Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos corr...
A escala de medida de independência funcional tem utilidade limitada na evolução desses pacientes, por não haver comprometimento cognitivo na fisiopatologia da lesão medular.
Gabarito comentado
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Gabarito: E (Errado)
Tema central: A questão aborda a aplicação da Medida de Independência Funcional (MIF) em pacientes com lesão medular, confrontando seu valor na avaliação funcional, especialmente diante da ideia equivocada de que a ausência de déficit cognitivo limitaria seu uso nessa população.
Comentário didático:
A Medida de Independência Funcional (MIF) é uma escala amplamente utilizada na reabilitação de pacientes com lesão medular, pois avalia a autonomia em atividades básicas de vida diária (alimentação, higiene, locomoção, controle esfincteriano), bem como aspectos motores e cognitivos.
De acordo com as Diretrizes de Atenção à Pessoa com Lesão Medular do Ministério da Saúde, "O uso de escalas funcionais como a Medida de Independência Funcional facilita o processo de definição de metas, auxiliando os terapeutas ocupacionais na construção do projeto terapêutico".
É fundamental compreender que a fisiopatologia da lesão medular primariamente compromete a função motora e autonômica, porém déficits cognitivos podem ocorrer, principalmente em função do contexto social, estresse psicológico, alterações metabólicas e vasculares, e outras comorbidades associadas. Além disso, mesmo na ausência de alteração cognitiva, a avaliação funcional pelos domínios motores da MIF continua sendo indispensável — a utilidade da escala na evolução do paciente não depende exclusivamente do comprometimento cognitivo.
Análise da alternativa:
A afirmação da questão é errada porque desconsidera a real abrangência e aplicabilidade da MIF, que vai além do domínio cognitivo.
Mesmo em pacientes sem déficit cognitivo, a avaliação funcional motora é fundamental para o acompanhamento da rehabilitação, planejamento de condutas e monitoramento da independência.
Estratégia de prova:
A quase “pegadinha” da questão está em presumir que apenas déficits cognitivos justificam o uso da MIF, ignorando sua importância no acompanhamento de limitações físicas e funcionais. O candidato deve estar atento ao conceito amplo de “independência funcional”.
Referências: As recomendações acima estão de acordo com o Ministério da Saúde (Diretrizes de Atenção à Pessoa com Lesão Medular, seção sobre escalas funcionais) e são corroboradas por obras clássicas como o Tratado de Medicina de Reabilitação (Bolland/Rothstein).
Mensagem final:
A MIF é fundamental em todas as fases do cuidado ao paciente com lesão medular, seja no seguimento motor, seja captando possíveis déficits cognitivos. Domine esse conceito!
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