Questões de Concurso Comentadas para médico clínico

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Ano: 2018 Banca: UFES Órgão: UFES
Q1225559 Enfermagem
A Diabetes Mellitus é uma doença sistêmica crônica que pode se complicar com úlceras em membros inferiores, conhecidas como pé diabético. Analise as afirmativas a seguir, sobre o pé diabético. 
I. A neuropatia sensitiva periférica interfere na proteção normal, aumentando nos pés dos pacientes diabéticos a sensibilidade a pequenos traumas.  II. Existe risco aumentado de osteomielite em pacientes com pé diabético.  III. É necessário orientar o paciente diabético sobre o uso correto de calçados para evitar o pé diabético.
É CORRETO o que se afirma em
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Cujubim - RO
Q1224546 Medicina
Paciente jovem, 16 anos, chega em unidade básica de saúde com queixa de disúria, há dois dias, febre baixa (38ºC) e mialgia há 24 horas. HPP: nega drogas e álcool, pratica esportes, sexo eventualmente, última vez há quatro dias. Exame Físico no momento: FR= 16irpm; FC= 100bpm; T= 37,9ºC; Abdome: Sinal de Giordano= negativo; Genital: secreção mucoide abundante em uretra. Qual a melhor conduta?
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Cujubim - RO
Q1224515 Medicina
Mulher de 40 anos apresenta dor epigástrica e em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos há 3 dias e icterícia, colúria e acolia há 1 dia. Exame físico: BEG, ictérica (+/4+). Abdome globoso, flácido, sem reação à palpação, com discreta dor à palpação de epigástrio. Exames laboratoriais: Hb = 12,8 g/dL; Ht = 38%; GB = 4,5 103 /mm3 ; Plaquetas = 222,5 103 /mm3 ; TGO = 68 U/L; TGP = 73 U/L; GGT = 546 U/L, FA = 334 U/L, BT = 4,3 mg/dL (BD = 3,2 mg/dL), amilase = 49 U/L. O primeiro exame de imagem a ser realizado é:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Cujubim - RO
Q1224448 Medicina
Homem de 35 anos, apresentando dor lombar intensa, deu entrada na emergência e após realização de TC abdome/pelve evidenciou cálculo ureteral proximal de 5 mm, sem sinais obstrutivos. A conduta inicial mais apropriada é:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUNDEPES Órgão: UPA-CS
Q1220159 Medicina
Numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, estabelecendo a melhor correlação entre as alterações radiológicas pulmonares e a etiologia mais provável da pneumonia. 
COLUNA I
1. Abaulamento cissural
2. Infiltrado focal, com broncograma aéreo
3. Infiltrados apicais ou posteriores
4. Infiltrados intersticiais bilaterais
5. Múltiplos infiltrados abscedados
COLUNA II
( ) Klebsiella, Legionella
( ) Mycobacterium tuberculosis
( ) Mycoplasma pneumoniae
( ) Staphylococcus aureus
( ) Streptococcus pneumoniae
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: UFMA Órgão: UFMA
Q1211381 Medicina
Mulher, 59 anos, pianista, evoluindo de maneira insidiosa com dor em articulações das mãos, com rigidez predominantemente vespertina. Procura atendimento por notar que vem tendo prejuízo em sua prática profissional. Ao exame, observa-se discreto aumento de volume das 2as, 3as e 4as articulações interfalangeanas proximais e distais, bilateralmente, com desconforto à palpação. Não há acometimento de punhos ou metacarpofalangeanas. O padrão descrito sugere: 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUNDEPES Órgão: UPA-CS
Q1209857 Enfermagem
Em relação ao acidente ofídico crotálico, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: MSConcursos Órgão: Prefeitura de Jequié - BA
Q1208713 Direito Sanitário
A Lei nº 8.080/90 estabelece, na Sessão II do Capítulo IV, as competências para os agentes do Sistema Único de Saúde. No art. 18 do referido dispositivo, estão listadas as competências da direção municipal do SUS que seguem abaixo, exceto: 
Alternativas
Q1194648 Português
O diamante – Crônica de Fernando Sabino 
Em 1933 Jovelino, garimpeiro no interior da Bahia, concluiu que ali não havia mais nada a garimpar. Os filhos viviam da mão pra boca, Jovelino já não via jeito de conseguir com que prover o sustento da família. E resolveu se mandar para Goiás, onde Anápolis, a nova terra da promissão, atraía a cobiça dos garimpeiros de tudo quanto era parte, com seus diamantes reluzindo à flor da terra. Jovelino reuniu a filharada, e com a mulher, o genro, dois cunhados, meteu o pé na estrada. Longa era a estrada que levava ao Eldorado de Jovelino: quase um ano consumiu ele em andança com a sua tribo, pernoitando em paióis de fazendas, em ranchos de beira caminho, em chiqueiros e currais, onde quer que lhe dessem pasto e pousada.  Vai daí Jovelino chegou aos arredores de Anápolis depois de muitas luas e ali se estabeleceu, firme no cabo da enxada, cavando a terra e encontrando pedras que não eram diamantes. Daqui para ali, dali para lá, ano vai, ano vem, Jovelino existia de nômade com seu povinho cada vez mais minguando de fome. Comia como podia — e não podia. Vivia ao deus- dará — e Deus não dava. Quem me conta é o filho do fazendeiro de quem Jovelino se tornou empregado:  — Ao fim de dez anos ele concluiu que não encontraria diamante nenhum, e resolveu voltar com sua família para a Bahia onde a vida, segundo diziam, agora era melhorzinha. Não dava diamante não, mas o governo prometia emprego seguro a quem quisesse trabalhar.  Jovelino reuniu a família e botou pé na estrada, de volta à terra de nascença, onde haveria de morrer. Mais um ano palmilhado palmo a palmo em terra batida, vivendo de favor, Jovelino e sua obrigação, de vez em quando perdendo um, que isso de filho é criação que morre muito. Foi nos idos de 43:  — Chegou lá e se instalou no mesmo lugar de onde havia saído. Governo deu emprego não. Plantou sua rocinha e foi se aguentando. Até que um dia…  Até que um dia de noite Jovelino teve um sonho. Sonhou que amanhava a terra e de repente, numa enxadada certeira, a terra escorreu… A terra escorreu e aos seus olhos brilhou, reluziu, faiscou, resplandeceu um diamante soberbo, deslumbrante como uma imensa estrela no céu — como uma estrela no céu? Como o próprio olho de Deus! Jovelino olhou ao redor de seu sonho e viu que estava em Anápolis, no mesmo sítio em que tinha desenterrado a sua desilusão.  E para lá partiu, dia seguinte mesmo, arrastando sua cambada. Levou nisso um entreano, repetindo pernoites revividos, tome estrada! Deu por si em terra de novo goiana. Quem me conta é o filho do fazendeiro:  — Você precisava de ver o furor com que Jovelino procurou o diamante de seu sonho. A terra de Goiás ficou para sempre revolvida, graças à enxada dele. De vez em quando desmoronava, Jovelino ia ver, não era um diamante, era um calhau. Até que um dia…  — Encontrou? — perguntei, já aflito.  — Encontrou nada! Empregou-se na fazenda de meu pai, o tempo passou, os filhos crescidos lhe deram netos, a mulher já morta e enterrada, livre dos cunhados, os genros bem arranjados na vida. Um deles é coletor em Goiânia.  O próprio Jovelino, entrado em anos, era agora um velho sacudido e bem disposto, que tinha mais o que fazer do que cuidar de garimpagens. Mas um dia não resistiu: passou a mão na sua enxada, e sem avisar ninguém, o olhar reluzente de esperança, partiu à procura do impossível, do irreal, do inexistente diamante de seu sonho.   http://contobrasileiro.com.br/o-diamante-cronica-de-fernando-sabino/ 
Analise as afirmativas abaixo: 
I) O conto narra a história de um retirante, muito característico na transformação econômica brasileira no tempo em que se situa o conto para o leitor. 
II) Embora o personagem não obtenha sucesso, ainda sim se trata de uma busca dos sonhos. 
III) Jovelino não representa nenhuma parte da população brasileira, é um personagem com ações e reações fictícias. 
Assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q1194526 Português
O diamante – Crônica de Fernando Sabino Em 1933 Jovelino, garimpeiro no interior da Bahia, concluiu que ali não havia mais nada a garimpar. Os filhos viviam da mão pra boca, Jovelino já não via jeito de conseguir com que prover o sustento da família. E resolveu se mandar para Goiás, onde Anápolis, a nova terra da promissão, atraía a cobiça dos garimpeiros de tudo quanto era parte, com seus diamantes reluzindo à flor da terra. Jovelino reuniu a filharada, e com a mulher, o genro, dois cunhados, meteu o pé na estrada. Longa era a estrada que levava ao Eldorado de Jovelino: quase um ano consumiu ele em andança com a sua tribo, pernoitando em paióis de fazendas, em ranchos de beira caminho, em chiqueiros e currais, onde quer que lhe dessem pasto e pousada. Vai daí Jovelino chegou aos arredores de Anápolis depois de muitas luas e ali se estabeleceu, firme no cabo da enxada, cavando a terra e encontrando pedras que não eram diamantes. Daqui para ali, dali para lá, ano vai, ano vem, Jovelino existia de nômade com seu povinho cada vez mais minguando de fome. Comia como podia — e não podia. Vivia ao deus- dará — e Deus não dava. Quem me conta é o filho do fazendeiro de quem Jovelino se tornou empregado: — Ao fim de dez anos ele concluiu que não encontraria