Foram encontradas 28.530 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4431878 Português
     No âmbito administrativo, as consultas sobre questões jurídicas devem ser examinadas com fundamento na legislação aplicável e nos precedentes administrativos pertinentes. Antes de responder às demandas encaminhadas pelos setores competentes, o analista deverá ter verificado os documentos que instruem cada expediente e deverá ter confrontado as informações apresentadas com as normas vigentes. Quando houver divergências relevantes, será necessário que os elementos disponíveis tenham sido cuidadosamente examinados, para que a orientação a ser apresentada não resulte de interpretação isolada de determinado dispositivo. Nos casos em que a matéria estiver sendo discutida em diferentes unidades administrativas, a equipe responsável deverá ter considerado os entendimentos anteriormente firmados. Somente depois de concluída essa análise poderá ser emitida resposta fundamentada, indicando os procedimentos que deverão ser adotados pelo órgão consulente. Caso novos elementos venham a ser apresentados posteriormente, a orientação já emitida poderá ser revista, desde que tenham sido identificadas circunstâncias capazes de modificar a conclusão anteriormente alcançada.


ALMEIDA JUNIOR, A. T. Texto sobre consultas administrativas e questões jurídicas. Fortaleza, 2026. Texto elaborado para fins didático-avaliativos.
Considerando os mecanismos de flexão nominal e verbal presentes nas construções destacadas, assinale a alternativa que apresenta análise integralmente compatível com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4431877 Português
Considerando as regras de acentuação gráfica estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e a necessidade de distinguir, na análise normativa, fenômenos prosódicos que apresentam consequências ortográficas distintas, assinale a alternativa em que a relação entre a forma gráfica, a estrutura prosódica e a regra de acentuação dos vocábulos destacados está integralmente adequada à norma-padrão.
Alternativas
Q4431876 Redação Oficial
Leia o texto a seguir:
A redação de atos normativos deve buscar clareza, precisão e ordem lógica. A clareza possibilita a compreensão imediata do conteúdo por quem lê o texto, enquanto a precisão permite evidenciar seu objetivo, conteúdo e alcance. Para alcançar esses atributos, recomenda-se empregar palavras e expressões em seu sentido comum, utilizar frases curtas e concisas e construir as orações preferencialmente na ordem direta. Também se recomenda evitar preciosismos, neologismos e adjetivações dispensáveis, bem como manter a uniformidade do tempo verbal. A precisão exige, ainda, que a linguagem seja articulada de maneira adequada à finalidade do ato e que ideias repetidas sejam expressas pelas mesmas palavras, evitando ambiguidades e oscilações terminológicas.
AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS. Manual de Atos Normativos. Brasília: ANTAQ, 2024.


