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Q3106492 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Viajar com casal de amigos


Eu não viajo com outros casais. É minha regra inviolável de turismo. Há grandes chances de causarem incômodo.


Sempre que viajei com par de amigos, eles brigaram e boicotaram o luxo das minhas férias.


Decidi ser egoísta. O que você economiza no rateio de gasolina e divisão de gastos será pulverizado pelos prejuízos na saúde emocional.


Estou com Beatriz em uma praia paradisíaca, ansioso para me deitar numa cadeira em frente ao mar, e precisamos, de repente, intervir como escudo contra ofensas. Perdemos uma diária astronômica do hotel com aborrecimentos alheios.


Não há como abandoná-los enquanto nos divertimos. Existe um senso de solidariedade de equipe, já que viemos juntos.


Os arrulhos dos pombinhos na ida se transformam em crocitos de urubus durante a hospedagem.


O que deveria ser leve, com drinks e mergulhos, vira martírio. Eu falo com o marido litigante, Beatriz com a esposa emburrada, e ainda precisamos juntar versões e atuar como cupidos. É como liberar dois reféns confinados nas almas dos próprios sequestradores.


Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos. Em vez de resolverem em privado, fazem questão de espalhar o ódio.


Ao encontrar plateia, demoram mais para resolver. Tiram proveito da nossa atenção para lavar roupas sujas e revisitar crises do passado.


O café da manhã costuma ser o palco preferido das dissidências. Chegamos animados, e um deles não responde, não diz nada. É o sinal da tempestade de nervos que estragará a temporada.


Não me arrisco mais. Esse erro não cometemos. Beatriz e eu jamais discutimos em viagem. Sabemos o quanto nossa paz é cara.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/1/viajarcom-casal-de-amigos



No texto "Viajar com casal de amigos", de Fabrício Carpinejar, os mecanismos de coesão textual são utilizados para estabelecer relações entre os elementos do discurso. Analise o trecho abaixo e assinale a alternativa correta sobre o recurso coesivo empregado:

"O café da manhã costuma ser o palco preferido das dissidências." 
Alternativas
Q3106491 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Viajar com casal de amigos


Eu não viajo com outros casais. É minha regra inviolável de turismo. Há grandes chances de causarem incômodo.


Sempre que viajei com par de amigos, eles brigaram e boicotaram o luxo das minhas férias.


Decidi ser egoísta. O que você economiza no rateio de gasolina e divisão de gastos será pulverizado pelos prejuízos na saúde emocional.


Estou com Beatriz em uma praia paradisíaca, ansioso para me deitar numa cadeira em frente ao mar, e precisamos, de repente, intervir como escudo contra ofensas. Perdemos uma diária astronômica do hotel com aborrecimentos alheios.


Não há como abandoná-los enquanto nos divertimos. Existe um senso de solidariedade de equipe, já que viemos juntos.


Os arrulhos dos pombinhos na ida se transformam em crocitos de urubus durante a hospedagem.


O que deveria ser leve, com drinks e mergulhos, vira martírio. Eu falo com o marido litigante, Beatriz com a esposa emburrada, e ainda precisamos juntar versões e atuar como cupidos. É como liberar dois reféns confinados nas almas dos próprios sequestradores.


Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos. Em vez de resolverem em privado, fazem questão de espalhar o ódio.


Ao encontrar plateia, demoram mais para resolver. Tiram proveito da nossa atenção para lavar roupas sujas e revisitar crises do passado.


O café da manhã costuma ser o palco preferido das dissidências. Chegamos animados, e um deles não responde, não diz nada. É o sinal da tempestade de nervos que estragará a temporada.


Não me arrisco mais. Esse erro não cometemos. Beatriz e eu jamais discutimos em viagem. Sabemos o quanto nossa paz é cara.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/1/viajarcom-casal-de-amigos



No texto "Viajar com casal de amigos", de Fabrício Carpinejar, o autor utiliza recursos de pontuação para dar ênfase, organizar ideias e criar efeitos estilísticos. Observe a frase a seguir e analise o uso da pontuação:

"Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos. Em vez de resolverem em privado, fazem questão de espalhar o ódio."

Com base nessa estrutura, assinale a alternativa que analisa corretamente a função dos recursos de pontuação utilizados:
Alternativas
Q3106490 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Viajar com casal de amigos


Eu não viajo com outros casais. É minha regra inviolável de turismo. Há grandes chances de causarem incômodo.


Sempre que viajei com par de amigos, eles brigaram e boicotaram o luxo das minhas férias.


Decidi ser egoísta. O que você economiza no rateio de gasolina e divisão de gastos será pulverizado pelos prejuízos na saúde emocional.


Estou com Beatriz em uma praia paradisíaca, ansioso para me deitar numa cadeira em frente ao mar, e precisamos, de repente, intervir como escudo contra ofensas. Perdemos uma diária astronômica do hotel com aborrecimentos alheios.


Não há como abandoná-los enquanto nos divertimos. Existe um senso de solidariedade de equipe, já que viemos juntos.


Os arrulhos dos pombinhos na ida se transformam em crocitos de urubus durante a hospedagem.


O que deveria ser leve, com drinks e mergulhos, vira martírio. Eu falo com o marido litigante, Beatriz com a esposa emburrada, e ainda precisamos juntar versões e atuar como cupidos. É como liberar dois reféns confinados nas almas dos próprios sequestradores.


Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos. Em vez de resolverem em privado, fazem questão de espalhar o ódio.


Ao encontrar plateia, demoram mais para resolver. Tiram proveito da nossa atenção para lavar roupas sujas e revisitar crises do passado.


O café da manhã costuma ser o palco preferido das dissidências. Chegamos animados, e um deles não responde, não diz nada. É o sinal da tempestade de nervos que estragará a temporada.


Não me arrisco mais. Esse erro não cometemos. Beatriz e eu jamais discutimos em viagem. Sabemos o quanto nossa paz é cara.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/1/viajarcom-casal-de-amigos



No texto "Viajar com casal de amigos", de Fabrício Carpinejar, é possível observar o uso de palavras que apresentam correspondência direta ou indireta entre letras e fonemas. Analise as palavras destacadas no trecho a seguir:

"Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos."

Sobre a relação entre letra e fonema nas palavras dessa frase, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3106489 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Viajar com casal de amigos


Eu não viajo com outros casais. É minha regra inviolável de turismo. Há grandes chances de causarem incômodo.


Sempre que viajei com par de amigos, eles brigaram e boicotaram o luxo das minhas férias.


Decidi ser egoísta. O que você economiza no rateio de gasolina e divisão de gastos será pulverizado pelos prejuízos na saúde emocional.


Estou com Beatriz em uma praia paradisíaca, ansioso para me deitar numa cadeira em frente ao mar, e precisamos, de repente, intervir como escudo contra ofensas. Perdemos uma diária astronômica do hotel com aborrecimentos alheios.


Não há como abandoná-los enquanto nos divertimos. Existe um senso de solidariedade de equipe, já que viemos juntos.


Os arrulhos dos pombinhos na ida se transformam em crocitos de urubus durante a hospedagem.


O que deveria ser leve, com drinks e mergulhos, vira martírio. Eu falo com o marido litigante, Beatriz com a esposa emburrada, e ainda precisamos juntar versões e atuar como cupidos. É como liberar dois reféns confinados nas almas dos próprios sequestradores.


Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos. Em vez de resolverem em privado, fazem questão de espalhar o ódio.


Ao encontrar plateia, demoram mais para resolver. Tiram proveito da nossa atenção para lavar roupas sujas e revisitar crises do passado.


O café da manhã costuma ser o palco preferido das dissidências. Chegamos animados, e um deles não responde, não diz nada. É o sinal da tempestade de nervos que estragará a temporada.


Não me arrisco mais. Esse erro não cometemos. Beatriz e eu jamais discutimos em viagem. Sabemos o quanto nossa paz é cara.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/1/viajarcom-casal-de-amigos



No texto "Viajar com casal de amigos", de Fabrício Carpinejar, a seguinte frase é um exemplo de período composto por subordinação:

"O que deveria ser leve, com drinks e mergulhos, vira martírio."

Assinale a alternativa que analisa corretamente a estrutura sintática da oração subordinada presente no período:
Alternativas
Q3106477 Português
A Matemática do Troco no Ônibus


Eu estava no ônibus, a caminho da escola, aproveitando o tempo para revisar os cálculos da prova de Matemática. Afinal, sempre tem aquele probleminha surpresa que pega qualquer aluno desprevenido. Mas, como diz minha avó, "quem procura, acha" — e eu acabei achando um problema de Matemática antes mesmo de chegar à escola.

