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Q3539977 Literatura
Texto XI 

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DIAS-PINO, Wlademir. A ave. 1956. In: MENEZES, Philadelpho. Roteiro de leitura: poesia concreta e visual. São Paulo: Ática, 1998. p. 56. 


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DIAS-PINO, Wlademir. A ave. 1956. In: MENEZES, Philadelpho. Roteiro de leitura: poesia concreta e visual. São Paulo: Ática, 1998. p. 56. 



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DIAS-PINO, Wiademir. A ave. 1956. In: MENEZES, Philadelpho. Roteiro de leitura: poesia concreta e visual. São Paulo: Ática, 1998. p. 56. 


Texto XII

Transcrição do poema “A Ave” 


A ave VOA deNtro De sua cor
sua Aguda cRISTA ComplETA A solidão
Polir o VOO mais que A um ovo
que tatEaR é seu coNtorno?
AssIm é que ela é tetO De seu olfato
A curva amarga s(e)u VOo e fecha um TEMPO com sua forma


(DIAS-PINO, Wlademir. Curadoria editorial Alberto Saraiva e Regina Pouchain. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2010, p. 114-119) 
Opondo-se radicalmente a discursividade da poesia, publica-se em 1956 A AVE. De autoria do poeta, designer e artista visual Wlademir Dias-Pino (1927-2018), essa obra figura como importante marco na história das vanguardas poéticas brasileiras como o Concretismo, enveredando, posteriormente, por diferentes vanguardas brasileiras e latino-americanas do século XX, a exemplo do Intensivismo, do Neoconcretismo e do Poema-processo. Assim, a partir do conhecimento das tendências contemporâneas da literatura brasileira e da leitura dos textos acima, pode-se afirmar que:  

I - A superposição do desenho de linhas impressas no papel sobre a página onde se encontram algumas palavras soltas (texto Xl), cria um trajeto de leitura que orienta o olhar do leitor e da sentido ao conjunto: a ave voa dentro de sua cor.
Il- A leitura dos poemas convidam a uma reflexão verbal, visual e tátil sobre o voo de uma ave como imagem artística que é produto de engenho (poético) e engenharia (combinatória).
Il - A transcrição do poema (texto XII), necessária a sistematização de elementos verbais no poema, não faz jus, porém, a uma provocação primária colocada por A AVE (Texto XI). Afinal, se naquela temos as palavras justapostas horizontalmente em sentenças da esquerda para a direita, interrompidas arbitrariamente ao fim da linha, conforme convenções da poesia discursiva em línguas ocidentais, o que Dias-Pino propõe neste é de outra ordem: uma leitura geométrica.
IV - Uma das metáforas visuais presentes nos poemas (Texto XI) pode ser associada ao ato de leitura e a um livro com suas páginas abertas, de sorte a remeter a anatomia de uma criatura alada, cujo voo conotasse os deslocamentos simbólicos a que estão sujeitos todos os que leem.

Estão CORRETAS somente as afirmativas:  
Alternativas
Q3539976 Literatura
Texto IX


Em artigo na Revista Brasileira de Poesia, publicado em 1947, Péricles Eugénio da Silva Ramos resume o espirito do projeto literário da poesia de 1945:“Não há obra de arte sem forma, e a beleza é um problema de técnica e deforma”. E mais: “Poesia não é essencial apenas pelo assunto. Porque poesia não é apenas lirismo.”


(In.: RODRIGUES, Geraldo Pinto. POETAS POR POETA. São Paulo: Marideni - Embalagens e Artes Gráficas Ltda, 1988). 


Texto X


"[...] Creio que uma das bases da minha poesia sempre foi [...] essa coisa visual. Sempre achei que a linguagem, quanto mais concreta, mais poética. Palavras como melancolia, amor, cada pessoa entende de uma maneira. Se você usar palavras como maçã, pedra ou cadeira, elas evocam imediatamente ao leitor uma reação sensorial. [...]"