diamante nenhum, e resolveu voltar com sua família para a Bahia onde a vida, segundo diziam, agora era melhorzinha. Não dava diamante não, mas o governo prometia emprego seguro a quem quisesse trabalhar. Jovelino reuniu a família e botou pé na estrada, de volta à terra de nascença, onde haveria de morrer. Mais um ano palmilhado palmo a palmo em terra batida, vivendo de favor, Jovelino e sua obrigação, de vez em quando perdendo um, que isso de filho é criação que morre muito. Foi nos idos de 43: — Chegou lá e se instalou no mesmo lugar de onde havia saído. Governo deu emprego não. Plantou sua rocinha e foi se aguentando. Até que um dia… Até que um dia de noite Jovelino teve um sonho. Sonhou que amanhava a terra e de repente, numa enxadada certeira, a terra escorreu… A terra escorreu e aos seus olhos brilhou, reluziu, faiscou, resplandeceu um diamante soberbo, deslumbrante como uma imensa estrela no céu — como uma estrela no céu? Como o próprio olho de Deus! Jovelino olhou ao redor de seu sonho e viu que estava em Anápolis, no mesmo sítio em que tinha desenterrado a sua desilusão. E para lá partiu, dia seguinte mesmo, arrastando sua cambada. Levou nisso um entreano, repetindo pernoites revividos, tome estrada! Deu por si em terra de novo goiana. Quem me conta é o filho do fazendeiro: — Você precisava de ver o furor com que Jovelino procurou o diamante de seu sonho. A terra de Goiás ficou para sempre revolvida, graças à enxada dele. De vez em quando desmoronava, Jovelino ia ver, não era um diamante, era um calhau. Até que um dia… — Encontrou? — perguntei, já aflito. — Encontrou nada! Empregou-se na fazenda de meu pai, o tempo passou, os filhos crescidos lhe deram netos, a mulher já morta e enterrada, livre dos cunhados, os genros bem arranjados na vida. Um deles é coletor em Goiânia. O próprio Jovelino, entrado em anos, era agora um velho sacudido e bem disposto, que tinha mais o que fazer do que cuidar de garimpagens. Mas um dia não resistiu: passou a mão na sua enxada, e sem avisar ninguém, o olhar reluzente de esperança, partiu à procura do impossível, do irreal, do inexistente diamante de seu sonho. http://contobrasileiro.com.br/o-diamante-cronica-de-fernando-sabino/ 
Leia o trecho a seguir: “Jovelino existia de nômade com seu povinho cada vez mais minguando de fome. Comia como podia — e não podia. Vivia ao deus- dará — e Deus não dava.” Acerca das expressões e seu efeito de sentido apresentado no texto, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: AOCP Órgão: SES-PE
Q1193106 Medicina
Paciente, 67 anos, hipertenso, diabético e sedentário, dá entrada no prontosocorro municipal referindo dor torácica tipo em aperto associada à sudorese. O médico plantonista, pensando na hipótese diagnóstica de infarto agudo do miocárdio, solicitou um eletrocardiograma logo na admissão. Ao avaliar o exame complementar solicitado, verificou-se que existia supradesnivelamento do segmento ST nas derivações V5, V6, DI e aVL. Sabendo que existe uma correlação entre o supradesnivelamento nas derivações e as paredes acometidas do coração, o provável segmento acometido seria 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: AOCP Órgão: SES-PE
Q1193058 Medicina
Síndrome coronariana aguda (SCA) é uma das causas mais graves e frequentes de procura dos serviços de emergência hospitalares e pré-hospitalares, sendo o sintoma mais comum a dor torácica. A respeito da classificação funcional de angina, de acordo com a Canadian Cardiovascular Society (CCS), a limitação discreta das atividades, como angina ao andar mais de dois quarteirões ou subir um lance de escadas, caracteriza-se como classe 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUNDEPES Órgão: UPA-CS
Q1185654 Medicina
Assinale a alternativa que não é característica da ausculta cardíaca de paciente com estenose mitral reumática.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: AOCP Órgão: SES-PE
Q1182137 Medicina
Paciente de 65 anos comparece ao pronto-socorro municipal referindo dor em epigástrio associada a náuseas e vômitos, contínua e com irradiação para o dorso referindo melhora quando fica na posição genupeitoral. O plantonista, suspeitando de pancreatite aguda, solicitou exames complementares que evidenciaram uma leucocitose de 14.000/ mm3, Glicemia 180mg/dl, DHL 300UI/L e AST 230. Sabendo da existência dos critérios de Ranson, para avaliação da gravidade de pancreatite aguda na admissão, o paciente apresenta qual pontuação?
Alternativas
Q1174655 Português
AS FORMIGAS

