Foram encontradas 2.717 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4156089 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O amor é uma rocha sedimentar



Sobre as camadas invisíveis do coração


-



Outro dia, peguei uma pedra nas mãos. Era uma dessas comuns. Bem ordinária, para falar a verdade. Passei o dedo pelas faixas de cores, notei espessuras variadas. As listrinhas imediatamente lembraram à pequena Cíntia que amava Ciências na quinta série que aquela devia ser uma rocha sedimentar.


Desde cedo, amei descobrir que as rochas sedimentares são como grandes livros de histórias. Por serem feitas de deposições lentas de poeira, areia, matéria orgânica e restos de outras rochas, armazenam e preservam vestígios de vidas que passaram por ali. É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia.


Já reparou que algumas emoções pedem da gente esse tempo rabiscado com intenção? Um tipo de assentamento, uma acomodação lenta e gradativa, sabe? O amor, por exemplo. Fiquei pensando no amor como uma rocha sedimentar.


Não falo apenas do amor romântico das propagandas de margarina que cristalizaram padrões inatingíveis e limitados do que aprendemos sobre o amor. Também não me refiro àquele sentimento inflamado de urgências que confundimos com amor e mais parece fogo de palha. Falo menos ainda daquele conformismo morno batizado de amor, mas que tem como sobrenome a desesperança de encontrar algo melhor a esta altura da vida... (Que vida?)


Penso no amor como algo que se forma devagar, pela acumulação de pequenos gestos intencionais, atravessando o tempo e as intempéries. Aquela emoção que às vezes leva eras para se transformar em algo sólido. Que _______ de camadas e mais camadas de escolhas que _______ sua singularidade.


Não amei meus filhos a primeira vez que os vi. Aqueles bebês com cheirinho inesquecível me _______ um misto de medo e ternura. Impotência e encantamento. Desespero e coragem em estado bruto. Mas o amor... ah, o amor foi se desenhando nas madrugadas.


Nos pequenos sorrisos que já não eram mais reflexos inatos, e sim manifestações de excitação pela descoberta do mundo. Nos choros – os deles e principalmente os meus. No acelerar do coração ao vê-los se lambuzar com uma manga docinha pela primeira vez, como fazia meu pai, até as últimas vezes... No alívio daquele cocô que chega como um prêmio depois de uma semana de constipação. O amor é movimento e participar dele ativamente é um pré-requisito.


A escritora Bell Hooks ensina que o amor não é apenas um sentimento, mas uma ação, escolha e compromisso de nutrir o crescimento espiritual próprio e do outro. Isso cabe no amor entre mãe e filhos, cabe na paternidade, no amor romântico, no amor entre irmãos, entre amigos, entre quaisquer pessoas... Amar alguém é integrar um processo de formação. Lembrando que os vestígios de todos os envolvidos estarão presentes. 

No trecho "É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia." (2º parágrafo), o termo destacado mantém relação coesiva anafórica com a expressão: 
Alternativas
Q4156088 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O amor é uma rocha sedimentar



Sobre as camadas invisíveis do coração


-



Outro dia, peguei uma pedra nas mãos. Era uma dessas comuns. Bem ordinária, para falar a verdade. Passei o dedo pelas faixas de cores, notei espessuras variadas. As listrinhas imediatamente lembraram à pequena Cíntia que amava Ciências na quinta série que aquela devia ser uma rocha sedimentar.


Desde cedo, amei descobrir que as rochas sedimentares são como grandes livros de histórias. Por serem feitas de deposições lentas de poeira, areia, matéria orgânica e restos de outras rochas, armazenam e preservam vestígios de vidas que passaram por ali. É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia.


Já reparou que algumas emoções pedem da gente esse tempo rabiscado com intenção? Um tipo de assentamento, uma acomodação lenta e gradativa, sabe? O amor, por exemplo. Fiquei pensando no amor como uma rocha sedimentar.


Não falo apenas do amor romântico das propagandas de margarina que cristalizaram padrões inatingíveis e limitados do que aprendemos sobre o amor. Também não me refiro àquele sentimento inflamado de urgências que confundimos com amor e mais parece fogo de palha. Falo menos ainda daquele conformismo morno batizado de amor, mas que tem como sobrenome a desesperança de encontrar algo melhor a esta altura da vida... (Que vida?)


Penso no amor como algo que se forma devagar, pela acumulação de pequenos gestos intencionais, atravessando o tempo e as intempéries. Aquela emoção que às vezes leva eras para se transformar em algo sólido. Que _______ de camadas e mais camadas de escolhas que _______ sua singularidade.


