Questões de Concurso Comentadas para cetap

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Q3418736 Geografia
Analise o fragmento da letra da música "Voando pro Pará" da cantora Joelma.

Eu vou tomar um tacacá
Dançar, curtir, ficar de boa
Pois quando chego no Pará
Me sinto bem, o tempo voa
Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará
Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar
Ficar bem à vontade e fazer o que quiser
E matar minha saudade da pupunha com café
Eu vou
Na Estação das Docas, vou
Ver o Re x Pa no estádio
Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar
Eu vou
Lá no Mangai das Garças, vou
No Forte do Presépio
E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

A categoria de análise da geografia que embasa o enfoque metodológico descrito na letra da música "Voando pro Pará", da cantora Joelma, precedente é: 
Alternativas
Q3418735 Geografia
"A globalização é o atual momento da expansão capitalista. Pode-se afirmar que ela está para o capitalismo informacional assim como o colonialismo esteve para a sua etapa comercial ou o imperialismo para o final da fase industrial e início da financeira."

Fonte: MOREIRA, João Carlos Moreira & SENE, Eustáquio de. Geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2007, p. 175.

Sobre a relação entre globalização e capitalismo informacional, é incorreto afirmar que:
Alternativas
Q3418734 Geografia
Em relação às categorias de análise da geografia, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3418733 Geografia
Quando se estuda o processo de ocupação e produção do espaço das diferentes regiões brasileiras, constata-se que: 
Alternativas
Q3418732 Pedagogia
da geografia para o ensino fundamental, segundo a BNCC, e marque a alternativa correta.

l- Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/ natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas.
ll- Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história. Ili Desenvolver autonomia e senso critico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princ1p1os de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.
IV- Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de gêneros textuais específicos e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações históricas e circunscritas a povos indígenas.
V- Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções, inclusive tecnológicas, para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia.
Alternativas
Q3418731 Pedagogia
Analise as afirmativas a seguir:

I- Atualmente, o ensino de geografia tem buscado abordagens mais críticas e menos tendenciosas, procurando focar em uma análise não somente do contexto que o ser humano está inserido, mas, sim, nas relações humanas que o induziram a tal condição, essa tendência recebe o nome de Geografia Crítica.

lI- O desafio dos professores de geografia não se limita somente na abordagem de temas atuais, grades curriculares ou controle de sala de aula, ele vai muito além, o professor se torna um mediador entre as condições internas e externas de aprendizagem, e tem como função abordar os principais níveis de aprendizagem exploratórios e específicos decorrentes das diferentes condições externas.
IlI- O ensino da Geografia nas escolas no decorrer dos anos tomou uma nova postura, fixando os princípios dominantes da elite capitalista, e, assim, ofertando ao aluno um conhecimento que possibilita a melhor compreensão da realidade vivenciada, seja através do estudo dos diferentes sistemas de governo, diversidade cultural, globalização ou até mesmo do contexto regional.

Marque a alternativa correta: 
Alternativas
Q3418730 Geografia
Infelizmente, o ser humano tem atuado muitas vezes de forma destrutiva na natureza. Entre os vários exemplos desse tipo de ação, destaca-se o desmatamento, que influencia diretamente o clima local, regional e global. A retirada da vegetação afeta o retorno do vapor de água para a atmosfera, facilita a ocorrência de erosão do solo e coloca espécies animais e vegetais em risco de extinção.

Fonte: ADAS, Melhem; ADAS, Sergio. Expedições geográficas. São Paulo: Moderna, 2022.

O texto versa sobre o desmatamento na Amazônia, que causa diversos impactos ambientais. Neste sentido, marque a alternativa sobre o impacto provocado pelo desmatamento que está fortemente ligado à fauna e à flora da região: 
Alternativas
Q3418729 Legislação Federal
Analise as afirmativas sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) - Lei n.0 9.394/1996.

I- A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
lI- O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar o Poder Público para exigi-lo.
IlI- A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino, cabendo ao governo estadual à coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais.

Marque a alternativa correta. 
Alternativas
Q3418728 Geografia
A escala cartográfica é um elemento obrigatório dos mapas, e corresponde à razão entre as dimensões da superfície na realidade e a sua representação gráfica no mapa. A escala cartográfica expressa a relação entre as dimensões reais da superfície e a sua representação no mapa. Desta forma, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3418727 Geografia
Analise as afirmativas sobre o espaço agrário brasileiro.

I- O Brasil possui um vasto espaço agrário caracterizado pela grande produção agropecuária. O país, desde meados da segunda metade do século XIX, em função da revolução verde, passou por uma grande modernização de suas atividades agrícolas.
lI- A propriedade da terra se mantém concentrada, gerando conflitos diversos. No início do século XXI, a agricultura brasileira apresenta inúmeras tendências, entre as quais, a intensificação da incorporação tecnológica e de capital.
IlI Apresenta modelo agrícola neoliberal que se desenvolve, por um lado, segundo os interesses de atores externos, ou seja, de fora das próprias regiões, e por outro, observa-se a expansão de atividades em parte não incorporadas aos circuitos econômicos globalizados, assim como, a persistência de formas de sobrevivência, também baseados em circuitos regionais.

Marque a alternativa correta: 
Alternativas
Q3418725 Direito Administrativo
Julgue os itens seguintes a respeito da "transferência" e marque a alternativa correta:

l- Transferência é o ato de provimento mediante o qual se processa a movimentação do servidor de um para outro cargo.
ll A transferência poderá ser feita, em caráter excepcional, de um para outro Grupo Ocupacional.
Ill- Os servidores nomeados para cargo em comissão e os que estiverem cumprindo estágio probatório poderão ser transferidos.
IV- O servidor transferido não levará para o novo cargo o tempo de serviço e o merecimento que constava no cargo anterior.

Estão corretos apenas os itens:
Alternativas
Q3418724 Direito Constitucional
Sobre a "prestação do serviço extraordinário", marque a única alternativa em dissonância com a legislação pertinente.
Alternativas
Q3418721 Atualidades
"Lula defende taxação de super-ricos e combate á fome na OIT." (Fonte: Dol.com / Data: 13.06.2024). Sobre a matéria, apenas não se pode afirmar:
Alternativas
Q3418716 Sistemas Operacionais
Qual funcionalidade no Windows 1 O permite aos usuários organizar e gerenciar suas janelas e aplicativos em diferentes ambientes, como se fosse uma área de trabalho separada, com sua própria coleção de janelas abertas e aplicativos em execução? Esta funcionalidade permite, aos usuários, criar múltiplos espaços de trabalho, por exemplo, um dedicado ao trabalho e outro á navegação na web e entretenimento. 
Alternativas
Q3418708 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
"Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram ( ... )". Todas as alternativas estão corretas, exceto: 
Alternativas
Q3418697 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
"(...) estava destinado (..)", apresenta análise correta em: 
Alternativas
Q3418006 Pedagogia

Analise as assertivas sobre a Base Nacional Comum Curricular — BNCC (2018) e marque a alternativa correta.



I - A BNCC deve nortear os currículos e as propostas pedagógicas de escolas públicas e privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.


Il - A Base estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se espera que alguns estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica.


lll - A Base soma-se aos propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.  

Alternativas
Q3418005 Pedagogia
Na Lei Nº 14.191/2021, não se constitui em um objetivo dos programas de educação bilíngue o que se afirma em: 
Alternativas
Q3418004 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
No que se refere à educação, assinale a alternativa com o que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não assegura. 
Alternativas
Q3418003 Libras

Leia as assertivas seguintes e assinale a alternativa com os modelos narrativos da alteridade surda (SKLIAR, 2000), referentes aos seguintes conceitos.



I - As narrativas são informadas pelo discurso medicalizado da deficiência e predominam práticas ouvintistas.


II - As narrativas buscam uma realidade de harmonia não conflitiva e predominam práticas do bilinguismo.


Ill - As narrativas são pautadas no discurso da diferença e predominam processos de desouvintização. 

Alternativas
Respostas
761: B
762: C
763: A
764: A
765: A
766: A
767: A
768: D
769: D
770: A
771: B
772: C
773: D
774: D
775: B
776: C
777: C
778: A
779: B
780: D