Foram encontradas 6.367 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.
Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?
As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.
Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.
Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?
Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).
A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).
Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.
De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.
Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.
Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.
De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.
(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.
Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?
As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.
Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.
Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?
Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).
A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).
Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.
De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.
Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.
Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.
De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.
(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)
A assistência domiciliar, na qual há previsão da atuação do terapeuta ocupacional em políticas públicas, envolve diversas modalidades de intervenção. Marque a alternativa que relaciona corretamente à modalidade de assistência domiciliar e sua definição.
I − Atendimento domiciliar.
II − Internação domiciliar.
III − Acompanhamento domiciliar.
IV − Visita domiciliar.
1 − É o cuidado no domicílio de pacientes, com problemas agudos ou egressos de hospitalização, que exijam uma atenção mais intensa, mas que possam ser mantidos em casa, desde que disponham de equipamentos, medicamentos e acompanhamento diário pela equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) e a família assuma parcela dos cuidados.
2 − Instrumento de realização da assistência domiciliar constituída pelo conjunto de ações sistematizadas para viabilizar o cuidado a pessoas com algum nível de alteração no estado de saúde.
3 − Cuidado em domicílio para pessoas que necessitem de contatos frequentes e programáveis com os profissionais da equipe.
4 − Cuidado prestado em domicílio a pessoas com problemas agudos, e que em função disto estejam temporariamente impossibilitadas de comparecer à UBS.
A dor, a morte e os sofrimentos humanos em geral permeiam as práticas dos terapeutas ocupacionais em diferentes contextos e em suas múltiplas áreas de atuação. Em relação à atuação do terapeuta ocupacional no alívio da dor, analise as afirmativas seguintes e marque a alternativa correta.
I − Segundo J. Strong, o primeiro registro de atividade de Terapia Ocupacional no campo do alívio da dor foi apresentado por Grant em 1978 na 10ª Conferência da Associação Australiana de Terapia Ocupacional.
II − De acordo com Figueiró, situar o paciente em sua condição queixosa deve ser um dos aspectos a ser incluído na avaliação psicológica e psiquiátrica em doentes com dor crônica.
III − Indivíduos que apresentam transtornos de personalidade possuem capacidade diminuída de enfrentar a dor.
Além dos procedimentos psicofarmacoterápicos, as estratégias de intervenção psicológica são necessárias em muitos pacientes com dor. Assinale a alternativa que apresenta a relação correta entre as técnicas de intervenção psicológica utilizadas na assistência terapêutica ocupacional e seus objetivos.
I − Técnica Psicanalítica.
II − Técnica Cognitivista.
III − Técnica de Condicionamento Operante.
IV − Técnica de Biofeedback e relaxamento.
1 − Reduzir a intensidade de estímulos, reforçando-os de modo negativo ou positivo como meio de solução de problemas.
2 − Reestruturar a forma de funcionamento mental por meio de interpretações, pois no inconsciente atemporal, por essência, atualizam-se dramas resultantes das situações dos eventos do cotidiano.
3 − Consiste em técnicas que aumentam a habilidade de controle voluntário das atividades fisiológicas por meio de intervenções psicofísicas.
4 − Possibilitar novos hábitos de pensar (método de construção do conhecimento), tornando as emoções compreensíveis e desenvolvendo atitudes mais eficiente diante dos problemas.
Referente aos conceitos e teorias de justiça social e justiça ocupacional, analise as afirmativas seguintes e marque a alternativa correta.
I − As duas teorias de justiça social mais conhecidas são a teoria de justiça distributiva e a teoria de justiça processual.
II − As duas teorias citadas na afirmativa I são estudadas por diversas áreas do conhecimento em conexão com os conceitos de direitos humanos, empoderamento e justiça ocupacional.
III − Em 2002, o advogado e docente Bill Bowring publicou um artigo científico no qual explorou três estratégias utilizadas na relação entre direitos humanos e justiça social, quais sejam: confronto, mediação e consciência mútua.
Referente aos programas de exercícios aplicáveis à Terapia Ocupacional, assinale a alternativa que apresenta corretamente à associação entre o tipo de programa e sua definição.
I − Exercício passivo.
II − Exercício ativo-assistido isotônico.
III − Exercício ativo isotônico.
IV − Exercício isométrico sem resistência.
1 − O paciente contrai o músculo, aumentando a tensão muscular, e mantém esta posição por cinco segundos. É utilizado quando a movimentação de uma articulação está contra-indicada.
2 − Envolve a amplitude de movimento passivo e o alongamento passivo, geralmente realizado por um profissional.
3 − O paciente movimenta a articulação dentro da amplitude de movimento possível sem qualquer tipo de auxílio. Neste tipo de exercício, o músculo encurta e alonga.
4 − O paciente movimenta a articulação dentro da máxima amplitude de movimento que consegue fazer sem qualquer tipo de auxílio, e a partir deste ponto uma força externa, podendo ser o terapeuta ocupacional ou um aparelho, auxilia fazendo a movimentação da articulação para alcançar a amplitude total do movimento da articulação.