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“Aqueles que defendem a arte na escola meramente para libertar a emoção devem lembrar que podemos aprender muito pouco sobre nossas emoções se não formos capazes de refletir sobre elas. Na educação, o subjetivo, a vida interior e a vida emocional devem progredir, mas não ao acaso. Se a arte não é tratada como um conhecimento, mas somente como um ‘grito da alma’, não estamos oferecendo nem educação cognitiva, nem educação emocional” (BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. Tópicos utópicos. Belo Horizonte: C/ Arte, 1998).
I. Tendência Tradicional.
II. Tendência Escolanovista.
III. Tendência Tecnicista.
( ) “[...] a prática de colocar arte (desenho, colagem, modelagem etc.) no final de uma experiência, ligando-se a ela por meio de conteúdo, vem sendo utilizada ainda hoje na Escola Fundamental no Brasil, e está baseada na ideia de que a arte pode ajudar a compreensão dos conceitos, porque há elementos afetivos na cognição que são por ela mobilizados” (BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. Ensino da arte: memória e história. São Paulo: Perspectiva, 2008).
( ) “[...] o processo de aquisição dos conhecimentos é proposto através de elaborações intelectuais e com base nos modelos de pensamento desenvolvidos pelos adultos, tais como análise lógica, abstrata” (FERRAZ, Maria Heloísa; FUSARI, Maria Filisminda. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 1991).
( ) “Sua mesa ficava sobre uma plataforma mais alta, para marcar bem a ‘diferença’ [...]. Ensinava-se a copiar modelos – a classe toda apresentava o mesmo desenho – e o objetivo do professor era que seus alunos tivessem boa coordenação motora, precisão, aprendessem técnicas, adquirissem hábitos de limpeza e ordem nos trabalhos [...]” (MARTINS, Mirian Celeste; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria Terezinha Telles. Didática do ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998).
( ) “[...] implicou a veiculação de cada vez mais sentidos e valores alienígenas, visando a criação de uma forma de pensar e de viver baseada nos valores de consumo dos bens produzidos pelas modernas indústrias que aqui se implantaram [...]” (DUARTE JÚNIOR, João Francisco. Fundamentos estéticos da educação. São Paulo: Papirus, 2002).
( ) “[...] os elementos curriculares essenciais – objetivos, conteúdos, estratégias, técnicas, avaliação – apresentam-se interligados. No entanto, o que está em destaque é a própria organização racional, mecânica, desses elementos curriculares [...]” (FERRAZ, Maria Heloísa; FUSARI, Maria Filisminda. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 1991).
“A Lei, determinando que nessa disciplina fossem abordados conteúdos de música, teatro, dança e artes plásticas nos cursos de 1º e 2º graus, acabou criando a figura de um professor único que deveria dominar todas estas linguagens de forma competente. De fato, uma série de desvios vem comprometendo o ensino da arte. Ainda é muito comum as aulas de arte serem confundidas com lazer, terapia, descanso das aulas ‘sérias’ [...]. Memorizam-se algumas ‘musiquinhas’ para fixar o conteúdo de ciências, faz-se ‘teatrinho’ para entender os conteúdos de história e ‘desenhos’ para aprender a contar”.
(MARTINS, M. C.; PICOSQUE, G.; GUERRA, M. T. T. Didática do ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998 p. 12.)
“Sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura” (Brasil, 2009).
De acordo com a definição acima, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Tal concepção de criança como ser que observa, questiona, levanta hipóteses, conclui, faz julgamentos e assimila valores e que constrói conhecimentos e se apropria do conhecimento sistematizado por meio da ação e nas interações com o mundo físico e social não deve resultar no confinamento dessas aprendizagens a um processo de desenvolvimento natural ou espontâneo.
II. Nesse contexto, as creches e pré-escolas, ao acolherem as vivências e os conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, bem como ao articularem esses elementos em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo de experiências, conhecimentos e habilidades dos professores.
III. Para potencializar as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças, a prática do diálogo e o compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de Educação Infantil e a família são essenciais. Além disso, a instituição precisa conhecer e trabalhar com as culturas plurais, dialogando com a riqueza/diversidade cultural das famílias e da comunidade.
IV. As interações e a brincadeira – experiências nas quais as crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações e interações com seus pares e com os adultos – possibilitam aprendizagens, desenvolvimento e socialização.
V. Para que ocorra o desenvolvimento integral das crianças na Educação Infantil, a intencionalidade educativa ocorrerá através da organização e proposição de experiências que objetivem somente a livre expressão.
“Devir-infantil [...]. Não mais a ‘criança’ empírica idealizada, essencial, dotada de características comuns a um certo número de indivíduos; não mais a forma ‘criança’, destinada a entrar em oposição ou complementariedade, a vir-a-ser ou a deixar-de-ser cada uma das outras formas – recém-nascido, bebê, púbere, adolescente, jovem, adulto, ancião... Daqui para a frente, apenas um pensamento impessoal, inconsciente e involuntário, que pensa o infantil como paradoxo, acontecimento, devir” (CORAZZA, Sandra Mara. Uma vida de professora. Ijuí, RS: UNIJUÍ, 2005).
Sobre o assunto, é correto afirmar que a criança na Educação Infantil:
( ) A carga horária mínima anual será de 800 (oitocentas) horas, distribuídas por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional.
( ) A avaliação ocorrerá mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, com o objetivo de promoção para o acesso ao Ensino Fundamental.
( ) Haverá controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas.
( ) O atendimento à criança será de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral.
“O componente mais óbvio de uma teoria do currículo tem a ver com a questão do conhecimento e da verdade. Afinal, supõe-se que a questão central da teorização curricular é o ‘que deve ser ensinado?’, o que, por sua vez, remete à questão mais ampla ‘o que constitui conhecimento válido ou verdadeiro?’ Tradicionalmente, essa última pergunta tem sido respondida remetendo-se a teorias do conhecimento ou a epistemologias no sentido estrito, isto é, a teorias que adotam, de uma forma ou outra, uma concepção do conhecimento como representação (‘verdadeira’), como correspondência ou adequação a alguma suposta e pré-existente realidade, a alguma presumida coisa-em-si” (SILVA, Tomas Tadeu. Dr. Nietzsche, curriculista: com uma pequena ajuda do professor Deleuze. In: Reunião anual da anped, 24. Programa e resumos. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, 2001).
( ) Na concepção metafísica ou positivista, o currículo é a experiência do encontro com um composto de conhecimentos fixos e imutáveis, organizados de modo que sejam transmitidos, além do conhecimento, certos valores sociais.
( ) O currículo também pode ser entendido como o Plano Pedagógico que orienta as ações das instituições e, por ser formulado no início do ano letivo, está isento de acompanhamento e avaliação.
( ) De acordo com o Art. 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar.
( ) De acordo com a proposta curricular do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), o termo “currículo” é resultante de um processo histórico-social liberto de conflitos, rupturas e contradições, vinculado aos contextos sociais, econômicos, culturais e políticos de uma dada sociedade.
( ) Desde seu nascimento, a criança insere-se num universo histórico-cultural, ou seja, em meio a uma trama de processos e conflitos sociais. Já o currículo pode ser entendido como um artefato social, um dispositivo subjetivante, que influencia a experiência de quem aprende.
I. O currículo pode contribuir com a formação do olhar através da realidade contemporânea, por meio do estudo histórico.
II. O currículo por ser construído a partir da realidade de cada escola, não precisa abrir-se para uma visão pluralista.
III. O currículo precisa estar articulado à compreensão da cultura visual de forma flexível, não elegendo conteúdos hegemônicos.
IV. O currículo, em seu caráter político, toma o conhecimento escolar como uma seleção particular desvinculada de interesses de certos grupos.
V. O currículo na história tradicional é visto como a intervenção racional na aula.
I. Visam à autonomia emancipatória das crianças.
II. São embasados na análise do processo de aquisição cognitiva das crianças.
III. Devem ocorrer de maneira processual e contínua.
IV. São baseados em indicadores classificatórios de desempenho motor e cognitivo.
V. Têm caráter diagnóstico a fim de orientar decisões do professor.
( ) A criança se exprime naturalmente, tanto do ponto de vista verbal como plástico ou corporal, sempre motivada pelo desejo da descoberta.
( ) Considerar a expressividade da criança pelo ângulo de seu desejo de descoberta significa entendê-la dentro de um processo de inter-relação com os outros e com a ambiência.
( ) A expressão infantil é a mobilização para o exterior de manifestações interiorizadas.
( ) A criança em atividade fabuladora não consegue participar ativamente do processo de criação e precisa ser conduzida pelo adulto.
( ) Sentir, fantasiar, perceber, imaginar e representar fazem parte do universo infantil e devem ser considerados durante o ensino da arte.
( ) O ensino da Arte na Educação Infantil deve considerar as especificidades da criança, seus repertórios e as interações do ensino com brincadeiras.
( ) O ensino da Arte na Educação Infantil deve limitar o uso de imagens da arte, pois as crianças só conseguem entender parte dos códigos visuais.
( ) O ensino da Arte na Educação Infantil é puramente prático, pois as crianças não conseguem assimilar a amplitude das imagens provenientes da história da arte.
( ) O ensino da Arte na Educação Infantil é puramente prático e sensorial, principalmente pela especificidade da faixa etária, que não precisa de propostas de leitura de imagem.
( ) O ensino da Arte na Educação Infantil visa ser algo prático, funcional e que prepare a criança para o manuseio de materiais no Ensino Fundamental.
“A cultura visual examina como as experiências cotidianas com o universo visual – dos vídeos às obras de arte – produzem, criam e disputam significados” (RANGEL, Susana. As infâncias nas tramas da cultura visual. In: MARTINS, Raimundo; TOURINHO, Irene. Cultura Visual e Infância: quando as imagens invadem a escola. Santa Maria: Ed. da UFSM, 2010).
I. Viktor Lowenfeld não considera a interferência de imagens externas para a produção infantil.
II. Georges Henri Luquet não considera que a compreensão da criança sobre o desenho esteja desassociada do sistema de significações da linguagem.
III. O uso de imagens da mídia como estímulo visual, comum durante a Escola Tradicional, auxilia o processo de desenvolvimento do desenho infantil.
IV. Para Rosa Iavelberg, o desenho cultivado compreende simultaneamente conhecimento técnico e fazer expressivo.
V. Na Escola Tecnicista, o ensino do desenho é pautado pelo rigor acadêmico e cânone clássico.
( ) Atividades lúdicas estão previstas no ensino das Artes Visuais, pois estimulam a imaginação e a criação, elementos básicos dessa Disciplina.
( ) Atividades lúdicas geram processos de contextualização e apreciação estética, além de construções expressivas, mesmo que sem a mediação sistemática de um professor de Artes Visuais.
( ) Atividades lúdicas devem ser devidamente demarcadas para que as crianças não as confundam com atividades das aulas de Artes Visuais.
( ) Atividades lúdicas geram processos de contextualização e apreciação estética, além de construções expressivas, desde que mediadas pelo professor de Artes Visuais.
( ) Atividades lúdicas não integram o programa do ensino de Artes Visuais na Educação Infantil, embora estimulem a imaginação e a criação, elementos básicos dessa Disciplina.
I. A ampliação da experiência da criança contribui diretamente para a sua atividade criadora.
II. A ampliação da experiência da criança não contribui diretamente para a sua atividade criadora.
III. Crianças pequenas desenham o que conhecem e não o que veem.
IV. Quanto maior a diversidade de experiências, maior a capacidade imaginativa e criadora da criança.
V. O desenvolvimento do desenho infantil ocorre de modo natural e espontâneo, sem interferência do contexto social.