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Em julho de 1977, o espetáculo de balé Kuarup, ou a Questão do Índio foi encenado com sucesso de público e crítica. A apresentação do Stagium, uma companhia fundada apenas seis anos antes, se deu em um cenário singular e adverso, não apenas por ter acontecido no sisudo Theatro Municipal de São Paulo, mas principalmente pelo momento político e social pelo qual passava o nosso país. Aditadura militar censurava manifestações artísticas que parecessem ir contra qualquer prática desse regime, mas a apresentação do Stagium ousou ao embalar movimentos de seus bailarinos com a denúncia da violência sobre os povos indígenas desde 1500. Além disso, foi apresentada uma concepção artística que colocou no palco a temática brasileira, com música e coreografia nacionais, já que, até então, os palcos eram, em sua maioria, dominados por criações e modelos estrangeiros. De forma emblemática, a estreia foi marcada pela leitura do “Manifesto Antropofágico”, escrito por Oswald de Andrade.
Em 1989, Ruy Guerra dirigiu o filme do gênero drama Kuarup, baseado na citada obra de Antônio Callado. A produção, que contou com um elenco formado por nomes como Taumaturgo Ferreira, Fernanda Torres, Cláudia Raia, Maitê Proença e Lucélia Santos, foi indicada à Palma de Ouro do Festival de Cannes. Atrilha sonora do filme foi composta por Egberto Gismonti e lançada no mesmo ano do filme.
Observe as imagens a seguir:
Diante do exposto, analise as assertivas abaixo.
I- Ao realizar Kuarup, em 1989, Ruy Guerra fez uma releitura paródica de Quarup, de Antônio Callado, pois, ao se utilizar o formato de uma obra de arte anterior (aqui a Literatura) para um novo tipo (o Cinema), nunca se pode conservar as características da forma de Arte anterior mesmo que se conserve a essência dela.
II- O processo de transformação do texto de um livro para um roteiro de Cinema se chama adaptação. Porém não se pode afirmar que, ao se utilizar o texto para transformá-lo em um espetáculo de Dança, como é o caso de “Kuarup, ou a Questão do Índio”, Marika Gidali e Décio Otero realizaram uma adaptação. Isso ocorre pelo fato de que para se adaptar uma obra, antes precisa ser feita uma releitura dela. Dessa forma, apenas a obra de Egberto Gismonti pode ser considerada, de fato, uma adaptação do livro de Antônio Callado.
III- Ao evocar, na sua abertura, o “Manifesto Antropofágico”, a apresentação de balé “Kuarup, ou a Questão do Índio” ampliou a ideia de defesa de uma arte tipicamente brasileira, pois o movimento antropofágico tinha como principal finalidade estruturar uma cultura de caráter nacional e, da mesma forma, os elementos artísticos nacionais utilizados (música e coreografia brasileiras) e a denúncia da violência contra o indígena corroboram essa ideia do movimento. O engajamento político, nesse caso, é uma das provas de que a Dança, assim como ocorre com outras formas de Arte, também pode ter função social.
IV- Ao escrever o poema “Erro de português”, conforme versos abaixo, Oswald de Andrade (1890-1954) demonstra acreditar que o Brasil, desde o início da sua história pós 1500, deixou de aprender tudo o que podia com os povos originários de nossa terra. Essa ideia se coaduna com os princípios do movimento antropofágico. “Quando o português chegou Debaixo de uma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português”
V- Observa-se claramente que as imagens III e IV foram influenciadas pela imagem I, pois os elementos geométricos contidos na capa do livro de Antônio Callado indicam que o estilo minimalista da obra também é explorado no conteúdo do filme e do vinil. Essa estética também é observada pelo teor das obras em questão, uma vez que todas elas são modernistas, assim como defendia o movimento antropofágico. O figurino das personagens do balé, na imagem II, também apresenta carga conceitual semelhante, pois os adornos são simples e o povo brasileiro se faz representado de forma contundente.
É CORRETO o que se afirma apenas em
Observe as imagens abaixo e avalie os itens que se seguem.

