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Q4171976 Matemática
Um motorista de aplicativo cobra uma tarifa fixa de R$ 8,00 por corrida, mais R$ 2,50 por quilômetro rodado. X é a quantidade de quilômetros percorridos. Qual é a função que representa o valor da corrida?
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Q4171975 Matemática
Uma empresa está criando um sistema de acesso para seus funcionários. A senha deve ser formada por dois algarismos distintos (de 0 a 9) e duas letras distintas (de A a Z). A ordem dos caracteres não pode ser alterada: primeiro vêm os dois algarismos e depois as duas letras. Quantas senhas diferentes podem ser criadas seguindo essas regras?
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Q4171974 Matemática
Um artesão fabrica pequenas bolas decorativas de vidro. Cada bola tem 8 cm de diâmetro. Ele deseja encher uma caixa com 5 bolas iguais e precisa saber qual é o volume total de vidro necessário para produzi-las. Qual é o volume total aproximado das 5 esferas? (Use π = 3,14)
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Q4171973 Matemática
Três professores — Ana, Bruno e Carla — receberam juntos R$ 48.000 por participarem de um projeto educacional. O pagamento será dividido proporcionalmente às horas trabalhadas por cada um:

● Ana trabalhou 60 horas.
● Bruno trabalhou 45 horas.
● Carla trabalhou 75 horas.

Qual será o valor recebido por cada professor?
Alternativas
Q4171972 Português
TEXTO I


O pomo

Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo

Alexandre Garcia




O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 / Foto: Domínio Público.


    No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138 anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II, estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar. O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A Independência também foi a colheita de um pomo que já estava maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os apodrecer.

  Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue, rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo o lugar.

    Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa, tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia, administração.

   Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também. Parece que somos masoquistas.

    A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também. 


Fonte: Garcia Alexandre. O pomo. https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
Analise cada afirmação abaixo sobre um elemento constitutivo do texto I, antes de julgar o que se pede.

I. Em “Desde a instalação da República, o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo” (subtítulo), nota-se em destaque uma perífrase verbal conjugada no Pretérito Perfeito do Indicativo.
II. Em “Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples.” (3º par.), o elemento coesivo em destaque foi usado para iniciar uma oração substantiva com função de objeto direto, sendo, portanto, um Pronome Relativo.
III. Em “Desde a instalação da República, o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo” (subtítulo), a expressão em destaque cumpre a função de complemento nominal do adjetivo no particípio “especializado”.
IV. Em “Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste...” (5º par.), está em destaque um verbo simples que se equivale morfológica e semanticamente à expressão “havia chegado”.
V. Em “A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos.” (5º par.), a conjunção coordenativa em destaque possui valor semântico de oposição e, por isso, poderia ser substituída pela expressão adversativa “todavia”, a fim de manter a correção gramatical do contexto.

A partir do que foi dito acima, pode-se dizer que se encontra correto o que foi afirmado somente em:
Alternativas
Q4171971 Português
TEXTO I


O pomo

Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo

Alexandre Garcia




O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 / Foto: Domínio Público.


    No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138 anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II, estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar. O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A Independência também foi a colheita de um pomo que já estava maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os apodrecer.

  Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue, rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo o lugar.

    Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa, tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia, administração.

   Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também. Parece que somos masoquistas.

    A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também. 


Fonte: Garcia Alexandre. O pomo. https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
Leia as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede:

( ) Em “No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar.” (1º par.), o pronome oblíquo átono em destaque cumpre papel anafórico alusivo à expressão Lei Áurea a fim de exercer função de Objeto direto.
( ) Em “Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: ‘O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece’.” (1º par.), o trecho em destaque seria gramaticalmente reescrito, mantendo o seu valor semântico, pela seguinte proposta: “Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou-lhe mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; o colhei já, se não apodrece”.
( ) Em “Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto.” (2º par.), as expressões em destaque sofreram respectivamente os seguintes processos de formação de palavras: Sigla e Derivação Regressiva
( ) Em “Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples.” (3º par.), os vocábulos em destaque possuem sufixos diversos, porém utilizados com o mesmo propósito de formação de Substantivos derivados.
( ) Em “O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar.” (4º par.), as expressões destacadas foram acentuadas devido à mesma regra, embora possuam tonicidade silábica distinta.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que a sequência correta, pela ordem, está presente em: 
Alternativas
Q4171970 História
TEXTO I


O pomo

Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo

Alexandre Garcia




O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 / Foto: Domínio Público.


    No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138 anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II, estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar. O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A Independência também foi a colheita de um pomo que já estava maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os apodrecer.

  Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue, rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo o lugar.

    Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa, tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia, administração.

   Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também. Parece que somos masoquistas.

    A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também. 


Fonte: Garcia Alexandre. O pomo. https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
“Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também.” (5º par.) A partir da leitura do texto I, é correto dizer que cada fragmento a seguir exemplifica, por meio de várias passagens históricas, uma relação estreita de sentido com a afirmação citada acima, EXCETO a que se apresenta em.
Alternativas
Q4171969 Português
TEXTO I


O pomo

Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo

Alexandre Garcia




O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 / Foto: Domínio Público.


    No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138 anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II, estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar. O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A Independência também foi a colheita de um pomo que já estava maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os apodrecer.

  Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue, rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo o lugar.

    Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa, tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia, administração.

   Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também. Parece que somos masoquistas.

    A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também. 


Fonte: Garcia Alexandre. O pomo. https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
Pode-se dizer estruturalmente sobre o texto I que este:
Alternativas
Q4171968 Português
TEXTO I


O pomo

Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo

Alexandre Garcia




O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 / Foto: Domínio Público.


    No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138 anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II, estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar. O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A Independência também foi a colheita de um pomo que já estava maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os apodrecer.

  Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue, rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo o lugar.

    Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa, tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia, administração.

   Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também. Parece que somos masoquistas.

    A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também. 


Fonte: Garcia Alexandre. O pomo. https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
De acordo com a leitura do texto I, é correto afirmar que o autor:
Alternativas
Q4163269 História
Os reveses do final de 194'l e início de 1942 promoveram uma reorganização nos planos e na disposição dos exércitos alemães na União Soviética. A estratégia de Hitler mudou: os esforços a partir de então deveriam ser concentrados no Sul, em direção ao Cáucaso e aos postos de petróleo de Baku. Sobre a estratégia alemã na União Soviética em 1942, analise as afirmativas abaixo:

I. A mudança de estratégia de Hitler tinha como objetivo principal garantir o acesso ao petróleo do sul da União Soviética.
II. O chamado Plano Azul previa a conquista dos poços de petróleo e o controle das áreas produtoras de grãos.
III. As reservas de combustível da Alemanha eram abundantes, tornando desnecessária a busca por novas fontes de petróleo.
IV. Os campos petrolíferos da Romênia eram insuficientes para sustentar a máquina de guerra alemã.

Sobre esse período da Segunda Guerra Mundial, estão CORRETAS:
Alternativas
Q4163268 História
O povoamento da Itália e da Europa era basicamente feito por povos conhecidos como indo-europeus desde o período Neolítico. Assim, quais povos indo-europeus ocuparam inicialmente a região central da Península Itálica? 
Alternativas
Q4163267 História
O governo republicano de Ronald Reagan desempenhou papel central no recrudescimento da Guerra Fria. Com um tom ofensivo e moralizante, o presidente norte-americano chamaria a União Soviética de "Império do Mal", em um discurso famoso em março de 1983. Assim, uma das principais características da política externa norte-americana durante esse governo foi: 
Alternativas
Q4163266 História
O debate sobre as fontes históricas remete-nos a um dos dois fatores que constituem a mais irredutível singularidade da História como campo de conhecimento. A centralidade da dimensão temporal neste tipo de conhecimento que é a História e a utilização das fontes pelo historiador que as produz são os dois fatores que fazem com que a História possa ser distinguida de qualquer outro campo de saber. Diante disso, ao afirmar que "Sem problema não há história", Lucien Febvre procurava destacar que:
Alternativas
Q4163265 História
Durante o governo Café Filho, a economia brasileira enfrentou graves problemas. No início de seu imprevisível mandato, o sucessor de Getúlio Vargas tentou implementar uma rigorosa política de saneamento financeiro, nomeando o economista Eugênio Gudin, adepto de medidas ortodoxas, para o Ministério da Fazenda. Uma das medidas adotadas por Gudin à frente desse ministério foi:
Alternativas
Q4162774 Pedagogia
Pode-se afirmar que cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às escolas, em suas respectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos currículos e às propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma:
Alternativas
Q4162773 Pedagogia
Ao propor que os currículos sejam adequados às realidades locais e aos saberes dos estudantes, qual postura deve guiar a construção das propostas pedagógicas locais?
Alternativas
Q4162772 Pedagogia
No planejamento de aulas, uma professora decide propor um projeto que envolva elementos da cultura digital, como memes, gifs, vlogs e redes sociais. Qual é a justificativa pedagógica para a inserção dos elementos da cultura digital e da Web 2.0 na escola? 
Alternativas
Q4162771 Pedagogia
Uma professora deseja superar o modelo de provas somativas e classificatórias. Para alinhar sua prática à avaliação formativa, a professora deve:
Alternativas
Q4162770 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
Analise as partes que seguem: Considera-se discriminação em razão da deficiência toda forma de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão (1a parte), que tenha o proposito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de pessoa com deficiência (2a parte), salvo a recusa de adaptações razoáveis e de fornecimento de tecnologias assistivas (3a Parte).

Acerca das partes, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4162769 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
A barreira é qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros. Quando se fala sobre comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas, fala-se em barreira:
Alternativas
Respostas
821: C
822: D
823: A
824: C
825: C
826: D
827: A
828: E
829: B
830: A
831: C
832: D
833: B
834: C
835: B
836: B
837: C
838: B
839: E
840: A