O que as palavras representavam, simbolizavam ou significavam tinha uma importância muito secundaria. O
que importava era o som delas, quando as ouvi pela primeira vez nos lábios dos distantes e incompreensíveis
adultos que pareciam, por alguma razão, viver em meu mundo. E essas palavras eram, para mim, o mesmo
que as notas dos sinos, os sons dos instrumentos musicais, os ruídos do vento, do mar e da chuva, o
chacoalhar da carroça de leite, o galope dos cascos no calçamento, os dedilhados dos ramos no vidro de uma
janela podiam ser para alguém que, surdo de nascença, tenha encontrado miraculosamente sua audição.
Não me importava como que as palavras diziam, nem como que acontecia com Jack &Jill & Mamãe Gansa.
Eu me importava com as formas dos sons de seus nomes e as palavras descrevendo suas ações, criadas em
meus ouvidos. Eu me importava com as cores que as palavras lançavam nos meus olhos (THOMAS, 2003,
p. XV.).
THOMAS, Dylan. Preface: Notes on the art of poetry. In: THOMAS, Dylan. The poems of Dylan Thomas. New York: New Directions Publishing Corporation, 2003. p. xv-xxil. In.: PIETRANI, Anélia Montechiari. A Literatura e outras artes, uma contribuição à discussão. 2018, p. 111-129. Disponível em: https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=we b&cd=&ved=2ahUKEwib8b-wh]6 CAXUWRLgEHaifD88QFnoECBUQAQ&url=https%3A%2F%2Fperiodicos.unisa.bré62Findex.
php%2Fveredas%2Farticle%2Fdownload%2F60%2F33%2F 162&usg=A0wWaw2ySfXQiFCD5DTHOgXCHoQI&opi=89978449.
Acesso em 30/10/2023).
O texto propõe uma reflexão a respeito da arte poética, levando-nos a perceber que “a alfabetização no
mundo da vida e no mundo da palavra acontece simultaneamente" (PIETRANI, 2018, p. 112). A partir desse
pressuposto, e com base na leitura do texto Ill, só NÃO se pode afirmar que: