“Todas as culturas o fizeram." (3º parágrafo) Se o pronome p...
As cidades constituem-se como o maior artefato da cultura. E, justamente, se opõem à natureza. Qualquer condição urbana é um intervento sobre as condições naturais, o que desequilibra o status quo.
O convívio é algo necessariamente conflituoso, tenso, perigoso. E, como não temos o controle sobre a natureza, precisamos trabalhar com o imponderável e revesti-lo de cuidados compatíveis com as possibilidades do universo em convivência.
A ocupação das margens de rios é um modelo convencional na produção urbana. Todas as culturas o fizeram. Muitas cidades já sofreram com enchentes - e mesmo assim se mantiveram no mesmo lugar. É que razões mais determinantes foram escolhidas.
Também a ocupação de encostas e de morros é outro modelo universal. Mas há encostas firmes, há encostas frágeis. Há encostas que rompem sem ação antrópica e outras onde é a ação do homem que causa a derrubada.
No entanto, as cidades vitoriosas foram aquelas que souberam ajustar suas razões às da natureza. Mas, para o fazerem, planejaram, escolheram, construíram sistemas próprios, capazes de alcançar um patamar de confiança e conforto em que pudessem superar as incertezas do meio.
O Rio de Janeiro é uma cidade que tem aprendido. Das tragédias da década de 60, emergiu o serviço de geotecnia extremamente bem-sucedido da GeoRio. Nesses 40 anos, a cidade tem investido poderosamente na contenção de encostas e na eliminação de risco.
O Rio também tem investido na proteção a famílias em risco. É claro que não é simples, considerando-se que a falta de política habitacional é uma realidade no nosso país. Mas é considerável o esforço do município no reassentamento de famílias, pelo menos desde a década de 90, através do programa Morar Sem Risco.
O monitoramento das condições meteorológicas é outro trabalho importante que obviamente não previne as chuvas, mas pode ser útil na prevenção do dano. Monitorar e informar, alertar as famílias em risco, é tarefa complexa, de grande exigência tecnológica, que hoje já pode ser feita com bom resultado.
Agora, ante a dor, a melhor resposta será a busca da cooperação.
(Sérgio Magalhães - O Globo, 16/01/2011- disponível em: http://www.cidadeinteira.blogspot.com/ - fragmento)
Se o pronome pessoal oblíquo em destaque fosse colocado após o verbo, teríamos “fizeram-no". De acordo com a norma gramatical, é INADEQUADA a colocação do pronome oblíquo em:
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Para resolver essa questão, precisamos entender que ela aborda a colocação dos pronomes oblíquos átonos em relação ao verbo, conhecida como próclise, mesóclise e ênclise. No caso específico, estamos lidando com a mesóclise, que é a colocação do pronome no meio do verbo.
A norma gramatical da Língua Portuguesa orienta que a mesóclise é usada quando o verbo se encontra no futuro do presente (futuro simples) ou no futuro do pretérito (condicional) em orações afirmativas, desde que não haja palavras atrativas que exijam próclise, como advérbios de negação, conjunções subordinativas ou pronomes relativos.
Analisando as alternativas:
- A - fariam-no: Esta alternativa está incorreta porque "fariam" está no futuro do pretérito, mas, em contexto afirmativo sem palavra atrativa. Logo, segundo a norma, deveria ser usada a próclise: "o fariam".
- B - façam-no: Correto. "Façam" está no presente do subjuntivo, não é adequado para mesóclise, mas a estrutura está correta com ênclise.
- C - faziam-no: Correto. "Faziam" está no pretérito imperfeito do indicativo, que comporta a ênclise adequadamente.
- D - fizessem-no: Correto. "Fizessem" está no pretérito imperfeito do subjuntivo e se adequa à ênclise.
Conclusão: A alternativa A é inadequada, pois contraria a regra de colocação pronominal para verbos no futuro do pretérito em contexto afirmativo. As outras alternativas utilizam a ênclise ou mesóclise como esperado.
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Comentários
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A letra "a" está errada, pois a conjugação está no futuro do pretérito. Verbos no futuro do presente e no futuro do pretérito exigem o uso da mesóclise. Portanto, o correto seria "fá-lo-iam". Acrescento também que esta regra não é aplicada caso ocorra palavra que exige o uso da próclise.
letra C) correta - Pretérito imperfeito do indicativo: Eles faziam-no.
a letra D) eu não consegui identificar o seu tempo verbal...
COLOCAÇÃO PRONOMINAL - casos proibidos
1) próclise em início de frase "Me lembrei disso"
2) próclise seguido de ; = "Lembrou-se do ocorrido ; se esqueceu de contá-lo"
3) ênclise em futuro do indicativo = "Faria-me bem"
4) ênclise em particípio = "Tinha lembrado-se"
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