Não amei meus filhos a primeira vez que os vi. Aqueles bebês com cheirinho inesquecível me _______ um misto de medo e ternura. Impotência e encantamento. Desespero e coragem em estado bruto. Mas o amor... ah, o amor foi se desenhando nas madrugadas.


Nos pequenos sorrisos que já não eram mais reflexos inatos, e sim manifestações de excitação pela descoberta do mundo. Nos choros – os deles e principalmente os meus. No acelerar do coração ao vê-los se lambuzar com uma manga docinha pela primeira vez, como fazia meu pai, até as últimas vezes... No alívio daquele cocô que chega como um prêmio depois de uma semana de constipação. O amor é movimento e participar dele ativamente é um pré-requisito.


A escritora Bell Hooks ensina que o amor não é apenas um sentimento, mas uma ação, escolha e compromisso de nutrir o crescimento espiritual próprio e do outro. Isso cabe no amor entre mãe e filhos, cabe na paternidade, no amor romântico, no amor entre irmãos, entre amigos, entre quaisquer pessoas... Amar alguém é integrar um processo de formação. Lembrando que os vestígios de todos os envolvidos estarão presentes. 

Considerando os aspectos ortográficos e fonéticos das palavras "pequena", "rocha", "filhos" e "intempéries", todas retiradas do texto, julgue verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência CORRETA.



(__) As palavras "pequena", "rocha" e "filhos" possuem dígrafos consonantais e a palavra "intempéries" possui dígrafo vocálico.


(__) O vocábulo "intempéries" é acentuado graficamente com base na mesma regra de acentuação que justifica o uso do acento no vocábulo "só" (monossílabo tônico).


(__) Na palavra "rochas", o grupo de letras "ch" constitui um encontro consonantal imperfeito, resultando em uma correspondência entre o número de letras e o número de fonemas.


(__) Todas as palavras possuem o mesmo número de sílabas.

Alternativas
Q4156087 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O amor é uma rocha sedimentar



Sobre as camadas invisíveis do coração


-



Outro dia, peguei uma pedra nas mãos. Era uma dessas comuns. Bem ordinária, para falar a verdade. Passei o dedo pelas faixas de cores, notei espessuras variadas. As listrinhas imediatamente lembraram à pequena Cíntia que amava Ciências na quinta série que aquela devia ser uma rocha sedimentar.


Desde cedo, amei descobrir que as rochas sedimentares são como grandes livros de histórias. Por serem feitas de deposições lentas de poeira, areia, matéria orgânica e restos de outras rochas, armazenam e preservam vestígios de vidas que passaram por ali. É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia.


Já reparou que algumas emoções pedem da gente esse tempo rabiscado com intenção? Um tipo de assentamento, uma acomodação lenta e gradativa, sabe? O amor, por exemplo. Fiquei pensando no amor como uma rocha sedimentar.


Não falo apenas do amor romântico das propagandas de margarina que cristalizaram padrões inatingíveis e limitados do que aprendemos sobre o amor. Também não me refiro àquele sentimento inflamado de urgências que confundimos com amor e mais parece fogo de palha. Falo menos ainda daquele conformismo morno batizado de amor, mas que tem como sobrenome a desesperança de encontrar algo melhor a esta altura da vida... (Que vida?)


Penso no amor como algo que se forma devagar, pela acumulação de pequenos gestos intencionais, atravessando o tempo e as intempéries. Aquela emoção que às vezes leva eras para se transformar em algo sólido. Que _______ de camadas e mais camadas de escolhas que _______ sua singularidade.


Não amei meus filhos a primeira vez que os vi. Aqueles bebês com cheirinho inesquecível me _______ um misto de medo e ternura. Impotência e encantamento. Desespero e coragem em estado bruto. Mas o amor... ah, o amor foi se desenhando nas madrugadas.


Nos pequenos sorrisos que já não eram mais reflexos inatos, e sim manifestações de excitação pela descoberta do mundo. Nos choros – os deles e principalmente os meus. No acelerar do coração ao vê-los se lambuzar com uma manga docinha pela primeira vez, como fazia meu pai, até as últimas vezes... No alívio daquele cocô que chega como um prêmio depois de uma semana de constipação. O amor é movimento e participar dele ativamente é um pré-requisito.


