Questões de Concurso Para prefeitura do rio de janeiro - rj

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Q364513 Português
Responda às questões 05 e 06 considerando a seguinte frase, no contexto.

“E, como não temos o controle sobre a natureza, precisamos trabalhar com o imponderável e revesti-lo de cuidados compatíveis com as possibilidades do universo em convivência.” (2º parágrafo)

A conjunção como introduz uma oração que esta- belece com a oração seguinte a relação lógica de:
Alternativas
Q364512 Português
                        Texto: A melhor resposta à dor

        As cidades constituem-se como o maior artefato da cultura. E, justamente, se opõem à natureza. Qualquer condição urbana é um intervento sobre as condições naturais, o que desequilibra o status quo.
        O convívio é algo necessariamente conflituoso, tenso, perigoso. E, como não temos o controle sobre a natureza, precisamos trabalhar com o imponderável e revesti-lo de cuidados compatíveis com as possibilidades do universo em convivência.
        A ocupação das margens de rios é um modelo convencional na produção urbana. Todas as culturas o fizeram. Muitas cidades já sofreram com enchentes - e mesmo assim se mantiveram no mesmo lugar. É que razões mais determinantes foram escolhidas.
        Também a ocupação de encostas e de morros é outro modelo universal. Mas há encostas firmes, há encostas frágeis. Há encostas que rompem sem ação antrópica e outras onde é a ação do homem que causa a derrubada.
        No entanto, as cidades vitoriosas foram aquelas que souberam ajustar suas razões às da natureza. Mas, para o fazerem, planejaram, escolheram, construíram sistemas próprios, capazes de alcançar um patamar de confiança e conforto em que pudessem superar as incertezas do meio.
        O Rio de Janeiro é uma cidade que tem aprendido. Das tragédias da década de 60, emergiu o serviço de geotecnia extremamente bem-sucedido da GeoRio. Nesses 40 anos, a cidade tem investido poderosamente na contenção de encostas e na eliminação de risco.
        O Rio também tem investido na proteção a famílias em risco. É claro que não é simples, considerando-se que a falta de política habitacional é uma realidade no nosso país. Mas é considerável o esforço do município no reassentamento de famílias, pelo menos desde a década de 90, através do programa Morar Sem Risco.
        O monitoramento das condições meteorológicas é outro trabalho importante que obviamente não previne as chuvas, mas pode ser útil na prevenção do dano. Monitorar e informar, alertar as famílias em risco, é tarefa complexa, de grande exigência tecnológica, que hoje já pode ser feita com bom resultado.
        Agora, ante a dor, a melhor resposta será a busca da cooperação.


(Sérgio Magalhães - O Globo, 16/01/2011- disponível em: http://www.cidadeinteira.blogspot.com/ - fragmento)
“Todas as culturas o fizeram." (3º parágrafo)

Se o pronome pessoal oblíquo em destaque fosse colocado após o verbo, teríamos “fizeram-no". De acordo com a norma gramatical, é INADEQUADA a colocação do pronome oblíquo em:
Alternativas
Q364510 Português
                        Texto: A melhor resposta à dor

        As cidades constituem-se como o maior artefato da cultura. E, justamente, se opõem à natureza. Qualquer condição urbana é um intervento sobre as condições naturais, o que desequilibra o status quo.
        O convívio é algo necessariamente conflituoso, tenso, perigoso. E, como não temos o controle sobre a natureza, precisamos trabalhar com o imponderável e revesti-lo de cuidados compatíveis com as possibilidades do universo em convivência.
        A ocupação das margens de rios é um modelo convencional na produção urbana. Todas as culturas o fizeram. Muitas cidades já sofreram com enchentes - e mesmo assim se mantiveram no mesmo lugar. É que razões mais determinantes foram escolhidas.
        Também a ocupação de encostas e de morros é outro modelo universal. Mas há encostas firmes, há encostas frágeis. Há encostas que rompem sem ação antrópica e outras onde é a ação do homem que causa a derrubada.
        No entanto, as cidades vitoriosas foram aquelas que souberam ajustar suas razões às da natureza. Mas, para o fazerem, planejaram, escolheram, construíram sistemas próprios, capazes de alcançar um patamar de confiança e conforto em que pudessem superar as incertezas do meio.
        O Rio de Janeiro é uma cidade que tem aprendido. Das tragédias da década de 60, emergiu o serviço de geotecnia extremamente bem-sucedido da GeoRio. Nesses 40 anos, a cidade tem investido poderosamente na contenção de encostas e na eliminação de risco.
        O Rio também tem investido na proteção a famílias em risco. É claro que não é simples, considerando-se que a falta de política habitacional é uma realidade no nosso país. Mas é considerável o esforço do município no reassentamento de famílias, pelo menos desde a década de 90, através do programa Morar Sem Risco.
        O monitoramento das condições meteorológicas é outro trabalho importante que obviamente não previne as chuvas, mas pode ser útil na prevenção do dano. Monitorar e informar, alertar as famílias em risco, é tarefa complexa, de grande exigência tecnológica, que hoje já pode ser feita com bom resultado.
        Agora, ante a dor, a melhor resposta será a busca da cooperação.


(Sérgio Magalhães - O Globo, 16/01/2011- disponível em: http://www.cidadeinteira.blogspot.com/ - fragmento)
Em “Muitas cidades já sofreram com enchentes...” faz-se uso do recurso que consiste em designar partes (cidadãos, autoridades) pela palavra que nomeia o todo (cidades). O mesmo recurso é empregado em:
Alternativas
Q364509 Português
                        Texto: A melhor resposta à dor

        As cidades constituem-se como o maior artefato da cultura. E, justamente, se opõem à natureza. Qualquer condição urbana é um intervento sobre as condições naturais, o que desequilibra o status quo.
        O convívio é algo necessariamente conflituoso, tenso, perigoso. E, como não temos o controle sobre a natureza, precisamos trabalhar com o imponderável e revesti-lo de cuidados compatíveis com as possibilidades do universo em convivência.
        A ocupação das margens de rios é um modelo convencional na produção urbana. Todas as culturas o fizeram. Muitas cidades já sofreram com enchentes - e mesmo assim se mantiveram no mesmo lugar. É que razões mais determinantes foram escolhidas.
        Também a ocupação de encostas e de morros é outro modelo universal. Mas há encostas firmes, há encostas frágeis. Há encostas que rompem sem ação antrópica e outras onde é a ação do homem que causa a derrubada.
        No entanto, as cidades vitoriosas foram aquelas que souberam ajustar suas razões às da natureza. Mas, para o fazerem, planejaram, escolheram, construíram sistemas próprios, capazes de alcançar um patamar de confiança e conforto em que pudessem superar as incertezas do meio.
        O Rio de Janeiro é uma cidade que tem aprendido. Das tragédias da década de 60, emergiu o serviço de geotecnia extremamente bem-sucedido da GeoRio. Nesses 40 anos, a cidade tem investido poderosamente na contenção de encostas e na eliminação de risco.
        O Rio também tem investido na proteção a famílias em risco. É claro que não é simples, considerando-se que a falta de política habitacional é uma realidade no nosso país. Mas é considerável o esforço do município no reassentamento de famílias, pelo menos desde a década de 90, através do programa Morar Sem Risco.
        O monitoramento das condições meteorológicas é outro trabalho importante que obviamente não previne as chuvas, mas pode ser útil na prevenção do dano. Monitorar e informar, alertar as famílias em risco, é tarefa complexa, de grande exigência tecnológica, que hoje já pode ser feita com bom resultado.
        Agora, ante a dor, a melhor resposta será a busca da cooperação.


(Sérgio Magalhães - O Globo, 16/01/2011- disponível em: http://www.cidadeinteira.blogspot.com/ - fragmento)
Após a leitura do texto, quanto à produção urbana, é certo concluir que, segundo o autor:
Alternativas
Q727986 Pedagogia

TEXTO 2

Na escola, todos os professores devem se preocupar com a qualidade de interlocução desenvolvida com todos os membros da comunidade. A interlocução deverá estar sempre apontando para novas aprendizagens, para as formas mais avançadas de pensar o mundo e de conviver no espaço/tempo simultâneo que incorpora aspectos vividos na história individual e coletiva às dificuldades e alegrias dos momentos presentes e, ainda, à interface com a construção do amanhã.

Afinal, inclusão implica constituição de conhecimentos, pois não basta manter o aluno na escola. Sua permanência deve ser revestida de qualidade, sem o que estaremos reproduzindo a exclusão social que nossas crianças e jovens vivem fora da escola. (...)

As escolhas precisam ser muito bem pensadas. Não podem ser guiadas somente pelas necessidades da vida prática, tampouco bastar-se pela tradição ou senso comum e muito menos pelo momento vivido. Precisamos estar sempre atentos para saber que aprendizagens promovem o desenvolvimento, que ideologias estão balizando nossas escolhas e a que estruturas sociais elas poderão servir. A seleção dos conteúdos, assim como os procedimentos de ensino, estão repletos de significados embutidos que, muitas vezes, reforçam as práticas sociais discriminatórias.

               (Multieducação – Temas em debate; trocando idéias. – Texto adaptado)

Com base no TEXTO 2, responda à questão.

A utilização pela escola de tecnologias relativas às mídias tais como TV e DVDs, rádio comunitárias escolares, jornais e internet devem ser utilizadas priorizando-se sua importância como:

Alternativas
Q727985 Pedagogia

TEXTO 2

Na escola, todos os professores devem se preocupar com a qualidade de interlocução desenvolvida com todos os membros da comunidade. A interlocução deverá estar sempre apontando para novas aprendizagens, para as formas mais avançadas de pensar o mundo e de conviver no espaço/tempo simultâneo que incorpora aspectos vividos na história individual e coletiva às dificuldades e alegrias dos momentos presentes e, ainda, à interface com a construção do amanhã.

Afinal, inclusão implica constituição de conhecimentos, pois não basta manter o aluno na escola. Sua permanência deve ser revestida de qualidade, sem o que estaremos reproduzindo a exclusão social que nossas crianças e jovens vivem fora da escola. (...)

As escolhas precisam ser muito bem pensadas. Não podem ser guiadas somente pelas necessidades da vida prática, tampouco bastar-se pela tradição ou senso comum e muito menos pelo momento vivido. Precisamos estar sempre atentos para saber que aprendizagens promovem o desenvolvimento, que ideologias estão balizando nossas escolhas e a que estruturas sociais elas poderão servir. A seleção dos conteúdos, assim como os procedimentos de ensino, estão repletos de significados embutidos que, muitas vezes, reforçam as práticas sociais discriminatórias.

               (Multieducação – Temas em debate; trocando idéias. – Texto adaptado)

Com base no TEXTO 2, responda à questão.

As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, emanadas do Conselho Nacional de Educação, apresentam os elementos norteadores das ações pedagógicas em todo o território nacional. Assim sendo, elas enunciam:

Alternativas
Q727984 Pedagogia

TEXTO 2

Na escola, todos os professores devem se preocupar com a qualidade de interlocução desenvolvida com todos os membros da comunidade. A interlocução deverá estar sempre apontando para novas aprendizagens, para as formas mais avançadas de pensar o mundo e de conviver no espaço/tempo simultâneo que incorpora aspectos vividos na história individual e coletiva às dificuldades e alegrias dos momentos presentes e, ainda, à interface com a construção do amanhã.

Afinal, inclusão implica constituição de conhecimentos, pois não basta manter o aluno na escola. Sua permanência deve ser revestida de qualidade, sem o que estaremos reproduzindo a exclusão social que nossas crianças e jovens vivem fora da escola. (...)

As escolhas precisam ser muito bem pensadas. Não podem ser guiadas somente pelas necessidades da vida prática, tampouco bastar-se pela tradição ou senso comum e muito menos pelo momento vivido. Precisamos estar sempre atentos para saber que aprendizagens promovem o desenvolvimento, que ideologias estão balizando nossas escolhas e a que estruturas sociais elas poderão servir. A seleção dos conteúdos, assim como os procedimentos de ensino, estão repletos de significados embutidos que, muitas vezes, reforçam as práticas sociais discriminatórias.

               (Multieducação – Temas em debate; trocando idéias. – Texto adaptado)

Com base no TEXTO 2, responda à questão.

Um currículo integrado, que articula os conteúdos de seus componentes de forma interdisciplinar, não exime os professores, ao planejarem suas aulas, de arquitetar maneiras de torná-los significativos para os alunos, imaginando as situações de aprendizagem a serem proporcionadas, adequadas aos interesses e ao desenvolvimento dos estudantes. Os temas transversais podem oferecer uma contribuição valiosa para esse fim porque oferecem:

Alternativas
Q727983 Pedagogia

TEXTO 2

Na escola, todos os professores devem se preocupar com a qualidade de interlocução desenvolvida com todos os membros da comunidade. A interlocução deverá estar sempre apontando para novas aprendizagens, para as formas mais avançadas de pensar o mundo e de conviver no espaço/tempo simultâneo que incorpora aspectos vividos na história individual e coletiva às dificuldades e alegrias dos momentos presentes e, ainda, à interface com a construção do amanhã.

Afinal, inclusão implica constituição de conhecimentos, pois não basta manter o aluno na escola. Sua permanência deve ser revestida de qualidade, sem o que estaremos reproduzindo a exclusão social que nossas crianças e jovens vivem fora da escola. (...)

As escolhas precisam ser muito bem pensadas. Não podem ser guiadas somente pelas necessidades da vida prática, tampouco bastar-se pela tradição ou senso comum e muito menos pelo momento vivido. Precisamos estar sempre atentos para saber que aprendizagens promovem o desenvolvimento, que ideologias estão balizando nossas escolhas e a que estruturas sociais elas poderão servir. A seleção dos conteúdos, assim como os procedimentos de ensino, estão repletos de significados embutidos que, muitas vezes, reforçam as práticas sociais discriminatórias.

               (Multieducação – Temas em debate; trocando idéias. – Texto adaptado)

Com base no TEXTO 2, responda à questão.

O último parágrafo do TEXTO 2 deixa claro que uma filosofia da educação, um pensamento crítico sobre a sociedade em que vivemos, é imprescindível, entre outras coisas, para:

Alternativas
Q727982 Pedagogia

TEXTO 2

Na escola, todos os professores devem se preocupar com a qualidade de interlocução desenvolvida com todos os membros da comunidade. A interlocução deverá estar sempre apontando para novas aprendizagens, para as formas mais avançadas de pensar o mundo e de conviver no espaço/tempo simultâneo que incorpora aspectos vividos na história individual e coletiva às dificuldades e alegrias dos momentos presentes e, ainda, à interface com a construção do amanhã.

Afinal, inclusão implica constituição de conhecimentos, pois não basta manter o aluno na escola. Sua permanência deve ser revestida de qualidade, sem o que estaremos reproduzindo a exclusão social que nossas crianças e jovens vivem fora da escola. (...)

As escolhas precisam ser muito bem pensadas. Não podem ser guiadas somente pelas necessidades da vida prática, tampouco bastar-se pela tradição ou senso comum e muito menos pelo momento vivido. Precisamos estar sempre atentos para saber que aprendizagens promovem o desenvolvimento, que ideologias estão balizando nossas escolhas e a que estruturas sociais elas poderão servir. A seleção dos conteúdos, assim como os procedimentos de ensino, estão repletos de significados embutidos que, muitas vezes, reforçam as práticas sociais discriminatórias.

               (Multieducação – Temas em debate; trocando idéias. – Texto adaptado)

Com base no TEXTO 2, responda à questão.

O TEXTO 2 apresenta orientações para um momento importante da vida escolar que se constitui pela:

Alternativas
Q727981 Pedagogia

TEXTO 2

Na escola, todos os professores devem se preocupar com a qualidade de interlocução desenvolvida com todos os membros da comunidade. A interlocução deverá estar sempre apontando para novas aprendizagens, para as formas mais avançadas de pensar o mundo e de conviver no espaço/tempo simultâneo que incorpora aspectos vividos na história individual e coletiva às dificuldades e alegrias dos momentos presentes e, ainda, à interface com a construção do amanhã.

Afinal, inclusão implica constituição de conhecimentos, pois não basta manter o aluno na escola. Sua permanência deve ser revestida de qualidade, sem o que estaremos reproduzindo a exclusão social que nossas crianças e jovens vivem fora da escola. (...)

As escolhas precisam ser muito bem pensadas. Não podem ser guiadas somente pelas necessidades da vida prática, tampouco bastar-se pela tradição ou senso comum e muito menos pelo momento vivido. Precisamos estar sempre atentos para saber que aprendizagens promovem o desenvolvimento, que ideologias estão balizando nossas escolhas e a que estruturas sociais elas poderão servir. A seleção dos conteúdos, assim como os procedimentos de ensino, estão repletos de significados embutidos que, muitas vezes, reforçam as práticas sociais discriminatórias.

               (Multieducação – Temas em debate; trocando idéias. – Texto adaptado)

Com base no TEXTO 2, responda à questão.

O TEXTO 2 evidencia um desejo e uma proposta de participação de todos os envolvidos no processo educativo: dos alunos e suas famílias, dos funcionários e professores e dos membros da comunidade em que estão inseridos. Essa reflexão coletiva sobre o papel, limites e possibilidades da escola é fundamental para que a escola se torne um espaço de:

Alternativas
Q727980 Pedagogia

TEXTO 1

A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. (...)

Este movimento dinâmico é um dos aspectos centrais, para mim, do processo de alfabetização. Daí que sempre tenha insistido em que as palavras com que organizar o programa da alfabetização deveriam vir do universo vocabular dos grupos populares, expressando a sua real linguagem, os seus anseios, as suas inquietações, as suas reivindicações, os seus sonhos. Deveriam vir carregadas da significação de sua experiência existencial e não da experiência do educador. A pesquisa do que chamava universo vocabular nos dava assim as palavras do Povo, grávidas de mundo. (...)

De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente.

(FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam - texto adaptado)

Com base no TEXTO 1, responda à questão.

O TEXTO 1 expressa a convicção do autor de que a educação:

Alternativas
Q727979 Pedagogia

TEXTO 1

A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. (...)

Este movimento dinâmico é um dos aspectos centrais, para mim, do processo de alfabetização. Daí que sempre tenha insistido em que as palavras com que organizar o programa da alfabetização deveriam vir do universo vocabular dos grupos populares, expressando a sua real linguagem, os seus anseios, as suas inquietações, as suas reivindicações, os seus sonhos. Deveriam vir carregadas da significação de sua experiência existencial e não da experiência do educador. A pesquisa do que chamava universo vocabular nos dava assim as palavras do Povo, grávidas de mundo. (...)

De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente.

(FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam - texto adaptado)

Com base no TEXTO 1, responda à questão.

Paulo Freire representa um marco na educação popular do Brasil por sua proposta, retratada no TEXTO 1, de uma educação libertária, na qual:

Alternativas
Q727978 Pedagogia

TEXTO 1

A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. (...)

Este movimento dinâmico é um dos aspectos centrais, para mim, do processo de alfabetização. Daí que sempre tenha insistido em que as palavras com que organizar o programa da alfabetização deveriam vir do universo vocabular dos grupos populares, expressando a sua real linguagem, os seus anseios, as suas inquietações, as suas reivindicações, os seus sonhos. Deveriam vir carregadas da significação de sua experiência existencial e não da experiência do educador. A pesquisa do que chamava universo vocabular nos dava assim as palavras do Povo, grávidas de mundo. (...)

De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente.

(FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam - texto adaptado)

Com base no TEXTO 1, responda à questão.

O primeiro parágrafo do TEXTO 1 remete diretamente à expressão:

Alternativas
Q727977 Pedagogia

TEXTO 1

A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. (...)

Este movimento dinâmico é um dos aspectos centrais, para mim, do processo de alfabetização. Daí que sempre tenha insistido em que as palavras com que organizar o programa da alfabetização deveriam vir do universo vocabular dos grupos populares, expressando a sua real linguagem, os seus anseios, as suas inquietações, as suas reivindicações, os seus sonhos. Deveriam vir carregadas da significação de sua experiência existencial e não da experiência do educador. A pesquisa do que chamava universo vocabular nos dava assim as palavras do Povo, grávidas de mundo. (...)

De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente.

(FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam - texto adaptado)

Com base no TEXTO 1, responda à questão.

A proposta de Paulo Freire comentada no TEXTO 1 evidencia que ele acata os princípios teóricos de:

Alternativas
Q727976 Português

TEXTO 3

                            Noite de 1928. Chovia.

É natal. E todo mundo resolve mandar textos para mim, como se carente estivesse deles. E, de ruins, bastam os meus. Não sei se são presentes, ou passados, assim-assados.

Creio que me julgam eminente e iminente crítico da arte e ofício da escrita. A grande maioria desses textos envergonharia o Papai Noel e o próprio pai e a mãe dos autores. Eu já pedi para você não me mandar mais textos. Mas você insisti. Você gosta de sofrer. E de me fazer sofrer. Antes de mandar um texto para um escritor, dê uma olhadinha ao menos nas vírgulas, que são a respiração do leitor. Procure saber direito como se escreve seje e se questão tem ou não trema. Menas ousadia, pesso eu.

                                                (Mario Prata - O Estado de São Paulo, 08/12/99 IN:

                                                                     http://www.marioprataonline.com.br/ )

Com base no TEXTO 3, responda à questão.

O autor, em seu texto, reproduz equívocos ortográficos cometidos por aqueles que lhe escrevem. O segmento “Mas você insisti ... Menas ousadia, pesso eu.”, observando as regras de ortografia na língua padrão, seria reescrito:

Alternativas
Q727975 Português

TEXTO 3

                            Noite de 1928. Chovia.

É natal. E todo mundo resolve mandar textos para mim, como se carente estivesse deles. E, de ruins, bastam os meus. Não sei se são presentes, ou passados, assim-assados.

Creio que me julgam eminente e iminente crítico da arte e ofício da escrita. A grande maioria desses textos envergonharia o Papai Noel e o próprio pai e a mãe dos autores. Eu já pedi para você não me mandar mais textos. Mas você insisti. Você gosta de sofrer. E de me fazer sofrer. Antes de mandar um texto para um escritor, dê uma olhadinha ao menos nas vírgulas, que são a respiração do leitor. Procure saber direito como se escreve seje e se questão tem ou não trema. Menas ousadia, pesso eu.

                                                (Mario Prata - O Estado de São Paulo, 08/12/99 IN:

                                                                     http://www.marioprataonline.com.br/ )

Com base no TEXTO 3, responda à questão.

Creio que me julgam eminente e iminente crítico da arte e ofício da escrita. Os significados dos adjetivos destacados são, respectivamente:

Alternativas
Q727974 Português

TEXTO 3

                            Noite de 1928. Chovia.

É natal. E todo mundo resolve mandar textos para mim, como se carente estivesse deles. E, de ruins, bastam os meus. Não sei se são presentes, ou passados, assim-assados.

Creio que me julgam eminente e iminente crítico da arte e ofício da escrita. A grande maioria desses textos envergonharia o Papai Noel e o próprio pai e a mãe dos autores. Eu já pedi para você não me mandar mais textos. Mas você insisti. Você gosta de sofrer. E de me fazer sofrer. Antes de mandar um texto para um escritor, dê uma olhadinha ao menos nas vírgulas, que são a respiração do leitor. Procure saber direito como se escreve seje e se questão tem ou não trema. Menas ousadia, pesso eu.

                                                (Mario Prata - O Estado de São Paulo, 08/12/99 IN:

                                                                     http://www.marioprataonline.com.br/ )

Com base no TEXTO 3, responda à questão.

É correto afirmar que no TEXTO 3 é predominante

Alternativas
Q727973 Português

TEXTO 3

                            Noite de 1928. Chovia.

É natal. E todo mundo resolve mandar textos para mim, como se carente estivesse deles. E, de ruins, bastam os meus. Não sei se são presentes, ou passados, assim-assados.

Creio que me julgam eminente e iminente crítico da arte e ofício da escrita. A grande maioria desses textos envergonharia o Papai Noel e o próprio pai e a mãe dos autores. Eu já pedi para você não me mandar mais textos. Mas você insisti. Você gosta de sofrer. E de me fazer sofrer. Antes de mandar um texto para um escritor, dê uma olhadinha ao menos nas vírgulas, que são a respiração do leitor. Procure saber direito como se escreve seje e se questão tem ou não trema. Menas ousadia, pesso eu.

                                                (Mario Prata - O Estado de São Paulo, 08/12/99 IN:

                                                                     http://www.marioprataonline.com.br/ )

Com base no TEXTO 3, responda à questão. 

Não sei se são presentes, ou passados, assim-assados.” O vocábulo se, nesse caso, é uma conjunção integrante, que introduz uma oração substantiva. Tem essa mesma classificação e função a palavra destacada em:

Alternativas
Q727972 Português

TEXTO 2

                               Minha terra

Saí menino de minha terra

Passei trinta anos longe dela

De vez em quando me diziam:

Sua terra está completamente mudada,

Tem avenidas, arranha-céus...

É hoje uma bonita cidade!

Meu coração ficava pequenino.

Revi afinal o meu Recife.

Tem avenidas, arranha-céus.

É hoje uma bonita cidade.

Está de fato completamente mudado.

Diabo leve quem pôs bonita minha terra!

(Manuel Bandeira. Belo belo in: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1982, 9ª Ed. Página 179)

Com base no TEXTO 2, responda à questão.

Segundo o Acordo Ortográfico vigente, mantém-se a acentuação gráfica do ditongo aberto em alguns casos, como em arranha-céus. O mesmo ocorre em:

Alternativas
Q727971 Português

TEXTO 2

                               Minha terra

Saí menino de minha terra

Passei trinta anos longe dela

De vez em quando me diziam:

Sua terra está completamente mudada,

Tem avenidas, arranha-céus...

É hoje uma bonita cidade!

Meu coração ficava pequenino.

Revi afinal o meu Recife.

Tem avenidas, arranha-céus.

É hoje uma bonita cidade.

Está de fato completamente mudado.

Diabo leve quem pôs bonita minha terra!

(Manuel Bandeira. Belo belo in: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1982, 9ª Ed. Página 179)

Com base no TEXTO 2, responda à questão.

Em “Meu coração ficava pequenino.” , os sentidos das palavras em destaque situam-se no nível da conotação. Isso ocorre porque:

Alternativas
Respostas
4701: D
4702: A
4703: D
4704: C
4705: D
4706: B
4707: B
4708: B
4709: A
4710: D
4711: C
4712: A
4713: D
4714: B
4715: C
4716: B
4717: A
4718: B
4719: C
4720: D