Questões de Concurso Para agente comunitário de saúde

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Q3803662 Português
Respeitar limites não é fraqueza, é amor próprio

        Um passo depois do outro, um dia após o outro e os anos vão sendo somados. Passamos a maior parte do nosso tempo achando que somos capazes de tudo, ao ponto de desconhecer possíveis limites. Lá adiante a vida começa a dar sinais e, então, passamos a observar que nem tudo pode ser abraçado. Respeitar-se é reconhecer que cada pessoa possui um compasso único.

        O tempo interior não acompanha calendários externos, e a pressa não produz maturidade. Crescer exige pausas, exige escuta, exige cuidado. Há ciclos que pedem recolhimento, outros que pedem coragem, e nenhum deles pode ser forçado. Quando aceitamos o próprio tempo, deixamos de nos comparar e começamos a caminhar com mais leveza. A intuição também merece respeito.

        Ela é essa voz suave que fala antes que a mente organize o pensamento. Muitas vezes ignorada, é justamente ela que indica caminhos mais alinhados com a verdade interior. Confiar nesse sussurro é um ato de sabedoria, pois a alma reconhece o que lhe faz bem antes que os olhos percebam. A trajetória, com suas curvas, erros e acertos, é sagrada.

        Cada passo dado, mesmo os que não deram certo, fez parte da tessitura que nos trouxe até aqui. Respeitar a própria história é não apagar capítulos difíceis, mas compreendê-los como mestres silenciosos. Os valores são a raiz que sustenta o crescimento. Quando nossa vida acontece para além dos limites, isto é, achamos que podemos esquecidos, nos tornamos reféns de expectativas externas; quando honrados, somos capazes de agir com integridade mesmo diante das provações. 

        Eles moldam escolhas, direcionam afetos e iluminam caminhos. E os limites, tão necessários, são fronteiras de proteção. Dizem onde termina o que dói e começa o que cura. Respeitar limites não é fraqueza, é amor próprio. É reconhecer que a alma também se cansa, que o corpo precisa de descanso, que a mente pede silêncio.

        Ao acolher tempo, intuição, trajetória, valores e limites, encontramos o ponto de equilíbrio que permite viver com mais verdade. E então, o coração descobre que se respeitar não é egoísmo; é condição para seguir inteiro.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado).
No trecho “Há ciclos que pedem recolhimento”, observa-se a relação estabelecida entre dois termos da oração, em que uma palavra retoma um antecedente e introduz uma informação explicativa sobre ele. Considerando o funcionamento sintático e semântico desse elemento no contexto apresentado, assinale a alternativa que indica corretamente a classe gramatical do termo “que”.
Alternativas
Q3803661 Português
Respeitar limites não é fraqueza, é amor próprio

        Um passo depois do outro, um dia após o outro e os anos vão sendo somados. Passamos a maior parte do nosso tempo achando que somos capazes de tudo, ao ponto de desconhecer possíveis limites. Lá adiante a vida começa a dar sinais e, então, passamos a observar que nem tudo pode ser abraçado. Respeitar-se é reconhecer que cada pessoa possui um compasso único.

        O tempo interior não acompanha calendários externos, e a pressa não produz maturidade. Crescer exige pausas, exige escuta, exige cuidado. Há ciclos que pedem recolhimento, outros que pedem coragem, e nenhum deles pode ser forçado. Quando aceitamos o próprio tempo, deixamos de nos comparar e começamos a caminhar com mais leveza. A intuição também merece respeito.

        Ela é essa voz suave que fala antes que a mente organize o pensamento. Muitas vezes ignorada, é justamente ela que indica caminhos mais alinhados com a verdade interior. Confiar nesse sussurro é um ato de sabedoria, pois a alma reconhece o que lhe faz bem antes que os olhos percebam. A trajetória, com suas curvas, erros e acertos, é sagrada.

        Cada passo dado, mesmo os que não deram certo, fez parte da tessitura que nos trouxe até aqui. Respeitar a própria história é não apagar capítulos difíceis, mas compreendê-los como mestres silenciosos. Os valores são a raiz que sustenta o crescimento. Quando nossa vida acontece para além dos limites, isto é, achamos que podemos esquecidos, nos tornamos reféns de expectativas externas; quando honrados, somos capazes de agir com integridade mesmo diante das provações. 

        Eles moldam escolhas, direcionam afetos e iluminam caminhos. E os limites, tão necessários, são fronteiras de proteção. Dizem onde termina o que dói e começa o que cura. Respeitar limites não é fraqueza, é amor próprio. É reconhecer que a alma também se cansa, que o corpo precisa de descanso, que a mente pede silêncio.

        Ao acolher tempo, intuição, trajetória, valores e limites, encontramos o ponto de equilíbrio que permite viver com mais verdade. E então, o coração descobre que se respeitar não é egoísmo; é condição para seguir inteiro.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado).
No texto, o autor articula diferentes conceitos — como tempo, intuição, trajetória e valores — para sustentar uma visão específica sobre o cuidado consigo mesmo. À luz dessa construção argumentativa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3803660 Português
Respeitar limites não é fraqueza, é amor próprio

        Um passo depois do outro, um dia após o outro e os anos vão sendo somados. Passamos a maior parte do nosso tempo achando que somos capazes de tudo, ao ponto de desconhecer possíveis limites. Lá adiante a vida começa a dar sinais e, então, passamos a observar que nem tudo pode ser abraçado. Respeitar-se é reconhecer que cada pessoa possui um compasso único.

        O tempo interior não acompanha calendários externos, e a pressa não produz maturidade. Crescer exige pausas, exige escuta, exige cuidado. Há ciclos que pedem recolhimento, outros que pedem coragem, e nenhum deles pode ser forçado. Quando aceitamos o próprio tempo, deixamos de nos comparar e começamos a caminhar com mais leveza. A intuição também merece respeito.

        Ela é essa voz suave que fala antes que a mente organize o pensamento. Muitas vezes ignorada, é justamente ela que indica caminhos mais alinhados com a verdade interior. Confiar nesse sussurro é um ato de sabedoria, pois a alma reconhece o que lhe faz bem antes que os olhos percebam. A trajetória, com suas curvas, erros e acertos, é sagrada.

        Cada passo dado, mesmo os que não deram certo, fez parte da tessitura que nos trouxe até aqui. Respeitar a própria história é não apagar capítulos difíceis, mas compreendê-los como mestres silenciosos. Os valores são a raiz que sustenta o crescimento. Quando nossa vida acontece para além dos limites, isto é, achamos que podemos esquecidos, nos tornamos reféns de expectativas externas; quando honrados, somos capazes de agir com integridade mesmo diante das provações. 

        Eles moldam escolhas, direcionam afetos e iluminam caminhos. E os limites, tão necessários, são fronteiras de proteção. Dizem onde termina o que dói e começa o que cura. Respeitar limites não é fraqueza, é amor próprio. É reconhecer que a alma também se cansa, que o corpo precisa de descanso, que a mente pede silêncio.

        Ao acolher tempo, intuição, trajetória, valores e limites, encontramos o ponto de equilíbrio que permite viver com mais verdade. E então, o coração descobre que se respeitar não é egoísmo; é condição para seguir inteiro.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado).
Ao desenvolver uma reflexão sobre tempo, limites e amadurecimento pessoal, o texto constrói uma crítica sutil a determinadas posturas comuns na vida contemporânea. Considerando essa abordagem, assinale a alternativa correta quanto à ideia central defendida pelo autor. 
Alternativas
Q3800041 Saúde Pública
A Malária, endêmica em algumas regiões do país, é uma doença febril aguda e seu diagnóstico precoce é crucial. O ACS, na sua atuação, pode e deve orientar sobre a importância do diagnóstico e tratamento. Entretanto, a realização de esfregaço sanguíneo e posterior leitura para identificação do parasita da malária, mesmo que sob supervisão, não é uma atribuição formal do ACS, mas sim de profissionais de enfermagem ou laboratório, devido à complexidade da técnica e à necessidade de equipamentos específicos para o diagnóstico microscópico. 
Alternativas
Q3800040 Saúde Pública
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) enfatiza a territorialização e a adstrição de população como eixos fundamentais para a organização dos serviços. Isso significa que cada equipe de Atenção Básica é responsável por uma área geográfica definida e pela população que nela reside. Contudo, em casos de emergência ou em áreas de fronteira entre territórios, a universalidade do SUS permite que qualquer cidadão receba atendimento em qualquer Unidade Básica de Saúde, independentemente de sua área de adscrição, o que flexibiliza e, por vezes, sobrepõe a lógica da territorialização.
Alternativas
Q3800039 Direito Digital
Situação hipotética: Uma família em processo de cadastramento pelo ACS recusa-se a fornecer informações sobre o histórico de saúde de um de seus membros, alegando direito à privacidade. Assertiva: O ACS, embasado nos princípios da ética e cidadania, deve respeitar a decisão da família e não insistir na obtenção dos dados, pois a proteção da privacidade individual se sobrepõe ao dever de coletar informações para o diagnóstico de saúde da comunidade, conforme previsto na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) que se aplica integralmente ao SUS.
Alternativas
Q3800038 Saúde Pública
A esquizossomose, ou esquistossomose mansônica, é uma parasitose que tem o caramujo como hospedeiro intermediário. As ações de controle realizadas pelo ACS incluem a orientação sobre saneamento básico e o uso da água, mas a identificação de focos de caramujos e a coleta de amostras para análise parasitológica são atividades que exigem treinamento especializado e material específico, razão pela qual são realizadas por equipes de controle de endemias, não sendo uma atribuição do ACS.
Alternativas
Q3800037 Saúde Pública
A Raiva, uma zoonose letal, tem sua prevenção centrada na vacinação de animais domésticos e na profilaxia pós-exposição em humanos. O ACS desempenha um papel importante na conscientização da população sobre a vacinação animal e na orientação sobre mordeduras. No entanto, a organização de campanhas de vacinação animal em nível local é de responsabilidade exclusiva dos órgãos de controle de zoonoses do município, não havendo espaço para a atuação do ACS na gestão ou execução direta dessas campanhas.
Alternativas
Q3800036 Saúde Pública
O agente comunitário de saúde, de acordo com a PNAB, possui um papel fundamental no acompanhamento de grupos populacionais com maior vulnerabilidade. Em relação à Covid-19, suas ações durante a pandemia puderam incluir a identificação de casos suspeitos, orientação sobre isolamento e higiene, e o encaminhamento para testagem, mas a aplicação de testes rápidos no domicílio, mesmo aqueles com leitura por fita, é uma tarefa que exige capacitação específica e só pode ser realizada por profissionais de saúde de nível superior, salvaguardando a precisão do diagnóstico.
Alternativas
Q3800035 Saúde Pública
A Doença de Chagas, transmitida pelo barbeiro, é uma enfermidade endêmica em algumas regiões do Brasil. A atividade do ACS na vigilância epidemiológica dessa doença limita-se à identificação da presença do vetor e à notificação à equipe de saúde, não sendo sua atribuição realizar a busca ativa de sintomáticos ou orientar sobre medidas de controle domiciliar, como o correto manejo de telhados e frestas, pois essa é uma competência da vigilância ambiental.
Alternativas
Q3800034 Saúde Pública
A Portaria nº 2.436/2017 define que a Atenção Básica é o contato preferencial dos usuários com o sistema de saúde, sendo responsável pela resolubilidade de grande parte dos problemas de saúde. A pactuação de metas de saúde, no entanto, ocorre exclusivamente entre os gestores federal, estaduais e municipais, sem a necessidade de envolvimento direto das equipes de Atenção Básica na sua formulação, embora estas sejam as executoras das ações. 
Alternativas
Q3800033 Saúde Pública
Os princípios do SUS, universalidade e equidade, garantem o acesso aos serviços de saúde a todo cidadão, independentemente de sua condição social. A hierarquização do atendimento, contudo, implica que pacientes com comorbidades e maior vulnerabilidade social devem ser priorizados em todos os níveis de atenção, ainda que isso signifique preterir um paciente com uma condição de saúde aguda, mas com menor risco de evolução desfavorável, em um contexto de escassez de recursos.
Alternativas
Q3800032 Saúde Pública
Situação hipotética: Durante uma visita domiciliar, um ACS identifica um morador em sua área com sintomas clássicos de febre amarela, como febre alta, dores musculares intensas e icterícia. Assertiva: A primeira ação do ACS, após essa observação, deve ser a orientação para vacinação imediata dos contatos próximos do paciente, antes mesmo de encaminhá-lo para a Unidade de Saúde, visando a contenção da possível transmissão, dadas as graves consequências da doença.
Alternativas
Q3800031 Saúde Pública
A tuberculose, enfermidade que ainda configura um sério problema de saúde pública, possui tratamento longo e supervisionado. O papel do ACS é crucial no incentivo à adesão ao tratamento e na busca ativa de sintomáticos respiratórios. Contudo, a realização do Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB), mesmo em kits disponíveis pela rede do SUS, é uma atribuição exclusiva de técnicos de laboratório capacitados ou enfermeiros, não cabendo ao ACS sua execução em domicílio, mesmo em situações específicas. 
Alternativas
Q3800030 Saúde Pública
As noções básicas de saneamento ambiental, fundamentais para a promoção da saúde, abrangem desde o abastecimento de água potável até a destinação adequada de resíduos sólidos e esgoto sanitário. A atuação do ACS, nesse sentido, restringe-se à orientação da população sobre práticas de higiene e manejo de lixo em nível domiciliar, não sendo de sua alçada a identificação e comunicação de problemas de infraestrutura de saneamento coletivo às autoridades competentes, como prefeituras ou órgãos de saneamento.
Alternativas
Q3800029 Legislação Federal
A Lei nº 11.350/2006, modificada pela Lei nº 13.595/2018, reforça a necessidade de o ACS residir na área da comunidade em que atua. Essa exigência legal, embora vise a fortalecer o vínculo com a comunidade, é passível de flexibilização em municípios de pequeno porte ou áreas de difícil provimento, onde a disponibilidade de profissionais que residam na área é escassa, podendo ser autorizada a atuação de ACSs residentes em municípios adjacentes. 
Alternativas
Q3800028 Saúde Pública
A hanseníase, uma doença infecciosa crônica, tem sua transmissão interrompida com o início do tratamento medicamentoso, mesmo que os sintomas ainda persistam. Nesse contexto, a prioridade do ACS, ao identificar um caso suspeito ou confirmado, é a busca ativa de contatos domiciliares para exames e orientação, mas a interrupção das atividades laborais do paciente, enquanto não houver alta, é uma medida primária para evitar a disseminação em ambiente de trabalho, independentemente do tipo de atividade.
Alternativas
Q3800027 Saúde Pública
A Leishmaniose Visceral, uma zoonose grave, possui o cão como principal reservatório doméstico. A estratégia de controle no Brasil inclui o sacrifício de cães soropositivos mesmo que assintomáticos. Entretanto, dada a complexidade ética e social, a orientação do ACS para o proprietário de um cão suspeito de Leishmaniose é primeiramente buscar o tratamento do animal em clínica veterinária, sendo o sacrifício uma medida excepcional e de última instância, mediante o fracasso do tratamento.
Alternativas
Q3800026 Saúde Pública
A Portaria nº 2.436/2017 detalha que o processo de trabalho das equipes de Atenção Básica envolve o planejamento, acompanhamento e avaliação das ações, buscando a melhoria contínua dos indicadores de saúde. A participação ativa dos usuários na definição das prioridades de saúde para sua comunidade, embora desejável, é um componente secundário, visto que a formulação das metas e estratégias advém de diretrizes técnicas preestabelecidas pelos gestores federais e estaduais. 
Alternativas
Q3800025 Direito Sanitário
O princípio da integralidade do SUS, conforme a Lei nº 8.080/1990, preconiza um conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigindo a inclusão das ações de saúde bucal e da farmácia básica em todos os níveis de atenção. Entretanto, a gestão desses serviços pode ser fragmentada, permitindo que a União ou os Estados fiquem responsáveis pela aquisição de medicamentos essenciais, enquanto os Municípios se ocupam apenas da distribuição, sem onerar o orçamento local com a compra.
Alternativas
Respostas
3041: D
3042: A
3043: D
3044: E
3045: E
3046: C
3047: E
3048: E
3049: E
3050: E
3051: E
3052: E
3053: E
3054: E
3055: E
3056: E
3057: E
3058: E
3059: E
3060: E