A escritora Bell Hooks ensina que o amor não é apenas um sentimento, mas uma ação, escolha e compromisso de nutrir o crescimento espiritual próprio e do outro. Isso cabe no amor entre mãe e filhos, cabe na paternidade, no amor romântico, no amor entre irmãos, entre amigos, entre quaisquer pessoas... Amar alguém é integrar um processo de formação. Lembrando que os vestígios de todos os envolvidos estarão presentes. 

Analise o fragmento do texto: "Não amei meus filhos a primeira vez que os vi". No contexto de uso, os termos "meus", "vez" e "os" são classificados, CORRETA e respectivamente, como: 
Alternativas
Q4156086 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O amor é uma rocha sedimentar



Sobre as camadas invisíveis do coração


-



Outro dia, peguei uma pedra nas mãos. Era uma dessas comuns. Bem ordinária, para falar a verdade. Passei o dedo pelas faixas de cores, notei espessuras variadas. As listrinhas imediatamente lembraram à pequena Cíntia que amava Ciências na quinta série que aquela devia ser uma rocha sedimentar.


Desde cedo, amei descobrir que as rochas sedimentares são como grandes livros de histórias. Por serem feitas de deposições lentas de poeira, areia, matéria orgânica e restos de outras rochas, armazenam e preservam vestígios de vidas que passaram por ali. É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia.


Já reparou que algumas emoções pedem da gente esse tempo rabiscado com intenção? Um tipo de assentamento, uma acomodação lenta e gradativa, sabe? O amor, por exemplo. Fiquei pensando no amor como uma rocha sedimentar.


Não falo apenas do amor romântico das propagandas de margarina que cristalizaram padrões inatingíveis e limitados do que aprendemos sobre o amor. Também não me refiro àquele sentimento inflamado de urgências que confundimos com amor e mais parece fogo de palha. Falo menos ainda daquele conformismo morno batizado de amor, mas que tem como sobrenome a desesperança de encontrar algo melhor a esta altura da vida... (Que vida?)


Penso no amor como algo que se forma devagar, pela acumulação de pequenos gestos intencionais, atravessando o tempo e as intempéries. Aquela emoção que às vezes leva eras para se transformar em algo sólido. Que _______ de camadas e mais camadas de escolhas que _______ sua singularidade.


Não amei meus filhos a primeira vez que os vi. Aqueles bebês com cheirinho inesquecível me _______ um misto de medo e ternura. Impotência e encantamento. Desespero e coragem em estado bruto. Mas o amor... ah, o amor foi se desenhando nas madrugadas.


Nos pequenos sorrisos que já não eram mais reflexos inatos, e sim manifestações de excitação pela descoberta do mundo. Nos choros – os deles e principalmente os meus. No acelerar do coração ao vê-los se lambuzar com uma manga docinha pela primeira vez, como fazia meu pai, até as últimas vezes... No alívio daquele cocô que chega como um prêmio depois de uma semana de constipação. O amor é movimento e participar dele ativamente é um pré-requisito.


A escritora Bell Hooks ensina que o amor não é apenas um sentimento, mas uma ação, escolha e compromisso de nutrir o crescimento espiritual próprio e do outro. Isso cabe no amor entre mãe e filhos, cabe na paternidade, no amor romântico, no amor entre irmãos, entre amigos, entre quaisquer pessoas... Amar alguém é integrar um processo de formação. Lembrando que os vestígios de todos os envolvidos estarão presentes. 

No trecho "Era uma dessas comuns. Bem ordinária, para falar a verdade.", o vocábulo destacado pode ser substituído, sem prejuízo do sentido, por:
Alternativas
Q4156084 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O amor é uma rocha sedimentar



Sobre as camadas invisíveis do coração


-



Outro dia, peguei uma pedra nas mãos. Era uma dessas comuns. Bem ordinária, para falar a verdade. Passei o dedo pelas faixas de cores, notei espessuras variadas. As listrinhas imediatamente lembraram à pequena Cíntia que amava Ciências na quinta série que aquela devia ser uma rocha sedimentar.


Desde cedo, amei descobrir que as rochas sedimentares são como grandes livros de histórias. Por serem feitas de deposições lentas de poeira, areia, matéria orgânica e restos de outras rochas, armazenam e preservam vestígios de vidas que passaram por ali. É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia.


Já reparou que algumas emoções pedem da gente esse tempo rabiscado com intenção? Um tipo de assentamento, uma acomodação lenta e gradativa, sabe? O amor, por exemplo. Fiquei pensando no amor como uma rocha sedimentar.


Não falo apenas do amor romântico das propagandas de margarina que cristalizaram padrões inatingíveis e limitados do que aprendemos sobre o amor. Também não me refiro àquele sentimento inflamado de urgências que confundimos com amor e mais parece fogo de palha. Falo menos ainda daquele conformismo morno batizado de amor, mas que tem como sobrenome a desesperança de encontrar algo melhor a esta altura da vida... (Que vida?)


Penso no amor como algo que se forma devagar, pela acumulação de pequenos gestos intencionais, atravessando o tempo e as intempéries. Aquela emoção que às vezes leva eras para se transformar em algo sólido. Que _______ de camadas e mais camadas de escolhas que _______ sua singularidade.


Não amei meus filhos a primeira vez que os vi. Aqueles bebês com cheirinho inesquecível me _______ um misto de medo e ternura. Impotência e encantamento. Desespero e coragem em estado bruto. Mas o amor... ah, o amor foi se desenhando nas madrugadas.


Nos pequenos sorrisos que já não eram mais reflexos inatos, e sim manifestações de excitação pela descoberta do mundo. Nos choros – os deles e principalmente os meus. No acelerar do coração ao vê-los se lambuzar com uma manga docinha pela primeira vez, como fazia meu pai, até as últimas vezes... No alívio daquele cocô que chega como um prêmio depois de uma semana de constipação. O amor é movimento e participar dele ativamente é um pré-requisito.


A escritora Bell Hooks ensina que o amor não é apenas um sentimento, mas uma ação, escolha e compromisso de nutrir o crescimento espiritual próprio e do outro. Isso cabe no amor entre mãe e filhos, cabe na paternidade, no amor romântico, no amor entre irmãos, entre amigos, entre quaisquer pessoas... Amar alguém é integrar um processo de formação. Lembrando que os vestígios de todos os envolvidos estarão presentes. 

Considere a seguinte frase extraída do texto:


"Por serem feitas de deposições lentas de poeira, areia, matéria orgânica e restos de outras rochas, armazenam e preservam vestígios de vidas que passaram por ali."



A palavra "que", em destaque no trecho acima, classifica-se como:



Alternativas
Q4156083 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O amor é uma rocha sedimentar



Sobre as camadas invisíveis do coração


-



Outro dia, peguei uma pedra nas mãos. Era uma dessas comuns. Bem ordinária, para falar a verdade. Passei o dedo pelas faixas de cores, notei espessuras variadas. As listrinhas imediatamente lembraram à pequena Cíntia que amava Ciências na quinta série que aquela devia ser uma rocha sedimentar.


Desde cedo, amei descobrir que as rochas sedimentares são como grandes livros de histórias. Por serem feitas de deposições lentas de poeira, areia, matéria orgânica e restos de outras rochas, armazenam e preservam vestígios de vidas que passaram por ali. É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia.


Já reparou que algumas emoções pedem da gente esse tempo rabiscado com intenção? Um tipo de assentamento, uma acomodação lenta e gradativa, sabe? O amor, por exemplo. Fiquei pensando no amor como uma rocha sedimentar.


Não falo apenas do amor romântico das propagandas de margarina que cristalizaram padrões inatingíveis e limitados do que aprendemos sobre o amor. Também não me refiro àquele sentimento inflamado de urgências que confundimos com amor e mais parece fogo de palha. Falo menos ainda daquele conformismo morno batizado de amor, mas que tem como sobrenome a desesperança de encontrar algo melhor a esta altura da vida... (Que vida?)


Penso no amor como algo que se forma devagar, pela acumulação de pequenos gestos intencionais, atravessando o tempo e as intempéries. Aquela emoção que às vezes leva eras para se transformar em algo sólido. Que _______ de camadas e mais camadas de escolhas que _______ sua singularidade.


Não amei meus filhos a primeira vez que os vi. Aqueles bebês com cheirinho inesquecível me _______ um misto de medo e ternura. Impotência e encantamento. Desespero e coragem em estado bruto. Mas o amor... ah, o amor foi se desenhando nas madrugadas.


Nos pequenos sorrisos que já não eram mais reflexos inatos, e sim manifestações de excitação pela descoberta do mundo. Nos choros – os deles e principalmente os meus. No acelerar do coração ao vê-los se lambuzar com uma manga docinha pela primeira vez, como fazia meu pai, até as últimas vezes... No alívio daquele cocô que chega como um prêmio depois de uma semana de constipação. O amor é movimento e participar dele ativamente é um pré-requisito.


A escritora Bell Hooks ensina que o amor não é apenas um sentimento, mas uma ação, escolha e compromisso de nutrir o crescimento espiritual próprio e do outro. Isso cabe no amor entre mãe e filhos, cabe na paternidade, no amor romântico, no amor entre irmãos, entre amigos, entre quaisquer pessoas... Amar alguém é integrar um processo de formação. Lembrando que os vestígios de todos os envolvidos estarão presentes. 

Com base na leitura atenta do texto, considere as assertivas a seguir sobre as ideias defendidas pela autora.



I. O amor maternal, na experiência relatada, não se manifestou de forma plena e imediata no momento do nascimento, mas sim por meio de um processo gradual e cotidiano.


II. A metáfora da "rocha sedimentar" é utilizada para ilustrar que o amor genuíno é estático, imutável e imune às ações do tempo ou do ambiente.


III. A menção à escritora Bell Hooks reforça a tese de que o amor se caracteriza pela intencionalidade, pela ação e pelo compromisso mútuo de crescimento.


IV. Os amores gerados pela desesperança de encontrar algo melhor podem transformar-se nos mais sólidos e duradouros.



Está CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Q4156082 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O amor é uma rocha sedimentar



Sobre as camadas invisíveis do coração


-



Outro dia, peguei uma pedra nas mãos. Era uma dessas comuns. Bem ordinária, para falar a verdade. Passei o dedo pelas faixas de cores, notei espessuras variadas. As listrinhas imediatamente lembraram à pequena Cíntia que amava Ciências na quinta série que aquela devia ser uma rocha sedimentar.


Desde cedo, amei descobrir que as rochas sedimentares são como grandes livros de histórias. Por serem feitas de deposições lentas de poeira, areia, matéria orgânica e restos de outras rochas, armazenam e preservam vestígios de vidas que passaram por ali. É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia.


Já reparou que algumas emoções pedem da gente esse tempo rabiscado com intenção? Um tipo de assentamento, uma acomodação lenta e gradativa, sabe? O amor, por exemplo. Fiquei pensando no amor como uma rocha sedimentar.


Não falo apenas do amor romântico das propagandas de margarina que cristalizaram padrões inatingíveis e limitados do que aprendemos sobre o amor. Também não me refiro àquele sentimento inflamado de urgências que confundimos com amor e mais parece fogo de palha. Falo menos ainda daquele conformismo morno batizado de amor, mas que tem como sobrenome a desesperança de encontrar algo melhor a esta altura da vida... (Que vida?)


Penso no amor como algo que se forma devagar, pela acumulação de pequenos gestos intencionais, atravessando o tempo e as intempéries. Aquela emoção que às vezes leva eras para se transformar em algo sólido. Que _______ de camadas e mais camadas de escolhas que _______ sua singularidade.


Não amei meus filhos a primeira vez que os vi. Aqueles bebês com cheirinho inesquecível me _______ um misto de medo e ternura. Impotência e encantamento. Desespero e coragem em estado bruto. Mas o amor... ah, o amor foi se desenhando nas madrugadas.


Nos pequenos sorrisos que já não eram mais reflexos inatos, e sim manifestações de excitação pela descoberta do mundo. Nos choros – os deles e principalmente os meus. No acelerar do coração ao vê-los se lambuzar com uma manga docinha pela primeira vez, como fazia meu pai, até as últimas vezes... No alívio daquele cocô que chega como um prêmio depois de uma semana de constipação. O amor é movimento e participar dele ativamente é um pré-requisito.


A escritora Bell Hooks ensina que o amor não é apenas um sentimento, mas uma ação, escolha e compromisso de nutrir o crescimento espiritual próprio e do outro. Isso cabe no amor entre mãe e filhos, cabe na paternidade, no amor romântico, no amor entre irmãos, entre amigos, entre quaisquer pessoas... Amar alguém é integrar um processo de formação. Lembrando que os vestígios de todos os envolvidos estarão presentes. 

Assinale a alternativa que preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas do texto de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4128894 História e Geografia de Estados e Municípios
"Há conjuntos históricos que representam outras etnias europeias que também participaram, em menor escala, da colonização do Estado."
Disponível em: https://estado.sc.gov.br/conheca-sc/cultura/
O trecho acima aborda a formação do estado de Santa Catarina, ressaltando a diversidade de etnias que participaram ativamente deste processo.
Diferentemente da maioria dos municípios catarinenses, colonizados por italianos e alemães, a cidade de Treze Tílias foi fundada por: 
Alternativas
Q4128893 Saúde Pública
A redução das coberturas vacinais no Brasil tem sido apontada como um desafio relevante para a saúde pública. A diminuição da imunização pode aumentar o risco de reintrodução de doenças previamente controladas. Nesse contexto, qual fator está diretamente associado à queda da cobertura vacinal?
Alternativas
Q4128892 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
Segundo a Lei Orgânica do Município de Princesa (SC), "O Município, na sua circunscrição territorial e dentro de sua competência constitucional, assegura igualdade de tratamento a todos, dentro dos princípios da ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa (...)", observados determinados princípios. Entre os itens abaixo, citamos alguns deles.
I.Autonomia municipal.
II.Propriedade pública.
III.Função social da propriedade.
IV.Livre concorrência.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4128891 História
A configuração atual do território brasileiro resulta de processos históricos que envolveram expansão, ocupação e acordos diplomáticos ao longo dos séculos. Inicialmente restrito ao litoral, o espaço colonial foi ampliado por expedições, atividades econômicas e negociações entre potências europeias. Esse processo consolidou fronteiras que permanecem, em grande parte, até hoje. A compreensão dessa dinâmica é fundamental para analisar a organização espacial do país. Nesse contexto, qual fator histórico contribuiu diretamente para a expansão territorial além do limite inicial estabelecido por tratados? 
Alternativas
Q4128890 História e Geografia de Estados e Municípios
A expansão de serviços públicos e infraestrutura básica desempenha papel central na consolidação de comunidades e no fortalecimento das atividades econômicas locais. No caso de Princesa (SC), houve avanços progressivos ao longo das décadas, refletindo mudanças estruturais importantes.
Na década de 70 houve a chegada da ________, enquanto nos anos seguintes foram implantados serviços como ________ e ________, contribuindo para o desenvolvimento local.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas acima.
Alternativas
Q4128889 Português
Leia atentamente as afirmativas a seguir, considerando os vícios de linguagem presentes na língua portuguesa. Analise cada oração quanto à sua estrutura sintática e ao emprego adequado das relações de concordância e regência. Em seguida, identifique aquelas em que ocorre especificamente o vício de linguagem denominado solecismo:.
I.Nós fomos no teatro assistir à apresentação principal.
II.Ele entrou para dentro da sala sem bater na porta.
III.Haviam muitos alunos interessados na palestra daquele professor.
IV.A menina viu o amigo dela saindo com seu irmão na esquina.
V.Fazem dois anos que não visito aquela cidade histórica.

Em quais afirmativas há ocorrência de solecismo?
Alternativas
Q4128888 Português
Considere as regras de regência nominal na norma culta da língua portuguesa, observando que determinados nomes exigem preposições específicas para estabelecer relações sintáticas adequadas. Analise atentamente as alternativas a seguir, levando em conta os padrões formais exigidos pela gramática normativa. Em seguida, identifique em qual alternativa há erro no emprego da regência nominal.
Alternativas
Q4128887 Português
Analise as afirmativas a seguir com atenção às normas de colocação pronominal. Em seguida, identifique aquela em que ocorre corretamente o emprego de ênclise: 
Alternativas
Q4128886 Português
Considerando a classificação das orações subordinadas substantivas na língua portuguesa, analise a estrutura sintática da oração a seguir, observando a relação estabelecida entre a oração principal e a subordinada:
"O diretor afirmou que os resultados seriam divulgados ainda nesta semana."

Assinale a alternativa que classifica corretamente a oração subordinada destacada:
Alternativas
Q4128885 Português
Leia atentamente as afirmativas a seguir, considerando as regras de uso da crase na norma culta da língua portuguesa. Analise cada enunciado quanto à adequação desse uso, observando também os contextos em que a crase não deve ocorrer. Em seguida, identifique em quais afirmativas o emprego da crase está correto em todas as ocorrências apresentadas.
I.Fui à escola resolver pendências e retornei à secretaria para finalizar o atendimento.
II.Entreguei o documento à ela e pedi que encaminhasse à direção imediatamente.
III.Chegaremos àquele local às 14h e permaneceremos lá até às 16h conforme combinado.
IV.O relatório foi redigido à pressas e encaminhado à coordenação do projeto.
V.Referiu-se àquilo que ocorreu ontem à noite durante a reunião extraordinária.

Em quais afirmativas há o emprego correto da crase em todas as ocorrências?
Alternativas
Q4128884 Português
Considerando os princípios da predicação verbal na língua portuguesa, analise a oração a seguir quanto à relação estabelecida entre o verbo e seus complementos. Observe atentamente a estrutura sintática da oração e a presença de termos que completam o sentido do verbo.
"O professor explicou a matéria aos alunos durante a aula expositiva."

Assinale a alternativa que indica corretamente a transitividade verbal do verbo presente na oração:
Alternativas
Q4128883 Noções de Informática
Material inspirado no cérebro pode cortar o consumo de energia da IA em 70%

Vista por muitos como a tecnologia definidora do século 21, a inteligência artificial (IA) enfrenta um obstáculo crucial: o consumo explosivo de energia do hardware que a sustenta. Custo ambiental que cresce cerca de 30% ao ano, esse dado ameaçador pressiona cientistas e empresas a pesquisarem arquiteturas computacionais mais eficientes.

Uma das principais apostas para reverter a trajetória de consumo energético crescente da IA — a chamada computação neuromórfica — projeta hardware inspirado no cérebro humano. É que, em vez de separar processamento e memória, o órgão processa e armazena informações em um só lugar.

Em um estudo recente, publicado na revista Science Adventures, pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, apresentam uma nova arquitetura de memristor — dispositivo investigado há cerca de 15 anos como substituto das sinapses em chips de IA — com desempenho energético sem precedentes na categoria.

A novidade está especificamente no material usado: um óxido semicondutor avançado que se auto-organiza internamente para controlar a passagem de corrente. Como resultado, o dispositivo opera com correntes extremamente baixas, reduzindo drasticamente o consumo e superando as limitações atuais.

A abordagem neuromórfica proposta no estudo elimina um dos principais culpados pelo desperdício energético — o chamado "gargalo de Von Neumann" — problema de "engarrafamento" que ocorre em computadores porque o processador (CPU) e a memória (RAM) são componentes separados, trocando informações entre si por meio de um único canal.

O componente central do memristor é um óxido de háfnio, composto já presente nos chips modernos, enriquecido com estrôncio e titânio. Depositado sobre outra camada metálica em duas etapas — a primeira sem oxigênio, a segunda com — esse filme forma naturalmente uma fronteira elétrica entre duas regiões de cargas opostas, que é o coração do dispositivo.

Em vez de criar e romper filamentos condutores — como fazem os memristores convencionais, com desgaste e variabilidade —, o novo material altera sua resistência de forma suave e gradual, deslocando a altura de uma barreira de energia na junção. O resultado é um controle analógico muito mais preciso.

Isso é fundamental, pois, embora um transistor convencional também consuma mais com correntes maiores, ele não precisa "lembrar" estados anteriores. Já o memristor precisa mudar de estado e manter esse estado, e cada mudança tem um custo energético.

Em uma rede neural com milhões de operações por segundo, esse custo se multiplica rapidamente. No caso das arquiteturas propostas no estudo — que integram processamento e memória no mesmo elemento — a literatura científica aponta um potencial de redução superior a 70% no consumo energético dos sistemas de IA atuais.

Em testes de laboratório, o dispositivo mostrou que não só consome pouca energia, como também aguenta ser atualizado muitas vezes e consegue manter o que aprendeu por tempo suficiente — duas condições essenciais para funcionar como uma sinapse artificial.

Os memristores também foram capazes de imitar o modo como o cérebro humano aprende. "São as propriedades necessárias para um hardware capaz de aprender e se adaptar, não apenas armazenar bits", afirma em um comunicado o autor principal do estudo, Babak Bakhit.

A descoberta também chama atenção fora do laboratório: o material é compatível com os processos de fabricação CMOS já amplamente usados pela indústria de semicondutores. Isso abre caminho para sua adoção pela indústria sem a necessidade de mudanças profundas nas linhas de produção.

Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta um obstáculo prático: o processo atual exige temperaturas em torno de 700 °C, acima das tolerâncias usuais dos processos padrão da indústria de semicondutores. Segundo Bakhit, a equipe já trabalha em estratégias para reduzir a temperatura "e colocar esses dispositivos em um chip".


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/material-inspirado-no-cerebropode-cortar-o-consumo-de-energia-da-ia-em-70/
Ao longo do texto, a computação neuromórfica é apresentada como uma alternativa promissora às arquiteturas tradicionais de computação. Essa abordagem se inspira em características específicas do funcionamento do cérebro humano para superar limitações existentes. Com base nessa informação, identifique a principal diferença estrutural entre o modelo neuromórfico e o modelo computacional tradicional.
Alternativas
Q4128882 Português
Material inspirado no cérebro pode cortar o consumo de energia da IA em 70%

Vista por muitos como a tecnologia definidora do século 21, a inteligência artificial (IA) enfrenta um obstáculo crucial: o consumo explosivo de energia do hardware que a sustenta. Custo ambiental que cresce cerca de 30% ao ano, esse dado ameaçador pressiona cientistas e empresas a pesquisarem arquiteturas computacionais mais eficientes.

Uma das principais apostas para reverter a trajetória de consumo energético crescente da IA — a chamada computação neuromórfica — projeta hardware inspirado no cérebro humano. É que, em vez de separar processamento e memória, o órgão processa e armazena informações em um só lugar.

Em um estudo recente, publicado na revista Science Adventures, pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, apresentam uma nova arquitetura de memristor — dispositivo investigado há cerca de 15 anos como substituto das sinapses em chips de IA — com desempenho energético sem precedentes na categoria.

A novidade está especificamente no material usado: um óxido semicondutor avançado que se auto-organiza internamente para controlar a passagem de corrente. Como resultado, o dispositivo opera com correntes extremamente baixas, reduzindo drasticamente o consumo e superando as limitações atuais.

A abordagem neuromórfica proposta no estudo elimina um dos principais culpados pelo desperdício energético — o chamado "gargalo de Von Neumann" — problema de "engarrafamento" que ocorre em computadores porque o processador (CPU) e a memória (RAM) são componentes separados, trocando informações entre si por meio de um único canal.

O componente central do memristor é um óxido de háfnio, composto já presente nos chips modernos, enriquecido com estrôncio e titânio. Depositado sobre outra camada metálica em duas etapas — a primeira sem oxigênio, a segunda com — esse filme forma naturalmente uma fronteira elétrica entre duas regiões de cargas opostas, que é o coração do dispositivo.

Em vez de criar e romper filamentos condutores — como fazem os memristores convencionais, com desgaste e variabilidade —, o novo material altera sua resistência de forma suave e gradual, deslocando a altura de uma barreira de energia na junção. O resultado é um controle analógico muito mais preciso.

Isso é fundamental, pois, embora um transistor convencional também consuma mais com correntes maiores, ele não precisa "lembrar" estados anteriores. Já o memristor precisa mudar de estado e manter esse estado, e cada mudança tem um custo energético.

Em uma rede neural com milhões de operações por segundo, esse custo se multiplica rapidamente. No caso das arquiteturas propostas no estudo — que integram processamento e memória no mesmo elemento — a literatura científica aponta um potencial de redução superior a 70% no consumo energético dos sistemas de IA atuais.

Em testes de laboratório, o dispositivo mostrou que não só consome pouca energia, como também aguenta ser atualizado muitas vezes e consegue manter o que aprendeu por tempo suficiente — duas condições essenciais para funcionar como uma sinapse artificial.

Os memristores também foram capazes de imitar o modo como o cérebro humano aprende. "São as propriedades necessárias para um hardware capaz de aprender e se adaptar, não apenas armazenar bits", afirma em um comunicado o autor principal do estudo, Babak Bakhit.

A descoberta também chama atenção fora do laboratório: o material é compatível com os processos de fabricação CMOS já amplamente usados pela indústria de semicondutores. Isso abre caminho para sua adoção pela indústria sem a necessidade de mudanças profundas nas linhas de produção.

Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta um obstáculo prático: o processo atual exige temperaturas em torno de 700 °C, acima das tolerâncias usuais dos processos padrão da indústria de semicondutores. Segundo Bakhit, a equipe já trabalha em estratégias para reduzir a temperatura "e colocar esses dispositivos em um chip".


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/material-inspirado-no-cerebropode-cortar-o-consumo-de-energia-da-ia-em-70/
O desenvolvimento do novo memristor representa um avanço significativo em relação às tecnologias anteriores, especialmente no que diz respeito à eficiência energética e ao controle operacional. Considerando as informações apresentadas, identifique o principal diferencial do novo material utilizado nesse dispositivo.
Alternativas
Respostas
101: B
102: D
103: E
104: C
105: C
106: E
107: E
108: D
109: B
110: A
111: D
112: D
113: D
114: A
115: C
116: C
117: C
118: B
119: A
120: C