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I. Em uma turma de crianças bem pequenas, os momentos de alimentação, higiene, repouso e organização dos espaços devem integrar o planejamento pedagógico, pois neles as crianças estabelecem vínculos, comunicam necessidades, ampliam conhecimentos sobre o corpo e a cultura, participam de decisões possíveis e constroem progressivamente autonomia, reciprocidade e confiança.
II. A indissociabilidade entre cuidar e educar pode ser assegurada por uma divisão funcional do trabalho: às monitoras cabem as ações de higiene, alimentação e proteção física, enquanto às professoras compete o desenvolvimento das atividades pedagógicas, desde que ambas cumpram suas atribuições com eficiência e mantenham registros sobre as crianças.
III. Uma pedagogia do cuidado exige que as práticas docentes reconheçam as crianças como participantes das relações de cuidado, o que implica observar seus gestos e expressões, dialogar, respeitar ritmos e singularidades, oferecer segurança afetiva e física e transformar situações cotidianas em experiências de interação, aprendizagem, pertencimento e desenvolvimento.
IV. Para promover a autonomia na Educação Infantil, as rotinas de cuidado devem ser organizadas por procedimentos uniformes e tempos previamente fixados para todo o grupo, reduzindo a intervenção dos adultos e evitando negociações durante a alimentação, a higiene e o repouso, pois a participação infantil nesses momentos compromete a eficiência institucional.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em:
I. Uma abordagem interacionista do ensino do desenho reconhece que a criança constrói conhecimentos gráficos na relação com a própria linguagem do desenho, com diferentes imagens, convenções visuais, materiais e modos de representação; por isso, a mediação docente pode ampliar repertórios e oferecer problemas gráficos sem reduzir a produção infantil à cópia de modelos.
II. O desenho infantil deve ser compreendido como produção situada histórica e culturalmente, pois as crianças se apropriam, reelaboram e combinam signos, imagens e convenções presentes nos contextos em que vivem; desse modo, originalidade e influência cultural não constituem termos necessariamente excludentes.
III. No trabalho pedagógico, os desenhos das crianças podem funcionar como formas de expressão, interlocução, comunicação e produção de conhecimentos, mas sua análise não autoriza interpretações diagnósticas automáticas nem classificações rígidas por fases, uma vez que é necessário considerar as condições de produção, as falas das crianças, seus contextos e a singularidade dos percursos gráficos.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em:
Considerando as concepções de ludicidade, jogos e brincadeiras na educação, analise as afirmativas a seguir.
I. A ludicidade não constitui uma qualidade automática do objeto, do recurso ou da atividade proposta. Desse modo, uma mesma brincadeira pode ser experienciada como lúdica por uma criança e como constrangedora, desinteressante ou excessivamente controlada por outra.
II. A intencionalidade pedagógica e a mediação docente são compatíveis com o caráter lúdico quando organizam condições de participação, desafios significativos, interação, autonomia e possibilidade de criação, sem converter o jogo em mero exercício disfarçado, rigidamente dirigido para a obtenção de uma resposta única.
III. Os jogos digitais apresentam valor educativo intrínseco por combinarem linguagem tecnológica, feedback imediato e elementos de recompensa; por essa razão, sua inserção na rotina escolar dispensa análise dos objetivos, das condições de infraestrutura, da acessibilidade, da qualidade das interações e das intervenções realizadas pelo professor.
IV. A utilização de jogos e brincadeiras apenas como recompensa por tarefas concluídas ou como estratégia para tornar atraente uma sequência repetitiva pode reduzir o brincar a instrumento de controle; seu potencial educativo amplia-se quando contempla dimensões cognitivas, corporais, sociais e afetivas e preserva a participação ativa dos educandos.
Após análise, conclui-se que está coreto o que se afirma em:
Considerando as orientações da Base Nacional Comum Curricular para o ensino de Matemática no Ensino Fundamental, analise as afirmativas a seguir.
I. O ensino de Matemática deve priorizar a aplicação de algoritmos previamente demonstrados pelo professor, pois a resolução correta e padronizada dos cálculos constitui o principal indicador de aprendizagem matemática.
II. A resolução de problemas, a investigação, a modelagem e o desenvolvimento de projetos constituem, simultaneamente, estratégias de ensino e formas próprias da atividade matemática, favorecendo o raciocínio, a representação, a comunicação e a argumentação.
III. A utilização de tabelas, gráficos, textos, linguagem simbólica e recursos digitais pode ampliar a compreensão dos objetos matemáticos, desde que os estudantes sejam orientados a interpretar informações, justificar procedimentos e validar estratégias e resultados.
IV. A aprendizagem matemática deve possibilitar que os estudantes relacionem conceitos e procedimentos de diferentes campos da Matemática e de outras áreas do conhecimento, desenvolvendo autonomia, perseverança e capacidade de atuar criticamente em situações da vida social.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em:
I. Na Educação Infantil, as experiências com leitura e escrita devem integrar-se às interações, às brincadeiras e às múltiplas linguagens, envolvendo literatura, oralidade, narrativas, diferentes gêneros textuais, escrita espontânea e situações socialmente significativas de uso da linguagem escrita, de modo a respeitar os interesses, as curiosidades e as formas próprias de participação das crianças.
II. O trabalho pedagógico pode favorecer a formulação de hipóteses sobre a escrita, a exploração das relações entre oralidade e registro gráfico, a produção de textos com o professor atuando como escriba e a participação das crianças em práticas de leitura e escrita, sem que isso implique reproduzir, de forma antecipada, exercícios mecânicos e sistemáticos de alfabetização próprios do Ensino Fundamental.
III. Embora a Educação Infantil deva assegurar o contato cotidiano das crianças com livros, narrativas e diferentes portadores textuais, a intervenção pedagógica intencional sobre a escrita deve ser postergada para o Ensino Fundamental, pois a formulação de hipóteses, a produção de registros espontâneos e a reflexão sobre palavras configuram procedimentos próprios do ensino sistemático da alfabetização.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma:
Considerando os princípios do planejamento pedagógico e da avaliação por competências, assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a caracterização correta das Situações 1, 2 e 3, segundo a teoria de Vygotsky.
I. No desenvolvimento humano podemos identificar a existência de etapas claramente diferenciadas, caracterizadas por um conjunto de necessidades e de interesses que lhe garantem coerência e unidade.
II. O desenvolvimento infantil sucede-se numa ordem na qual cada etapa é preparação dispensável para o aparecimento das seguintes.
III. O estudo da criança contextualizada possibilita que se perceba que, entre os seus recursos e os de seu meio, instala-se uma dinâmica de determinações recíprocas: a cada idade estabelece-se um tipo particular de interações entre o sujeito e seu ambiente.
IV. O ritmo pelo qual se sucedem as etapas de desenvolvimento infantil é descontínuo, marcado por rupturas, retrocessos e reviravoltas.
V. A psicogenética walloniana coaduna-se com as concepções que veem no desenvolvimento uma linearidade, e o encaram como adição de sistemas progressivamente mais complexos que resultam da reorganização de elementos presentes desde o início.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em:
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), instituída pela Lei nº 13.146/2015, constitui importante marco jurídico para a garantia da igualdade de oportunidades, da participação social e do exercício dos direitos e das liberdades fundamentais pelas pessoas com deficiência. O § 1º do art. 4º da LBI estabelece: “[...] toda forma de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de pessoa com deficiência, incluindo a recusa de adaptações razoáveis e de fornecimento de tecnologias assistivas.”
Fonte: BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Brasília, DF: Presidência da República, 2015.
Considerando a terminologia expressamente adotada pela Lei 13.146/2015, o conceito apresentado no trecho corresponde a: