Questões de Concurso
Comentadas para professor - pedagogia
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Excerto 1 “O professor não pode confundir objetos com objetivos. [...] O interesse do aluno não deve ser atraído pelo objeto material em si. [...] Um bom jogo [...] representa uma variedade de exercício que apresenta motivação por si mesmo.” e “que o aluno possa jogar e perceber a relação entre essa atividade e as noções básicas do conteúdo que estuda”. (SELBACH, S. Matemática e didática.2 ed. Petrópolis, Rj: Vozes, 2015. p.103)
Excerto 2 “Não se aprende, por exemplo, História, Geografia e Ciências para se guardar esses saberes, mas principalmente para deles fazer um instrumento para se viver melhor. [...] (SELBACH, S. Matemática e didática.2 ed. Petrópolis, Rj: Vozes, 2015. p.114)
Excerto 3 “Existe um ponto inicial, um ônibus com quatro passageiros. Vai sair desse ponto e parar em outros quatro, onde descerão e subirão passageiros e eu direi quantos. Chegando ao quarto ponto, vou escolher alguns alunos que deverão me dizer quantos passageiros ficaram no ônibus. Vamos lá: No primeiro ponto subiram três e desceram dois, no segundo ponto subiram dois e não desceu nenhum, no terceiro ponto desceram dois e subiram três passageiros e, finalmente, no quarto ponto subiram dois e desceram três passageiros Quantos ficaram no ônibus”. (SELBACH, S. Matemática e didática.2 ed. Petrópolis, Rj: Vozes, 2015. p.107)
Aprofundando estudos, Sophia percebeu:
I. Pensar a tecnologia na condição de possibilitadora de aprendizagem significa compreender que esta não se apresenta como elemento inovador para resolver os problemas educacionais, mas que a sua existência ajuda a legitimar uma aprendizagem que mais se aproxima dos processos de construção do conhecimento.
II. Os smartphones não se limitam a aparelhos de telefone portáteis com a função de receber ou enviar mensagens de texto, vídeos, músicas, imagens etc., mas são aparatos multifuncionais que possibilitam distintas experiências culturais, temporais, espaciais, éticas e valorativas nas mais diversas esferas da vida cotidiana.
III. Para além dessas aplicações mais vinculadas diretamente com a rotina escolar, os jogos digitais podem se constituir em promissores espaços de aprendizagem que resgatam o lúdico para o ato de aprender, o protagonismo dos alunos e professores, a estimulação de habilidades cognitivas, bem como a construção de narrativas transmidiáticas, ampliando o nível de letramento dos alunos alfabético e digital.
IV. Em uma rápida pesquisa no Google com palavras-chave como aplicativos gamificados, games e educação e tantas outras combinando educação com games e aplicativos o resultado direciona para uma diversidade de sites com sugestões de games e aplicativos gamificados que podem ser utilizados nos processos de ensino-aprendizagem, em especial nos processos de aprendizagem móvel. Nessa busca também são encontradas plataformas que possibilitam que professores e alunos possam não apenas consumir games e aplicativos já produzidos, mas também se tornarem produtores desses artefatos – mesmo sem conhecimentos prévios sobre programação.
V. Para alunos com TDAH, utilizar recursos pedagógicos audiovisuais que despertem o interesse, minimizem distrações externas para manutenção do foco, com atividades menores, desafiadoras, alcançáveis e com feedback imediato, auxiliam na manutenção do interesse, da motivação e do empenho na realização do processo pedagógico.
Acerca dos argumentos elencados por Sophia:
I. A relação plena entre trabalho e educação, peculiar no contexto de desenvolvimento do jovem brasileiro, perpassa pelo entendimento crítico de fatores psicológicos, culturais, históricos, sociais e políticos.
II. A escola, além de ser espaço onde a força de trabalho é forjada, torna-se cenário de socialização, de afirmação de identidade.
III. A legislação brasileira prevê a oferta de educação regular de jovens e adultos, porém, não garante aos que forem trabalhadores condições de acesso e permanência na escola, de acordo com suas necessidades e disponibilidades.
IV. As novas gerações precisam ser preparadas com conhecimentos e habilidades cognitivas que levem o jovem a entender e interpretar valores e informações transmitidas no seu cotidiano, em suas práticas e relações sociais, em suas relações com o mundo, o que o habilitará a agir de forma ativa e crítica na vida social e política.
Estão corretos os itens:
( 1 ) Os saberes da docência – a experiência
( 2 ) Os saberes da docência – o conhecimento
( 3 ) Os saberes da docência – saberes pedagógicos
I. ( ) são aqueles que, por meio de um trabalho coletivo e interdisciplinar, contribuem com o processo de humanização de professores e alunos, numa perspectiva de inserção crítica e transformadora;
II. ( ) são aqueles que os professores fazem uso para preparar as crianças e os jovens para se elevarem ao nível da civilização atual para assim atuarem;
III. ( ) são aqueles da experiência socialmente acumulada, as mudanças históricas da profissão, o exercício profissional em diferentes escolas, a não valorização social e financeira dos professores, as dificuldades de estar diante de turmas de crianças e jovens turbulentos, em escolas precárias;
IV. ( ) são aqueles que os professores produzem no seu cotidiano docente, num processo permanente de reflexão sobre a prática, mediatizada pela de outrem.
V. ( ) são aqueles que os professores produzem na ação, em contato com os saberes sobre a educação e sobre a pedagogia, que lhes permite encontrar instrumentos para se interrogarem e alimentarem suas práticas, confrontando-os.
A correspondência está correta em:
I. A elaboração dos objetivos pressupõe, da parte do professor, uma avaliação crítica das referências que utiliza, balizada pelas suas opções em face dos determinantes sociopolíticos da prática educativa.
II. Os conteúdos de ensino são o conjunto de conhecimentos, habilidades, hábitos, modos valorativos e atitudinais de atuação social, organizados pedagógica e didaticamente, tendo em vista a assimilação ativa e aplicação pelos alunos na sua prática de vida.
III. Os conteúdos de ensino não se correlacionam como objeto de estudo da didática pois são instrumentos de herança cultural e da prática social e devem ser assimilados pelas novas gerações como base para o desenvolvimento das capacidades especificamente humanas.
IV. O método de ensino do professor se caracteriza apenas pelos procedimentos e técnicas de ensino.
Arquitetura
Não quero construir nada.
Talvez uma letra de música
da mais vagabunda
para tocar na estrada.
Chegar no meio da vida
sem olhar para trás.
Não quero construir nada
que não, de mim, uma versão
cada dia renovada.
Moro num bairro que não me diz nada.
Para meus vizinhos
eu sou o vizinho que ainda liga o rádio.
Flores que não plantei
enfeiam a frente da casa alugada.
Julguei fizera tudo errado.
Chuva morte erva daninha:
se refaço a matemática,
é tudo dádiva.
Uma perversão, edificar a coisa edificada.
Eu não quero construir nada.
Só transformar em ruínas, todo dia, o que em mim se faz
parede erguida, nova morada.
(CARRIAS, Eleazar Venancio. Máquina. Urutau, 2021)
Assinale o excerto no qual a palavra destacada não é um pronome:
O projeto político-pedagógico dá o norte, o rumo, a direção; “Ele possibilita que as potencialidades sejam equacionadas, deslegitimando as formas instituídas” (Veiga, 2000, p. 192).
Fonte: VEIGA, I.P. A. Projeto político-pedagógico: continuidade ou transgressão para acertar? In: CASTANHO, M.E.L.M.; CASTANHO, S. (Org.). O que há de novo na educação superior: do projeto pedagógico à prática transformadora. Campinas: Papirus, 20
Sobre essa compreensão, é INCORRETO considerar que:
Paulo Freire, em sua obra Educação como Prática da Liberdade, considera:
I - A prática da liberdade como princípio de emancipação pessoal por meio da conscientização.
II - A prática da liberdade pela democratização da sociedade.
III - A conscientização fundamentada na vocação de ser sujeito enquanto condição para a libertação.
IV - A conscientização como uma das fundamentais tarefas de uma educação realmente libertadora e, por isso, respeitadora do homem como pessoa.
Está CORRETO o que se afirma em:
Vygotsky (1988, p. 116) defende a hipótese de que o processo de desenvolvimento não coincide com o da aprendizagem.
(VYGOTSKY, Lev. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Edusp. 1988).
É INCORRETO afirmar que: