Questões de Concurso
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A paciente apresenta diparesia espástica e GMFCS 2, demonstrando baixa habilidade para correr e pular.
O desenvolvimento motor se dá craniocaudalmente, sendo o sustento cefálico por volta de 4 meses, o sentar sem apoio aos 7 meses e o andar sem apoio por volta dos 15 meses de vida.
Em pacientes com lesão medular alta e pouco ganho motor em terapias físicas, a cirurgia de transposição de tendão permite ganho de função por meio de mobilidade do punho, e a cirurgia de neurotização pode ser utilizada de forma complementar, com ganho de destreza.
A escala de medida de independência funcional tem utilidade limitada na evolução desses pacientes, por não haver comprometimento cognitivo na fisiopatologia da lesão medular.
O DN-4 apresenta-se como importante ferramenta de rastreio da dor neuropática nessa população, sendo de fácil aplicação, diferentemente da Escala Lans que envolve caracterização dos sintomas e exame de sensibilidade, e a gabapentina apresenta-se como boa opção terapêutica nesse caso.
A ossificação heterotópica tem uma incidência maior no primeiro ano após a lesão medular, sendo a articulação do quadril mais comumente afetada, e o diagnóstico precoce é um modificador de prognóstico quanto à mobilidade.
A abordagem da disfunção erétil deve estar entre as prioridades no tratamento da lesão medular, considerando sua natureza biopsicossocial e o impacto na qualidade de vida desses pacientes.
O diagnóstico de depressão é hiperestimada nessa população, apresentando ainda menores resultados com a introdução de inibidores de receptação de serotonina.
O paciente pode cursar com comprometimento ventilatório, tendo em vista que o nervo diafragma é composto pelas raízes de C3, C4 e C5.
O paciente apresenta-se provavelmente em episódio de disreflexia autonômica, tendo a indicação de nifedipina VO imediatamente.
A esclerose tuberosa é uma facomatose autossômica recessiva que possui, como achado típico do sistema nervoso central, os nódulos subependimários.
A hiperreflexia do detrusor refere-se a uma dificuldade de se iniciar a micção, com a interrupção do fluxo e a presença de urina residual significativa, podendo evoluir para a incontinência por transbordamento.
A sinostose metópica, também conhecida como trigonocefalia, pode estar relacionada com uma anomalia no cromossomo 19.
A neuralgia do trigêmeo é a síndrome de compressão neurovascular mais comum.
O espasmo hemifacial e o mioclônus palatal são os únicos distúrbios motores involuntários que persistem durante o sono.
Pacientes epilépticos cujas crises possuem origem temporal não possuem indicação de tratamento cirúrgico em caso de refratariedade ao tratamento medicamentoso.
Em uma fase mais tardia, a paciente pode evoluir para abscesso cerebral ou trombose venosa cerebral por causa da progressão da infecção.
Após a coleta dos exames culturais, deve-se realizar o escalonamento da antibioticoterapia em uso, em razão do comprometimento do sistema nervoso central.
A coleta de líquor para análises de rotina e culturais não está indicada, visto que se trata de uma mastoidite complicada.
O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 96 horas após o ictus, com vistas a diminuir o risco de ressangramento e de complicações referentes ao período do vasoespasmo.