Questões de Concurso
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A camada de enlace de dados, definida pelo modelo OSI, tem como funções principais o controle do enlace de dados e o controle do acesso ao meio de comunicação. A finalidade é garantir uma transmissão confiável dos frames entre emissor e receptor. Para implementar uma transmissão confiável, são necessários os protocolos definidos pela camada de enlace, tais como o HDLC e o PPP. Considerando apenas o PPP, avalie as afirmações a seguir.
I. Embora seja um protocolo da camada de enlace, o PPP usa um conjunto de três protocolos com a finalidade de estabelecer o enlace físico (link): controle de link, autenticação e controle de rede.
II. O LCP é responsável por estabelecer, manter, configurar e encerrar enlaces físicos (links).
III. O PAP é um protocolo de autenticação de três etapas com handshake.
IV. Os pacotes CHAP são encapsulados em frames PPP. Além disso, no CHAP há três tipos de pacotes: challenge, resposta, sucesso e falha.
É correto o que se afirma em:
O PHP é uma linguagem de programação que permite a criação de scripts (normalmente interpretados do lado servidor da aplicação), a geração de páginas com conteúdo dinâmico e o envio e recebimento de cookies com um navegador web. O uso de cookies é comum para manter dados de autenticação e controle de sessão, exigindo configurações relacionadas à segurança da sessão no php.ini. Diante desse contexto, avalie as afirmações a seguir.
I. A configuração session.cookie_httponly=On não permite acesso ao cookie de sessão evitando o roubo de cookies por injeção de JavaScript.
II. A configuração session.use_cookies=On especifica o tempo de duração de um cookie numa sessão.
III. A configuração session.cookie_secure=On permite acesso ao cookie de ID de sessão apenas quando o protocolo é HTTPS.
IV. A configuração session.gc_maxlifetime não permite armazenar cookies de forma permanente.
É correto o que se afirmar em:
Acerca da gerência de memória dos sistemas operacionais, julgue as afirmativas abaixo como verdadeiras ou falsas.
I. A técnica de swapping consiste em dividir o programa em módulos de diferentes tamanhos a fim de carregar o módulo que tiver o tamanho da área livre na memória principal.
II. A diferença entre fragmentação interna e externa é que a primeira ocorre na memória principal, e a segunda, no disco.
III. A segmentação é uma técnica onde o espaço de endereçamento virtual é dividido em blocos de tamanhos diferentes chamados segmentos. A segmentação não apresenta fragmentação interna, visto que a quantidade exata de memória necessária é alocada para cada segmento.
IV. Na paginação não há fragmentação externa.
A respeito das afirmativas acima, pode-se afirmar que:
A memória de um computador é organizada em uma estrutura hierárquica composta de múltiplos níveis: memória principal, memória cache e registradores. Considere um sistema computacional com palavra de dados de 32 bits e que possua um único nível de memória cache, com caches de instrução e de dados separadas, cada uma com capacidade de 16 palavras (64 Bytes). Analise as seguintes assertivas e assinale a alternativa correta:
I. A memória cache promove ganho de desempenho na execução de um programa apenas quando este exibe algum nível de localidade no acesso às instruções e/ou dados.
II. Se a cache de dados for baseada no mapeamento direto, para se obter uma maior taxa de acertos na execução de um programa com alta localidade espacial no acesso a dados, é melhor organizar essa cache em 16 blocos com 01 palavra/bloco do que em 04 blocos com 04 palavras/bloco.
III. Para programas que exibam localidade temporal no acesso às instruções, para obter uma menor taxa de faltas, é melhor que a cache de instruções seja baseada no mapeamento associativo de duas vias do que no mapeamento direto. Isso se justifica porque o mapeamento associativo oferece alternativas de blocos para carregar uma posição da memória principal na cache e isso reduz a necessidade de substituição de blocos na cache.
De acordo com a Lei 15.156/10, que institui o Plano de Carreiras e Vencimentos do Grupo Segurança Pública - Perícia Oficial do Estado de Santa Catarina, e com relação à composição do Quadro de Pessoal do IGP, é correto afirmar que:
I. Técnico Pericial é a autoridade que desempenha atividades de nível superior, de natureza técnica, científica e especializada, de maior complexidade quanto à observação, constatação, registro, coleta, interpretação, análise e avaliação prospectiva, nos ditames da criminalística, de vestígios relacionados ao fato delituoso e à emissão de um juízo, realizando exames periciais criminais e elaborando estudos, pesquisas, laudos e pareceres que exigem formação ou habilitação específica, fundamentais para a decisão judicial, nos termos das normas constitucionais e legais em vigor, bem como presidir as atividades de perícia criminal e de identificação civil e criminal.
II. O Perito Oficial desempenha atividades de nível superior, de natureza técnica e científica, que têm por objeto realizar exames papiloscópicos referentes à identificação civil e criminal, elaborando laudos e pareceres que exigem habilitação específica, fundamentais para a decisão judicial, nos termos das normas constitucionais e legais em vigor.
III. Auxiliar Pericial: desempenha atividades de nível médio, de natureza operacional, administrativa e de apoio, relacionadas ao suporte na execução das atividades afetas à instituição.
IV. Os cargos de provimento em comissão de Diretores, Gerentes e Corregedor serão ocupados exclusivamente por servidores efetivos, ativos e estáveis da carreira de Perito Oficial do IGP.
Assinale a alternativa correta:
DIÁLOGO DE SURDOS
Por: Sírio Possenti. Publicado em 09 mai 2016. Adaptado de:
http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/4821/n/dialogo_de_surdos
Acesso em 30 out 2017.
A expressão corrente trata de situações em que dois lados (ou mais) falam e ninguém se entende. Na verdade, esta é uma visão um pouco simplificada das coisas. De fato, quando dois lados polemizam, dificilmente olham para as mesmas coisas (ou para as mesmas palavras). Cada lado interpreta o outro de uma forma que este acha estranha e vice-versa.
Dominique Maingueneau (em Gênese dos discursos, São Paulo, Parábola) deu tratamento teórico à questão (um tratamento empírico pode ser encontrado em muitos espaços, quase diariamente). [...]
Suponhamos dois discursos, A e B. Se polemizam, B nunca diz que A diz A, mas que diz “nãoB”. E vice-versa. O interessante é que nunca se encontra “nãoB” no discurso de A, sempre se encontra A; mas B não “pode” ver isso, porque trairia sua identidade doutrinária, ideológica.
Um bom exemplo é o que acontece frequentemente no debate sobre variedades do português. Se um linguista diz que não há “erro” em uma fala popular, como em “as elite” (que a elite escreve burramente “a zelite”, quando deveria escrever “as elite”), seus opositores não dirão que os linguistas descrevem o fato como uma variante, mostrando que segue uma regra, mas que “aceitam tudo”, que “aceitam o erro”. O simulacro consiste no fato de que as palavras dos oponentes não são as dos linguistas (não cabe discutir quem tem razão, mas verificar que os dois não se entendem).
Uma variante da incompreensão é que cada lado fala de coisas diferentes.
Atualmente, há uma polêmica sobre se há golpe ou não há golpe. Simplificando um pouco, os que dizem que há golpe se apegam ao fato de que os dois crimes atribuídos à presidenta não seriam crimes. Os que acham que não há golpe dizem que o processo está seguindo as regras definidas pelo Supremo.
Um bom sintoma é a pergunta recorrente feita aos ministros do Supremo pelos repórteres: a pergunta não é “a pedalada é um crime?” (uma questão mérito), mas “impeachment é golpe?”. Esta pergunta permite que o ministro responda que não, pois o impedimento está previsto na Constituição.
Juca Kfouri fez uma boa comparação com futebol: a expulsão de um jogador, ou o pênalti, está prevista(o), o que não significa que qualquer expulsão é justa ou que toda falta é pênalti...
A teoria de Maingueneau joga água na fervura dos que acreditam que a humanidade pode se entender (o que faltaria é adotar uma língua comum, quem sabe o esperanto). Ledo engano: as pessoas não se entendem é falando a mesma língua.
Até hoje, ninguém venceu uma disputa intelectual (ideológica) no debate. Quando venceu, foi com o exército, com a maioria dos eleitores ou dos... deputados.
Sírio Possenti
Departamento de Linguística
Universidade Estadual de Campinas
DIÁLOGO DE SURDOS
Por: Sírio Possenti. Publicado em 09 mai 2016. Adaptado de:
http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/4821/n/dialogo_de_surdos
Acesso em 30 out 2017.
A expressão corrente trata de situações em que dois lados (ou mais) falam e ninguém se entende. Na verdade, esta é uma visão um pouco simplificada das coisas. De fato, quando dois lados polemizam, dificilmente olham para as mesmas coisas (ou para as mesmas palavras). Cada lado interpreta o outro de uma forma que este acha estranha e vice-versa.
Dominique Maingueneau (em Gênese dos discursos, São Paulo, Parábola) deu tratamento teórico à questão (um tratamento empírico pode ser encontrado em muitos espaços, quase diariamente). [...]
Suponhamos dois discursos, A e B. Se polemizam, B nunca diz que A diz A, mas que diz “nãoB”. E vice-versa. O interessante é que nunca se encontra “nãoB” no discurso de A, sempre se encontra A; mas B não “pode” ver isso, porque trairia sua identidade doutrinária, ideológica.
Um bom exemplo é o que acontece frequentemente no debate sobre variedades do português. Se um linguista diz que não há “erro” em uma fala popular, como em “as elite” (que a elite escreve burramente “a zelite”, quando deveria escrever “as elite”), seus opositores não dirão que os linguistas descrevem o fato como uma variante, mostrando que segue uma regra, mas que “aceitam tudo”, que “aceitam o erro”. O simulacro consiste no fato de que as palavras dos oponentes não são as dos linguistas (não cabe discutir quem tem razão, mas verificar que os dois não se entendem).
Uma variante da incompreensão é que cada lado fala de coisas diferentes.
Atualmente, há uma polêmica sobre se há golpe ou não há golpe. Simplificando um pouco, os que dizem que há golpe se apegam ao fato de que os dois crimes atribuídos à presidenta não seriam crimes. Os que acham que não há golpe dizem que o processo está seguindo as regras definidas pelo Supremo.
Um bom sintoma é a pergunta recorrente feita aos ministros do Supremo pelos repórteres: a pergunta não é “a pedalada é um crime?” (uma questão mérito), mas “impeachment é golpe?”. Esta pergunta permite que o ministro responda que não, pois o impedimento está previsto na Constituição.
Juca Kfouri fez uma boa comparação com futebol: a expulsão de um jogador, ou o pênalti, está prevista(o), o que não significa que qualquer expulsão é justa ou que toda falta é pênalti...
A teoria de Maingueneau joga água na fervura dos que acreditam que a humanidade pode se entender (o que faltaria é adotar uma língua comum, quem sabe o esperanto). Ledo engano: as pessoas não se entendem é falando a mesma língua.
Até hoje, ninguém venceu uma disputa intelectual (ideológica) no debate. Quando venceu, foi com o exército, com a maioria dos eleitores ou dos... deputados.
Sírio Possenti
Departamento de Linguística
Universidade Estadual de Campinas
O policial Ferdinando, ao chegar a um local no qual ocorreu uma tentativa de homicídio, notou que havia uma mulher com um ferimento perfurocortante em seu abdômen e, embora a vítima estivesse perdendo sangue, ainda mostrava sinais de vida. Ferdinando, sem hesitar, entrou no local e levou a vítima ao hospital mais próximo.
Em princípio, baseado no que prevê o artigo 169 do Código de Processo Penal (Para o efeito de exame do local onde houver sido praticada a infração, a autoridade providenciará imediatamente para que não se altere o estado das coisas até a chegada dos peritos, que poderão instruir seus laudos com fotografias, desenhos ou esquemas elucidativos.) e na doutrina consagrada dos procedimentos de isolamento e preservação de local de crime (adotada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, por exemplo), Ferdinando: