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Q4345156 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Durante o ano letivo, uma professora percebeu que uma estudante passou a apresentar mudanças significativas de comportamento. Em conversa espontânea, a criança relatou que era constantemente humilhada e ameaçada por um responsável, presenciava episódios de violência contra um familiar e teve seus documentos pessoais retidos como forma de punição. Diante da revelação, a equipe gestora iniciou os procedimentos previstos na Lei nº 13.431/2017 que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência e altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990.

Com base nessa legislação, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4345120 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
Durante a elaboração do Projeto Político-Pedagógico, uma escola discutiu medidas voltadas aos estudantes com deficiência. Entre as propostas apresentadas, constavam:

I. Garantir condições de acessibilidade física, comunicacional e pedagógica.
II. Cobrar taxa suplementar, para custear adaptações específicas, das famílias que não disponibilizam um acompanhante especializado para dar apoio ao estudante.
III. Assegurar a participação dos estudantes com deficiência em atividades escolares em igualdade de condições com os demais alunos.
IV. Condicionar a matrícula à comprovação de autonomia do estudante para execução das atividades propostas. 

À luz da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, estão compatíveis com essa legislação apenas as propostas:
Alternativas
Q4345110 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Parágrafo de referência para responder à questão.

“O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.” 



É correto apontar a prevalência da função referencial da linguagem em:

Alternativas
Q4345109 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Parágrafo de referência para responder à questão.

“O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.” 


“A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não.”

Nesse trecho, preservando-se a relação semântica, o ‘ponto e vírgula’ poderia ser substituído por
Alternativas
Q4345108 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Considere o parágrafo para responder à questão.

“Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.”


A oração “A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos.” estabelece com a oração “Não se trata de negar o valor da exploração espacial.” uma relação semântica de: 
Alternativas
Q4345107 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Considere o parágrafo para responder à questão.

“Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.”

Considerando a estrutura sintática desse parágrafo, é correto inferir que o articulista expressa indignação no
Alternativas
Q4345106 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
“(...) o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética “

Sobre o predicado da oração acima, analise os itens a seguir.

I. Apresenta dois complementos verbais.
II. Trata-se de predicado verbo-nominal.
III. É composto por verbo de ligação.
IV. Apresenta predicativo.

Está correto o que se informa em:
Alternativas
Q4345104 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
“Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.”

Nessa frase, os termos “com cobiça imobiliária” e “com urgência humanitária” são adjuntos adverbiais de: 
Alternativas
Q4345103 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
“A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.”

Nesse trecho, a expressão “cortina de fumaça” está associada à ideia de: 
Alternativas
Q4345102 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.

Trecho de referência para responder à questão.



“O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária.



O termo que funciona como aposto explicativo é:

Alternativas
Q4345101 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.

Trecho de referência para responder à questão.



“O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária.



No fragmento, a forma verbal “soa” está no singular concordando com o nome: 

Alternativas
Q4345100 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


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Na frase “Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra,” encontra-se a seguinte figura de linguagem: 
Alternativas
Q4345099 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Para o articulista, a responsabilidade pelos problemas socioambientais da atualidade é de todos, é coletiva, conforme se pode constatar no trecho: 
Alternativas
Q4345098 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


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A assertiva que apresenta a tese defendida no texto é:
Alternativas
Q4345097 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
O projeto de Elon Musk tem motivação egoísta e comercial. Essa percepção está sugerida no seguinte fragmento do texto: 
Alternativas
Q4345096 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Analise os itens a seguir quanto à linha editorial do Correio Brasiliense, no texto de referência.

I. É de neutralidade em relação à venda de terrenos na lua pela SpaceX.
II. Assume uma conduta antitecnologia e preocupada com a possibilidade de se construir uma cidade espacial.
III. Valida os benefícios da tecnologia e critica o contraste ético entre a tecnologia espacial e a degradação ambiental da Terra.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4345093 Direito Sanitário
Conforme a Portaria nº 3.088/2011, analise as alternativas a seguir e assinale aquela que NÃO se constitui componente da Rede de Atenção Psicossocial. 
Alternativas
Q4345091 Direito Sanitário
Instância colegiada, representada por vários segmentos sociais, avalia a situação de saúde da população de determinado município e propõe diretrizes para a formulação das políticas públicas. Segundo a Lei nº 8.142/1990, analise as alternativas a seguir e assinale a CORRETA quanto a essa instância. 
Alternativas
Q4345089 Direito Sanitário
Em determinada região, municípios vizinhos organizam conjuntamente serviços especializados para atender à população de forma integrada. Analise as alternativas a seguir e de acordo, com o Decreto nº 7.508/2011, assinale a alternativa CORRETA quanto ao âmbito dessa forma de organização. 
Alternativas
Q4345088 Direito Sanitário
Para responder a questão:


Um determinado município um paciente foi atendido em um hospital geral com e quadro de doença mental e posteriormente encaminhado ao centro de atenção psicossocial (CAPS) do município, que após atendimento e estabilização, organizou o acompanhamento conjunto com a unidade básica de saúde (UBS). Um dos familiares desse paciente que fazia parte de uma associação local de moradores, passou a integrar o conselho municipal de saúde a fim de apoiar na proposição de melhorias na estrutura dos serviços de saúde mental do município. 
Considerando a situação descrita anteriormente, com base na Lei nº 8.080/1990 e a Lei nº 8.142/1990, a atuação do familiar no Conselho Municipal de Saúde exemplifica o princípio da gestão participativa no SUS. Sobre esse princípio na política de saúde, analise as alternativas a seguir e assinale a CORRETA.
Alternativas
Respostas
2001: B
2002: C
2003: C
2004: A
2005: A
2006: E
2007: A
2008: B
2009: E
2010: A
2011: D
2012: C
2013: D
2014: A
2015: D
2016: B
2017: D
2018: A
2019: B
2020: D