Questões de Concurso Comentadas para fauel

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Q775146 Direito Administrativo
Compete ao Poder Legislativo, além da atividade legiferante, a realização da fiscalização da administração pública. O controle legislativo, por vezes chamado de controle parlamentar, possui limites traçados pelo texto constitucional, aplicados, por simetria, à esfera municipal. A respeito do tema, é correto afirmar:
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Q775145 Direito Administrativo
Probidade é a essência da democracia, estando prevista legítima punição aos seus infratores no art.37,§4º, da Constituição Federal de 1988, cuja medida processual para sua aplicação fora regulada pela Lei de Improbidade Administrativa (Lei n.º 8.429/92). A respeito do tema, assinale a alternativa correta:
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Q775144 Direito do Trabalho
A realização de greve passou, historicamente, de um ato ilícito a um direito constitucionalmente garantido. Em relação ao exercício do direito de greve por servidores públicos, considerando o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema, é correto afirmar:
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Q775143 Legislação dos Municípios do Estado do Paraná
Acerca da Lei Orgânica do Município de Maria Helena, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta. I. É vedado aos Poderes Municipais a delegação recíproca de atribuições, salvo nos casos previstos na Lei Orgânica. II. O cidadão investido na função de um dos Poderes não poderá exercer a de outro, salvo nas exceções previstas na Lei Orgânica. III. A convocação extraordinária da Câmara Municipal far-se-á pelo Presidente da Câmara, quando este a entender necessário.
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Q775142 Direito Penal
Analise o tipo penal a seguir: “Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. O tipo penal acima diz respeito a qual crime contra a administração pública?
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Q775141 Direito Penal
Acerca dos crimes contra a administração pública, analise o caso abaixo e assinale a alternativa que indica corretamente o crime praticado por João:
“Imagine-se que João e Ana são servidores públicos, sendo Ana subordinada a João. Após anos trabalhando juntos, João e Ana começam a namorar. João percebe que em determinada situação Ana aceitou um presente de um contribuinte para agilizar a tramitação de um processo de interesse do contribuinte, tendo o presente sido dado em segredo para Ana especialmente para esse fim. Ao descobrir o que aconteceu, João chamou Ana para conversar, mas ao perceber que Ana havia adorado o presente, por indulgência, não lhe deu qualquer advertência e nem lhe chamou a atenção, recomendando apenas que não aceitasse mais outros presentes, deixando passar apenas desta vez”.
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Q775140 Direito Penal
De acordo com o Código Penal, “o resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa”. Ainda de acordo com o Código Penal, considera-se causa:
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Q775139 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
O novo Código de Processo Civil (CPC) estabeleceu algumas inovações no sistema jurídico. Dentre as inovações está o art.9º, que estabelece que “Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida”. O próprio Código estabelece exceções a esta regra, previstos nos incisos I, II e III do parágrafo único do art. 9º. Com base nisso, assinale a alternativa que indica uma hipótese NÃO prevista como exceção à regra estabelecida no art. 9º do CPC:
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Q775138 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta: I. A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, exclusivamente nas audiências de conciliação e instrução. II. Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência. III. Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade.
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Q775137 Direito Constitucional
Acerca da distribuição de competências prevista na Constituição, assinale a alternativa correta:
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Q775136 Direito Constitucional
Acerca do processo legislativo, assinale a alternativa correta:
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Q775135 Direito Constitucional
Acerca dos direitos e garantias fundamentais, assinale a alternativa correta:
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Q775134 Direito Constitucional
Acerca do controle concentrado ou abstrato de constitucionalidade, assinale a alternativa correta:
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Q775133 Português
“Mike Brown descobriu [...] um planetoide gelado, quase do tamanho de Plutão, numa região do espaço vazia. Em si mesmo, o planetoide não causou surpresa. Há mais de uma década, os astrônomos já previam que corpos gelados e menores do que planetas seriam vistos no chamado Cinturão de Kuiper, situado entre a órbita de Netuno e uma região do espaço além da órbita de Plutão. Em 1992, astrônomos localizaram no Havaí o primeiro de um conjunto que hoje conta com um milhar de objetos gelados nessa região”. National Geographic, dez 2004. Ao ler atentamente o texto acima, pode-se afirmar que:
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Q775132 Português

Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.



A ARMADILHA

Murilo Rubião


    Alexandre Saldanha Ribeiro. Desprezou o elevador e seguiu pela escada, apesar da volumosa mala que carregava e do número de andares a serem vencidos. Dez.

    Não demonstrava pressa, porém o seu rosto denunciava a segurança de uma resolução irrevogável. Já no décimo pavimento, meteu-se por um longo corredor, onde a poeira e detritos emprestavam desagradável aspecto aos ladrilhos. Todas as salas encontravam-se fechadas e delas não escapava qualquer ruído que indicasse presença humana.

    Parou diante do último escritório e perdeu algum tempo lendo uma frase, escrita a lápis, na parede. Em seguida passou a mala para a mão esquerda e com a direita experimentou a maçaneta, que custou a girar, como se há muito não fosse utilizada. Mesmo assim não conseguiu franquear a porta, cujo madeiramento empenara. Teve que usar o ombro para forçá-la. E o fez com tamanha violência que ela veio abaixo ruidosamente. Não se impressionou. Estava muito seguro de si para dar importância ao barulho que antecedera a sua entrada numa saleta escura, recendendo a mofo. Percorreu com os olhos os móveis, as paredes. Contrariado, deixou escapar uma praga. Quis voltar ao corredor, a fim de recomeçar a busca, quando deu com um biombo. Afastou-o para o lado e encontrou uma porta semicerrada. Empurrou-a. Ia colocar a mala no chão, mas um terror súbito imobilizou-o: sentado diante de uma mesa empoeirada, um homem de cabelos grisalhos, semblante sereno, apontava-lhe um revólver. Conservando a arma na direção do intruso, ordenou-lhe que não se afastasse.

    Também a Alexandre não interessava fugir, porque jamais perderia a oportunidade daquele encontro. A sensação de medo fora passageira e logo substituída por outra mais intensa, ao fitar os olhos do velho. Deles emergia uma penosa tonalidade azul.

    Naquela sala tudo respirava bolor, denotava extremo desmazelo, inclusive as esgarçadas roupas do seu solitário ocupante:

    — Estava à sua espera — disse, com uma voz macia. Alexandre não deu mostras de ter ouvido, fascinado com o olhar do seu interlocutor. Lembrava-lhe a viagem que fizera pelo mar, algumas palavras duras, num vão de escada.

    O outro teve que insistir:

    — Afinal, você veio.

    Subtraído bruscamente às recordações, ele fez um esforço violento para não demonstrar espanto:

    — Ah, esperava-me? — Não aguardou resposta e prosseguiu exaltado, como se de repente viesse à tona uma irritação antiga: — Impossível! Nunca você poderia calcular que eu chegaria hoje, se acabo de desembarcar e ninguém está informado da minha presença na cidade! Você é um farsante, mau farsante. Certamente aplicou sua velha técnica e pôs espias no meu encalço. De outro modo seria difícil descobrir, pois vivo viajando, mudando de lugar e nome.

    — Não sabia das suas viagens nem dos seus disfarces.

    — Então, como fez para adivinhar a data da minha chegada?

    — Nada adivinhei. Apenas esperava a sua vinda. Há dois anos, nesta cadeira, na mesma posição em que me encontro, aguardava-o certo de que você viria.

    Por instantes, calaram-se. Preparavam-se para golpes mais fundos ou para desvendar o jogo em que se empenhavam.

    Alexandre pensou em tomar a iniciativa do ataque, convencido de que somente assim poderia desfazer a placidez do adversário. Este, entretanto, percebeu-lhe a intenção e antecipou-se:

    — Antes que me dirija outras perguntas — e sei que tem muitas a fazer-me — quero saber o que aconteceu com Ema.

    — Nada — respondeu, procurando dar à voz um tom despreocupado.

    — Nada?

    Alexandre percebeu a ironia e seus olhos encheram-se de ódio e humilhação. Tentou revidar com um palavrão. Todavia, a firmeza e a tranquilidade que iam no rosto do outro venceramno.

    — Abandonou-me — deixou escapar, constrangido pela vergonha. E numa tentativa inútil 4 de demonstrar um resto de altivez, acrescentou:

    — Disso você não sabia!

    Um leve clarão passou pelo olhar do homem idoso: — Calculava, porém desejava ter certeza.

(Murilo Rubião. A casa do girassol vermelho e outros contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 61)

O texto em apreço é do gênero “conto”. A respeito desse gênero textual, pode-se afirmar:
Alternativas
Q775131 Português

Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.



A ARMADILHA

Murilo Rubião


    Alexandre Saldanha Ribeiro. Desprezou o elevador e seguiu pela escada, apesar da volumosa mala que carregava e do número de andares a serem vencidos. Dez.

    Não demonstrava pressa, porém o seu rosto denunciava a segurança de uma resolução irrevogável. Já no décimo pavimento, meteu-se por um longo corredor, onde a poeira e detritos emprestavam desagradável aspecto aos ladrilhos. Todas as salas encontravam-se fechadas e delas não escapava qualquer ruído que indicasse presença humana.

    Parou diante do último escritório e perdeu algum tempo lendo uma frase, escrita a lápis, na parede. Em seguida passou a mala para a mão esquerda e com a direita experimentou a maçaneta, que custou a girar, como se há muito não fosse utilizada. Mesmo assim não conseguiu franquear a porta, cujo madeiramento empenara. Teve que usar o ombro para forçá-la. E o fez com tamanha violência que ela veio abaixo ruidosamente. Não se impressionou. Estava muito seguro de si para dar importância ao barulho que antecedera a sua entrada numa saleta escura, recendendo a mofo. Percorreu com os olhos os móveis, as paredes. Contrariado, deixou escapar uma praga. Quis voltar ao corredor, a fim de recomeçar a busca, quando deu com um biombo. Afastou-o para o lado e encontrou uma porta semicerrada. Empurrou-a. Ia colocar a mala no chão, mas um terror súbito imobilizou-o: sentado diante de uma mesa empoeirada, um homem de cabelos grisalhos, semblante sereno, apontava-lhe um revólver. Conservando a arma na direção do intruso, ordenou-lhe que não se afastasse.

    Também a Alexandre não interessava fugir, porque jamais perderia a oportunidade daquele encontro. A sensação de medo fora passageira e logo substituída por outra mais intensa, ao fitar os olhos do velho. Deles emergia uma penosa tonalidade azul.

    Naquela sala tudo respirava bolor, denotava extremo desmazelo, inclusive as esgarçadas roupas do seu solitário ocupante:

    — Estava à sua espera — disse, com uma voz macia. Alexandre não deu mostras de ter ouvido, fascinado com o olhar do seu interlocutor. Lembrava-lhe a viagem que fizera pelo mar, algumas palavras duras, num vão de escada.

    O outro teve que insistir:

    — Afinal, você veio.

    Subtraído bruscamente às recordações, ele fez um esforço violento para não demonstrar espanto:

    — Ah, esperava-me? — Não aguardou resposta e prosseguiu exaltado, como se de repente viesse à tona uma irritação antiga: — Impossível! Nunca você poderia calcular que eu chegaria hoje, se acabo de desembarcar e ninguém está informado da minha presença na cidade! Você é um farsante, mau farsante. Certamente aplicou sua velha técnica e pôs espias no meu encalço. De outro modo seria difícil descobrir, pois vivo viajando, mudando de lugar e nome.

    — Não sabia das suas viagens nem dos seus disfarces.

    — Então, como fez para adivinhar a data da minha chegada?

    — Nada adivinhei. Apenas esperava a sua vinda. Há dois anos, nesta cadeira, na mesma posição em que me encontro, aguardava-o certo de que você viria.

    Por instantes, calaram-se. Preparavam-se para golpes mais fundos ou para desvendar o jogo em que se empenhavam.

    Alexandre pensou em tomar a iniciativa do ataque, convencido de que somente assim poderia desfazer a placidez do adversário. Este, entretanto, percebeu-lhe a intenção e antecipou-se:

    — Antes que me dirija outras perguntas — e sei que tem muitas a fazer-me — quero saber o que aconteceu com Ema.

    — Nada — respondeu, procurando dar à voz um tom despreocupado.

    — Nada?

    Alexandre percebeu a ironia e seus olhos encheram-se de ódio e humilhação. Tentou revidar com um palavrão. Todavia, a firmeza e a tranquilidade que iam no rosto do outro venceramno.

    — Abandonou-me — deixou escapar, constrangido pela vergonha. E numa tentativa inútil 4 de demonstrar um resto de altivez, acrescentou:

    — Disso você não sabia!

    Um leve clarão passou pelo olhar do homem idoso: — Calculava, porém desejava ter certeza.

(Murilo Rubião. A casa do girassol vermelho e outros contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 61)

Protagonista é o personagem principal de uma história; o antagonista é o personagem que se opõe ao protagonista; já o personagem secundário é aquele que auxilia no desenvolvimento narrativo. É possível, neste trecho do conto “A Armadilha”, identificar que: I. Ema é protagonista e Alexandre antagonista. II. Alexandre é protagonista e Ema é personagem secundária. III. O “homem de cabelos grisalhos, semblante sereno”, cujo nome não aparece no texto, é antagonista. IV. Alexandre e Ema são protagonistas e não há no conto nenhum antagonista. V. Ema é antagonista e os outros dois personagens são protagonistas. Pode-se afirmar que está correto o que se declara em:
Alternativas
Q775130 Português

Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.



A ARMADILHA

Murilo Rubião


    Alexandre Saldanha Ribeiro. Desprezou o elevador e seguiu pela escada, apesar da volumosa mala que carregava e do número de andares a serem vencidos. Dez.

    Não demonstrava pressa, porém o seu rosto denunciava a segurança de uma resolução irrevogável. Já no décimo pavimento, meteu-se por um longo corredor, onde a poeira e detritos emprestavam desagradável aspecto aos ladrilhos. Todas as salas encontravam-se fechadas e delas não escapava qualquer ruído que indicasse presença humana.

    Parou diante do último escritório e perdeu algum tempo lendo uma frase, escrita a lápis, na parede. Em seguida passou a mala para a mão esquerda e com a direita experimentou a maçaneta, que custou a girar, como se há muito não fosse utilizada. Mesmo assim não conseguiu franquear a porta, cujo madeiramento empenara. Teve que usar o ombro para forçá-la. E o fez com tamanha violência que ela veio abaixo ruidosamente. Não se impressionou. Estava muito seguro de si para dar importância ao barulho que antecedera a sua entrada numa saleta escura, recendendo a mofo. Percorreu com os olhos os móveis, as paredes. Contrariado, deixou escapar uma praga. Quis voltar ao corredor, a fim de recomeçar a busca, quando deu com um biombo. Afastou-o para o lado e encontrou uma porta semicerrada. Empurrou-a. Ia colocar a mala no chão, mas um terror súbito imobilizou-o: sentado diante de uma mesa empoeirada, um homem de cabelos grisalhos, semblante sereno, apontava-lhe um revólver. Conservando a arma na direção do intruso, ordenou-lhe que não se afastasse.

    Também a Alexandre não interessava fugir, porque jamais perderia a oportunidade daquele encontro. A sensação de medo fora passageira e logo substituída por outra mais intensa, ao fitar os olhos do velho. Deles emergia uma penosa tonalidade azul.

    Naquela sala tudo respirava bolor, denotava extremo desmazelo, inclusive as esgarçadas roupas do seu solitário ocupante:

    — Estava à sua espera — disse, com uma voz macia. Alexandre não deu mostras de ter ouvido, fascinado com o olhar do seu interlocutor. Lembrava-lhe a viagem que fizera pelo mar, algumas palavras duras, num vão de escada.

    O outro teve que insistir:

    — Afinal, você veio.

    Subtraído bruscamente às recordações, ele fez um esforço violento para não demonstrar espanto:

    — Ah, esperava-me? — Não aguardou resposta e prosseguiu exaltado, como se de repente viesse à tona uma irritação antiga: — Impossível! Nunca você poderia calcular que eu chegaria hoje, se acabo de desembarcar e ninguém está informado da minha presença na cidade! Você é um farsante, mau farsante. Certamente aplicou sua velha técnica e pôs espias no meu encalço. De outro modo seria difícil descobrir, pois vivo viajando, mudando de lugar e nome.

    — Não sabia das suas viagens nem dos seus disfarces.

    — Então, como fez para adivinhar a data da minha chegada?

    — Nada adivinhei. Apenas esperava a sua vinda. Há dois anos, nesta cadeira, na mesma posição em que me encontro, aguardava-o certo de que você viria.

    Por instantes, calaram-se. Preparavam-se para golpes mais fundos ou para desvendar o jogo em que se empenhavam.

    Alexandre pensou em tomar a iniciativa do ataque, convencido de que somente assim poderia desfazer a placidez do adversário. Este, entretanto, percebeu-lhe a intenção e antecipou-se:

    — Antes que me dirija outras perguntas — e sei que tem muitas a fazer-me — quero saber o que aconteceu com Ema.

    — Nada — respondeu, procurando dar à voz um tom despreocupado.

    — Nada?

    Alexandre percebeu a ironia e seus olhos encheram-se de ódio e humilhação. Tentou revidar com um palavrão. Todavia, a firmeza e a tranquilidade que iam no rosto do outro venceramno.

    — Abandonou-me — deixou escapar, constrangido pela vergonha. E numa tentativa inútil 4 de demonstrar um resto de altivez, acrescentou:

    — Disso você não sabia!

    Um leve clarão passou pelo olhar do homem idoso: — Calculava, porém desejava ter certeza.

(Murilo Rubião. A casa do girassol vermelho e outros contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 61)

Sobre o texto, é possível afirmar que:
Alternativas
Q775129 Português
Pleonasmo é a repetição, utilizando-se de palavras diferentes, de uma informação já apresentada na frase. O seu emprego somente se justifica quando há a finalidade específica de enfatizar ou completar uma ideia ou em gêneros poéticos, sendo que sua aplicação inadequada é conhecida na gramática como “pleonasmo vicioso”. Assinale a única alternativa na qual se apresenta um pleonasmo vicioso.
Alternativas
Q775128 Português
Observe atentamente a aplicação dos pronomes nos enunciados abaixo:
I. Poderias, por gentileza, informar o horário que Sua Excelência chegará? II. O Doutor trouxe todos os documentos solicitados para mim assinar? III. Após analisar os contratos, envio eles para o senhor. IV. Para mim, foi difícil encontrar o local.
Está(ão) rigorosamente de acordo com os padrões da norma culta:
Alternativas
Q775127 Português
Acerca do uso adequado dos “porquês”, assinale a única alternativa INCORRETA:
Alternativas
Respostas
9241: A
9242: B
9243: B
9244: A
9245: B
9246: D
9247: B
9248: D
9249: B
9250: C
9251: D
9252: B
9253: A
9254: C
9255: A
9256: D
9257: B
9258: D
9259: B
9260: A