Questões de Concurso
Comentadas para assistente social
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Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.
O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.
Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.
Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.
Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6. Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
( ) Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias Indivíduos (PAEFI).
( ) Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF).
( ) Serviço de Acolhimento Institucional.
( ) Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Coluna 1
1. Proteção Social Básica.
2. Proteção Social Especial de Média Complexidade.
3. Proteção Social Especial de Alta Complexidade.
Coluna 2
( ) Serviço Especializado em Abordagem Social.
( ) Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora.
( ) Serviço de proteção em situações de calamidades públicas e de emergências.
( ) Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
No Brasil, a experiência pioneira do Bolsa Escola (Brasil, 2001) e, depois, a sua transição para o Bolsa Família (Brasil, 2004) induziram a uma ampliação do acesso e da permanência na educação básica que não teve rebatimento direto na requisição de assistentes sociais nas redes de educação básica (1ª parte). No entanto, essas iniciativas foram determinantes para a emergência de novas experiências localizadas em municípios que passaram a reconhecer a necessidade de articulação da política de educação com as demais políticas sociais (2 ª parte), em especial com o intuito de assegurar os direitos das crianças e adolescentes (3 ª parte).
Quais partes estão corretas?
( ) Dados do Ministério da Saúde informam que a oferta de contracepção tem cobertura universal no Brasil.
( ) São elevados os índices de violência sexual na rua, mas também entre casais e no ambiente familiar.
( ) A questão do aborto se constitui como uma questão de saúde pública, porque se refere a mulheres concretas, que, em sua vida cotidiana, por diversas razões, se deparam com uma gravidez indesejada e decidem interrompê-la.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O Serviço Social, em sintonia com o seu processo de renovação teórica, ética e política (1ª parte), refuta a visão dos direitos humanos reacionária, fundada no senso comum (2ª parte), por entender que esta imputa aos indivíduos a responsabilidade por suas precárias condições de vida e de trabalho (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. Em 2015, o CFESS realizou o Seminário Nacional Serviço Social e Diversidade Trans: exercício profissional, orientação sexual e identidade de gênero em debate.
E
II. No mesmo ano, criou o Programa de Atenção à Saúde da População Trans (PAESPopTrans).
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
I. Classe social, gênero e etnia.
II. Religião, nacionalidade e orientação sexual.
III. Identidade de gênero, idade e condição física.
Quais estão corretas?
I. O Serviço Social brasileiro historicamente defende os direitos humanos de pessoas LGBTQIA+ e, diante do compromisso ético e político, tem feito esforços para a viabilidade do acesso a esses direitos, permanecendo atento aos avanços e recuos vivenciados.
ALÉM DISSO
II. Atenta-se para os riscos de fragmentação dentro do próprio movimento LGBTQIA+, que, em uma perspectiva centrada no identitarismo, pode fragilizar o enfrentamento a questões nodais que permeiam o tempo presente.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
I. O enfrentamento da violência contra LGBTQIA+.
II. O trabalho digno e a geração de renda à população LGBTQIA+.
III. A interseccionalidade e a internacionalização.
IV. A institucionalização da Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.
Quais estão corretos?