No meio do percurso, entrou uma mulher de expressão fechada. Ela foi até a cobradora e entregou uma nota de cinco reais para pagar a passagem de quatro e vinte. Simples, pensei eu, um troco de oitenta centavos. A cobradora, cordial, perguntou se ela teria uma moedinha de vinte e cinco centavos para facilitar e devolver um real. "Não", respondeu a mulher, parada na catraca, imóvel. A cobradora insistiu: "Então deixa por cinco reais, pra facilitar...". Mas a mulher exigiu seus oitenta centavos.

"Eu não tenho moedas abaixo de um real agora", explicou a cobradora, já sem paciência. A mulher respondeu: "Problema seu! Quero meus oitenta centavos!". Exasperada, a cobradora sugeriu, misturando humor e cansaço: "Quer que eu pare o ônibus pra descer e procurar troco ou faça um abracadabra pra conseguir as moedas?" A mulher se indignou ainda mais, chamando a cobradora de atrevida.

Antes de descobrir o desfecho, o ônibus chegou ao meu ponto. Desci com a cabeça cheia de números e a sensação de que, de alguma forma, até treinei aritmética com o conflito dos oitenta centavos.

Autor Desconhecido - Texto Adaptado

https://www.000dlx.com.br/cronicas-curtas-para-escola.php
Em "A cobradora, cordial, perguntou se ela teria uma moedinha de vinte e cinco centavos para facilitar e devolver um real" a oração "se ela teria uma moedinha de vinte e cinco centavos" é classificada como:
Alternativas
Q3106476 Português
A Matemática do Troco no Ônibus


Eu estava no ônibus, a caminho da escola, aproveitando o tempo para revisar os cálculos da prova de Matemática. Afinal, sempre tem aquele probleminha surpresa que pega qualquer aluno desprevenido. Mas, como diz minha avó, "quem procura, acha" — e eu acabei achando um problema de Matemática antes mesmo de chegar à escola.

No meio do percurso, entrou uma mulher de expressão fechada. Ela foi até a cobradora e entregou uma nota de cinco reais para pagar a passagem de quatro e vinte. Simples, pensei eu, um troco de oitenta centavos. A cobradora, cordial, perguntou se ela teria uma moedinha de vinte e cinco centavos para facilitar e devolver um real. "Não", respondeu a mulher, parada na catraca, imóvel. A cobradora insistiu: "Então deixa por cinco reais, pra facilitar...". Mas a mulher exigiu seus oitenta centavos.

"Eu não tenho moedas abaixo de um real agora", explicou a cobradora, já sem paciência. A mulher respondeu: "Problema seu! Quero meus oitenta centavos!". Exasperada, a cobradora sugeriu, misturando humor e cansaço: "Quer que eu pare o ônibus pra descer e procurar troco ou faça um abracadabra pra conseguir as moedas?" A mulher se indignou ainda mais, chamando a cobradora de atrevida.

Antes de descobrir o desfecho, o ônibus chegou ao meu ponto. Desci com a cabeça cheia de números e a sensação de que, de alguma forma, até treinei aritmética com o conflito dos oitenta centavos.

Autor Desconhecido - Texto Adaptado

https://www.000dlx.com.br/cronicas-curtas-para-escola.php
No texto "A Matemática do Troco no Ônibus", o autor narra uma situação que envolve um conflito sobre o troco da passagem. A cobradora sugere que a passageira pague cinco reais "para facilitar" e, ao perceber que não possui moedas para devolver o troco exato, utiliza uma resposta com humor e impaciência. Com base na interpretação do texto, assinale a alternativa que melhor descreve o efeito de sentido criado pela resposta da cobradora ao mencionar "abracadabra".
Alternativas
Q3106474 Português
A Matemática do Troco no Ônibus


Eu estava no ônibus, a caminho da escola, aproveitando o tempo para revisar os cálculos da prova de Matemática. Afinal, sempre tem aquele probleminha surpresa que pega qualquer aluno desprevenido. Mas, como diz minha avó, "quem procura, acha" — e eu acabei achando um problema de Matemática antes mesmo de chegar à escola.

