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Considere que um paciente hipertenso de 80 anos de idade submetido à colecistectomia tenha apresentado fibrilação atrial no 2.º dia de pós-operatório, com reversão espontânea após cerca de 12 horas. Nesse caso, está contraindicada a anticoagulação, uma vez que se trata de fibrilação atrial pós-operatória com baixo risco de eventos cardioembólicos.
Considere que um paciente de 70 anos de idade tenha sido submetido recentemente a cateterismo eletivo seguido por angioplastia com stent farmacológico de segunda geração; considere, ainda, que ele necessite de polipectomia colônica por suspeita da adenocarcinoma de cólon. Nessa situação hipotética, o paciente deve aguardar pelo menos 6 meses para a realização do procedimento, devido à necessidade de interrupção de dupla antiagregação plaquetária (DAPT).
A ressonância magnética cardíaca pode auxiliar no diagnóstico de causas mais raras de insuficiência cardíaca de fração de ejeção preservada, como a amiloidose e a doença de Fabry, sendo o padrão de realce tardio característico da primeira o subendocárdico circunferencial e o da segunda, o mesocárdico na parede inferolateral.
Em pacientes com insuficiência cardíaca, a presença de fibrose identificada por meio de realce tardio na ressonância magnética cardíaca é fator de risco para arritmias ventriculares graves por mecanismo de reentrada.
Em pacientes com insuficiência cardíaca de etiologia a esclarecer, testes genéticos por sequenciamento de nova geração (NGS) podem identificar mutações sarcoméricas, as quais podem levar a cardiomiopatias tanto dilatadas quanto hipertróficas.
Para a investigação de pacientes de alto risco cardiovascular, o broncoespasmo em atividade é uma contraindicação absoluta para a realização de cintilografia perfusional miocárdica com prova farmacológica com dipiridamol.
Um teste cardiopulmonar de exercício está indicado em paciente pós-síndrome respiratória aguda, como a covid-19, para investigação de fadiga crônica.
Julgue o item subsequente, relativos à investigação de doenças cardiovasculares e aos métodos diagnósticos em cardiologia clínica.
Em paciente do sexo masculino de 30 anos de idade, assintomático, sem fatores de risco cardiovascular, deve ser realizado um teste ergométrico para liberação de início de programa de atividade física de intensidade moderada e para prevenção de doenças cardiovasculares.
Em pacientes assintomáticos sem fatores de risco cardiovascular, os exames de eletrocardiografia convencional em repouso (ECG), eletrocardiografia dinâmica (holter) e eletrocardiografia de esforço (teste ergométrico) podem ser realizados por qualquer profissional de saúde, desde que devidamente capacitado.
Para a investigação de síncope relacionada ao esforço físico por provável etiologia arritmogênica, indica-se o teste ergométrico em ambiente hospitalar.
Na estratificação de risco cardiovascular da mulher, é necessário incluir a avaliação de antecedentes ginecológicos, sendo a menarca precoce e a síndrome dos ovários policísticos consideradas fatores de risco cardiovascular adicionais.
Em pacientes do sexo feminino com baixos níveis de hormônios androgênios, a terapia de reposição de testosterona com vistas a alcançar níveis de testosterona sanguínea próximos aos da pré-menopausa é indicada para melhoria da saúde cardiometabólica e prevenção de eventos cardiovasculares.
Mulheres na pós-menopausa têm tendência a atingir níveis mais elevados de lipoproteína (a) em comparação com mulheres na perimenopausa, o que, além de favorecer a formação e a progressão das placas ateroscleróticas, resulta em maior prevalência de lipoproteína (a) elevada em mulheres do que em homens após os 50 anos de idade.
A menopausa precoce está associada ao aumento da probabilidade de doenças cardiovasculares em mulheres por mecanismos que envolvem múltiplos fatores de risco para doença cardiovascular aterosclerótica.
Na transição menopausática, há aumento do risco de depressão, transtorno de ansiedade e estresse crônico, mas este, diferentemente da depressão e do transtorno de ansiedade, não exerce influência no processo de formação e progressão da placa aterosclerótica.
Nos elevadores com motores de tração de corrente alternada, a variação da frequência de alimentação altera diretamente a velocidade de rotação do motor.
Motores de corrente contínua, especialmente em velocidades variáveis, são mais eficientes que motores de corrente alternada combinados com inversores de frequência.
No projeto de elevadores com máquinas de tração sem engrenagem, deve-se priorizar o uso de motores de corrente contínua, devido à sua capacidade de controle preciso da velocidade.
A rotação do eixo de motores elétricos faz com que sejam induzidas tensões nos fios condutores do rotor, conforme estabelece a lei Kirchhoff.
Os motores elétricos de corrente alternada podem apresentar de um a três rotores, os quais podem estar submetidos a tensões monofásicas, bifásicas ou trifásicas.