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I. Depois do Plano Real, houve um aumento contínuo, ano a ano, dos influxos líquidos de investimento estrangeiro direto.
II. Para que houvesse um aumento das exportações gerando resultados positivos significativos na balança comercial, foi utilizado de 1995 até 1999, um regime de câmbio flutuante.
III. Entre 1990 e 1999, houve um aumento intensivo da participação dos ramos industriais em tecnologia no Valor da Transformação Industrial, ou seja, no VTI.
I. Esse processo apoiou-se em instrumentos de política econômica como reservas de mercado, subsídios e incentivos fiscais e financeiros à indústria nascente.
II. Esse processo, no Brasil, se fez sem pressões inflacionárias, sem desequilíbrios externos e sem desigualdades regionais.
III. Foi um processo por meio do qual o Estado, entre outras responsabilidades , as segurou investimentos em infraestrutura e exerceu o papel de empresário no segmento da indústria pesada.
I. De acordo com a equivalência ricardiana, uma redução de impostos não exerce impacto algum sobre as decisões de consumir, caso os planos de gastos do governo permaneçam inalterados.
II. Não há aplicação da chamada equivalência ricardiana se houver restrições ao crédito para as famílias.
III. Segundo a hipótese da renda permanente, a propensão média a consumir aumenta durante períodos de recessão.
I. Problemas expectacionais determinam os ciclos para novos clássicos e para os monetaristas.
II. Choques de produtividade explicamos ciclos para os adeptos da teoria dos ciclos reais.
III. Na curva de Phillips expandida pelas expectativas poderá haver inflação positiva mesmo quando o produto corrente for menor que o produto potencial.
Em função do enunciado acima, os valores do preço e da quantidade de equilíbrio desse mercado do produto X são, respectivamente:
Doentes e peregrinos buscam a salvação em templos que praticam o exorcismo em Kerala, ao sul da Índia. Garanto: naquela região se operam, de fato, milagres que salvam vidas diariamente.
Os “milagres" nada têm a ver com os deuses ou demônios.Apenas com homens, responsáveis por uma das mais admiradas experiências sociais já produzidas num país pobre. Como o resto da Índia, Kerala é miserável, sua renda por habitante é de US$ 300 por ano - dez vezes menos do que a brasileira e cem vezes se comparada com a americana.
Primeiro “milagre" num país de 900 milhões de habitantes com explosivo crescimento populacional: cada mulher tem apenas dois filhos (1,7, para ser mais preciso), uma média semelhante à de um casal de classe média alta em Manhattan, Paris, São Paulo ou Rio de Janeiro. Segundo e mais importante: de cada mil crianças que nascem, apenas 13 morrem antes de completar um ano - um nível de mortalidade infantil semelhante ao dos Estados Unidos e quatro vezes menor que o do Brasil.
Até pouco tempo atrás, Kerala era mais conhecida por suas praias, onde os turistas “descolados" se deitavam na areia depois do banho, massageados por moradores que aprenderam de seus ancestrais os segredos da massagem ayurvédica, medicina tradicional indiana. Agora, porém, atrai tipos menos transcendentais da Europa e dos Estados Unidos, decididos a entender e difundir a experiência sobre como um lugar miserável consegue indicadores sociais tão bons.
As pesquisas indicam, em essência, um caminho: graças à vontade política dos governantes locais, em nenhum outro lugar da Índia se investiu tanto na educação das mulheres. Uma ação que enfrentou a rotina da marginalização. Na Índia, por questões culturais, se propagou o infanticídio contra meninas, praticado pelos próprios pais.
Em Kerala, apenas 5%das garotas estão fora da escola, reduzindo a porcentagens insignificantes o analfabetismo. Elas são mais educadas, entram no mercado de trabalho, frequentam postos de saúde, amamentam os filhos, conhecem noções de higiene, sabem a importância, por exemplo, de ferver a água ou aplicar as vacinas,
planejam voluntariamente o número de filhos.
Daí se vê o que significou, no Brasil, termos gasto tanto dinheiro na construção de hospitais, em vez de investir mais pesadamente em medicina preventiva.Muitas dessas obras só ajudaram a saúde financeira dos empreiteiros.
(DIMENSTEIN, Gilberto. Aprendiz do Futuro - Cidadania hoje e amanhã. São Paulo: Ática, 2000, p. 46.)