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Q1674224 Medicina
Um homem de 55 anos de idade, natural e procedente do estado do Pará, com paraplegia espástica C5 AIS C por queda de dois metros do telhado, em 7 de janeiro de 2020, comparece ao consultório com queixa de dor em choque e queimação em membros inferiores, com sensação de frio e dolorosa, às vezes constante, mas de intensidade variável, com piora quando tem frio e melhora quando não passa por períodos de estresse, com pouca melhora com AINH ou dipirona. Também se queixa de edema e prurido em membros inferiores. Refere algumas perdas urinárias, atualmente esporádicas, até que foi orientado, em sua cidade, a passar sondagem vesical de alívio por pelo menos quatro vezes ao dia. Apresenta-se com PA = 150 mmHg x90 mmHg, FC = 115 bpm, FR = 16 irpm, SatO2 = 99% e rubor facial. Verificam-se panturrilhas sem sinais de empastamento e pulsos pediosos presentes e simétricos. 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
O diagnóstico de depressão é hiperestimada nessa população, apresentando ainda menores resultados com a introdução de inibidores de receptação de serotonina.
Alternativas

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O tema central dessa questão é a relação entre depressão e pacientes com lesão medular, especificamente na avaliação da eficácia dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) nesse grupo.

Pacientes que sofrem de lesão medular frequentemente enfrentam desafios psicológicos significativos, incluindo o risco aumentado de depressão. Isso se deve tanto às mudanças físicas quanto às limitações funcionais impostas pela condição.

Justificativa para a alternativa correta (C - certo): Na prática clínica, há uma tendência a hiperestimar o diagnóstico de depressão em pacientes com lesão medular. Esse fenômeno ocorre em parte devido à sobreposição de sintomas físicos e emocionais que podem mimetizar ou exacerbar sintomas depressivos. Além disso, os tratamentos convencionais para depressão, como os ISRS, nem sempre mostram a mesma eficácia nesses pacientes devido a fatores como alteração no metabolismo e resposta ao tratamento. Diretrizes e evidências clínicas destacam que a abordagem terapêutica deve ser individualizada, e pode ser necessário adotar estratégias alternativas ou complementares.

Os ISRSs, como a fluoxetina e a sertralina, são geralmente a primeira linha para tratamento da depressão, mas estudos mostram que a resposta pode ser menor em pacientes com lesões medulares. Isso reforça a necessidade de monitoramento cuidadoso e ajuste de tratamento.

Análise de alternativas incorretas: Não aplicável, pois a questão forneceu apenas uma alternativa que já estava identificada como correta. Se houvesse alternativas adicionais, seria necessário justificar a inadequação de cada uma com base nas diretrizes médicas atuais.

Em resumo, é essencial que o médico compreenda a complexidade do manejo da depressão em pacientes com lesão medular, reconhecendo que a eficácia dos tratamentos convencionais pode variar e requer uma abordagem holística que considere o bem-estar físico e emocional do paciente.

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Comentários

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Essa afirmação é correta. Pacientes com paralisia, como o homem descrito no caso, frequentemente experimentam dor crônica, que pode ser acompanhada por sintomas depressivos. No entanto, diagnósticos de depressão podem ser superestimados nessa população, pois os sintomas podem estar mais relacionados à dor crônica e à incapacidade física do que à depressão real. Além disso, inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), que são comumente usados para tratar a depressão, podem não ser tão eficazes nesses pacientes. Isso pode acontecer porque a causa subjacente de seus sintomas pode ser mais física do que psicológica. Portanto, embora esses pacientes possam se beneficiar de tratamentos para a dor e reabilitação física, eles podem não responder da mesma forma à terapia com ISRS como alguém com depressão primária.

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