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Q3898014 Administração Pública
As transformações nos modelos de Administração Pública refletem mudanças na concepção do Estado e nas formas de resposta às demandas sociais em distintos contextos históricos. Sobre esse processo de transição e as características dos modelos patrimonialista, burocrático e gerencial, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3898013 Direito Administrativo
A prefeitura municipal de Indaiatuba implementou recentemente quatro iniciativas para modernizar a gestão e ampliar a qualidade do atendimento ao cidadão. Com base nas tipologias de inovação no setor público (processos administrativos, processos tecnológicos, serviços, conceitual, governança e políticas públicas), analise os casos apresentados a seguir e associe à tipologia correspondente.

1. Criação de um serviço de atendimento móvel que leva equipes da prefeitura a bairros periféricos para emissão de documentos e orientação sobre programas sociais, sem necessidade de deslocamento do cidadão até a sede municipal.
2. Lançamento de um programa educativo que redefine o papel do cidadão como corresponsável pela preservação ambiental, desafiando a visão tradicional de que essa é apenas uma função do Estado.
3. Instituição de um comitê intersetorial permanente, envolvendo secretarias, conselhos comunitários e representantes do setor privado, para tomada de decisões sobre mobilidade urbana.
4. Implantação de um sistema de protocolo eletrônico integrado, eliminando a tramitação física de documentos entre secretarias e reduzindo prazos administrativos.

A associação está correta em
Alternativas
Q3898012 Administração Pública
Lúcia atua como técnica de serviços administrativos na prefeitura de Indaiatuba. Após identificar gargalos operacionais no fluxo de transporte de documentos entre secretarias municipais, ela realizou um diagnóstico dos horários de maior demanda, redesenhou a logística de envio, ajustando os horários e rotas dos malotes, e articulou o uso de veículos já em circulação para reduzir custos. Como resultado, houve diminuição do tempo médio de entrega, economia de recursos com combustível e eliminação da necessidade de contratações adicionais. Considerando os princípios da Administração Pública e os conceitos de desempenho organizacional, a ação de Lúcia se alinha predominantemente ao princípio da:
Alternativas
Q3898011 Direito Administrativo
Lucas é servidor público estatutário vinculado a uma autarquia federal, ocupando regularmente um cargo público de professor, para o qual foi legalmente investido mediante aprovação em concurso público. Nas últimas eleições municipais, Lucas foi eleito prefeito do município em que reside. Sua amiga, Márcia, também servidora pública, ocupa regularmente um cargo público de professora. Nas mesmas eleições, Márcia foi eleita vereadora do mesmo município, assumindo o mandato eletivo com a respectiva diplomação. Diante das situações supracitadas, analise as afirmativas a seguir com base nas disposições da Constituição Federal.

I. A acumulação de dois cargos de professor, com compatibilidade de horários, é permitida pela Constituição Federal de 1988.
II. Investido no mandato de prefeito, Lucas deverá ser afastado do cargo que ocupa.
III. Lucas poderá optar pela remuneração do cargo público de professor. Enquanto Márcia, investida no mandato de vereadora, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo.
IV. Durante o mandato eletivo, o tempo de serviço de Lucas nos cargos anteriores será contado normalmente para todos os efeitos legais, inclusive para promoção por merecimento.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3898010 Direito Constitucional
A Constituição Federal de 1988 estrutura a separação de poderes com base no sistema de freios e contrapesos, conferindo ao Poder Legislativo federal atribuições no exercício de suas competências constitucionais. Diante disso, analise as afirmativas a seguir.

