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Para professor - geografia
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“Quem viaja pela serra da Mantiqueira (sul de Minas Gerais) e vale do Paraíba, ou observa as colinas do oeste de São Paulo e norte do Paraná, nota a presença de fendas e cortes disseminados nas vertentes cada vez mais frequentes: são as boçorocas (ou voçorocas), temidas pelos moradores locais porque constituem feições erosivas, altamente destrutivas, que rapidamente se ampliam, ameaçando campos, solos cultivados e zonas povoadas [...]”.
(Ivo Karmann. Ciclo da água, água subterrânea e sua ação geológica. In: Wilson Teixeira et. al. (Org.) Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000).
(Ivo Karmann. Ciclo da água, água subterrânea e sua ação geológica. In: Wilson Teixeira et. al. (Org.) Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000)
A ocorrência de boçorocas (ou voçorocas) sobre vertentes desprotegidas se dá
Considere os textos a seguir:
Texto I
Os mapas mentais são representações construídas inicialmente a partir da percepção individual e subjetiva dos lugares vividos, experienciados, portanto partem de uma dada realidade. Esses mapas representam muito mais do que pontos de referência para facilitar a localização e a orientação espacial. Eles contêm saberes sobre os lugares que só quem vive neles ponde ter e revelar. Logo, os mapas mentais configuram-se como um recurso didático de extrema importância para os geógrafos e professores de Geografia, uma vez que os dados neles representados, independentemente da exatidão, revelam o lugar tal qual ele é.
(Amélia Regina Batista Nogueira. Mapa mental: recurso didático para estudar o lugar. In:, Nídia Pontuschka; Ariovaldo Umbelino de Oliveira (Org.) Geografia em perspectiva. São Paulo: Contexto, 2002. Adaptado)
Texto II

(Alyne Rodrigues Cândido Lopes. In: Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 8, n. 16, p. 391-410, jul./dez., 2018. Disponível em: https://www.revistaedugeo.com.br/revistaedugeo/article/view/572. Acesso em: 18.04.25)
O Texto I remete ao entendimento de que os mapas mentais possibilitam trabalhar o lugar de vivência do aluno (sendo este produto e processo da relação local-global) com os conteúdos da Geografia. Nesse sentido, o mapa mental do Texto II, tendo como referência a legenda, possibilita ao professor trabalhar
Texto I
“Cabe ao professor de qualquer disciplina motivar o aluno a encarar os estudos como uma tarefa significativa e interessante. Se o aluno apresenta dificuldades de ler, analisar e redigir textos, é importante a orientação docente. O argumento comumente utilizado de que “não somos professores de Língua Portuguesa” não se justifica. Em qualquer disciplina, também em Geografia, é possível orientar os alunos para a melhor maneira de estudar um texto, desenvolvendo a capacidade de lidar com essa forma de comunicação e ampliando a possibilidade de compreender a realidade social com maior profundidade. [...] Saber ler e analisar um texto ou documento é requisito indispensável para o estudante em todas as disciplinas escolares [...]”.
(Nídia Pontuschka; Tomoko Iyda Paganelli; Núria Hanglei Cacete. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007)
Texto II
“Um texto constitui, portanto, uma mensagem codificada, e sua leitura implica a decodificação da mensagem pela compreensão e acompanhamento do raciocínio do autor. A finalidade da análise textual é aprender a ler, a familiarizar-se com os termos técnicos, os conceitos, as ideias e saber como elas se relacionam, assim como buscar hierarquizar o conteúdo do texto, identificar e acompanhar o raciocínio do autor, suas conclusões e as bases que as sustentam”.
(Nídia Pontuschka; Tomoko Iyda Paganelli; Núria Hanglei Cacete. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007).
A crítica presente no Texto I remete ao entendimento de que a leitura deve ser trabalhada no espaço escolar por todas as disciplinas, com o intuito de ajudar o aluno a desenvolver a capacidade de análise e compreensão do texto. Considerando-se a finalidade da análise textual abordada no Texto II, as autoras propõem a integração entre literatura e Geografia, pois entendem que é pela leitura que se conhecem e aprendem os conteúdos de ensino. Nesse sentido, sugerem um roteiro para que seja realizada a análise temática de um texto literário, estruturado em:
(Nídia Pontuschka;,Tomoko Iyda Paganelli; Núria Hanglei CACETE. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007. Adaptado)
O texto faz referência a uma metodologia de ensino denominada
(Francisco Capuano SCARLATO. In: ROSS, Jurandyr Luciano Sanches (Org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995. Adaptado)
Devemos considerar que os movimentos migratórios, o ato de emigrar, são causados por fatores de
(https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/ noticias/39560-em-2022-numero-de-nascimentos-cai-pelo-quarto-ano-e-chega- -ao-menor-patamar-desde-1977. Aceso em: 17 .04. 24)
Ao analisar o gráfico de registros de nascimentos ocorridos no Brasil – 2000 a 2022, de acordo com a idade das mães, os dados evidenciam que, em 2022, houve
Texto I
Os desmatamentos na Amazônia eliminarão uma fonte de umidade importante para a atmosfera, considerando que 56% das chuvas locais e regionais dependem da floresta. Através da superfície das folhas das árvores evaporam-se grandes volumes de água.
(José Bueno Conti; Sueli Angelo Furlan. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. In: Jurandyr Luciano Sanches Ross, (Org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995. Adaptado)
Texto II
A floresta amazônica exerce um papel fundamental na regulação da umidade atmosférica, através de uma intensa reciclagem da água realizada pelas árvores. Depois da chuva, a floresta tropical promove a evapotranspiração, fenômeno que consiste na combinação de processos de evaporação e transpiração intensas. A água retorna à superfície sob a forma de chuva. A floresta realiza o transporte de umidade dentro e fora da região, afetando o ciclo hidrológico e os níveis dos rios amazônicos. Além disso, a umidade originada na bacia amazônica é transportada pelos ventos para outras partes do continente, desempenhando papel importante na formação de precipitações em regiões distantes da própria Amazônia, como o Sudeste e o Sul do Brasil e a bacia do Prata.
(José A. Marengo; Gilberto Fisch. Clima e Região Amazônica. In: Iracema Fonseca de Albuquerque Cavalcanti. Nelson Jesuz Ferreira (Org.). Clima das regiões brasileiras e variabilidade climática. 1. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2021. Adaptado)
O Texto II completa a ideia do Texto I, fazendo referência a um fenômeno atmosférico denominado de
(José Bueno Conti; Sueli Angelo Furlan. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. In: Jurandyr Luciano Sanches Ross. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995. Adaptado)
São eles:
(Nídia Pontuschka; Tomoko Iyda Paganelli; Núria Hanglei Cacete. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007. Adaptado)
Esses croquis são de
As figuras ilustram um cenário de processos convergentes entre placas tectônicas, envolvendo, respectivamente, crosta oceânica com crosta oceânica, crosta continental com crosta oceânica e crosta continental com crosta continental.
(Colombo C. G. TassinarI. Tectônica global. In: Wilson Teixeira et. al. (Org.) Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000)
(TEIXEIRA, Wilson. Tectônica Global. Tópico 4. https://midia.atp.usp.br/ impressos/lic/modulo02/geologia_PLC0011/geologia_top04.pdf. Acesso em: 13.04.25)
Das análises dos processos, é correto afirmar que
(Glória da Anunciação Alves. A mobilidade/imobilidade na produção do espaço metropolitano. In: Ana Fani Alessandri Carlos; Marcelo Lopes de Souza; Maria Encarnação Beltrão Sposito (Org.). A produção do espaço urbano: agentes, processos, escalas e desafios. Contexto, 2011. Adaptado)
O texto expressa o conceito de
(BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index. php?option=com_docman&view=download&alias=79601-anexo-texto-bnccreexportado-pdf-2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 13.04.25)
O enunciado refere-se ao princípio geográfico de
O território é fundamentalmente um espaço definido e delimitado por e a partir de relações de poder. Esse espaço pode ser entendido à escala nacional e em associação com o Estado como grande gestor. No entanto, o território não precisa nem deve ser reduzido a essa escala ou à associação com a figura do Estado. Territórios existem e são construídos (e desconstruídos) nas mais diversas escalas geográficas e temporais, refletindo a complexidade das interações sociais e políticas que os constituem. Há territórios que são no fundo antes relações sociais projetadas no espaço que espaços concretos, que podem formar-se e dissolver-se, constituir-se e dissipar-se de modo relativamente rápido, ser antes instáveis que estáveis ou, mesmo, ter existência regular mas apenas periódica, ou seja, em alguns momentos.
(Marcelo José Lopes de Souza. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: Iná Elias de Castro; Paulo Cesar da Costa Gomes; Roberto Lobato Corrêa. Geografia: conceitos e temas. 7. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. Adaptado)
Figura 1 – Representação fictícia de parte da área de obsolescência de uma cidade em dois momentos distintos
Figura 2 – Representação fictícia de parte da área de obsolescência de uma cidade em dois momentos distintos
Considerando-se que a territorialidade se refere a um tipo de interação entre seres humanos mediatizada pelo espaço, ou seja, à qualidade atribuída ao território em função de seu uso ou apreensão por indivíduos e grupos sociais, as Figuras 1 e 2 referem-se, correta e respectivamente, à
(Roberto Lobato Corrêa. Espaço, um conceito-chave da Geografia. In: Iná Elias de Castro; Paulo Cesar da Costa Gomes; Roberto Lobato Corrêa. Geografia: conceitos e temas. 7. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. Adaptado)
O debate em torno desses conceitos tem se mostrado de grande relevância, pois revela conflitos e, consequentemente, propicia avanços na teoria geográfica. Nesse contexto, é correto afirmar que, na Geografia
(https://atlasescolar.ibge.gov.br/ brasil/3039-diversidade-ambiental/relevo.html. Acesso em: 10.04.25)
Com base nessas figuras, constata-se que
Um mapa constitui uma representação gráfica, geralmente numa superfície plana e numa determinada escala, das características naturais e culturais da superfície da Terra ou de outro planeta ou satélite. Em razão dos objetivos a que se destinam, os mapas podem ser classificados de diversas maneiras.
(Paulo Roberto Fitz. Cartografia Básica. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. Adaptado)
Mapa da malha municipal do território brasileiro – 2021
(https://atlasescolar.ibge.gov.br/brasil/3035-federacao-e-territorio/evolucao- -da-divisao-politico-administrativa.html. Acesso em: 09.04.25 2025)
O mapa apresentado pode ser classificado como
(Paulo Roberto Fitz. Cartografia Básica. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. Adaptado)
De maneira geral, as escalas são apresentadas em mapas nas formas: numérica,
“_____________________ têm origem nas disciplinas científicas, no desenvolvimento das linguagens, no mundo do trabalho, na cultura e na tecnologia, na produção artística, nas atividades desportivas e corporais, na área da saúde e ainda incorporam saberes como os que advêm das formas diversas de exercício da cidadania, dos movimentos sociais, da cultura escolar, da experiência docente, do cotidiano e dos alunos”.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.