai, todo o mundo na minha casa nasceu em Campos.
A ruiva riu:
— Tudo é campeiro?
— Não, a gente diz é campista. Campos fica no estado do Rio de Janeiro. 
— Agora lá se chama Guanabara, sentenciou o menino.
— Não, não é Guanabara. Estado do Rio é outra coisa.
— Então tem dois Rio? 
— Não, agora só tem um. Não falei que o Rio de Janeiro virou Guanabara? Também diz Velhacap. A menina ruiva ficou a olhar um momento os dois outros:
— Acho que campista também parece com japonês. Só não tem o olho arrebitado.
— Minha mãe diz que nós temos sangue de índio, contribuiu a campista. E o paulistano contou:
— Meu pai uma vez viu um índio e pensou que fosse japonês fantasiado. Falou para ele em língua de japonês, mas o índio não entendeu nada.
— Mas você não disse que seu pai é de Batatais?
— É. Mas filho de japonês sabe falar a língua do pai.
— E você sabe? Fala um pouquinho pra gente ver.
— Não sei. Puxa, já disse tanta vez que sou paulistano! A moreninha deu um salto:
— Pois eu sou é Corinthians!
— Ninguém está conversando futebol, boba. Houve um silêncio. A menina menor indagou então:
— E onde é o lugar onde só tem brasileiro?
Os outros dois ficaram um tempo pensando, olhando uns pombos que bicavam na areia. Afinal a menina maior falou
: — Gente grande é muito misturado. Acho que deve ser no lugar onde só tem criança.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19087/nacionalidade
Ao longo da conversa entre as crianças, diferentes ideias sobre nacionalidade, origem familiar e aparência física são apresentadas e confrontadas. A partir do desenvolvimento desse diálogo, é possível observar uma mudança na compreensão inicial das crianças sobre identidade e pertencimento.
Considerando o trecho apresentado, assinale a alternativa que interpreta essa questão central da narrativa.
Alternativas
Q4341377 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

NACIONALIDADE - RACHEL DE QUEIROZ

O menino nisei sentou no banco do jardim. Teria uns 11 anos, comia sossegado o seu sanduíche de queijo. Duas menininhas, uma morena outra ruiva, que pulavam amarelinha, chegaram junto dele e gritaram:
— Japonês! Japonês! Você quer dizer as horas pra nós?
O menino olhou o pulso, disse que eram nove e meia e acrescentou:
— Eu não sou japonês. Sou paulistano, nasci aqui, no Jardim América.
A ruivinha, mais velha, coçou um borrachudo na canela fina:
— Se você não é japonês, teu pai é.
— Não, meu pai nasceu em Batatais.
— Então tua mãe.
— Ela também nasceu em Batatais. A menor, moreninha, fez o comentário óbvio:
— Nós te chamou japonês porque tu tem cara de japonês.
— Meu avô é que era japonês. E a minha avó. E acho que os meus tios.
— Só eles?
— Só.
A pequenininha estava maravilhada com aquele milagre biológico: 
— Nunca vi pessoa ser brasileiro e ter cara de japonês. Eu pensava que brasileiro era tudo igual.
A maior ensinou:
— Nem todo brasileiro é igual. Negro é brasileiro e é diferente.
— Negro é africano, observou, com certa malícia, o que chamavam de japonês.
— Como é que você sabe?
— Aprendi na aula.
— Na minha rua tem muito judeu. Nós tudos somos judeu, contribuiu a ruiva.
— E onde é a terra de judeu, quis saber a outra.
— Meu pai veio da Rússia. E o meu avô. A minha mãe veio da Polônia.
— Então esse negócio de judeu é besteira. Quem vem da Rússia é russo. E na Polônia dá é polaco.
— O menino falava com grande autoridade.
— A minha mãe disse que a gente fala polonês. Polaco é feio.
— Pode ser. Polonês. Mas judeu? A moreninha interveio:
— Judeu vem da Judia. Não tem país chamado Judia, doutrinou o nisei.
— Como é que você sabe? Você conhece todos os países do mundo?
— Todos. Estou no curso de admissão. Já dei na geografia.
— Meu pai diz que a terra dos judeus se chama Israel, lembrou então a ruiva.
— Então como é que ele é da Rússia? Mistério. Os três se entreolharam. Afinal o rapaz sugeriu:
— Só se é mentira do teu pai.
— Mentira do teu! Teu pai é que é um japonês mentiroso!
— Já falei que o meu pai é brasileiro.
A outra menina pacificou:
Não xingue. Eu também sou brasileira. Eu nasci em Campos. E minha mãe nasceu em Campos, e o meu irmão, e o meu pai, todo o mundo na minha casa nasceu em Campos.
A ruiva riu:
— Tudo é campeiro?
— Não, a gente diz é campista. Campos fica no estado do Rio de Janeiro. 
— Agora lá se chama Guanabara, sentenciou o menino.
— Não, não é Guanabara. Estado do Rio é outra coisa.
— Então tem dois Rio? 
— Não, agora só tem um. Não falei que o Rio de Janeiro virou Guanabara? Também diz Velhacap. A menina ruiva ficou a olhar um momento os dois outros:
— Acho que campista também parece com japonês. Só não tem o olho arrebitado.
— Minha mãe diz que nós temos sangue de índio, contribuiu a campista. E o paulistano contou:
— Meu pai uma vez viu um índio e pensou que fosse japonês fantasiado. Falou para ele em língua de japonês, mas o índio não entendeu nada.
— Mas você não disse que seu pai é de Batatais?
— É. Mas filho de japonês sabe falar a língua do pai.
— E você sabe? Fala um pouquinho pra gente ver.
— Não sei. Puxa, já disse tanta vez que sou paulistano! A moreninha deu um salto:
— Pois eu sou é Corinthians!
— Ninguém está conversando futebol, boba. Houve um silêncio. A menina menor indagou então:
— E onde é o lugar onde só tem brasileiro?
Os outros dois ficaram um tempo pensando, olhando uns pombos que bicavam na areia. Afinal a menina maior falou
: — Gente grande é muito misturado. Acho que deve ser no lugar onde só tem criança.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19087/nacionalidade
O desfecho da narrativa desloca a discussão das crianças para uma questão mais ampla sobre identidade e pertencimento. Depois de várias tentativas de estabelecer diferenças entre brasileiros a partir de suas origens, características físicas e referências culturais, surge uma pergunta que retoma o problema apresentado desde o início. Assinale a alternativa que interpreta o sentido do desfecho da narrativa. 
Alternativas
Q4341376 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

NACIONALIDADE - RACHEL DE QUEIROZ

O menino nisei sentou no banco do jardim. Teria uns 11 anos, comia sossegado o seu sanduíche de queijo. Duas menininhas, uma morena outra ruiva, que pulavam amarelinha, chegaram junto dele e gritaram:
— Japonês! Japonês! Você quer dizer as horas pra nós?
O menino olhou o pulso, disse que eram nove e meia e acrescentou:
— Eu não sou japonês. Sou paulistano, nasci aqui, no Jardim América.
A ruivinha, mais velha, coçou um borrachudo na canela fina:
— Se você não é japonês, teu pai é.
— Não, meu pai nasceu em Batatais.
— Então tua mãe.
— Ela também nasceu em Batatais. A menor, moreninha, fez o comentário óbvio:
— Nós te chamou japonês porque tu tem cara de japonês.
— Meu avô é que era japonês. E a minha avó. E acho que os meus tios.
— Só eles?
— Só.
A pequenininha estava maravilhada com aquele milagre biológico: 
— Nunca vi pessoa ser brasileiro e ter cara de japonês. Eu pensava que brasileiro era tudo igual.
A maior ensinou:
— Nem todo brasileiro é igual. Negro é brasileiro e é diferente.
— Negro é africano, observou, com certa malícia, o que chamavam de japonês.
— Como é que você sabe?
— Aprendi na aula.
— Na minha rua tem muito judeu. Nós tudos somos judeu, contribuiu a ruiva.
— E onde é a terra de judeu, quis saber a outra.
— Meu pai veio da Rússia. E o meu avô. A minha mãe veio da Polônia.
— Então esse negócio de judeu é besteira. Quem vem da Rússia é russo. E na Polônia dá é polaco.
— O menino falava com grande autoridade.
— A minha mãe disse que a gente fala polonês. Polaco é feio.
— Pode ser. Polonês. Mas judeu? A moreninha interveio:
— Judeu vem da Judia. Não tem país chamado Judia, doutrinou o nisei.
— Como é que você sabe? Você conhece todos os países do mundo?
— Todos. Estou no curso de admissão. Já dei na geografia.
— Meu pai diz que a terra dos judeus se chama Israel, lembrou então a ruiva.
— Então como é que ele é da Rússia? Mistério. Os três se entreolharam. Afinal o rapaz sugeriu:
— Só se é mentira do teu pai.
— Mentira do teu! Teu pai é que é um japonês mentiroso!
— Já falei que o meu pai é brasileiro.
A outra menina pacificou:
Não xingue. Eu também sou brasileira. Eu nasci em Campos. E minha mãe nasceu em Campos, e o meu irmão, e o meu pai, todo o mundo na minha casa nasceu em Campos.
A ruiva riu:
— Tudo é campeiro?
— Não, a gente diz é campista. Campos fica no estado do Rio de Janeiro. 
— Agora lá se chama Guanabara, sentenciou o menino.
— Não, não é Guanabara. Estado do Rio é outra coisa.
— Então tem dois Rio? 
— Não, agora só tem um. Não falei que o Rio de Janeiro virou Guanabara? Também diz Velhacap. A menina ruiva ficou a olhar um momento os dois outros:
— Acho que campista também parece com japonês. Só não tem o olho arrebitado.
— Minha mãe diz que nós temos sangue de índio, contribuiu a campista. E o paulistano contou:
— Meu pai uma vez viu um índio e pensou que fosse japonês fantasiado. Falou para ele em língua de japonês, mas o índio não entendeu nada.
— Mas você não disse que seu pai é de Batatais?
— É. Mas filho de japonês sabe falar a língua do pai.
— E você sabe? Fala um pouquinho pra gente ver.
— Não sei. Puxa, já disse tanta vez que sou paulistano! A moreninha deu um salto:
— Pois eu sou é Corinthians!
— Ninguém está conversando futebol, boba. Houve um silêncio. A menina menor indagou então:
— E onde é o lugar onde só tem brasileiro?
Os outros dois ficaram um tempo pensando, olhando uns pombos que bicavam na areia. Afinal a menina maior falou
: — Gente grande é muito misturado. Acho que deve ser no lugar onde só tem criança.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19087/nacionalidade
Em determinado momento, o menino assume uma postura de grande segurança ao discutir a origem dos judeus e a localização de diferentes países. Considerando esse trecho, assinale a alternativa que caracteriza o comportamento do menino.
Alternativas
Q4341375 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

NACIONALIDADE - RACHEL DE QUEIROZ

O menino nisei sentou no banco do jardim. Teria uns 11 anos, comia sossegado o seu sanduíche de queijo. Duas menininhas, uma morena outra ruiva, que pulavam amarelinha, chegaram junto dele e gritaram:
— Japonês! Japonês! Você quer dizer as horas pra nós?
O menino olhou o pulso, disse que eram nove e meia e acrescentou:
— Eu não sou japonês. Sou paulistano, nasci aqui, no Jardim América.
A ruivinha, mais velha, coçou um borrachudo na canela fina:
— Se você não é japonês, teu pai é.
— Não, meu pai nasceu em Batatais.
— Então tua mãe.
— Ela também nasceu em Batatais. A menor, moreninha, fez o comentário óbvio:
— Nós te chamou japonês porque tu tem cara de japonês.
— Meu avô é que era japonês. E a minha avó. E acho que os meus tios.
— Só eles?
— Só.
A pequenininha estava maravilhada com aquele milagre biológico: 
— Nunca vi pessoa ser brasileiro e ter cara de japonês. Eu pensava que brasileiro era tudo igual.
A maior ensinou:
— Nem todo brasileiro é igual. Negro é brasileiro e é diferente.
— Negro é africano, observou, com certa malícia, o que chamavam de japonês.
— Como é que você sabe?
— Aprendi na aula.
— Na minha rua tem muito judeu. Nós tudos somos judeu, contribuiu a ruiva.
— E onde é a terra de judeu, quis saber a outra.
— Meu pai veio da Rússia. E o meu avô. A minha mãe veio da Polônia.
— Então esse negócio de judeu é besteira. Quem vem da Rússia é russo. E na Polônia dá é polaco.
— O menino falava com grande autoridade.
— A minha mãe disse que a gente fala polonês. Polaco é feio.
— Pode ser. Polonês. Mas judeu? A moreninha interveio:
— Judeu vem da Judia. Não tem país chamado Judia, doutrinou o nisei.
— Como é que você sabe? Você conhece todos os países do mundo?
— Todos. Estou no curso de admissão. Já dei na geografia.
— Meu pai diz que a terra dos judeus se chama Israel, lembrou então a ruiva.
— Então como é que ele é da Rússia? Mistério. Os três se entreolharam. Afinal o rapaz sugeriu:
— Só se é mentira do teu pai.
— Mentira do teu! Teu pai é que é um japonês mentiroso!
— Já falei que o meu pai é brasileiro.
A outra menina pacificou:
Não xingue. Eu também sou brasileira. Eu nasci em Campos. E minha mãe nasceu em Campos, e o meu irmão, e o meu pai, todo o mundo na minha casa nasceu em Campos.
A ruiva riu:
— Tudo é campeiro?
— Não, a gente diz é campista. Campos fica no estado do Rio de Janeiro. 
— Agora lá se chama Guanabara, sentenciou o menino.
— Não, não é Guanabara. Estado do Rio é outra coisa.
— Então tem dois Rio? 
— Não, agora só tem um. Não falei que o Rio de Janeiro virou Guanabara? Também diz Velhacap. A menina ruiva ficou a olhar um momento os dois outros:
— Acho que campista também parece com japonês. Só não tem o olho arrebitado.
— Minha mãe diz que nós temos sangue de índio, contribuiu a campista. E o paulistano contou:
— Meu pai uma vez viu um índio e pensou que fosse japonês fantasiado. Falou para ele em língua de japonês, mas o índio não entendeu nada.
— Mas você não disse que seu pai é de Batatais?
— É. Mas filho de japonês sabe falar a língua do pai.
— E você sabe? Fala um pouquinho pra gente ver.
— Não sei. Puxa, já disse tanta vez que sou paulistano! A moreninha deu um salto:
— Pois eu sou é Corinthians!
— Ninguém está conversando futebol, boba. Houve um silêncio. A menina menor indagou então:
— E onde é o lugar onde só tem brasileiro?
Os outros dois ficaram um tempo pensando, olhando uns pombos que bicavam na areia. Afinal a menina maior falou
: — Gente grande é muito misturado. Acho que deve ser no lugar onde só tem criança.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19087/nacionalidade
Embora o texto apresente informações e reflexões relacionadas à nacionalidade, é necessário considerar sua organização predominante para classificá-lo quanto à tipologia textual. A partir dessas características estruturais e discursivas, assinale a alternativa que identifica corretamente o tipo textual predominante em "Nacionalidade". 
Alternativas
Q4341374 Pedagogia
Em um projeto de Educação Digital, estudantes dos Anos Iniciais foram convidados a produzir uma pequena revista digital sobre situações do cotidiano escolar. Cada grupo deveria escolher um tema, pesquisar informações, elaborar uma pauta, registrar fotografias e pequenos vídeos, produzir uma história em quadrinhos ou uma animação em stop-motion e, ao final, organizar o material em formato digital para apresentação à comunidade escolar. Durante o desenvolvimento, o professor percebeu que alguns estudantes estavam mais preocupados com os efeitos visuais do que com a mensagem que pretendiam comunicar. Em outra equipe, uma fotografia obtida na internet foi incorporada à produção sem que sua origem fosse identificada. Considerando a passagem do consumo para a produção de conteúdos digitais, a autoria multimídia e o uso funcional, ético, seguro e inclusivo das tecnologias, analise as afirmativas a seguir.
I.A atividade favorece o protagonismo digital quando os estudantes participam de decisões sobre conteúdo, linguagem, organização e forma de apresentação, assumindo também responsabilidades relacionadas ao material produzido e compartilhado.
II.Na produção de uma animação em stop-motion, o planejamento pode envolver a definição da sequência narrativa, dos enquadramentos e das imagens que serão registradas, enquanto a edição permite organizar e ajustar o material obtido durante a produção.
III.A utilização de uma fotografia encontrada na internet pode ser incorporada à produção escolar sem identificação de origem quando houver alteração de enquadramento, filtros ou outros elementos visuais realizados pelos estudantes.
IV.O uso inclusivo de dispositivos digitais pode envolver a adaptação de recursos e estratégias de interação às necessidades dos estudantes, considerando, por exemplo, recursos de acessibilidade disponíveis no dispositivo ou no software utilizado.
V.A produção de podcasts, histórias em quadrinhos, livros digitais e registros audiovisuais desenvolve autoria multimídia quando o estudante aprende a operar os aplicativos empregados, sendo a construção da mensagem uma etapa complementar ao domínio técnico das ferramentas.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4341373 Pedagogia
Durante uma aula de Educação Digital, uma turma foi orientada a produzir uma apresentação multimídia sobre manifestações culturais brasileiras. Para montar o trabalho, alguns estudantes encontraram imagens em mecanismos de busca, copiaram trechos de páginas da Internet e receberam, por meio de um aplicativo de mensagens, um vídeo de autoria desconhecida. Paralelamente, um perfil que os alunos não conheciam passou a enviar mensagens convidando-os para participar de um grupo privado e solicitando fotografias pessoais. O professor decidiu aproveitar a situação para trabalhar direitos autorais, licenças abertas, avaliação da confiabilidade das informações e segurança nas interações on-line. Considerando práticas adequadas de Educação Digital, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4341372 Pedagogia
Durante uma sequência de Educação Digital, o professor propôs às crianças o desafio de construir, com materiais reutilizáveis, um pequeno dispositivo que indicasse quando uma caixa de coleta de papel estivesse aberta. A turma recebeu papelão, tampinhas, palitos, fios, fita adesiva, uma pilha, LEDs, interruptores simples e alguns componentes retirados de equipamentos que seriam descartados. Antes da montagem, os grupos discutiram o problema, desenharam possibilidades e escolheram os materiais. Após a primeira construção, um dos circuitos não acendeu o LED. Em vez de substituir imediatamente o protótipo, os estudantes foram orientados a observar as conexões, formular hipóteses, testar alterações e registrar o que havia funcionado ou não. Considerando os princípios da Cultura Maker, da aprendizagem pelo fazer e da utilização pedagógica de materiais não estruturados e circuitos simples, analise as afirmativas a seguir e assinale V para as verdadeiras ou F para as falsas.
(__)A sequência proposta contempla uma dinâmica maker ao articular definição de um problema, planejamento, construção de um protótipo, experimentação e revisão da solução a partir dos resultados observados.
(__)O emprego de materiais reutilizáveis pode integrar uma atividade maker quando sua escolha estiver relacionada ao problema investigado e favorecer decisões de projeto, construção, adaptação e experimentação por parte dos estudantes.
(__)A utilização de materiais de baixo custo descaracteriza uma proposta maker, pois a aprendizagem pelo fazer depende da disponibilidade de equipamentos próprios de laboratórios de fabricação digital.
(__)Diante de um circuito que não produziu o efeito esperado, solicitar que os estudantes examinem conexões, formulem hipóteses e realizem novos testes pode transformar o erro em elemento do processo de investigação e aprendizagem.
(__)Em uma atividade com materiais não estruturados, a criatividade pedagógica está associada principalmente à variedade de objetos disponíveis, enquanto a definição do problema e a finalidade da construção possuem papel secundário na organização da proposta.
(__)Em um circuito escolar simples, a associação entre fonte de energia, condutores, elemento de controle e componente de saída pode ser explorada para que os estudantes relacionem a montagem física ao funcionamento esperado do dispositivo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q4341371 Programação
Em uma aula de Educação Digital, o professor propôs que os estudantes criassem uma pequena história interativa. Cada grupo escolheu personagens, definiu cenas e organizou blocos para que os personagens reagissem a determinadas ações do usuário. Durante os testes, alguns alunos perceberam que certos comandos precisavam ser repetidos, enquanto outros deveriam ser executados apenas quando uma condição fosse atendida. O professor aproveitou a situação para discutir como diferentes estruturas podem ser combinadas em ambientes de programação visual. Considerando características de linguagens de programação em blocos, como Scratch, ScratchJr e Blockly, analise as afirmativas a seguir.
I.A organização de blocos por encaixe favorece a construção visual de sequências de comandos e pode reduzir dificuldades relacionadas à sintaxe textual durante as primeiras experiências de programação.
II.Em uma narrativa interativa, um bloco associado a um evento pode iniciar uma sequência de comandos quando ocorre uma ação prevista pelo projeto, como o acionamento de uma tecla ou a interação com determinado personagem.
III.Uma estrutura de repetição pode ser empregada quando determinada sequência de ações precisa ocorrer novamente, evitando a necessidade de reproduzir manualmente cada comando da sequência.
IV.Uma estrutura condicional pode ser utilizada para executar uma ação de acordo com uma situação definida no projeto, sendo adequada, por exemplo, para estabelecer respostas diferentes diante de determinadas condições.
V.No ScratchJr, a criação de narrativas interativas depende da utilização de comandos textuais digitados pelo estudante, enquanto Scratch e Blockly utilizam blocos visuais para representar as instruções.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4341370 Pedagogia
Em uma escola de Ensino Fundamental, o professor de Educação Digital foi convidado pela professora regente para participar de um projeto sobre consumo consciente.
A turma deveria investigar o desperdício de alimentos na escola, registrar dados, organizar as informações em uma planilha, produzir representações visuais e apresentar propostas para a comunidade escolar. Durante o planejamento, os professores discutiram como evitar que a tecnologia fosse utilizada apenas como recurso de exposição de conteúdos, buscando criar situações nas quais os estudantes pudessem investigar, tomar decisões, produzir registros e revisar suas próprias conclusões. Considerando a mediação docente, o protagonismo infantil e a articulação interdisciplinar entre Educação Digital, alfabetização, letramento e raciocínio matemático, analise as afirmativas a seguir e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.
(__)Ao propor que os estudantes formulem perguntas sobre o desperdício, coletem informações e decidam como representar os dados, o professor cria condições para uma participação mais ativa, sem deixar de exercer a mediação pedagógica necessária ao desenvolvimento da atividade.
(__)A integração entre Educação Digital e o trabalho da professora regente pode ocorrer quando os recursos tecnológicos são utilizados para apoiar práticas de leitura, produção escrita, interpretação de informações e análise quantitativa relacionadas a um problema investigado pela turma.
(__)Para favorecer o protagonismo infantil, o professor de Educação Digital pode transferir aos estudantes a definição dos objetivos, dos critérios de avaliação e das etapas do projeto, intervindo apenas quando surgirem dificuldades técnicas durante o uso dos dispositivos.
(__)Em um projeto interdisciplinar, a planilha eletrônica pode ser utilizada como instrumento para organizar dados coletados pelos estudantes, permitindo explorar relações de quantidade, comparação, classificação e representação, articuladas a situações de leitura e produção de registros.
(__)O planejamento conjunto entre o professor de Educação Digital e o professor regente tende a ser mais produtivo quando a tecnologia é definida previamente como eixo central do projeto, deixando os objetivos de alfabetização e raciocínio matemático para serem incorporados durante a execução.
(__)Uma atividade digital pode contribuir para o desenvolvimento do letramento quando envolve práticas reais de leitura, interpretação, produção e circulação de informações, em vez de limitar o estudante à operação mecânica dos recursos tecnológicos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta cima para baixo:
Alternativas
Q4341369 Pedagogia
Durante o planejamento de um projeto de Educação Digital, o professor precisa organizar uma sequência de atividades que será desenvolvida com uma turma do Ensino Fundamental. Além do plano de aula, a escola solicita registros das atividades realizadas e mantém comunicação periódica com as famílias. Como o projeto envolve dificuldades de aprendizagem observadas em alguns estudantes, o professor também pretende compartilhar informações pertinentes com a equipe de Orientação, Supervisão e Direção Escolar. Para que essas ações mantenham coerência entre planejamento, execução, registro e articulação institucional, complete as seis lacunas da frase a seguir.
No trabalho docente, o professor de Educação Digital deve elaborar um __________ alinhado aos objetivos de aprendizagem; manter __________ das atividades e das observações pedagógicas; utilizar esses registros para realizar __________ do percurso desenvolvido; estabelecer uma __________ adequada com as famílias; compartilhar informações pertinentes com a __________ escolar; e participar de ações de __________ pedagógica com os demais profissionais da escola.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de palavras para preencher as lacunas. 
Alternativas
Q4341368 Pedagogia
Durante a elaboração do plano de trabalho de uma escola pública, o Professor de Educação Digital foi convidado a colaborar com a equipe pedagógica na definição de atividades para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. A proposta previa situações envolvendo resolução de problemas, produção de conteúdos digitais, análise crítica do uso das tecnologias e participação dos estudantes em atividades mediadas por recursos digitais. Na discussão, também foram considerados os deveres profissionais previstos na legislação educacional e os direitos assegurados às crianças e aos adolescentes. Com base na Constituição Federal de 1988, na Lei nº 9.394/1996, no Estatuto da Criança e do Adolescente, na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), nas Normas sobre Computação na Educação Básica e na Lei nº 14.533/2023, analise as assertivas a seguir e assinale V para verdadeiras ou F para as falsas.
(__)Ao participar da elaboração de uma proposta pedagógica que contemple atividades de Educação Digital, o professor atua em consonância com uma atribuição prevista na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). O art. 13 também relaciona ao trabalho docente o zelo pela aprendizagem e o estabelecimento de estratégias de recuperação para estudantes de menor rendimento.
(__)O direito de contestar critérios avaliativos previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente pode ser exercido mediante manifestação perante o professor responsável pela avaliação, ficando o encaminhamento às instâncias escolares superiores condicionado à adoção de procedimentos específicos pela unidade de ensino.
(__)Uma atividade dos Anos Iniciais em que os estudantes organizem uma sequência de instruções para solucionar determinado problema, identifiquem padrões e testem diferentes estratégias pode mobilizar conhecimentos associados ao Pensamento Computacional, sem que a proposta dependa necessariamente da escrita de programas em uma linguagem de programação.
(__)Na organização da BNCC Computação, Mundo Digital corresponde principalmente à formação de atitudes críticas, éticas e responsáveis diante das tecnologias, enquanto Cultura Digital concentra os conhecimentos relativos à representação, ao armazenamento e à transmissão de informações pelos sistemas computacionais.
(__)A Competência Geral 5 da BNCC e a dimensão de Cultura Digital presente nas Normas sobre Computação na Educação Básica permitem abordar o uso das tecnologias de maneira que ultrapasse a simples operação de ferramentas, envolvendo aspectos críticos, éticos, reflexivos e relacionados à participação na sociedade digital.
(__)Ao estabelecer a Política Nacional de Educação Digital, a Lei nº 14.533/2023 determina que a União concentre a execução das políticas de educação digital, ficando Estados, Distrito Federal e Municípios responsáveis principalmente pela adoção das ações definidas no âmbito federal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência de V (verdadeiro) e F (falso) de cima para baixo.
Alternativas
Respostas
101: A
102: C
103: C
104: A
105: D
106: B
107: C
108: B
109: D
110: C
111: B
112: A
113: C
114: D
115: D
116: B
117: A
118: A
119: B
120: A