I. A Câmara dos Deputados pode autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente da República e os Ministros de Estado.
II. Compete privativamente ao Senado Federal aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos diretores do Banco Central.
III. Quando regularmente convocado por qualquer das Casas do Congresso Nacional para prestar pessoalmente informações sobre assunto previamente determinado, a ausência sem justificação adequada do Ministro de Estado importa em crime de responsabilidade.
IV. A proposta de emenda à Constituição Federal de 1988 será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q3898009 Direito Administrativo
A organização administrativa do Estado brasileiro é composta por figuras que integram a Administração Direta e a Administração Indireta, cada uma com funções e características próprias. Enquanto a Administração Direta é formada pelos órgãos que integram os entes federativos – União, Estados, Distrito Federal e Municípios –, a Administração Indireta compreende as entidades com personalidade jurídica própria, como autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista. Dessa forma, é correto afirmar em relação à Administração Indireta no Brasil, EXCETO: 
Alternativas
Q3898008 Direito Administrativo
A responsabilidade civil do Estado é um dos pilares do Direito Administrativo, sendo fundamentada na ideia de que a Administração Pública deve reparar os danos causados por seus agentes a terceiros, quando atuarem nessa qualidade. Considerando o tema, analise as afirmativas a seguir.

I. A responsabilidade civil aquiliana do Estado no Brasil se opera, como regra, na modalidade subjetiva, cabendo ao lesado provar a ocorrência do dano, da conduta estatal, do nexo causal e da culpa ou dolo do poder público.
II. Prevalece a adoção, no tocante à responsabilidade civil no Brasil, da teoria do dano direto e imediato para fins de aferição do nexo de causalidade.
III. A culpa exclusiva da vítima é considerada uma causa excludente de responsabilidade estatal quando a responsabilidade se pauta na teoria do risco administrativo.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3898007 Direito Administrativo
A nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021) tratou, entre outras temáticas, acerca dos regimes de execução contratual, cada um possuindo características específicas que impactam diretamente na forma de contratação, medição, pagamento e responsabilização do contratado. Sobre osregimes de execução contratual, analise as afirmativas a seguir.

I. Empreitada por preço unitário é a contratação da execução da obra ou do serviço por preço certo de unidades determinadas.
II. Contratação por tarefa é o regime de contratação de mão de obra para pequenos trabalhos por preço certo, com ou sem fornecimento de materiais.
III. Empreitada por preço global é contratação de empreendimento em sua integralidade, compreendida a totalidade das etapas de obras, serviços e instalações necessárias, sob inteira responsabilidade do contratado até sua entrega ao contratante em condições de entrada em operação, com características adequadas às finalidades para as quais foi contratado e atendidos os requisitos técnicos e legais para sua utilização com segurança estrutural e operacional.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3897985 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas
mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


   Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

   Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

   No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

  Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

  Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

  O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

   Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

   Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Qual palavra do 1º§, transcrita a seguir, NÃO possui dígrafo para representar vogal nasal? 
Alternativas
Q3897984 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas
mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


   Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

   Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

   No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

  Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

  Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

  O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

   Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

   Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Analise a pontuação empregada nos trechos a seguir e marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Em “Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos?” (1º§), os dois-pontos foram utilizados para dar ênfase à última frase.
( ) As aspas foram empregadas ao longo do texto para destacar palavras e expressões de uso coloquial da língua.
( ) No trecho “O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções.” (8º§), os travessões desempenham função análoga à dos parênteses.
( ) Os parênteses do trecho “Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga.” (7º§) intercalam uma explicação acessória.
( ) No período “O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência [...] (1º§), o travessão foi empregado com o intuito de interromper a ideia apresentada anteriormente.

A sequência está correta em
Alternativas
Q3897982 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas
mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


   Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

   Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

   No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

  Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

  Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

  O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

   Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

   Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
A palavra “bem-estar” (7º§) é formada pelo processo de:
Alternativas
Q3897979 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas
mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


   Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

   Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

   No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

  Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

  Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

  O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

   Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

   Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
O trecho “Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.” (7º§) foi construído a partir de uma ideia de:
Alternativas
Q3897977 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas
mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


   Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

   Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

   No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

  Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

  Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

  O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

   Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

   Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
A autora iniciou o texto com indagações. Diante de tal recurso, pode-se afirmar que sua intenção foi:
Alternativas
Q3891241 Legislação de Trânsito
Conforme define a parte geral do Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT), as infrações de trânsito podem se caracterizar em quatro tipos diferentes. O agente da autoridade de trânsito deverá compreender esses conceitos para fiscalizar o trânsito e lavrar corretamente o Auto de Infração de Trânsito (AIT), quando necessário. Sobre esses tipos de infrações, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3891240 Legislação de Trânsito
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) normatiza sobre o comportamento de pedestres e dos condutores de veículos não motorizados, assunto de suma importância para o disciplinamento do trânsito em vias urbanas municipais. Diante do exposto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3891239 Legislação de Trânsito
O serviço de transporte remunerado de cargas do tipo “motofrete” é uma necessidade nos dias atuais e, por isso, uma realidade urbana há muitos anos. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) normatizou a questão em 2009, e a circulação de “motofrete” pelas vias deve ocorrer sob autorização dos órgãos ou entidades executivas de trânsito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. É correto afirmar, com fulcro no CTB, que: 
Alternativas
Q3891237 Legislação de Trânsito
O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT), aprovado pela Resolução do Contran nº 985/2022, trata em sua parte geral de normas relativas ao “agente da autoridade de trânsito”. Acerca dessa importante categoria profissional para a prestação dos serviços no trânsito, e sempre com base no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o MBFT estabelece as seguintes normas, EXCETO:
Alternativas
Q3891236 Legislação de Trânsito
O art. 7º da Lei Federal nº 9.503/1997 insere os órgãos e entidades executivos de trânsito dos municípios como componentes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT). O SNT é o conjunto de órgãos e entidades dos Entes Federados que tem por finalidade o exercício das atividades de planejamento, administração, educação, engenharia, operação do sistema viário, fiscalização, entre outras atribuições inerentes ao trânsito nas vias terrestres abertas à circulação no território nacional. No âmbito de sua circunscrição, compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos municípios:
Alternativas
Q3891235 Legislação de Trânsito
Pedro, 21 anos, é motorista habilitado na categoria C há um ano, e necessita obter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de categoria que o permita conduzir combinação de veículos de grande porte. Com base na legislação de trânsito em vigor, analise as afirmativas a seguir relacionadas ao caso hipotético.

I. A habilitação pretendida por Pedro é a de categoria E, ao qual será conferida uma permissão nessa categoria com validade de um ano, após ele ser aprovado em novo exame escrito de legislação de trânsito e em curso de prática veicular em situação de risco, nos termos de normatização do CONTRAN.
II. Pedro não terá o direito de se candidatar para se habilitar na categoria pretendida, pois ainda não possui dois anos na categoria C.
III. Pedro preencherá os requisitos para a mudança de categoria pretendida se não tiver cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos doze meses e se for aprovado em curso especializado, bem como em curso de treinamento de prática veicular em situação de risco, nos termos do CONTRAN.
IV. Se Pedro for abordado conduzindo uma Combinação de Veículos de Carga (CVC) que possua mais de 6.000 kg de Peso Bruto Total (PBT), será autuado pela infração de trânsito de dirigir com CNH de categoria diferente, que prevê multa de natureza gravíssima e medidas administrativas de retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação.
V. Respeitada a capacidade máxima de tração da unidade tratora, é permitido a Pedro conduzir veículo articulado cuja unidade de tração tenha menos de 3.500 kg de PBT e cuja “carretinha” (reboque) tenha menos de 6.000 kg de Peso Bruto Total (PBT).

De acordo com a Lei Federal nº 9.503/1997 e com o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) – Resolução do CONTRAN nº 985/2022, está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3891234 Legislação de Trânsito
Durante uma operação de fiscalização de trânsito com a temática “segurança viária”, um agente da guarda civil abordou um motociclista, devidamente habilitado, que trazia consigo no veículo uma passageira adulta e uma criança de 11 anos de idade. A criança estava sentada entre os dois adultos e, naquele momento, o agente constatou que a criança apresentava certa deficiência ou mobilidade reduzida. Partindo do cenário apresentado nesse evento hipotético, estão corretas as afirmativas a seguir, EXCETO: 
Alternativas
Respostas
221: C
222: B
223: B
224: D
225: D
226: D
227: D
228: B
229: A
230: C
231: D
232: B
233: C
234: A
235: B
236: C
237: D
238: C
239: C
240: B