Considerando a relação entre as formas linguísticas empregadas e o posicionamento enunciativo projetado sobre as condutas prescritas para o enfrentamento da desertificação, a caracterização adequada do funcionamento discursivo das construções modalizadoras que orientam as ações dos agentes públicos e sociais ocorre quando 
Alternativas
Q4431875 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
Considerando a hierarquia dos constituintes sintáticos, as relações estabelecidas entre os segmentos que integram o período, a identificação do núcleo do sujeito, a natureza do segmento intercalado e a articulação entre regência e subordinação, marque a opção que apresenta análise integralmente compatível com a organização sintática e com os sentidos construídos no trecho.
"No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração."
Alternativas
Q4431874 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
Considerando a estrutura argumental do verbo, as funções sintáticas dos constituintes e as relações lógico-semânticas entre as orações, assinale a alternativa em que a reescrita do período “A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema” preserva o conteúdo proposicional fundamental e mantém a adequação à norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4431873 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
Considerando a relação entre o valor lexical de uma unidade linguística e o sentido que ela assume no contexto argumentativo em que ocorre, bem como os efeitos produzidos pela seleção vocabular, a função semântica da expressão "catalisadoras" no terceiro parágrafo consiste em 
Alternativas
Q4431872 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
Considerando a direção da referência, a relação entre os segmentos textuais e a função desempenhada pelas expressões referenciais na manutenção da continuidade temática, identifica-se adequadamente, no sexto parágrafo, que o emprego de tais iniciativas
Alternativas
Q4431871 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
Considerando a progressão temática, as relações de continuidade e ampliação entre os parágrafos e a função desempenhada por cada segmento na construção da unidade argumentativa, a organização estrutural do texto se caracteriza por
Alternativas
Q4431870 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
A partir das informações apresentadas no texto, depreende-se adequadamente que a dinâmica da desertificação no semiárido brasileiro
Alternativas
Q4430235 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Durante o planejamento da fase final de acompanhamento de um adolescente, a equipe técnica identifica que a medida socioeducativa será encerrada nas semanas seguintes. Embora os objetivos relacionados ao comportamento institucional tenham sido alcançados, ainda existem fragilidades importantes quanto ao acesso à educação, ao trabalho e às oportunidades de participação comunitária. Considerando os fundamentos das políticas públicas destinadas a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, o planejamento dessa etapa deve reconhecer que:
Alternativas
Q4430234 Psicologia
Durante processo de acreditação institucional, uma comissão analisa os procedimentos adotados em entrevistas realizadas com pessoas privadas de liberdade. O relatório técnico identifica que diferentes equipes utilizam práticas distintas para condução dos atendimentos, algumas delas potencialmente capazes de influenciar as declarações prestadas pelos usuários ou gerar constrangimentos incompatíveis com a finalidade da avaliação psicológica. Diante desse cenário, a instituição decide revisar seus protocolos assistenciais. À luz da proteção dos direitos fundamentais e das normas que vedam práticas abusivas no exercício da função pública, o novo protocolo deve fundamentar-se prioritariamente na:
Alternativas
Q4430233 Psicologia
Na elaboração de um programa municipal voltado à prevenção da violência envolvendo adolescentes, representantes de diferentes políticas públicas discutem quais estratégias deveriam receber prioridade. A psicóloga propõe que o programa seja estruturado antes da ocorrência de atos infracionais, fortalecendo fatores de proteção presentes na família, na escola e na comunidade. Essa proposta encontra respaldo principalmente no entendimento de que:
Alternativas
Q4430232 Psicologia
Em um serviço público, uma mulher relata episódios de violência praticados no ambiente doméstico e demonstra receio de procurar outros equipamentos da rede por depender economicamente da pessoa indicada como autora das agressões. Durante a discussão do caso, surge a proposta de restringir a intervenção ao atendimento psicológico, preservando a privacidade familiar e aguardando que a usuária decida posteriormente sobre outros encaminhamentos. Considerando a proteção constitucional da família e a atuação atribuída ao Poder Público, a condução institucional deve reconhecer que:
Alternativas
Q4430231 Psicologia
Durante umprocesso de educação permanente, uma equipe multiprofissional analisa situações em que usuários deixaram de retornar ao serviço após relatarem experiências de acolhimento pouco sensível às suas características socioculturais. A coordenação solicita que a psicóloga apresente fundamentos para qualificar o atendimento prestado. À luz dos princípios da diversidade, da equidade e da inclusão na prática psicológica, a contribuição técnica mais eficiente consiste em reconhecer que:
Alternativas
Q4430230 Psicologia
Em uma oficina de educação permanente, profissionais discutemo atendimento de usuários que, embora nãomanifestem intenção imediata de interromper o consumo de substâncias, procuram o serviço para reduzir prejuízos relacionados ao uso. A equipe debate quais referenciais devem orientar o planejamento das intervenções. À luz das políticas públicas brasileiras, o planejamento terapêutico deve reconhecer que:
Alternativas
Q4430229 Psicologia
Durante auditoria interna em um serviço público de saúde, verifica-se que diferentes psicólogos utilizam o mesmo modelo de documento para responder solicitações de natureza bastante distintas, como encaminhamentos clínicos, manifestações técnicas e registro de acompanhamento. A coordenação solicita revisão dos procedimentos adotados pela equipe. À luz da Resolução CFP nº 06/2019, a reorganização desse processo deve fundamentar-se no entendimento de que:
Alternativas
Q4430228 Psicologia
Durante o atendimento inicial de um adolescente encaminhado por sucessivos episódios de comportamento autolesivo, a equipe multiprofissional solicita que o psicólogo “aplique um teste para confirmar o diagnóstico”. Após a entrevista clínica, o profissional identifica necessidade de ampliar a compreensão do caso antes de definir os procedimentos avaliativos. À luz dos fundamentos da Avaliação Psicológica, a decisão técnica mais eficiente consiste em reconhecer que:
Alternativas
Q4430227 Psicologia
Após sucessivas situações de evasão escolar, uma secretaria municipal de educação institui equipe multiprofissional para elaborar estratégias de permanência dos estudantes na escola. Durante a construção do plano de ação, a psicóloga ressalta que sua atuação deve ultrapassar os atendimentos individuais. Essa posição mostra-se tecnicamente adequada porque:
Alternativas
Q4430226 Psicologia
Uma equipe de atenção especializada acompanhava havia vários meses um adolescente com doença progressiva. Após o óbito, a mãe procura espontaneamente a unidade e solicita conversar com a psicóloga, afirmando que “não sabe mais qual é o seu lugar desde que perdeu o filho”. Durante o atendimento, alterna momentos de silêncio, recordações do período de tratamento e preocupação constante com o quarto que permanece exatamente como estava antes da morte.

Nesse contexto, a compreensão psicológica mais consistente reconhece que:
Alternativas
Q4430225 Psicologia
Após um acidente envolvendo veículo oficial do município, profissionais que participaram do resgate permanecem em atividade, embora relatem dificuldades de concentração, irritabilidade e intensa preocupação com as vítimas atendidas. A coordenação solicita apoio da psicóloga para orientar as primeiras medidas de cuidado dirigidas à equipe. Considerando os referenciais da Psicologia das Emergências e Desastres, a intervenção inicial deve fundamentar-se na:
Alternativas
Respostas
241: E
242: D
243: E
244: B
245: E
246: D
247: E
248: B
249: A
250: B
251: C
252: D
253: B
254: C
255: C
256: B
257: A
258: D
259: C
260: A