Questões de Concurso
Comentadas para técnico em assuntos educacionais
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Rodrigues (2001), no livro Gestão estratégica do conhecimento: integrando aprendizagem, conhecimento e competência, discute a lógica da produção do trabalho científico em universidades em cenário de mudança, vivenciado desde o final do século XX.
Analise as seguintes afirmativas sobre o conhecimento científico nesse contexto, segundo as reflexões da autora.
I. Em razão do fortalecimento da ciência básica e da diminuição das pressões externas, a tendência das universidades é concentrar na solução de problemas que sejam capazes de influenciar a posição relativa de um país em termos de competitividade.
II. As pressões internacionais e econômicas são exemplos de forças que têm provocado mudanças no valor do conhecimento científico, para as instituições e sociedade, em relação à sua aplicação.
III. O conhecimento técnico e científico é considerado constantemente como uma commodity – tem um valor de troca, um valor utilitário, visto que pode ser comprado, trocado, codificado, transferido e até comercializado.
Estão corretas as afirmativas:
Para Hernandez e Ventura (1998), um dos aspectos a ser considerado no desenvolvimento de um projeto de trabalho é a escolha do tema.
Sobre a escolha do tema, de acordo com os autores, é incorreto afirmar que:
Segundo Demo (2007), do cidadão e do profissional moderno não se espera simplesmente a reprodução de saberes e fazeres.
Analise as seguintes afirmativas sobre o currículo intensivo nas universidades.
I. O currículo intensivo corresponde a uma proposta de organização alternativa da didática acadêmica e engloba o educar pela pesquisa.
II. O impacto educativo deve ser a razão central da didática, refazendo a ambiência educativa no próprio processo de reconstruir o conhecimento, e não vindo depois do currículo ou fora da sala de aula.
III. O professor caracteriza-se como orientador do processo de questionamento reconstrutivo do aluno, sendo a aula apenas suporte secundário desse processo.
Estão corretas as afirmativas:
Kenski (2007) menciona que são utilizados vários tipos de tecnologias para aprender e saber mais e que se necessita da educação para aprender e saber mais sobre as tecnologias.
Tendo como base as ideias da autora, analise as seguintes afirmativas sobre relação entre a educação e as tecnologias e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Grande parte das tecnologias é usada como auxiliar no processo educativo – elas não são o objeto, a sua substância e nem a sua finalidade.
( ) As tecnologias, por si só, fazem a diferença qualitativa no processo educativo.
( ) Um dos problemas, na atualidade, relativos ao uso das tecnologias na educação refere-se à não adequação da tecnologia ao conteúdo a ser ensinado e aos propósitos do ensino.
( ) As articulações entre as instituições educacionais via redes devem ser pensadas somente como um modo diferente de promoção do ensino.
Assinale a sequência CORRETA.
Chauí (2003) considera a definição de universidade como instituição social, diferenciando-a de uma organização prestadora de serviços.
Com base nas ideias da autora sobre essa definição, é incorreto afirmar:
A Lei Nº 9.394/96 define a composição da educação escolar como educação básica e educação superior.
Analise as seguintes afirmativas sobre a educação superior tendo como referência essa Lei e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Uma de suas finalidades é estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com ela uma relação de reciprocidade.
( ) O ano letivo regular na educação superior, independentemente do ano civil, tem, no mínimo, cento e oitenta dias de trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver.
( ) Abrangerá, entre outros, cursos e programas de extensão, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino.
( ) O professor ficará obrigado, nas instituições públicas de educação superior, ao mínimo de 12 horas semanais de aulas.
Assinale a sequência CORRETA.
Texto
A IMAGEM NO ESPELHO
Aos 20 anos escreveu suas memórias. Daí por diante é que começou a viver. Justificava-se:
– Se eu deixar para escrever minhas memórias quando tiver 70 anos, vou esquecer muita coisa e mentir demais. Redigindo-as logo de saída, serão mais fiéis e terão a graça das coisas verdes.
O que viveu depois disto não foi propriamente o que constava do livro, embora ele se esforçasse por viver o contado, não recuando nem diante de coisas desabonadoras. Mas os fatos nem sempre correspondiam ao texto e, para ser franco, direi que muitas vezes o contradiziam.
Querendo ser honesto, pensou em retificar as memórias à proporção que a vida as contrariava. Mas isto seria falsificação do que honestamente pretendera (ou imaginara) devesse ser a sua vida. Ele não tinha fantasiado coisa alguma. Pusera no papel o que lhe parecia próprio de acontecer. Se não tinha acontecido, era certamente traição da vida, não dele.
Em paz com a consciência, ignorou a versão do real, oposta ao real prefigurado. Seu livro foi adotado nos colégios, e todos reconheceram que aquele era o único livro de memórias totalmente verdadeiro. Os espelhos não mentem.
(ANDRADE, C. D. de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1981, p. 23.)
Texto
A IMAGEM NO ESPELHO
Aos 20 anos escreveu suas memórias. Daí por diante é que começou a viver. Justificava-se:
– Se eu deixar para escrever minhas memórias quando tiver 70 anos, vou esquecer muita coisa e mentir demais. Redigindo-as logo de saída, serão mais fiéis e terão a graça das coisas verdes.
O que viveu depois disto não foi propriamente o que constava do livro, embora ele se esforçasse por viver o contado, não recuando nem diante de coisas desabonadoras. Mas os fatos nem sempre correspondiam ao texto e, para ser franco, direi que muitas vezes o contradiziam.
Querendo ser honesto, pensou em retificar as memórias à proporção que a vida as contrariava. Mas isto seria falsificação do que honestamente pretendera (ou imaginara) devesse ser a sua vida. Ele não tinha fantasiado coisa alguma. Pusera no papel o que lhe parecia próprio de acontecer. Se não tinha acontecido, era certamente traição da vida, não dele.
Em paz com a consciência, ignorou a versão do real, oposta ao real prefigurado. Seu livro foi adotado nos colégios, e todos reconheceram que aquele era o único livro de memórias totalmente verdadeiro. Os espelhos não mentem.
(ANDRADE, C. D. de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1981, p. 23.)