No meio do percurso, entrou uma mulher de expressão fechada. Ela foi até a cobradora e entregou uma nota de cinco reais para pagar a passagem de quatro e vinte. Simples, pensei eu, um troco de oitenta centavos. A cobradora, cordial, perguntou se ela teria uma moedinha de vinte e cinco centavos para facilitar e devolver um real. "Não", respondeu a mulher, parada na catraca, imóvel. A cobradora insistiu: "Então deixa por cinco reais, pra facilitar...". Mas a mulher exigiu seus oitenta centavos.

"Eu não tenho moedas abaixo de um real agora", explicou a cobradora, já sem paciência. A mulher respondeu: "Problema seu! Quero meus oitenta centavos!". Exasperada, a cobradora sugeriu, misturando humor e cansaço: "Quer que eu pare o ônibus pra descer e procurar troco ou faça um abracadabra pra conseguir as moedas?" A mulher se indignou ainda mais, chamando a cobradora de atrevida.

Antes de descobrir o desfecho, o ônibus chegou ao meu ponto. Desci com a cabeça cheia de números e a sensação de que, de alguma forma, até treinei aritmética com o conflito dos oitenta centavos.

Autor Desconhecido - Texto Adaptado

https://www.000dlx.com.br/cronicas-curtas-para-escola.php
No trecho "Quer QUE eu pare o ônibus pra descer e procurar troco ou faça um abracadabra pra conseguir as moedas?" a palavra "QUE" é classificada, no contexto em que foi empregada, como:
Alternativas
Q3103438 Português
Relacione gênero textual (Coluna 1) com exemplos de textos (Coluna 2).

Coluna 1
(1) Narração.
(2) Injunção.
(3) Descrição.
(4) Exposição.
Coluna 2
( ) Currículo.
( ) Entrevista.
( ) Romance.
( ) Regulamento.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses?
Alternativas
Q3103437 Português
Assinale a alternativa IMPROCEDENTE sobre variação linguística.
Alternativas
Q3103328 Inglês
TEXT:


How students can make rapid progress by reading
independently


By Stephanie Hirshman
January 2, 2024



Let me start with a true story. When I was seven years old, my family spent a year in France, and I had to go to school there. The only thing was, I didn’t speak French. Luckily my mother was fluent in that language, and she set out to prepare me a few months before we left. Armed only with a second-hand copy of a little picture book called Totor et Tristan, she sat me down on the sofa with her a few times a week for around 10 minutes. Sometimes she read the book to me while I followed the text silently and sometimes I had to read a page myself. She asked me questions in French and I answered in French, or she corrected my pronunciation. That was it.


My first day at school in France was memorable for many reasons, but one of these was that I was the only child in a class of native French speakers to score 100% on our first spelling test! Everyone was amazed, me most of all because I didn’t even know what most of the words meant.


So, what made this possible? I think it was reading with my mother – I guess had read more in French than my classmates and thus was able to recognize the tricky relationship between sound and spelling. My confidence was sky high and I was fluent within four months.


Exploring a written text for fun, on your own terms, is called extensive reading, and teachers can support their students to realize its many benefits.


Graded readers


Graded readers are books which have been adapted to be suitable for specific levels of language learners to enjoy. They can be classics (The Phantom of the Opera), film adaptations (Rain Man) or original works of fiction or non-fiction. They can be purchased online or at bookshops, or you can obtain them from libraries or even find some on websites.


There are many reasons for making them available to students. First, reading is fun. It’s also magic learning. Students who have a sustained habit of extensive reading see improvements in a range of areas: lexical, grammatical and spelling as well as reading speed, which is vital for success in academic and work contexts. Being able to select their own reading material gives students a sense of ownership.


Choosing a book


It’s helpful if a teacher initially introduces students to graded readers and explains how to choose and use them. Students should examine both covers carefully, using the picture and the blurb to determine the genre and read a basic description of the story. Additional information can be found inside the book, in the Introduction.


While it’s not necessary to have 100% comprehension of the text, choosing a book which is too difficult or too easy will not lead to an enjoyable experience. Most books are labelled with a level, but no two intermediate readers will have the same needs. Therefore, a simple test can be performed: the student should choose one page at random and read it to see how many unknown words they encounter. If the answer is seven or fewer, this book will be suitable. More than seven, and it’ll be too hard to get a good flow going when reading.



Activities


While students are reading, they should try to work out the meaning of unfamiliar items from context. They should also be made aware of the Glossary at the back of some books and, of course, they can use a dictionary if they really need to. However, some items do notreally need further exploration - making decisions about what’s important and what’s not is an important skill for language learners. Some books also have comprehension questions at the back.


However, the main aim is to get into and enjoy the story without lots of interruptions and checks. Encourage students to read ten minutes a day on a regular basis (perhaps in bed or while commuting). Results will not be immediate, but within a few weeks, students should recognize the improvements.


Conclusion


A collection of readers is well worth investing in. Be creative when looking for material – why not try a graphic novel? Even authentic texts not intended for language learners can be worthwhile for advanced students or those with a special interest in or knowledge of a topic.


Adapted from: https://www.linguahouse.com/blog/post/how-students-can-make-rapid-progress-by-reading-independently
Acesso em 04/11/2024

  No trecho: “Students should examine both covers carefully, using the picture and the blurb to determine the genre and read a basic description of the story”, o termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo de significado, por: 
Alternativas
Q3103327 Inglês
TEXT:


How students can make rapid progress by reading
independently


By Stephanie Hirshman
January 2, 2024



Let me start with a true story. When I was seven years old, my family spent a year in France, and I had to go to school there. The only thing was, I didn’t speak French. Luckily my mother was fluent in that language, and she set out to prepare me a few months before we left. Armed only with a second-hand copy of a little picture book called Totor et Tristan, she sat me down on the sofa with her a few times a week for around 10 minutes. Sometimes she read the book to me while I followed the text silently and sometimes I had to read a page myself. She asked me questions in French and I answered in French, or she corrected my pronunciation. That was it.


My first day at school in France was memorable for many reasons, but one of these was that I was the only child in a class of native French speakers to score 100% on our first spelling test! Everyone was amazed, me most of all because I didn’t even know what most of the words meant.


So, what made this possible? I think it was reading with my mother – I guess had read more in French than my classmates and thus was able to recognize the tricky relationship between sound and spelling. My confidence was sky high and I was fluent within four months.


Exploring a written text for fun, on your own terms, is called extensive reading, and teachers can support their students to realize its many benefits.


Graded readers


Graded readers are books which have been adapted to be suitable for specific levels of language learners to enjoy. They can be classics (The Phantom of the Opera), film adaptations (Rain Man) or original works of fiction or non-fiction. They can be purchased online or at bookshops, or you can obtain them from libraries or even find some on websites.


There are many reasons for making them available to students. First, reading is fun. It’s also magic learning. Students who have a sustained habit of extensive reading see improvements in a range of areas: lexical, grammatical and spelling as well as reading speed, which is vital for success in academic and work contexts. Being able to select their own reading material gives students a sense of ownership.


Choosing a book


It’s helpful if a teacher initially introduces students to graded readers and explains how to choose and use them. Students should examine both covers carefully, using the picture and the blurb to determine the genre and read a basic description of the story. Additional information can be found inside the book, in the Introduction.


While it’s not necessary to have 100% comprehension of the text, choosing a book which is too difficult or too easy will not lead to an enjoyable experience. Most books are labelled with a level, but no two intermediate readers will have the same needs. Therefore, a simple test can be performed: the student should choose one page at random and read it to see how many unknown words they encounter. If the answer is seven or fewer, this book will be suitable. More than seven, and it’ll be too hard to get a good flow going when reading.



Activities


While students are reading, they should try to work out the meaning of unfamiliar items from context. They should also be made aware of the Glossary at the back of some books and, of course, they can use a dictionary if they really need to. However, some items do notreally need further exploration - making decisions about what’s important and what’s not is an important skill for language learners. Some books also have comprehension questions at the back.


However, the main aim is to get into and enjoy the story without lots of interruptions and checks. Encourage students to read ten minutes a day on a regular basis (perhaps in bed or while commuting). Results will not be immediate, but within a few weeks, students should recognize the improvements.


Conclusion


A collection of readers is well worth investing in. Be creative when looking for material – why not try a graphic novel? Even authentic texts not intended for language learners can be worthwhile for advanced students or those with a special interest in or knowledge of a topic.


Adapted from: https://www.linguahouse.com/blog/post/how-students-can-make-rapid-progress-by-reading-independently
Acesso em 04/11/2024

No trecho “While students are reading, they should try to work out the meaning of unfamiliar items from context”, o phrasal verb destacado tem como definição:
Alternativas
Q3103326 Inglês
TEXT:


How students can make rapid progress by reading
independently


By Stephanie Hirshman
January 2, 2024



Let me start with a true story. When I was seven years old, my family spent a year in France, and I had to go to school there. The only thing was, I didn’t speak French. Luckily my mother was fluent in that language, and she set out to prepare me a few months before we left. Armed only with a second-hand copy of a little picture book called Totor et Tristan, she sat me down on the sofa with her a few times a week for around 10 minutes. Sometimes she read the book to me while I followed the text silently and sometimes I had to read a page myself. She asked me questions in French and I answered in French, or she corrected my pronunciation. That was it.


My first day at school in France was memorable for many reasons, but one of these was that I was the only child in a class of native French speakers to score 100% on our first spelling test! Everyone was amazed, me most of all because I didn’t even know what most of the words meant.


So, what made this possible? I think it was reading with my mother – I guess had read more in French than my classmates and thus was able to recognize the tricky relationship between sound and spelling. My confidence was sky high and I was fluent within four months.


Exploring a written text for fun, on your own terms, is called extensive reading, and teachers can support their students to realize its many benefits.


Graded readers


Graded readers are books which have been adapted to be suitable for specific levels of language learners to enjoy. They can be classics (The Phantom of the Opera), film adaptations (Rain Man) or original works of fiction or non-fiction. They can be purchased online or at bookshops, or you can obtain them from libraries or even find some on websites.


There are many reasons for making them available to students. First, reading is fun. It’s also magic learning. Students who have a sustained habit of extensive reading see improvements in a range of areas: lexical, grammatical and spelling as well as reading speed, which is vital for success in academic and work contexts. Being able to select their own reading material gives students a sense of ownership.


Choosing a book


It’s helpful if a teacher initially introduces students to graded readers and explains how to choose and use them. Students should examine both covers carefully, using the picture and the blurb to determine the genre and read a basic description of the story. Additional information can be found inside the book, in the Introduction.


While it’s not necessary to have 100% comprehension of the text, choosing a book which is too difficult or too easy will not lead to an enjoyable experience. Most books are labelled with a level, but no two intermediate readers will have the same needs. Therefore, a simple test can be performed: the student should choose one page at random and read it to see how many unknown words they encounter. If the answer is seven or fewer, this book will be suitable. More than seven, and it’ll be too hard to get a good flow going when reading.



Activities


While students are reading, they should try to work out the meaning of unfamiliar items from context. They should also be made aware of the Glossary at the back of some books and, of course, they can use a dictionary if they really need to. However, some items do notreally need further exploration - making decisions about what’s important and what’s not is an important skill for language learners. Some books also have comprehension questions at the back.


However, the main aim is to get into and enjoy the story without lots of interruptions and checks. Encourage students to read ten minutes a day on a regular basis (perhaps in bed or while commuting). Results will not be immediate, but within a few weeks, students should recognize the improvements.


Conclusion


A collection of readers is well worth investing in. Be creative when looking for material – why not try a graphic novel? Even authentic texts not intended for language learners can be worthwhile for advanced students or those with a special interest in or knowledge of a topic.


Adapted from: https://www.linguahouse.com/blog/post/how-students-can-make-rapid-progress-by-reading-independently
Acesso em 04/11/2024

Dentre as concepções metodológicas referentes ao processo de ensino e aprendizagem de língua inglesa, aquela que está alinhada com a experiência relatada pela autora no início do texto, ao relatar a forma como sua mãe lhe preparou para passar um ano na França, é a concepção chamada:
Alternativas
Q3103325 Inglês
TEXT:


How students can make rapid progress by reading
independently


By Stephanie Hirshman
January 2, 2024



Let me start with a true story. When I was seven years old, my family spent a year in France, and I had to go to school there. The only thing was, I didn’t speak French. Luckily my mother was fluent in that language, and she set out to prepare me a few months before we left. Armed only with a second-hand copy of a little picture book called Totor et Tristan, she sat me down on the sofa with her a few times a week for around 10 minutes. Sometimes she read the book to me while I followed the text silently and sometimes I had to read a page myself. She asked me questions in French and I answered in French, or she corrected my pronunciation. That was it.


My first day at school in France was memorable for many reasons, but one of these was that I was the only child in a class of native French speakers to score 100% on our first spelling test! Everyone was amazed, me most of all because I didn’t even know what most of the words meant.


So, what made this possible? I think it was reading with my mother – I guess had read more in French than my classmates and thus was able to recognize the tricky relationship between sound and spelling. My confidence was sky high and I was fluent within four months.


Exploring a written text for fun, on your own terms, is called extensive reading, and teachers can support their students to realize its many benefits.


Graded readers


Graded readers are books which have been adapted to be suitable for specific levels of language learners to enjoy. They can be classics (The Phantom of the Opera), film adaptations (Rain Man) or original works of fiction or non-fiction. They can be purchased online or at bookshops, or you can obtain them from libraries or even find some on websites.


There are many reasons for making them available to students. First, reading is fun. It’s also magic learning. Students who have a sustained habit of extensive reading see improvements in a range of areas: lexical, grammatical and spelling as well as reading speed, which is vital for success in academic and work contexts. Being able to select their own reading material gives students a sense of ownership.


Choosing a book


It’s helpful if a teacher initially introduces students to graded readers and explains how to choose and use them. Students should examine both covers carefully, using the picture and the blurb to determine the genre and read a basic description of the story. Additional information can be found inside the book, in the Introduction.


While it’s not necessary to have 100% comprehension of the text, choosing a book which is too difficult or too easy will not lead to an enjoyable experience. Most books are labelled with a level, but no two intermediate readers will have the same needs. Therefore, a simple test can be performed: the student should choose one page at random and read it to see how many unknown words they encounter. If the answer is seven or fewer, this book will be suitable. More than seven, and it’ll be too hard to get a good flow going when reading.



Activities


While students are reading, they should try to work out the meaning of unfamiliar items from context. They should also be made aware of the Glossary at the back of some books and, of course, they can use a dictionary if they really need to. However, some items do notreally need further exploration - making decisions about what’s important and what’s not is an important skill for language learners. Some books also have comprehension questions at the back.


However, the main aim is to get into and enjoy the story without lots of interruptions and checks. Encourage students to read ten minutes a day on a regular basis (perhaps in bed or while commuting). Results will not be immediate, but within a few weeks, students should recognize the improvements.


Conclusion


A collection of readers is well worth investing in. Be creative when looking for material – why not try a graphic novel? Even authentic texts not intended for language learners can be worthwhile for advanced students or those with a special interest in or knowledge of a topic.


Adapted from: https://www.linguahouse.com/blog/post/how-students-can-make-rapid-progress-by-reading-independently
Acesso em 04/11/2024

De acordo com a autora do texto, o estudante terá uma experiência mais agradável se escolher um livro cujo texto:
Alternativas
Q3103324 Inglês
TEXT:


How students can make rapid progress by reading
independently


By Stephanie Hirshman
January 2, 2024



Let me start with a true story. When I was seven years old, my family spent a year in France, and I had to go to school there. The only thing was, I didn’t speak French. Luckily my mother was fluent in that language, and she set out to prepare me a few months before we left. Armed only with a second-hand copy of a little picture book called Totor et Tristan, she sat me down on the sofa with her a few times a week for around 10 minutes. Sometimes she read the book to me while I followed the text silently and sometimes I had to read a page myself. She asked me questions in French and I answered in French, or she corrected my pronunciation. That was it.


My first day at school in France was memorable for many reasons, but one of these was that I was the only child in a class of native French speakers to score 100% on our first spelling test! Everyone was amazed, me most of all because I didn’t even know what most of the words meant.


So, what made this possible? I think it was reading with my mother – I guess had read more in French than my classmates and thus was able to recognize the tricky relationship between sound and spelling. My confidence was sky high and I was fluent within four months.


Exploring a written text for fun, on your own terms, is called extensive reading, and teachers can support their students to realize its many benefits.


Graded readers


Graded readers are books which have been adapted to be suitable for specific levels of language learners to enjoy. They can be classics (The Phantom of the Opera), film adaptations (Rain Man) or original works of fiction or non-fiction. They can be purchased online or at bookshops, or you can obtain them from libraries or even find some on websites.


There are many reasons for making them available to students. First, reading is fun. It’s also magic learning. Students who have a sustained habit of extensive reading see improvements in a range of areas: lexical, grammatical and spelling as well as reading speed, which is vital for success in academic and work contexts. Being able to select their own reading material gives students a sense of ownership.


Choosing a book


It’s helpful if a teacher initially introduces students to graded readers and explains how to choose and use them. Students should examine both covers carefully, using the picture and the blurb to determine the genre and read a basic description of the story. Additional information can be found inside the book, in the Introduction.


While it’s not necessary to have 100% comprehension of the text, choosing a book which is too difficult or too easy will not lead to an enjoyable experience. Most books are labelled with a level, but no two intermediate readers will have the same needs. Therefore, a simple test can be performed: the student should choose one page at random and read it to see how many unknown words they encounter. If the answer is seven or fewer, this book will be suitable. More than seven, and it’ll be too hard to get a good flow going when reading.



Activities


While students are reading, they should try to work out the meaning of unfamiliar items from context. They should also be made aware of the Glossary at the back of some books and, of course, they can use a dictionary if they really need to. However, some items do notreally need further exploration - making decisions about what’s important and what’s not is an important skill for language learners. Some books also have comprehension questions at the back.


However, the main aim is to get into and enjoy the story without lots of interruptions and checks. Encourage students to read ten minutes a day on a regular basis (perhaps in bed or while commuting). Results will not be immediate, but within a few weeks, students should recognize the improvements.


Conclusion


A collection of readers is well worth investing in. Be creative when looking for material – why not try a graphic novel? Even authentic texts not intended for language learners can be worthwhile for advanced students or those with a special interest in or knowledge of a topic.


Adapted from: https://www.linguahouse.com/blog/post/how-students-can-make-rapid-progress-by-reading-independently
Acesso em 04/11/2024

De acordo com o texto, a leitura extensiva é definida como o ato de ler:
Alternativas
Q3103323 Português
Leia o texto a seguir:


Protesto tímido


Fernando Sabino


        Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

       Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abandonado.

      Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatrulha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém tomava conhecimento da existência do menino.

      Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?   


(....)


     Vinte e cinco milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado. Não temos disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas estamos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, conquistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte.


      Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.

 No texto anterior, predomina a função da linguagem:
Alternativas
Q3103322 Português
Leia o texto a seguir:


Protesto tímido


Fernando Sabino


        Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

       Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abandonado.

      Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatrulha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém tomava conhecimento da existência do menino.

      Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?   


(....)


     Vinte e cinco milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado. Não temos disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas estamos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, conquistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte.


      Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.

No texto, lê-se o seguinte trecho: “Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens” (5º parágrafo). A citação de Dickens constitui uma referência:
Alternativas
Q3103321 Português
Leia o texto a seguir:


Protesto tímido


Fernando Sabino


        Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

       Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abandonado.

      Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatrulha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém tomava conhecimento da existência do menino.

      Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?   


(....)


     Vinte e cinco milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado. Não temos disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas estamos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, conquistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte.


      Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.

O texto “Protesto tímido” é um exemplo de:
Alternativas
Q3103320 Português
Leia o texto a seguir:


Protesto tímido


Fernando Sabino


        Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

       Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abandonado.

      Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatrulha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém tomava conhecimento da existência do menino.

      Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?   


(....)


     Vinte e cinco milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado. Não temos disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas estamos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, conquistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte.


      Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.

O título “Protesto tímido” pode ser explicado:
Alternativas
Q3103319 Português
Leia o texto a seguir:


Protesto tímido


Fernando Sabino


        Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

       Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abandonado.

      Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatrulha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém tomava conhecimento da existência do menino.

      Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?   


(....)


     Vinte e cinco milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado. Não temos disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas estamos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, conquistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte.


      Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.

O texto anterior tece uma crítica contundente:
Alternativas
Q3103254 Matemática
A nota final dos candidatos em um concurso público é calculada segundo uma média ponderada das notas obtidas pelos candidatos. A tabela a seguir mostra os pesos atribuídos às notas de todas as quatro provas presentes nesse concurso.


Imagem associada para resolução da questão


Na tabela a seguir, temos as notas que Mateus obteve em algumas provas.


Imagem associada para resolução da questão


Se a nota final de Mateus foi 6,6, sua nota na prova de Conhecimentos Específicos foi igual a:
Alternativas
Respostas
6841: A
6842: B
6843: C
6844: D
6845: B
6846: B
6847: A
6848: A
6849: C
6850: D
6851: C
6852: A
6853: D
6854: B
6855: D
6856: B
6857: B
6858: C
6859: A
6860: A