Quando minha prima e eu descemos do táxi, já era quase noite. Ficamos imóveis diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado por uma pedrada. Descansei a mala no chão e apertei o braço da prima.
– É sinistro.
Ela me impeliu na direção da porta. Tínhamos outra escolha? Nenhuma pensão nas redondezas oferecia um preço melhor a duas pobres estudantes com liberdade de usar o fogareiro no quarto, a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras com a condição de não provocar incêndio. Subimos a escada velhíssima, cheirando a creolina.
– Pelo menos não vi sinal de barata – disse minha prima.
A dona era uma velha balofa, de peruca mais negra do que a asa da graúna. Vestia um desbotado pijama de seda japonesa e tinha as unhas aduncas recobertas por uma crosta de esmalte vermelho-escuro, descascado nas pontas encardidas. Acendeu um charutinho.
– É você que estuda medicina? – perguntou soprando a fumaça na minha direção.
– Estudo direito. Medicina é ela.
A mulher nos examinou com indiferença. Devia estar pensando em outra coisa quando soltou uma baforada tão densa que precisei desviar a cara. A saleta era escura, atulhada de móveis velhos, desparelhados. No sofá de palhinha furada no assento, duas almofadas que pareciam ter sido feitas com os restos de um antigo vestido, os bordados salpicados de vidrilho. [...]


