Foram encontradas 1.114 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3895958 Pedagogia
Uma atividade enriquecedora para a temática da igualdade racial é trabalhar com imagens que favoreçam a construção de uma autoimagem positiva. Devem ser selecionadas imagens do cotidiano que valorizem boas situações de trabalho, coragem, delicadeza nas relações humanas, protagonismo afirmativo e respeito. Em nenhuma delas os negros devem aparecer em posições subalternas, situações de pobreza ou descuido.

Fonte: Educação infantil e práticas promotoras de igualdade racial / [coordenação geral Hédio Silva Jr., Maria Aparecida Silva Bento, Silvia Pereira de Carvalho]. -- São Paulo : Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades - CEERT : Instituto Avisa lá Formação Continuada de Educadores, 2012.

Assinale a alternativa que destoa do que é proposto no texto.
Alternativas
Q3895957 Pedagogia
O Cuidador Escolar atua como um elo entre o estudante, os professores e os demais profissionais da escola, oferecendo o suporte necessário para que o discente possa participar ativamente das atividades pedagógicas. Dessa forma, no caso dos alunos com necessidades educacionais especiais, o cuidador:

I.Auxilia nos cuidados relacionados à higiene, à alimentação e à mobilidade, garantindo a permanência e a participação dos estudantes com deficiência nas atividades escolares.

II.É de fundamental importância para assegurar que os estudantes com necessidades educacionais especiais tenham acesso aos mesmos direitos e oportunidades educacionais que os demais educandos.

III.Deve assumir a responsabilidade pelo processo pedagógico do estudante, sempre substituindo o professor nas atividades escolares.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3895956 Pedagogia
A instituição de Educação Infantil deve garantir o acesso de todas as crianças, sem discriminação, aos diversos elementos da cultura que favorecem seu desenvolvimento e sua inserção social. Cumpre, assim, um papel socializador, promovendo o desenvolvimento da identidade infantil por meio de aprendizagens significativas e diversificadas, vivenciadas em situações de interação. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, o contexto descrito está associado ao ato de:
Alternativas
Q3895955 Pedagogia
A gestão de um ambiente educativo que tem como objetivo educar para a igualdade racial não é tarefa de uma pessoa só. Muitas são as dimensões que precisam ser pensadas para que uma real mudança de atitudes, procedimentos e conceitos em relação às desigualdades sejam implantadas em uma creche ou pré-escola. Dessa forma, considerando que o currículo é um conjunto de práticas pedagógicas, as Orientações Curriculares para a Valorização da Igualdade Racial na Educação Infantil pretendem colaborar para que os profissionais da Educação Infantil desenvolvam um olhar atento às atividades realizadas no cotidiano das instituições, para que elas sejam:
Alternativas
Q3895954 Legislação dos Municípios do Estado de São Paulo
Dentre as atribuições que são de competência apenas do município de Tremembé/SP, conforme a sua Lei Orgânica, Art. 4, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3895953 Pedagogia
A música na Educação Infantil mantém uma forte relação com o brincar, envolvendo gestos, movimentos, canto, dança e faz de conta. Esses jogos e brincadeiras musicais são expressões típicas da infância e contribuem para o desenvolvimento da coordenação, da linguagem e da socialização. As brincadeiras rítmico-musicais utilizadas pelos adultos para entreter e animar as crianças, como "Serra, serra, serrador, serra o papo do vovô", são denominadas:
Alternativas
Q3895952 Pedagogia
A adaptação escolar é o processo pelo qual o aluno se familiariza com um novo ambiente educacional, o que pode ocorrer ao ingressar na escola, mudar de turma ou de nível de ensino. Cada transição representa um desafio, sobretudo emocional, pois desperta sentimentos e reações únicas em cada criança. Para os pequenos, especialmente, o ingresso na escola marca o início de uma nova fase: um mundo maior e diferente do ambiente familiar, que pode gerar curiosidade, entusiasmo, mas também insegurança ou resistência, sobretudo em crianças com necessidades específicas de adaptação. Sobre esse processo, julgue os excertos a seguir:

I.Os pais são protagonistas na adaptação escolar da criança, sem sua presença ou apoio, esse momento torna-se mais difícil e desafiador.

II.A escola tem o papel de criar condições acolhedoras para que cada aluno, com suas particularidades, sinta-se parte do ambiente escolar.

Sobre os excertos, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3895945 Português
O emprego da crase é um dos tópicos mais complexos da norma-padrão. Com base nas regras e exceções sobre o uso da crase, assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está correto.
Alternativas
Q3895944 Português
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, implementado em 2009, buscou uniformizar a escrita entre os países lusófonos, alterando o uso de acentos, do hífen e ampliando o alfabeto oficial. Apesar das simplificações, algumas regras continuam exigindo atenção, especialmente nos casos de homônimos, ditongos e compostos prefixados.

Com base nas regras da nova ortografia, relacione corretamente as palavras da Coluna 01 às explicações correspondentes na Coluna 02.

Coluna 01

(__)Anti-inflamatório

(__)Veem

(__)Ideia

(__)Super-homem

(__)Autoescola

Coluna 02

I.Perde o acento no hiato ee, conforme a nova regra sobre o acento circunflexo.

II.O hífen é empregado porque o prefixo termina com a mesma letra que inicia o segundo elemento.

III.Não recebe hífen porque o prefixo termina em vogal diferente da que inicia o segundo elemento.

IV.Mantém o hífen por o segundo elemento iniciar com "h".

V.Perde o acento do ditongo aberto éi nas paroxítonas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3895943 Português
A colocação pronominal é regida por normas sintáticas e estilísticas que determinam a posição dos pronomes oblíquos átonos em relação ao verbo. Considerando as regras da norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que o uso da colocação pronominal está de acordo com a norma culta.
Alternativas
Q3895942 Português
As preposições são elementos essenciais na estrutura da frase, pois estabelecem relações de sentido entre os termos, indicando circunstâncias de tempo, lugar, causa, modo, distância, instrumento ou finalidade. Além disso, podem formar combinações e contrações com artigos, pronomes e advérbios, o que amplia sua função dentro da norma-padrão da língua portuguesa.

Analise as afirmativas a seguir e identifique em quais há uso e classificação correta das preposições.

I.O avião partiu de São Paulo às seis horas da manhã. — indica lugar de origem, logo trata-se de preposição de lugar.

II.Cortou o pão com a faca. — indica instrumento, configurando preposição de instrumento.

III.Estudou para ser aprovado no concurso. — expressa finalidade, logo é preposição de finalidade.

IV.A ponte fica a dois quilômetros daqui. — expressa tempo, logo é preposição de tempo.

V.Meu coração dói de saudade. — expressa causa, logo é preposição de causa.

Em quais afirmativas o uso e a classificação das preposições estão corretos?
Alternativas
Q3895941 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

Ao citar o romance Player Piano, o autor utiliza uma narrativa ficcional para refletir sobre dilemas contemporâneos.

Nesse contexto, a obra de Vonnegut é apresentada como:
Alternativas
Q3895940 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

O texto reflete sobre a dificuldade de prever o futuro, especialmente em um contexto social influenciado pelas inteligências artificiais.

Considerando essa discussão, o autor parece sugerir que o verdadeiro obstáculo das previsões tecnológicas está relacionado:
Alternativas
Q3895939 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

A reflexão sobre Vonnegut e a natureza humana mostra que a tecnologia, por mais avançada que seja, não altera certas características essenciais do homem.

Com base nessa ideia, qual é o principal ponto de equilíbrio proposto pelo autor para enfrentar os dilemas do progresso?
Alternativas
Q3895938 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

No desenvolvimento argumentativo, o autor menciona o "paradoxo do progresso", relacionando-o à essência humana.

A partir dessa ideia, o que o texto sugere sobre o comportamento humano diante da tecnologia?
Alternativas
Q3895937 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

O último parágrafo traz uma citação de um personagem de Vonnegut, usada para reforçar a reflexão do autor sobre a condição humana.

Considerando essa passagem, qual é a mensagem central transmitida por ela?
Alternativas
Q3895866 Pedagogia
Em relação à higiene dos alunos no ambiente escolar, a troca de fraldas é um momento que exige cuidado e atenção. Por isso, é essencial que todos os materiais necessários estejam disponíveis no local antes de iniciar o procedimento. Por qual motivo essa precaução é importante? Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3895864 Nutrição
Quanto às regras básicas de alimentação infantil, é fundamental oferecer alimentos com consistência adequada ao grau de desenvolvimento da criança. O estímulo à mastigação é especialmente importante para aquelas que já deixaram de ser lactentes. Por esse motivo, recomenda-se amassar os legumes com o garfo, em vez de batê-los no liquidificador, e assim favorecendo o desenvolvimento da mastigação.

O texto refere-se ao (à):
Alternativas
Q3895863 Pedagogia
Os ambientes de aprendizagem voltados à igualdade racial devem ser abertos às experiências infantis e permitir que as crianças expressem seu potencial, suas habilidades e curiosidades, construindo uma autoimagem positiva. Educar para a igualdade racial na Educação Infantil implica atenção não apenas à escolha de livros, brinquedos e instrumentos, mas também aos aspectos estéticos, como materiais gráficos, de comunicação e de decoração que valorizem a diversidade racial. Sobre esse assunto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3895862 Legislação Municipal
De acordo com a Lei Orgânica do Município de Tremembé/SP do processo legislativo compreende-se a elaboração de:

I.Leis Ordinárias.

II.Leis Avulsas.

III.Leis Complementares.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
361: A
362: B
363: A
364: B
365: C
366: A
367: B
368: B
369: D
370: D
371: B
372: C
373: B
374: C
375: C
376: D
377: C
378: C
379: B
380: C