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Conforme as práticas de proteção integral previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Lei nº 8.069/1990), assinale as afirmativas abaixo:
I. A vacinação infantil é obrigatória nos termos das autoridades sanitárias (art. 14, §1º), mas a falta de comprovante não autoriza indeferir matrícula ou suspender frequência; cabe acionar a rede de saúde e orientar a família.
II. Suspeita de maus-tratos exige comunicação imediata ao Conselho Tutelar (art. 13); a escola deve registrar fatos de forma objetiva, resguardar sigilo e evitar procedimentos inquisitivos com a criança.
III. A recusa familiar em reuniões autoriza a escola a substituir a comunicação oficial por advertências internas progressivas, preservando a autonomia pedagógica e a confidencialidade.
De acordo com o que estabelece a Lei nº 9.394/1996, a educação escolar brasileira compõe-se de:
Considere as proposições P, Q e a sentença lógica
P → Q ∧ ¬ Q.
Complete a tabela-verdade e assinale a alternativa que contém a sequência correta de valores lógicos (V/F) da expressão
E = P→ Q ∧ ¬ Q
nas linhas 1 a 4, na ordem indicada.

“Fundada em 2010, a ZPE Ceará presta serviços às empresas instaladas na área da zona franca e promove instalações, estrutura e equipamentos necessários às atividades das autoridades aduaneiras. Parte do Complexo do Pecém, formado também pelo Porto do Pecém e por uma área industrial, a ZPE Ceará tem se consolidado como um importante instrumento de promoção do crescimento e consolidação da economia do Ceará e do Brasil em consonância com as melhores práticas internacionais. Com 6.182 hectares de área para investimentos, a ZPE Ceará iniciou sua produção em 2016 e já movimentou mais de 85 milhões de toneladas de cargas em sua história.”
(ZPE, s/d. Disponível em: https://zpeceara.com.br/zpe-ceara/)
O texto acima faz referência à Zona de Processamento de Exportações do Ceará (ZPE Ceará). A referida ZPE fica localizada no município cearense de:
Disponível em https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/2020-servulo-esmeraldo).
Uma das obras do artista cratense Sérvulo Esmeraldo está exposta no Bairro Seminário (Encosta do Seminário), no município do Crato-Ce. Em 2021, ela foi recuperada. O nome correto desta obra é:
O Brasil é uma República Federativa, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constituindo-se em Estado Democrático de Direito. A República Federativa do Brasil tem como fundamentos, exceto:
Poltrona sete
Desci para a plataforma de embarque. Vi o ônibus. Entrei.
Tudo era fim de tarde naquele universo de sol morrendo aos poucos. Poltrona sete. Sentei. O sol queria permanecer um pouco mais. A vida inteira cabia naquele espaço tão fechado quanto o tempo em meu rosto insone.
Aventurei um riso — me frustrei. Levantei as pernas em abraço de feto na barriga de uma mãe ausente — entristeci. O sol escureceu meus olhos — angustiei. Iria para sempre. Passei a mão no rosto. Iria para sempre. A boca amarga. Iria para sempre. Enquanto me perdia em solidão e caos, olhei pela janela.
Na rodoviária, com o sol se pondo, vi o amor se materializar na figura de dois rapazes.
De frente um para o outro, como se quisessem adiar a despedida, eles se abraçaram. Um era anêmico pela própria natureza — os cabelos escuros caíam nos olhos. O outro era sério — olhava perdido para o mundo e trazia nos ombros a letargia do domingo à tarde.
O sol espalhava prenúncios de adeus.
Com o transporte às vésperas de sair, o amor se fez carne e habitou entre nós. Eles se beijaram. Tanta ternura se deu no beijo, tanto amor concretizado se fez no gesto, mas o ódio, intolerante, resolveu puni-los.
O velho ao lado dele saiu com nojo. O menino que olhava foi repreendido pela mãe. O atendente da lanchonete riu. A mulher que limpava o local, estarrecida, cessou a vassoura. A moça com Frida Kahlo na blusa fez esforço para agir naturalmente. O homem ao lado dela conferiu o relógio e virou-se. A freira de hábito irrepreensível fez o sinal da cruz.
O desconforto passeou pela rodoviária, mas o amor, indiferente, dançou no espelho dos olhares perplexos. Quando o amor dança, o ódio não consegue prendê-lo com seus grilhões enferrujados.
Depois um se arrastou para o ônibus e o outro paralisou na plataforma. Sob vigília, eles sentiram o sol se tornar áspero. Irmãos de muitas lutas, não saberiam lidar com a distância que lhes queria perfurar os corações exangues.
O que se foi baixou os olhos. O que ficou conteve o choro. Nuvem não segura tempestade que teima em descer. Aos poucos, o que era lágrimas se fez soerguer do corpo.
Uns riam, outros estranhavam. Uns diziam que era o fim do mundo, outros reprovavam em silêncio.
O amor tem duas margens e um rio que lhe atravessa.
Eu contemplava a cena em silêncio. Não se pode dizer muito quando o amor derrama ausências. A distância cria ciladas.
Aonde iria um? Aonde iria o outro?
A rodoviária era pequena para o amor de dois homens em estado de lágrimas. O sol vestiu ausência, a lua solidão.
Eu flagrava a cena em silêncio, mas...
Sofri pancada no rosto ou pressenti o transporte em prenúncios de partida?
Saindo da rodoviária, constatei que um dos rapazes em despedida era eu. A escuridão engoliu meu corpo. Fiquei aos gritos. Ninguém me ouviu da sepultura. Elza Soares cantou Lírio Rosa. Apaguei os olhos para não ver pela janela.
Desejei dizer que... Minha boca tentou, mas... Meu corpo queria, só que... Não pude fugir, apesar de... Na poltrona, fui afixado por milhões de pregos.
E fui embora, doendo sempre nos solavancos do ter-que-ir-para-nunca-mais.
(Cardoso, Emerson. O baile das assimetrias. “Poltrona sete”. São Paulo: OIA, 2002.)
O sol espalhava prenúncios de adeus. É acentuada pela mesma regra da palavra grifada:
Poltrona sete
Desci para a plataforma de embarque. Vi o ônibus. Entrei.
Tudo era fim de tarde naquele universo de sol morrendo aos poucos. Poltrona sete. Sentei. O sol queria permanecer um pouco mais. A vida inteira cabia naquele espaço tão fechado quanto o tempo em meu rosto insone.
Aventurei um riso — me frustrei. Levantei as pernas em abraço de feto na barriga de uma mãe ausente — entristeci. O sol escureceu meus olhos — angustiei. Iria para sempre. Passei a mão no rosto. Iria para sempre. A boca amarga. Iria para sempre. Enquanto me perdia em solidão e caos, olhei pela janela.
Na rodoviária, com o sol se pondo, vi o amor se materializar na figura de dois rapazes.
De frente um para o outro, como se quisessem adiar a despedida, eles se abraçaram. Um era anêmico pela própria natureza — os cabelos escuros caíam nos olhos. O outro era sério — olhava perdido para o mundo e trazia nos ombros a letargia do domingo à tarde.
O sol espalhava prenúncios de adeus.
Com o transporte às vésperas de sair, o amor se fez carne e habitou entre nós. Eles se beijaram. Tanta ternura se deu no beijo, tanto amor concretizado se fez no gesto, mas o ódio, intolerante, resolveu puni-los.
O velho ao lado dele saiu com nojo. O menino que olhava foi repreendido pela mãe. O atendente da lanchonete riu. A mulher que limpava o local, estarrecida, cessou a vassoura. A moça com Frida Kahlo na blusa fez esforço para agir naturalmente. O homem ao lado dela conferiu o relógio e virou-se. A freira de hábito irrepreensível fez o sinal da cruz.
O desconforto passeou pela rodoviária, mas o amor, indiferente, dançou no espelho dos olhares perplexos. Quando o amor dança, o ódio não consegue prendê-lo com seus grilhões enferrujados.
Depois um se arrastou para o ônibus e o outro paralisou na plataforma. Sob vigília, eles sentiram o sol se tornar áspero. Irmãos de muitas lutas, não saberiam lidar com a distância que lhes queria perfurar os corações exangues.
O que se foi baixou os olhos. O que ficou conteve o choro. Nuvem não segura tempestade que teima em descer. Aos poucos, o que era lágrimas se fez soerguer do corpo.
Uns riam, outros estranhavam. Uns diziam que era o fim do mundo, outros reprovavam em silêncio.
O amor tem duas margens e um rio que lhe atravessa.
Eu contemplava a cena em silêncio. Não se pode dizer muito quando o amor derrama ausências. A distância cria ciladas.
Aonde iria um? Aonde iria o outro?
A rodoviária era pequena para o amor de dois homens em estado de lágrimas. O sol vestiu ausência, a lua solidão.
Eu flagrava a cena em silêncio, mas...
Sofri pancada no rosto ou pressenti o transporte em prenúncios de partida?
Saindo da rodoviária, constatei que um dos rapazes em despedida era eu. A escuridão engoliu meu corpo. Fiquei aos gritos. Ninguém me ouviu da sepultura. Elza Soares cantou Lírio Rosa. Apaguei os olhos para não ver pela janela.
Desejei dizer que... Minha boca tentou, mas... Meu corpo queria, só que... Não pude fugir, apesar de... Na poltrona, fui afixado por milhões de pregos.
E fui embora, doendo sempre nos solavancos do ter-que-ir-para-nunca-mais.
(Cardoso, Emerson. O baile das assimetrias. “Poltrona sete”. São Paulo: OIA, 2002.)
Com o transporte às vésperas de sair. Há uma regra clara que justifica a utilização do acento grave (crase). Dadas as alternativas, marque a que não se aplica à mesma regra:
O texto a seguir discorre sobre a Amazônia.
A Amazônia nunca foi homogênea, submetida a um rápido processo de destruição/construção, também se fragmenta em unidades sub-regionais constituídas por novas sociedades locais. Uma dessas unidades sub-regionais tem como núcleo o sul do Pará, situada estrategicamente no contato entre os centros dinâmicos do Centro-Sul e a bacia de mão de obra do Nordeste, tendo sido a primeira área a ser povoada na expansão recente da fronteira, cujo eixo de penetração foi a rodovia Belém-Brasília. A economia sub-regional se baseia na produção de madeira e arroz, criação de bovinos, além de contar com grandes projetos minerais.
BECKER, B. Amazônia. São Paulo: Ática, 1990. p.100-101. Adaptado.
Com base no texto, verifica-se que a unidade sub-regional mencionada é a
Considere os textos a seguir.
Texto 1
Em outras palavras, diríamos que a geografia é o campo de estudos que interpreta as razões pelas quais as coisas diversas estão situadas em posições diferentes ou porque as situações espaciais diversas podem explicar qualidades diferentes de objetos, coisas, pessoas e fenômenos. Trata-se de uma forma de construir questões, ou seja, a curiosidade de saber em que medida o sistema de localização pode ser um elemento explicativo.
GOMES, Paulo Cesar da Costa. Quadros geográficos: Uma forma de ver, uma forma de pensar. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, p. 20, 2017.
Texto 2
Para fazer a leitura do mundo em que vivem, com base nas aprendizagens em Geografia, os alunos precisam ser estimulados a pensar espacialmente, desenvolvendo o raciocínio geográfico. O pensamento espacial está associado ao desenvolvimento intelectual que integra conhecimentos não somente da Geografia, mas também de outras áreas.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação, 2018. p. 359. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec. gov.br/ . Acesso em: 11 out. 2025.
O Geógrafo Paulo César Gomes sugere que devemos entender a Geografia para além do campo disciplinar, isto é, desenvolver uma forma de ver e pensar geograficamente. A Base Nacional Comum Curricular – BNCC reforça a ideia de que o raciocínio geográfico, uma maneira de exercitar o pensamento espacial, aplica determinados princípios para compreender aspectos fundamentais da realidade.
Dentre os princípios do raciocínio geográfico na Base Nacional Comum Curricular – BNCC, a posição particular de um objeto geográfico na superfície terrestre, definida por um sistema de coordenadas geográficas ou expressa por meio de relações espaciais topológicas ou por interações espaciais, é definida como
A partir da leitura desse samba-enredo, verifica-se que a exclusão socioespacial da população afrobrasileira
Considere o texto a seguir.
A ciência atual é, assim, um produto da universalidade. Nos primórdios a ciência é um produto das necessidades práticas da vida. O cotidiano se resolve nas práticas espaciais. As práticas espaciais se traduzem em saberes espaciais. E a generalização supralocal leva as práticas e saberes espaciais — atividades de caráter geograficamente localizado — a se transformar na ciência geográfica. É assim que historicamente nasce em tese a Geografia.
MOREIRA, Ruy. O discurso do Avesso: para a crítica da geografia que se ensina. São Paulo: Contexto, 2014, p. 90. Adaptado.
À luz desse texto, historicamente, a função da Geografia científica, posteriormente apropriada pela Geografia escolar, caracterizou-se fundamentalmente por
Considere o texto a seguir.
A Política Agrícola Comum, criada em 1962, é a política mais antiga da União Europeia (UE), representando 386,6 mil milhões de euros do orçamento da UE para 2021-2027 ou cerca de 0,34 euros por dia por cidadão da UE e teve suas bases definidas desde o Tratado de Roma, em 1957. Nesse tratado foram abolidas as tarifas aduaneiras agrícolas e foi estabelecido um sistema de unificação de preços de vários produtos, no qual, ainda, o governo garantia o pagamento de preços mínimos ao produtor. Desde o início da década de 2000, a política agrícola comum tem vindo a ajudar as zonas rurais a desenvolverem-se, a prosperarem e a permanecerem povoadas. Quase metade da Europa é constituída predominantemente por zonas rurais, que albergam 25 % dos 447 milhões de pessoas da UE. Estas regiões rurais são também algumas das regiões mais desfavorecidas da UE, com um PIB per capita muito abaixo da média da UE.
Disponível em: https://www.consilium.europa.eu/pt/policies /the-common-agricultural-policy-explained/. Acesso em: 9 jan. 2026. Adaptado.
Tomando-se por base o texto, o papel central da Política Agrícola Comum (PAC) na União Europeia é
Considere o texto a seguir.
O horizonte geográfico de uma criança expande à medida que ela cresce, mas não necessariamente passo a passo em direção à escala maior. Seu interesse e conhecimento se fixam primeiro na pequena comunidade local, depois na cidade, saltando o bairro; e da cidade seu interesse pode pular para a nação, e para lugares estrangeiros, saltando a região.
TUAN, Yi-Fu. Espaço e Lugar: a perspectiva da experiência. Tradução Lívia Oliveira. Londrina: Eduel, 2013. p.45.
Tomando-se por base o texto, o horizonte geográfico de uma criança tem como ancoragem o conceito de
Considere o texto a seguir.
Todos os anos, no dia 8 de julho, aproximadamente às 11h15 UTC (Tempo Universal Coordenado), ocorre um fascinante evento geográfico em que aproximadamente 99% da população da Terra experimenta a luz do dia ou o crepúsculo, com apenas pequenas regiões como a Austrália, a Nova Zelândia, partes do Sudeste Asiático e a Antártida em completa escuridão, devido à inclinação da Terra que alinha o Sol para iluminar a maioria dos continentes habitados simultaneamente por volta do solstício de verão.
Disponível em: https://www.timeanddate.com/news/astronomy/99-percent-sunlight. Acesso em: 8 jan. 2026. Adaptado.
Haja vista que o Tempo Universal Coordenado (UTC) é o padrão de tempo mundial que serve como referência para todos os outros fusos horários, no próximo dia 8 de julho de 2026, aproximadamente às 11h, na capital do Brasil, Brasília (15° 47’ S e 47° 56’ W), os relógios estarão marcando
O geógrafo brasileiro Milton Santos (1926–2001) completaria cem anos em 2026. Ao longo de sua trajetória intelectual e a partir de suas obras mais relevantes, o autor desenvolveu uma profunda reflexão sobre o conceito de espaço geográfico, contribuindo de forma decisiva para o avanço da ciência geográfica e para a compreensão dos processos socioespaciais.
A corrente do pensamento geográfico associada às contribuições teóricas de Milton Santos é classificada como Geografia
Os trabalhos de campo são fundamentais para o desenvolvimento dos estudos geográficos, principalmente na educação básica. A esse respeito considere o texto a seguir.
Uma das etapas importantes do estudo do meio é o trabalho de campo — a saída da escola já permite outro olhar. O aluno pode, se bem orientado, utilizar todos os seus sentidos para conhecer melhor certo meio, usar todos os recursos de observação e registros a cotejar as falas de pessoas de diferentes idades e profissões. [...] Um projeto de ensino fundamentado nessa metodologia realiza um movimento de apreensão do espaço social físico e biológico que se dá em múltiplas ações combinadas e complexas. Para aprender a complexidade do real, faz-se necessária a existência simultânea de muitos olhares, da reflexão conjunta e de ações em direção ao objetivo proposto pelo grupo de trabalho.
PONTUSCHKA, N. N.; PAGANELLI, T. I.; CACETE, N. H. Para ensinar e aprender geografia. 3. ed. São Paulo: Cortez , 2009, p. 174.
Considerando-se o texto, os estudos do meio devem seguir uma metodologia de ensino