(TELLES, Lygia Fagundes. As formigas. Disponível em: contobrasileiro.com.br)
Com base no texto 'AS FORMIGAS', leia as afirmativas a seguir:

I. No trecho “a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras” existe uma relação de subordinação sintática entre orações.
II. As únicas personagens que aparecem no texto são as duas primas.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1174654 Português
AS FORMIGAS

Quando minha prima e eu descemos do táxi, já era quase noite. Ficamos imóveis diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado por uma pedrada. Descansei a mala no chão e apertei o braço da prima.
– É sinistro.
Ela me impeliu na direção da porta. Tínhamos outra escolha? Nenhuma pensão nas redondezas oferecia um preço melhor a duas pobres estudantes com liberdade de usar o fogareiro no quarto, a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras com a condição de não provocar incêndio. Subimos a escada velhíssima, cheirando a creolina.
– Pelo menos não vi sinal de barata – disse minha prima.
A dona era uma velha balofa, de peruca mais negra do que a asa da graúna. Vestia um desbotado pijama de seda japonesa e tinha as unhas aduncas recobertas por uma crosta de esmalte vermelho-escuro, descascado nas pontas encardidas. Acendeu um charutinho.
– É você que estuda medicina? – perguntou soprando a fumaça na minha direção.
– Estudo direito. Medicina é ela.
A mulher nos examinou com indiferença. Devia estar pensando em outra coisa quando soltou uma baforada tão densa que precisei desviar a cara. A saleta era escura, atulhada de móveis velhos, desparelhados. No sofá de palhinha furada no assento, duas almofadas que pareciam ter sido feitas com os restos de um antigo vestido, os bordados salpicados de vidrilho. [...]


(TELLES, Lygia Fagundes. As formigas. Disponível em: contobrasileiro.com.br)
Com base no texto 'AS FORMIGAS', leia as afirmativas a seguir:

I. A forma verbal “subimos” é rizotônica.
II. Em “A mulher nos examinou com indiferença”, o verbo é pronominal.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1174653 Português
AS FORMIGAS

Quando minha prima e eu descemos do táxi, já era quase noite. Ficamos imóveis diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado por uma pedrada. Descansei a mala no chão e apertei o braço da prima.
– É sinistro.
Ela me impeliu na direção da porta. Tínhamos outra escolha? Nenhuma pensão nas redondezas oferecia um preço melhor a duas pobres estudantes com liberdade de usar o fogareiro no quarto, a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras com a condição de não provocar incêndio. Subimos a escada velhíssima, cheirando a creolina.
– Pelo menos não vi sinal de barata – disse minha prima.
A dona era uma velha balofa, de peruca mais negra do que a asa da graúna. Vestia um desbotado pijama de seda japonesa e tinha as unhas aduncas recobertas por uma crosta de esmalte vermelho-escuro, descascado nas pontas encardidas. Acendeu um charutinho.
– É você que estuda medicina? – perguntou soprando a fumaça na minha direção.
– Estudo direito. Medicina é ela.
A mulher nos examinou com indiferença. Devia estar pensando em outra coisa quando soltou uma baforada tão densa que precisei desviar a cara. A saleta era escura, atulhada de móveis velhos, desparelhados. No sofá de palhinha furada no assento, duas almofadas que pareciam ter sido feitas com os restos de um antigo vestido, os bordados salpicados de vidrilho. [...]


(TELLES, Lygia Fagundes. As formigas. Disponível em: contobrasileiro.com.br)
Com base no texto 'AS FORMIGAS', leia as afirmativas a seguir:

I. No texto, há diversas rupturas de sequências temporais, marcadas por retornos ao passado.
II. A fala da prima “É sinistro” refere-se ao velho sobrado.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1174652 Português
AS FORMIGAS

Quando minha prima e eu descemos do táxi, já era quase noite. Ficamos imóveis diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado por uma pedrada. Descansei a mala no chão e apertei o braço da prima.
– É sinistro.
Ela me impeliu na direção da porta. Tínhamos outra escolha? Nenhuma pensão nas redondezas oferecia um preço melhor a duas pobres estudantes com liberdade de usar o fogareiro no quarto, a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras com a condição de não provocar incêndio. Subimos a escada velhíssima, cheirando a creolina.
– Pelo menos não vi sinal de barata – disse minha prima.
A dona era uma velha balofa, de peruca mais negra do que a asa da graúna. Vestia um desbotado pijama de seda japonesa e tinha as unhas aduncas recobertas por uma crosta de esmalte vermelho-escuro, descascado nas pontas encardidas. Acendeu um charutinho.
– É você que estuda medicina? – perguntou soprando a fumaça na minha direção.
– Estudo direito. Medicina é ela.
A mulher nos examinou com indiferença. Devia estar pensando em outra coisa quando soltou uma baforada tão densa que precisei desviar a cara. A saleta era escura, atulhada de móveis velhos, desparelhados. No sofá de palhinha furada no assento, duas almofadas que pareciam ter sido feitas com os restos de um antigo vestido, os bordados salpicados de vidrilho. [...]


(TELLES, Lygia Fagundes. As formigas. Disponível em: contobrasileiro.com.br)
Com base no texto 'AS FORMIGAS', leia as afirmativas a seguir:

I. A dona do sobrado tratou as garotas com certa frieza. Isso fica claro no trecho “A mulher nos examinou com indiferença”.
II. A expressão “unhas aduncas” quer dizer unhas sujas.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1174651 Português
AS FORMIGAS

Quando minha prima e eu descemos do táxi, já era quase noite. Ficamos imóveis diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado por uma pedrada. Descansei a mala no chão e apertei o braço da prima.
– É sinistro.
Ela me impeliu na direção da porta. Tínhamos outra escolha? Nenhuma pensão nas redondezas oferecia um preço melhor a duas pobres estudantes com liberdade de usar o fogareiro no quarto, a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras com a condição de não provocar incêndio. Subimos a escada velhíssima, cheirando a creolina.
– Pelo menos não vi sinal de barata – disse minha prima.
A dona era uma velha balofa, de peruca mais negra do que a asa da graúna. Vestia um desbotado pijama de seda japonesa e tinha as unhas aduncas recobertas por uma crosta de esmalte vermelho-escuro, descascado nas pontas encardidas. Acendeu um charutinho.
– É você que estuda medicina? – perguntou soprando a fumaça na minha direção.
– Estudo direito. Medicina é ela.
A mulher nos examinou com indiferença. Devia estar pensando em outra coisa quando soltou uma baforada tão densa que precisei desviar a cara. A saleta era escura, atulhada de móveis velhos, desparelhados. No sofá de palhinha furada no assento, duas almofadas que pareciam ter sido feitas com os restos de um antigo vestido, os bordados salpicados de vidrilho. [...]


(TELLES, Lygia Fagundes. As formigas. Disponível em: contobrasileiro.com.br)
Com base no texto 'AS FORMIGAS', leia as afirmativas a seguir:

I. Na fala “É você que estuda medicina?”, a forma verbal indica uma ação transcorrida.
II. Adjetivos como “velho”, “tristes”, entre outros, conferem à narrativa uma atmosfera de suspense/terror.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1174650 Direito Constitucional
Leia as afirmativas a seguir:

I. A sucessão de bens de estrangeiros situados no país será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus".
II. Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
12401: A
12402: C
12403: A
12404: B
12405: A
12406: D
12407: B
12408: B
12409: B
12410: D
12411: C
12412: B
12413: C
12414: E
12415: B
12416: C
12417: C
12418: B
12419: C
12420: A