MELO NETO, João Cabral de. In: LUCAS, Fábio. O poeta e a mídia: Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Meio Neto. São Paulo: Senac, 2003. p. 85. (Fragmento). 
A partir da leitura dos excertos acima, pode-se entender a linguagem e projeto da Geração de 45 e o Concretismo (Pós-Modernismo) a partir do fato de que:

I - A valorização da técnica de composição promovida pela poesia da “Geração de 45" constitui-se, essencialmente, como continuidade da poética parnasiana.
II - No Pós-Modernismo, o domínio da forma deve permitir que a combinação entre código e mensagem aconteça de modo absoluto, para que o poder de significação da palavra seja ampliado e o texto também tenha sua significação ampliada por essa articulação.
III - Diferentemente dos parnasianos, que investiam no rebuscamento formal sem pretender, com isso, criar novos sentidos para o texto (a arte pela arte, a perfeição formal, a imparcialidade diante do objeto do poema eram seus objetivos), os concretistas desejavam que a perfeição formal expressasse uma observação crítica da realidade.
IV - O planejamento do poema e a reflexão sobre o próprio processo de composição são a base do fazer literário de muitos poetas dessa geração. Dentre eles, destaca-se João Cabral, que pode ser visto como um poeta cerebral, e a essência de sua poética foi investir na forma, construindo poemas palavra por palavra, como um operário constrói uma parede tijolo por tijolo.

Estão CORRETAS somente as afirmativas: 
Alternativas
Q3539975 Literatura
Texto VIII


Mudança 


Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas.

Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.

Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. [...]

A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.


(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1886. p. 8-10). (Fragmento). 
A partir da leitura do excerto da obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, só NÃO se pode afirmar que: 
Alternativas
Q3539974 Literatura
Texto VIII


Mudança 


Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas.

Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.

Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. [...]

A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.


(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1886. p. 8-10). (Fragmento). 
A qualidade das obras e o surgimento de autores importantes tornam os anos de 1930 a 1945 conhecidos como “a era do romance brasileiro”. A partir da publicação de A bagaceira, do paraibano José Américo de Almeida, define-se uma nova tendência na ficção nacional: a apresentação critica da realidade brasileira, que procura levar o leitor a tomar consciência da condição de subdesenvolvimento do pais, visível de modo mais evidente em algumas regiões, como a nordestina. A partir desse aspecto, só NÃO é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3539973 Literatura
Texto VII


Mãos aos dadas 


Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso a vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. 


Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes
á vida presente.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. p. 68). 
Em Sentimento do Mundo, terceiro livro de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1940, encontra-se um dos seus melhores poemas: “Mãos Dadas”. Nele enxerga-se o reflexo de todo um contexto sócio-histórico que se espraia no que a historiografia literária convencionou chamar de a 2º Geração Modernista. Os aspectos contidos nessa estética e relacionados aquele momento podem ser percebidos no poema em destaque, pois nele:

I - O eu lírico reflete sobre o sentido de estar no mundo, aspecto este que define uma das características do projeto literário da poesia da segunda geração modernista. Além disso, essa reflexão esta associada a uma grande preocupação com a renovação da linguagem, anunciada na geração anterior.
Il - A análise do ser humano e de suas angustias e o desejo de compreender a relação entre o individuo e a sociedade da qual faz parte são os elementos recorrentes na poesia produzida na década de 1930.
IIl - É experimentada uma grande variedade de temas e de técnicas, o que caracteriza a segunda geração modernista por uma produção com forte dimensão social.
IV - O eu lírico desinteressa-se do passado (0 mundo caduco) ou do futuro, anunciando nesse poema o compromisso com seus semelhantes. Assim, é quando assume a “vida presente” como matéria de sua poesia, tal qual faz nesse poema, que Drummond marca o papel do escritor como intérprete de seu tempo.

Estão CORRETAS somente as afirmativas: 
Alternativas
Q3539972 Literatura
Texto V 


Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. [...] O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha, flores, legume, uma casuarina, um poço e lavadouro.

Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora, como outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é pacata, com a exterior, que é ruidosa.

O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde, mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. [...]


(ASSIS. Machado de. Dom Casmurro. 32. ed. São Paulo: Ática. 1997. p. 14. (Fragmento). 


Texto VI


Eram cinco horas da manha e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. [...]

[...] No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. [...]

Dai a pouco, em volta das bicas era um zum-zum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de 4gua que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. [...]


(AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. 26. ed. São Paulo: Ática, 1994. p. 35-36). (Fragmento). 
A partir da leitura dos textos V e VI, percebe-se que há entre eles certa distinção que os situa entre as estéticas Realista e Naturalista. Aliás, essa dicotomia se coloca, em muitos casos, como um dos problemas apresentados na discussão teórica da historiografia literária. Mesmo assim, nota-se que há uma necessidade comum entre elas, aproximando-as, pois ambas possuem uma espécie de comprometimento com o real, mas que assume formas distintas, pois: 
Alternativas
Q3539971 Literatura
Partindo do entendimento, segundo Zilá Bernd (1992), de que ha a existência de matizes românticas e modernistas na elaboração da conotação coletiva de identidade cultural, tanto no projeto literário contido nas obras mencionadas de José de Alencar e Mário de Andrade, mencionadas na questão anterior, só NAO é correto afirmar que:

BERND, Zilá. Literatura e identidade nacional. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1992. 
Alternativas
Q3539970 Literatura
O tema da identidade nacional foi relevante para os intelectuais brasileiros desde o Romantismo até o Modernismo. Essa preocupação persistiu no Brasil devido a necessidade de construir uma consciência nacional que, ao evitar a assimilação cultural, instilasse nos cidadãos um senso de identidade, crucial para o processo de autoafirmação. Assim, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3539969 Literatura
O texto abaixo é base para responder a questão.

TEXTO IV 


Buscando a Cristo


A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos,
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.


A vós, divinos olhos, eclipsados
De tanto sangue e lagrimas abertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados.


A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa, pra chamar-me


A vós, lado patente, quero unir-me, 
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme. 


(MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1981.) 
Quando lemos um texto, a nossa atenção costuma se voltar para o sentido das palavras. Ao fazer isso, analisamos seu aspecto semântico. As palavras, porém, também têm uma sonoridade muito explorada pela literatura. Essa sonoridade é a base para a construção de recursos poéticos, como o ritmo, o metro e a rima. No poema em tela (Texto IV), quanto à presença desses recursos, só NAO é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3539968 Literatura
O texto abaixo é base para responder a questão.

TEXTO IV 


Buscando a Cristo


A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos,
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.


A vós, divinos olhos, eclipsados
De tanto sangue e lagrimas abertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados.


A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa, pra chamar-me


A vós, lado patente, quero unir-me, 
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme. 


(MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1981.) 
No soneto de Gregório de Matos, destaca-se a importância da visualidade, evidenciada na escolha das palavras que descrevem o corpo de Cristo em agonia e na imagem vívida do Cristo crucificado, que é retratada com detalhes na composição poética. Portanto, poesia e pintura, utilizando seus materiais distintos (palavras e tintas, tropos e cores, papel e tela), convergem para criar uma única representação que inspira a elaboração tanto do soneto quanto do quadro que é descrito ou pintado por Gregório. Assim, a partir dessa informação, é CORRETO concluir que: 

I - O jogo de palavras antitéticas (“receber'/"castigar”, “abertos”/"fechados”, “eclipsados”/"despertos”, "perdoar"/"condenar”") dialoga com o jogo claro-escuro da pintura barroca, acentuado pelas cores contrastantes dos elementos “sangue” e “lágrimas”, presentes no poema.
Il - Sobre o jogo de luz e sombras (sagrado e profano) trabalhado pelo poeta e pintor barroco, pode-se dizer que elas estão centradas na figura do Cristo em unido com o próprio eu lírico, como se evidencia no ultimo verso do poema, em que os três adjetivos (“unido”, “atado”, “firme”) se unem não só no plano semântico como também no visual e plástico: o eu lírico se une em palavra e em figura a imagem de Cristo.
III - O jogo de palavras antitéticas (“receber”/"castigar”, “abertos”/"fechados”, “eclipsados”/"despertos”, “perdoar”/"condenar”) dialoga com a dicotomia claro-escuro da pintura barroca, acentuado pelas cores contrastantes dos elementos “sangue” e “lagrimas”, presentes no poema.
IV - Uma das principais caracteristicas desse poema centra-se na unido entre o sentimento e a razdo que os artistas renascentistas procuraram realizar. Assim, no poema barroco, sublimam-se as emoções, aproximando-o do racionalismo da arte do Renascimento.

Estão CORRETAS somente as afirmativas: 
Alternativas
Q3539967 Literatura
A contribuição de Aristóteles é essencial para o desenvolvimento da teoria moderna dos gêneros. Assim, a partir do século XIX, especialmente no contexto do romantismo alemão, é que a definição dos gêneros literários se consolida, elaborada a partir de critérios que levaram em consideração a forma, a subjetividade e a relação com a realidade. Nesse período, a literatura será estudada a partir de três gêneros fundamentais: lírico, épico e dramático. Acerca do gênero lírico, só NÃO é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3539966 Literatura
O termo gênero é frequentemente utilizado para descrever certos padrões de composição artística que, ao longo do tempo, têm sido empregados para moldar a imaginação humana. O filósofo Aristóteles foi um dos pioneiros a explorar os géneros literários, identificando diferenças e hierarquias entre as diversas formas de expressão literária na Grécia Antiga. Essas análises foram posteriormente compiladas em sua obra Arte Poética (2003), que se tornou um clássico amplamente estudado e ainda é relevante para professores, pesquisadores e estudantes de Literatura. A respeito dessa obra, em síntese, é CORRETO afirmar que, para Aristóteles:

ARISTOTELES. Arte poética. São Paulo: Martin Claret, 2003. 
Alternativas
Q3539965 Literatura
Texto III


O que as palavras representavam, simbolizavam ou significavam tinha uma importância muito secundaria. O que importava era o som delas, quando as ouvi pela primeira vez nos lábios dos distantes e incompreensíveis adultos que pareciam, por alguma razão, viver em meu mundo. E essas palavras eram, para mim, o mesmo que as notas dos sinos, os sons dos instrumentos musicais, os ruídos do vento, do mar e da chuva, o chacoalhar da carroça de leite, o galope dos cascos no calçamento, os dedilhados dos ramos no vidro de uma janela podiam ser para alguém que, surdo de nascença, tenha encontrado miraculosamente sua audição. Não me importava como que as palavras diziam, nem como que acontecia com Jack &Jill & Mamãe Gansa. Eu me importava com as formas dos sons de seus nomes e as palavras descrevendo suas ações, criadas em meus ouvidos. Eu me importava com as cores que as palavras lançavam nos meus olhos (THOMAS, 2003, p. XV.).


THOMAS, Dylan. Preface: Notes on the art of poetry. In: THOMAS, Dylan. The poems of Dylan Thomas. New York: New Directions Publishing Corporation, 2003. p. xv-xxil. In.: PIETRANI, Anélia Montechiari. A Literatura e outras artes, uma contribuição à discussão. 2018, p. 111-129. Disponível em: https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=we b&cd=&ved=2ahUKEwib8b-wh]6 CAXUWRLgEHaifD88QFnoECBUQAQ&url=https%3A%2F%2Fperiodicos.unisa.bré62Findex. php%2Fveredas%2Farticle%2Fdownload%2F60%2F33%2F 162&usg=A0wWaw2ySfXQiFCD5DTHOgXCHoQI&opi=89978449. Acesso em 30/10/2023).
O texto propõe uma reflexão a respeito da arte poética, levando-nos a perceber que “a alfabetização no mundo da vida e no mundo da palavra acontece simultaneamente" (PIETRANI, 2018, p. 112). A partir desse pressuposto, e com base na leitura do texto Ill, só NÃO se pode afirmar que: 
Alternativas
Q3539964 Literatura
Texto I


SARAMAGO - A resposta está na pergunta. Pretendo tocar os leitores, criar polémicas, estimular discussões. Mas isto não significa que a literatura tenha poder para mudar o mundo. Já não é pouco que seja capaz de exercer influência sobre algumas pessoas. O mundo é demasiado grande, somos mais de sete bilhões os que habitamos neste planeta, e o poder real está nas mãos das grandes multinacionais que evidentemente não nasceram para ser agentes da nossa felicidade.[...]” (O Globo. Rio de Janeiro. 20 mar. 2004.)


Disponível em: <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ news/view/cecilia-giannetti>. Acesso em: 30 out. 2023). (Fragmento). 


Texto Il


“[...] ser escritor não é apenas escrever livros, é muito mais uma atitude perante a vida, uma exigência e uma intervenção [...] Creio mais na possibilidade da transformação ética do ser humano na pratica cotidiana da convivência. Que a arte e a literatura podem ajudar? Sim, mas só ajudar.” (In.: AGUILERA, 2010, p.123-126).


AGUILERA, F. G. As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. 
Ao estudarmos e/ou ensinarmos Literatura, em muitos momentos ha dúvidas se os textos literários têm o poder de transformar a realidade ou existem apenas para nos aliviar do peso da vida cotidiana. Será que a arte existe porque a nossa vida não basta? De acordo com o que pensa José Saramago (1922-2010), escritor português contemporâneo que recebeu o Nobel de Literatura em 1998, em entrevistas concedidas aos jornais “O Globo” (texto I) e Jornal de Lisboa (texto Il), é CORRETO afirmar que a literatura: 
Alternativas
Q3539963 Pedagogia
Sobre a BNCC, considere:

I) A área de Linguagens, no Ensino Fundamental, está centrada no conhecimento, na compreensão, na exploração, na analise e na utilização das diferentes linguagens (visuais, sonoras, verbais, corporais).
II) No Ensino Médio, o foco da area de Linguagens e suas Tecnologias está na ampliação da autonomia, do protagonismo e da autoria nas práticas de diferentes linguagens; na identificação e na critica aos diferentes usos das linguagens, explicitando seu poder no estabelecimento de relações; na apreciação e na participação em diversas manifestações artísticas e culturais; e também no uso criativo das diversas mídias.
III) ABNCC na area de Linguagens e suas Tecnologias no Ensino Médio prioriza cinco campos de atuação social. São eles: o campo das práticas de estudo e pesquisa; o campo de atuação na vida publica, o campo artístico, o campo jornalístico-midiático e o campo da vida pessoal.
IV) A BNCC na area de Linguagens e suas Tecnologias no Ensino Médio prioriza três campos de atuação social. São eles: o campo das praticas de estudo e pesquisa, o campo artístico e o campo jornalístico-midiático.

Assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q3539962 Pedagogia
Leia:

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE).

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.

Sobre a BNCC para o ensino médio, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3539961 Português
O texto IV serve de base para a questão.


TEXTO IV 


Com o intuito de atender ao propósito da questão, foram propositalmente retirados do texto todos os acentos gráficos (agudos e circunflexos), bem como os acentos graves, que indicam a existência de crase. 


Q42_43.png (670×405)


LOPES, Patricia. Dicas Saudáveis; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol. com.br/saude/dicas-saudaveis.htm. Acesso em: 28 set. 2023. (Adaptado). 
No que tange a incidência de crase, está CORRETO afirmar que há caso(s) obrigatório(s) de uso de crase nas linhas: 
Alternativas
Q3539960 Português
O texto IV serve de base para a questão.


TEXTO IV 


Com o intuito de atender ao propósito da questão, foram propositalmente retirados do texto todos os acentos gráficos (agudos e circunflexos), bem como os acentos graves, que indicam a existência de crase. 


Q42_43.png (670×405)


LOPES, Patricia. Dicas Saudáveis; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol. com.br/saude/dicas-saudaveis.htm. Acesso em: 28 set. 2023. (Adaptado). 
Em relação a acentuação gráfica, assinale a alternativa CORRETA quanto ao número de linhas nas quais nenhuma palavra deve ser acentuada graficamente.  
Alternativas
Q3539958 Engenharia de Produção
Um engenheiro está realizando alguns testes em um novo produto que será lançado no mercado. A probabilidade de o produto ser funcionalmente defeituoso depende de sabermos da presença ou ausência de uma determinada falha. Para tanto, o engenheiro montou uma tabela com os seguintes resultados:

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Determine (i) a probabilidade de que o produto seja funcionalmente defeituoso dado que tenha sido identificada falha; e (ii) a probabilidade de o produto ser funcionalmente defeituoso dado que não foi identificada falha.
Alternativas
Q3539957 Engenharia de Produção
A equipe responsável pelo projeto de instalação de uma nova planta industrial estuda a melhor localização para esta unidade e decide utilizar o método do ponto de equilíbrio. A empresa espera vender 25.000 unidades anualmente, ao preço médio de R$ 1.500,00 por unidade. Na tabela a seguir, são apresentados os custos fixos e variáveis de cada localidade.

Q59.png (528×161)

Com base nessas informações, determine a melhor localização tendo como parâmetro o menor ponto de equilíbrio: 
Alternativas
Respostas
741: E
742: B
743: B
744: E
745: A
746: B
747: D
748: A
749: C
750: C
751: E
752: E
753: C
754: C
755: D
756: E
757: A
758: A
759: A
760: C