Políptico de Santo Antônio, entre 1467 e 1469, de Piero Della Francesca.
Fonte: Internet.

Retábulo Portinari, aproximadamente 1475, de Hugo van der Goes.
Fonte: Internet.

Detalhe do Retábulo Portinari, aproximadamente 1475, de Hugo van der Goes.
Fonte: Internet.

Díptico de Asclépio e Hígia, aproximadamente 400 d.C.
Fonte: Internet.

Retábulo de Gante, 1430-1432, de Jan van Eyck.
Fonte: Internet.

Retábulo de Gante (fechado), 1430-1432, de Jan van Eyck.
Fonte: Internet.
I- A Imagem 1, do retábulo do Convento de Santo Antônio, é chamada de “políptico”, por ser um conjunto de vários painéis. Essa imagem é um exemplo da renascença italiana, que, apesar de ser marcada por obras de visão mais humanista, não significava uma rejeição ao conhecimento teológico.
II- Artistas flamengos, como Hugo van der Goes, costumavam usar detalhes arquitetônicos em cenas da natividade para simbolizar a nova ordem religiosa. A Imagem 2 é um exemplo disso. O detalhe apresentado na Imagem 3 apresenta pilastras em estilo gótico, demonstrando que a cena da natividade está situada em uma construção nova (atual para a época da obra).
III- O Retábulo de Portinari, Imagem 2, é tríptico, pois é um conjunto de três obras separadas por dobradiças que, juntas, formam um tema completo. Aobra é uma grande homenagem ao famoso pintor brasileiro.
IV- Dípticos, como O Díptico de Asclépio e Hígia, Imagem 4, são quaisquer objetos que tenham duas placas planas ligadas entre si através de uma dobradiça. A obra da Imagem 4 é um exemplo da Arte bizantina. Dividida em duas partes, para homenagear as divindades gregas da saúde e medicina, a obra é também um exemplo do que se produziu no Renascimento.
V- Jan van Eyck foi um artista do movimento gótico flamengo. A imagem 5, de sua autoria, é um políptico, pois é formada por um conjunto de várias imagens que, juntas, completam uma unidade. Quando o retábulo está fechado, porém, deixa de ser um políptico, pois as imagens que compõem esse novo conjunto não formam mais uma unidade. Estudiosos defendem que Jan van Eyck foi fortemente influenciado pela obra de outro grande realizador de trípticos, Hieronymus Bosch, pois suas obras sempre apresentavam como tema o grotesco e o enaltecimento dos prazeres mundanos em detrimento da religiosidade.
É CORRETO o que se afirma em
Observe as imagens abaixo:

Conhecendo o processo utilizado para confeccionar diferentes tipos de gravuras, é CORRETO afirmar:
Observe as imagens abaixo.

Marque a alternativa CORRETA, a partir do que é apresentado nas imagens acima.
As imagens abaixo correspondem a obras de arte de duas das mais reconhecidas artistas da história da Arte brasileira.

As autoras das imagens acima são, respectivamente
“A Idade das Trevas não havia apagado, em absoluto, a lembrança das primeiras igrejas, as basílicas, e as formas utilizadas pelos romanos em sua arquitetura. O plano básico geralmente era o mesmo – uma nave central que levava a uma abside ou coro e duas ou quatro alas laterais. Vez por outra esse plano simples era enriquecido com a adição de outros elementos. Alguns arquitetos, aderindo à ideia de construir igrejas em forma de cruz, acrescentavam o chamado transepto entre o coro e a nave. A impressão geral causada por essas igrejas normandas ou românicas é, contudo, muito diversa das velhas basílicas. Nestas, usavam-se colunas clássicas na sustentação de 'entablamentos' retos. Nas igrejas românicas e normandas geralmente se veem arcos redondos assentados sobre pilares maciços. A impressão geral dessas igrejas, do lado tanto de dentro como de fora, é de uma robustez compacta. A decoração é escassa, e até as janelas são poucas, mas as paredes e torres inexpugnáveis lembram as das fortalezas medievais”. (Gombrich, 2013). Fonte: Gombrich, E. H. (Ernst Hans), 109-2001. A História da Arte.; tradução Cristiana de Assis Serra. – Rio de Janeiro: ETC, 2013. pp. 130. 1046 p. Fonte das imagens: Internet.
Identifique, entre as obras arquitetônicas a seguir, a que exemplifica uma construção do estilo normando.
Essas seis dimensões apresentadas anteriormente na BNCC – ARTE são:
Observe alguns desses critérios abaixo:
I- Estabelecer relações com o trabalho de arte produzido por si, por seu grupo e por outros sem discriminação estética, artística, étnica e de gênero.
II- Saber mover-se com consciência, desenvoltura, qualidade e clareza dentro de suas possibilidades de movimento e das escolhas que faz.
III- Criar e interpretar com autonomia, utilizando diferentes meios e materiais sonoros.
IV- Saber improvisar e atuar nas situações de jogos, explorando as capacidades do corpo e da voz.
Os itens I, II, III e IV pertencem, respectivamente, ao conjunto de critérios de avaliação das seguintes formas artísticas:
Segundo os PCNs – ARTE, esse descompasso:
I- ALei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) é o único marco legal que embasa a BNCC.
II- Uma das noções fundantes da BNCC é a noção do que é básico-comum e o que é diverso em matéria curricular. Nesse contexto, as competências e diretrizes representam o que é diverso e os currículos o que é básico-comum.
III- ABNCC é um documento normativo que se aplica exclusivamente à educação escolar, tal como a define o § 1° do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996).
IV- As aprendizagens essenciais da BNCC devem garantir o desenvolvimento de competências gerais, que concretizam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento na educação básica.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: LIBÂNEO, J.C. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. São Paulo: Edições Loyola, 1985.
No quadro abaixo, é apresentado um exemplo de como os conteúdos de ensino são vistos em umas das tendências pedagógicas evidenciadas pelo autor.
Conteúdo de ensino – são os conhecimentos e valores sociais acumulados pelas gerações adultas e repassados ao aluno como verdades. As matérias de estudo visam preparar o aluno para a vida, são determinadas pela sociedade e ordenadas na legislação. Os conteúdos são separados da experiência do aluno e das realidades sociais, valendo pelo valor intelectual, razão pela qual essa pedagogia é criticada como intelectualista e, às vezes, como enciclopédica (Libâneo , 1985, p. 24).
Fonte: LIBÂNEO, J. C. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. São Paulo: Edições Loyola, 1985.
De acordo com Libâneo (1985), a tendência pedagógica que concebe os conteúdos de ensino da forma como apresentada no quadro anterior é:
Fonte: LIBÂNEO, J. C. Didática [livro eletrônico]. São Paulo: Cortez, 2017.
Com base no que o referido autor menciona sobre o plano de ensino, assinale a alternativa que corresponde a uma pergunta que pode ser respondida a partir desta modalidade de planejamento.
I- proporcionar aos indígenas, suas comunidades e povos, a recuperação de suas memórias históricas.
II- reafirmar as identidades indígenas e valorizar suas línguas e ciências.
III- manter programas de formação de pessoal especializado, destinados à educação escolar nas comunidades indígenas.
IV- elaborar e publicar sistematicamente material didático específico e diferenciado, que garanta o direito à educação escolar aos povos indígenas, em exclusivo, na Educação Básica.
V- garantir aos indígenas, suas comunidades e povos, o acesso às informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não indígenas.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: Adaptado por CPCON/IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Contínua 2016/2023.
(1) As diferenças entre 2022 e 2023 são significativas ao nível de confiança de 95%. (2) Inclusive as pessoas que se
declararam de cor ou raça indígena, amarela ou ignorada.
Considerando o exposto, analise as afirmativas abaixo.
I- Ao analisar esse indicador por sexo, 94,4% dos homens e 94,8% das mulheres estavam na idade/etapa adequada do Ensino Fundamental em 2023. Aanálise da série deste indicador mostra que, de 2016 a 2023, a taxa ajustada de frequência escolar líquida vem diminuindo ao longo dos anos, sendo a maior registrada em 2016 tanto entre homens como entre mulheres.
II- Em 2023, 94,6% das crianças de 6 a 14 anos estavam frequentando o Ensino Fundamental, etapa escolar idealmente estabelecida para esta faixa etária. A análise da série deste indicador mostra que sua estimativa registrava percentual superior a 95% de 2016 até 2022. Entretanto, com uma retração ao menor nível da série em 2023, o indicador passou a ficar abaixo da Meta 2 preconizada pelo PNE.
III- Por Grandes Regiões, o panorama foi similar ao nacional, uma taxa ajustada de frequência escolar líquida abaixo da Meta 2 do PNE em 2023. Nesse cenário, as Regiões Sudeste e Norte apresentaram as menores taxas ajustadas de frequência escolar líquida e as Regiões Centro-Oeste e Sul tiveram as maiores taxas.
É CORRETO o que se afirma em:
Nota: As diferenças entre 2016 e 2023 são significativas ao nível de confiança de 95%.
(1) As diferenças entre 2022 e 2023 são significativas ao nível de confiança de 95%.
Fonte: Adaptado por CPCON/IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016/2023.
Considerando o exposto, é CORRETO afirmar que os dados apresentados anteriormente indicam que:
A partir de uma opção que contempla como finalidade fundamental do ensino a formação integral da pessoa, e conforme uma concepção construtivista, a avaliação sempre tem que ser formativa, de maneira que o processo avaliador, independentemente de seu objeto de estudo, tem que observar as diferentes fases de uma intervenção que deverá ser estratégica. Quer dizer, que permita conhecer qual a situação de partida, em função de determinados objetivos gerais bem definidos ( avaliação 1); um planejamento da intervenção fundamentado e, ao mesmo tempo, flexível, entendido como uma hipótese de intervenção; uma atuação na aula, em que as atividades e tarefas e os próprios conteúdos de trabalho se adequarão constantemente ( avaliação 2 ) às necessidades que vão se apresentando para chegar a determinados resultados ( avaliação 3 ) e a uma compreensão e valoração sobre o processo seguido, que permita estabelecer novas propostas de intervenção ( avaliação 4 ) (Zabala, 1998, p. 201) .
Fonte: Adaptado por CPCON/ ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Considerando o exposto e as considerações de Zabala (1998) sobre a avaliação formativa, como uma concepção de avaliação em geral, analise as afirmativas abaixo.
I- A avaliação 1 é chamada de avaliação inicial. Trata-se da primeira fase do processo avaliativo. Logo, é a fase que proporciona referências para a definição de uma proposta hipotética de intervenção que tenha o potencial de possibilitar o progresso dos alunos.
II- A avaliação 2 se destina ao conhecimento de como cada aluno aprende ao longo do processo de ensino/aprendizagem, para se adaptar às novas necessidades que se colocam. Esta avaliação, por ter o objetivo de integrar diversas formas de aprender, é denominada de integradora.
III- A avaliação 3, denominada de avaliação reguladora, refere-se à apuração dos resultados obtidos e dos conhecimentos adquiridos, quer dizer, as competências conseguidas em relação aos objetivos previstos.
IV- A avaliação 4 se refere à análise do processo e da progressão que cada aluno seguiu, a fim de continuar sua formação levando em conta a suas características específicas. Assim, por se dedicar ao conhecimento e à avaliação de todo o percurso do aluno, pode ser chamada de avaliação somativa.
É CORRETO o que se afirma apenas em:

