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Q3452211 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.

Texto I

    A inveja sempre foi um assunto das religiões monoteístas e politeístas. Sua força foi constantemente observada e combatida. Na Bíblia, a inveja está na serpente que aborda Adão e Eva no paraíso, mas também no gesto dos irmãos de José que vendem o irmão caçula para mercadores egípcios, assim como no ato de Caim matando Abel ou no de Pilatos entregando Jesus para ser morto em vez de Barrabás. A própria rivalidade de Esaú e Jacó carrega algo de inveja.
    Na mitologia grega, ela é personificada pelo deus Phthónos, causador de danos. No candomblé, a inveja é Ilara, uma força maléfica que deve ser evitada a todo custo. Afeto fundador da cultura ocidental, no Gênese bíblico, a inveja é o sentimento do diabo, personificado na serpente que se move para corromper a inocência do casal criado por Deus. A tentação do mal nada mais é do que a armadilha da intriga, tática habitual do invejoso em seu gesto de provocar destruição por meio de manipulações psíquicas e linguísticas.
    A queda da inocência, posição de felicidade de quem vive no Paraíso, resulta no conhecimento, e não se pode dizer que ela não tenha sido provocada pelo cinismo insidioso, rastejante e vil da cobra invejosa. Mesmo que alguém ache que valha a pena pagar o preço pelo conteúdo descoberto, a saber, o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, ninguém poderá dizer que a intenção da cobra fosse boa.
    A história da inveja confunde-se com a história de outras paixões tristes como o ódio, em cujas manifestações ela se torna conhecida. Na contramão, a inveja é algo que se esconde. Vivida por muitos como um tormento silencioso, ela expõe a verdade do invejoso para ele mesmo. Trata-se, portanto, de uma afetividade profundamente paradoxal que muitas pessoas exercitam ao longo da experiência humana e responde à questão sobre quem se é diante dos outros quando a existência de alguém traz sofrimento porque, não sendo esse alguém, o invejoso já não é ninguém.
    A inveja é um afeto impopular. Admiração sem amor, êxtase sem prazer, apetite sem desejo, disposição sem amizade, fascínio sem admiração, olhar que devora sem fome que o desculpe. Paixão envergonhada, a inveja é um sentimento que causa mal-estar em quem o sente, tendo como alvo um outro que, na posição de invejado, não sentirá nada parecido com seu algoz. Com sorte, o invejoso permanecerá inativo e em silêncio, afogado em seu próprio mal-estar. Infelizmente, nem sempre é assim, e os efeitos funestos dessa condição podem ser experimentados da pior forma por vítimas envenenadas até a morte.
    Fingida, a inveja flutua na linguagem, maculando e construindo verdades, sempre parceira da intriga e da mentira. A inveja é o contrário da coragem sem ser a mera covardia do amedrontado, pois ela implica a trama, cheia de métodos. Como o Iago de Shakespeare, o invejoso faz desvios para alcançar seu objetivo, que é destruir o outro que ele não pode ser. Ele atalha, sorrateiro, como a menina Ofélia, de Clarice Lispector, corroborando a miséria que toma conta dos sentidos.
    A inveja está na base do ódio, efeito de um abandono original, de um lugar desamado, de uma má acolhida no mundo. Uma estética e uma iconografia da inveja, assim como uma psicanálise e uma política desse sentimento, podem ser elucidativas a respeito da sua envergadura fenomenológica no todo da experiência humana em sua vocação para a infelicidade.

TIBURI, Márcia. Dossiê sobre a inveja. Revista Cult, São Paulo, p. 3-5, 2024. (Adaptado).
Assinale a alternativa em que a preposição “para”, destacada nos trechos extraídos do texto I, não indica ideia de finalidade.
Alternativas
Q3452210 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.

Texto I

    A inveja sempre foi um assunto das religiões monoteístas e politeístas. Sua força foi constantemente observada e combatida. Na Bíblia, a inveja está na serpente que aborda Adão e Eva no paraíso, mas também no gesto dos irmãos de José que vendem o irmão caçula para mercadores egípcios, assim como no ato de Caim matando Abel ou no de Pilatos entregando Jesus para ser morto em vez de Barrabás. A própria rivalidade de Esaú e Jacó carrega algo de inveja.
    Na mitologia grega, ela é personificada pelo deus Phthónos, causador de danos. No candomblé, a inveja é Ilara, uma força maléfica que deve ser evitada a todo custo. Afeto fundador da cultura ocidental, no Gênese bíblico, a inveja é o sentimento do diabo, personificado na serpente que se move para corromper a inocência do casal criado por Deus. A tentação do mal nada mais é do que a armadilha da intriga, tática habitual do invejoso em seu gesto de provocar destruição por meio de manipulações psíquicas e linguísticas.
    A queda da inocência, posição de felicidade de quem vive no Paraíso, resulta no conhecimento, e não se pode dizer que ela não tenha sido provocada pelo cinismo insidioso, rastejante e vil da cobra invejosa. Mesmo que alguém ache que valha a pena pagar o preço pelo conteúdo descoberto, a saber, o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, ninguém poderá dizer que a intenção da cobra fosse boa.
    A história da inveja confunde-se com a história de outras paixões tristes como o ódio, em cujas manifestações ela se torna conhecida. Na contramão, a inveja é algo que se esconde. Vivida por muitos como um tormento silencioso, ela expõe a verdade do invejoso para ele mesmo. Trata-se, portanto, de uma afetividade profundamente paradoxal que muitas pessoas exercitam ao longo da experiência humana e responde à questão sobre quem se é diante dos outros quando a existência de alguém traz sofrimento porque, não sendo esse alguém, o invejoso já não é ninguém.
    A inveja é um afeto impopular. Admiração sem amor, êxtase sem prazer, apetite sem desejo, disposição sem amizade, fascínio sem admiração, olhar que devora sem fome que o desculpe. Paixão envergonhada, a inveja é um sentimento que causa mal-estar em quem o sente, tendo como alvo um outro que, na posição de invejado, não sentirá nada parecido com seu algoz. Com sorte, o invejoso permanecerá inativo e em silêncio, afogado em seu próprio mal-estar. Infelizmente, nem sempre é assim, e os efeitos funestos dessa condição podem ser experimentados da pior forma por vítimas envenenadas até a morte.
    Fingida, a inveja flutua na linguagem, maculando e construindo verdades, sempre parceira da intriga e da mentira. A inveja é o contrário da coragem sem ser a mera covardia do amedrontado, pois ela implica a trama, cheia de métodos. Como o Iago de Shakespeare, o invejoso faz desvios para alcançar seu objetivo, que é destruir o outro que ele não pode ser. Ele atalha, sorrateiro, como a menina Ofélia, de Clarice Lispector, corroborando a miséria que toma conta dos sentidos.
    A inveja está na base do ódio, efeito de um abandono original, de um lugar desamado, de uma má acolhida no mundo. Uma estética e uma iconografia da inveja, assim como uma psicanálise e uma política desse sentimento, podem ser elucidativas a respeito da sua envergadura fenomenológica no todo da experiência humana em sua vocação para a infelicidade.

TIBURI, Márcia. Dossiê sobre a inveja. Revista Cult, São Paulo, p. 3-5, 2024. (Adaptado).
Com base no texto lido, é correto afirmar que a inveja
Alternativas
Q3452209 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.

Texto I

    A inveja sempre foi um assunto das religiões monoteístas e politeístas. Sua força foi constantemente observada e combatida. Na Bíblia, a inveja está na serpente que aborda Adão e Eva no paraíso, mas também no gesto dos irmãos de José que vendem o irmão caçula para mercadores egípcios, assim como no ato de Caim matando Abel ou no de Pilatos entregando Jesus para ser morto em vez de Barrabás. A própria rivalidade de Esaú e Jacó carrega algo de inveja.
    Na mitologia grega, ela é personificada pelo deus Phthónos, causador de danos. No candomblé, a inveja é Ilara, uma força maléfica que deve ser evitada a todo custo. Afeto fundador da cultura ocidental, no Gênese bíblico, a inveja é o sentimento do diabo, personificado na serpente que se move para corromper a inocência do casal criado por Deus. A tentação do mal nada mais é do que a armadilha da intriga, tática habitual do invejoso em seu gesto de provocar destruição por meio de manipulações psíquicas e linguísticas.
    A queda da inocência, posição de felicidade de quem vive no Paraíso, resulta no conhecimento, e não se pode dizer que ela não tenha sido provocada pelo cinismo insidioso, rastejante e vil da cobra invejosa. Mesmo que alguém ache que valha a pena pagar o preço pelo conteúdo descoberto, a saber, o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, ninguém poderá dizer que a intenção da cobra fosse boa.
    A história da inveja confunde-se com a história de outras paixões tristes como o ódio, em cujas manifestações ela se torna conhecida. Na contramão, a inveja é algo que se esconde. Vivida por muitos como um tormento silencioso, ela expõe a verdade do invejoso para ele mesmo. Trata-se, portanto, de uma afetividade profundamente paradoxal que muitas pessoas exercitam ao longo da experiência humana e responde à questão sobre quem se é diante dos outros quando a existência de alguém traz sofrimento porque, não sendo esse alguém, o invejoso já não é ninguém.
    A inveja é um afeto impopular. Admiração sem amor, êxtase sem prazer, apetite sem desejo, disposição sem amizade, fascínio sem admiração, olhar que devora sem fome que o desculpe. Paixão envergonhada, a inveja é um sentimento que causa mal-estar em quem o sente, tendo como alvo um outro que, na posição de invejado, não sentirá nada parecido com seu algoz. Com sorte, o invejoso permanecerá inativo e em silêncio, afogado em seu próprio mal-estar. Infelizmente, nem sempre é assim, e os efeitos funestos dessa condição podem ser experimentados da pior forma por vítimas envenenadas até a morte.
    Fingida, a inveja flutua na linguagem, maculando e construindo verdades, sempre parceira da intriga e da mentira. A inveja é o contrário da coragem sem ser a mera covardia do amedrontado, pois ela implica a trama, cheia de métodos. Como o Iago de Shakespeare, o invejoso faz desvios para alcançar seu objetivo, que é destruir o outro que ele não pode ser. Ele atalha, sorrateiro, como a menina Ofélia, de Clarice Lispector, corroborando a miséria que toma conta dos sentidos.
    A inveja está na base do ódio, efeito de um abandono original, de um lugar desamado, de uma má acolhida no mundo. Uma estética e uma iconografia da inveja, assim como uma psicanálise e uma política desse sentimento, podem ser elucidativas a respeito da sua envergadura fenomenológica no todo da experiência humana em sua vocação para a infelicidade.

TIBURI, Márcia. Dossiê sobre a inveja. Revista Cult, São Paulo, p. 3-5, 2024. (Adaptado).
O propósito comunicativo central desse texto é
Alternativas
Q3300883 Conhecimentos Gerais
A diversidade de manifestações culturais na Amazônia é resultante da multiplicidade de povos, tradições e expressões artístico-culturais. São manifestações culturais amazônicas
Alternativas
Q3300882 Educação Artística
O Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras – FORCULT – atua em diversas frentes para consolidar seus princípios e objetivos. NÃO é/são ação/ações e contribuição/contribuições deste fórum
Alternativas
Q3300881 Sociologia
A conexão entre Cultura e universidade é imprescindível para a construção de uma sociedade plural, reflexiva e engajada. Nesse processo, as universidades públicas possuem papel preponderante, pois são espaços de democratização do conhecimento e da cultura. Sobre o tema, considere os itens a seguir.

I. Nas universidades públicas brasileiras, a cultura exerce uma função essencial na formação acadêmica, na produção de conhecimento e na promoção da diversidade cultural.
II. O Núcleo de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Nuade), da UNIFESSPA, criado em 2018, é um órgão que trabalha na construção de interlocução com as demandas sociais da região e suas problemáticas.
III. As universidades públicas são espaços restritos para a difusão, com pouca atenção para preservação e manifestações culturais, apesar de serem espaços de análise e reflexão sobre a sociedade e suas expressões culturais.

Está(ão) correto(s) o(s) item(ns)
Alternativas
Q3300880 Direito Constitucional
Sobre os Direitos Culturais é INCORRETO afirmar o seguinte:
Alternativas
Q3300879 Conhecimentos Gerais
A Cultura tem sido evidenciada como um dos campos mais dinâmicos da Economia no mundo, rompendo com a imagem de essência de bem-estar social e evidenciando-se como elemento de desenvolvimento econômico das nações. No Brasil, dados do Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC) 2011-2022, divulgados pelo IBGE em publicação recente, nos revelam como INCORRETA a seguinte afirmação:
Alternativas
Q3300878 Conhecimentos Gerais
Podemos afirmar que a Economia da Cultura examina a relação entre Cultura e Economia, considerando o impacto gerado por atividades culturais na economia e também a impactação de fatores econômicos nos processos de criação, produção, distribuição e consumo da cultura. É correto afirmar que a Economia da Cultura
Alternativas
Q3300877 Administração Pública
A nova Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC) foi anunciada no mês de agosto de 2024 em um evento realizado no Rio de Janeiro. Nesta ocasião também foi lançada a Política Nacional de Economia Criativa - o Brasil Criativo, que tem como objetivo “contribuir de forma eficiente, efetiva e eficaz para o reconhecimento e a consolidação da economia criativa como estratégia de qualificação do desenvolvimento social, econômico, ambiental, político e cultural do Brasil”. No que diz respeito às diretrizes dessa política, considere os itens a seguir.

I. Estruturação do monitoramento e da avaliação de resultados e impactos das políticas públicas de economia criativa.
II. Inclusão produtiva de empreendedores, gestores e trabalhadores da cultura e da economia criativa brasileira.
III. Produção e difusão de estudos e pesquisas sobre a economia criativa brasileira.
IV. Promoção da identidade singular da Cultura brasileira, com ênfase nos seus produtos.

Estão corretos os itens
Alternativas
Q3300876 Antropologia
Maria do Socorro Simões (2002), sobre a experiência do Projeto IFNOPAP/UFPA (Imaginário nas Formas Narrativas Orais da Amazônia Paraense), traz perspectivas sobre a Cultura amazônica, entre o rio e a floresta. Sobre este aspecto ela afirma o seguinte: 
Alternativas
Q3300875 Conhecimentos Gerais
De acordo com J. de J. Marques de Sousa (Mestre Zequinha), V. Giannella e D. Baron, um exemplo de ação formativa e de acesso à Cultura em Marabá (PA) é o projeto As Latinhas de Quintal, desenvolvido inicialmente entre 2009 e 2010. Sobre esta ação é correto afirmar que constitui
Alternativas
Q3300874 Educação Artística
O Programa Cultura, Educação e Cidadania – Cultura Viva – foi lançado em 2004, pelo Ministério da Cultura em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, com Gilberto Gil e Ricardo Berzoini ministros na época. Surgiu guiado por diretrizes políticas como a ampliação do acesso à Cultura. O Cultura Viva contou com equipamentos culturais para ações formativas. Sobre o Cultura Viva é correto afirmar o seguinte
Alternativas
Q3300873 Conhecimentos Gerais
De acordo com a literatura, um evento cultural pode apresentar definições diversas. Uma definição que NÃO corresponde a um evento(s) cultural(is) é a seguinte:
Alternativas
Q3300872 Conhecimentos Gerais
Sobre a Cultura Amazônica, J.J. Paes Loureiro (2000) apresenta aspectos da transculturalidade. Observa que a paisagem amazônica, marcada por castanheiras, miritizeiros, açaizeiros, sofre uma interferência da cultura do consumo com “novas palmeiras”: as antenas parabólicas. NÃO são aspectos de transculturalidade em Loureiro os seguintes trechos:
Alternativas
Q3300870 Conhecimentos Gerais
No livro Dimensões da Cultura – Políticas Culturais e seus Desafios –, a autora Isaura Botelho assevera que as políticas públicas de Cultura, “para serem eficazes, precisam de mecanismos capazes de mapear não só o universo da produção (tarefa mais fácil), mas também o da recepção nesse terreno, o que demanda uma consideração do problema das pesquisas socioeconômicas na área cultural” (p.20, 2016). O Sistema Nacional de Cultura brasileiro prevê, em seu texto legal, que o dispositivo responsável por essa demanda da política pública dessa área é
Alternativas
Q3300869 Sociologia
Uma das lideranças do movimento modernista brasileiro, o poeta Mário de Andrade participou ativamente do momento inaugural das políticas culturais brasileiras. Entre suas proposições, apontava que a Cultura é fundamental à vida do cidadão, “tão vital como o pão”. Em suas contribuições, ele propõe um entendimento mais largo acerca de patrimônio tido, até então, apenas como material. Tal experiência de gestão
Alternativas
Q3300868 Administração Geral
Entendemos que a captação de recursos para projetos culturais é um processo complexo que requer planejamento, estratégia e um bom relacionamento com potenciais financiadores. A origem do financiamento cultural para um projeto pode advir de diferentes fontes, EXCETO 
Alternativas
Q3300867 Direito Tributário
As leis de incentivo à Cultura possuem suas receitas vinculadas a diferentes impostos, e citamos como exemplo a Lei Frederico Morbach, do município de Marabá, que autoriza o incentivo fiscal para a realização de Projetos Culturais ou Esportivos e tem suas receitas vinculadas ao(s) 
Alternativas
Q3300866 Legislação Federal
Sobre as leis de incentivo à Cultura é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
521: D
522: A
523: C
524: C
525: E
526: B
527: B
528: E
529: B
530: B
531: B
532: D
533: A
534: C
535: E
536: B
537: A
538: E
539: A
540: C