Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o
dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado
bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas.
Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos
pelados da catinga rala.
Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha
na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a
espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.
Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. [...]
A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo
negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.
(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1886. p. 8-10). (Fragmento).
A partir da leitura do excerto da obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, só NÃO se pode afirmar que:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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