Questões de Concurso
Para iv - ufg
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Paciente de 32 anos é submetida à curetagem uterina pós aborto incompleto. Após 1 ano de tentativa gestacional espontânea sem sucesso, inicia investigação de infertilidade e realiza uma histerossonografia no 7 dia do ciclo menstrual com a seguinte imagem ecográfica:
A imagem ecográfica indica
Criança de dois anos é levada ao ambulatório de pediatria, devido a quadro de pneumonia de repetição. Nos últimos 12 meses, apresentou 4 episódios de pneumonia. As radiografias torácicas dos quatro episódios, mostram infiltrados na mesma topografia pulmonar.
A principal hipótese diagnóstica deste caso é
A pediatra da Unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF) realiza palestras mensais na comunidade. Nesse mês está realizando uma palestra sobre o crescimento e desenvolvimento. Um pai pergunta o que ela precisa observar no seu filho de 4 meses de idade.
A partir do caso apresentado, a pediatra responde que é necessário verificar se, nessa idade, a criança
Adolescente masculino, 14 anos, comparece à consulta ambulatorial relatando dor leve e sensação de peso em testículo esquerdo com início há cinco meses. Nega trauma na região. Nega início de relações sexuais. Durante o exame físico, o pediatra observou aumento do volume da bolsa escrotal percebido durante a manobra de Valsalva e apresentou transiluminação negativa. US com Doppler: testículo esquerdo medindo 30% menos que o testículo direito.
A conduta indicada neste caso é
Recém-nascido de termo, Apgar 9 e 10, com peso de nascimento de 3.250g, em aleitamento materno exclusivo, apresentou icterícia, necessitando fototerapia no quinto dia de vida, quando apresentava peso de 3.000g. Os exames laboratoriais afastaram a hipótese de infecção, incompatibilidade sanguínea e deficiência de G6PD.
A conduta indicada neste caso é
Uma gestante, inicia trabalho de parto com 38 semanas e cinco dias e dá à luz no mesmo dia, via parto vaginal. A paciente vem tratando tuberculose na forma pulmonar há 35 dias. Realizou Teste BAAR (escarro), há 3 semanas, que teve como resultado negativo.
Neste caso, a amamentação ao seio deverá ser realizada
Adolescente, 13 anos, portador de anemia falciforme, é levado pelos pais para atendimento em uma unidade de pronto socorro. O paciente vem apresentando sintomas gripais e febre elevada há 48h. Durante o período em que permanece em observação apresenta queda na saturação de hemoglobina (90%) e dor torácica. O pediatra realiza exame físico e constata durante exame, ausculta pulmonar: diminuída de forma discreta à esquerda e frequência cardíaca: normal.
A hipótese diagnóstica e a conduta mais provável para esse quadro são, respectivamente:
Adolescente, sexo feminino, 12 anos, chega ao pronto socorro, com quadro de cefaleia intensa, vômitos em jato há três dias e febre (39,5°C) que não cede com antitérmicos e antinflamatórios. Exame físico: desidratada, febril, sinais de irritação meníngea, escala de Glasgow de 15. Punção lombar: pleocitose, com 570 células/mm3, 20.000 hemácias/ mm3, com predomínio de linfomononucleares; proteína: 45mg/dL; glicorraquia: 66mg/ dL (glicemia: 90mg/dL).
A partir do caso apresentado, a hipótese diagnóstica é de
M., de 22 anos, chega ao consultório com relatos de alteração de comportamento há cerca de dez dias, mais ansioso que o habitual. A família relata que M. apresenta um padrão estável e persistente de experiência interna e comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas de sua cultura, apresentando tal padrão desde a adolescência. Demonstra déficits sociais e interpessoais com grande desconforto nos relacionamentos, ideias de referência, tem fortes crenças em telepatia, desconfiança, afeto limitado, ausência de amigos, aparência excêntrica, ansiedade social excessiva. Nos últimos dias, contudo, tornou-se mais “ansioso” que o habitual, se queixando de sensações ruins no corpo, como formigamento, aperto no peito, taquicardia, sem ligação alguma com nenhum fator estressor. Os sintomas são frequentes, diários, e já duram mais de cinco dias.
O diagnóstico compatível com o quadro descrito é de Transtorno
Paciente A., 15 anos, iniciou tratamento em unidade de saúde mental, com queixas de muita “ansiedade” na escola. A mãe relata que ele sempre teve muita dificuldade de fazer amizade, tanto na escola, quanto com familiares. É sempre muito literal nas suas colocações e parece ser muito inocente para a idade. A mãe refere que A. demorou muito para começar a falar (dois anos de idade) e que parecia sempre desligado das pessoas. Gostava sempre de coisas que ninguém gostava, como colecionar tampinhas de garrafa, ou estudar tudo sobre dinossauros. Sempre tinha dificuldade com barulhos altos, que o deixavam irritado. Só gostava de comer arroz com feijão. Quando as coisas saíam da rotina, ficava mais ansioso e irritado. Sempre teve bom desempenho acadêmico, mas há cerca de 3 anos, após mudar para outra escola, A. começou a se queixar de aperto no peito, angústia, parestesia em membros e desrealização. Refere que isso acontecia toda vez que tinha que falar na frente dos colegas e que já não conseguia nem lanchar com eles. Em casa, começou a se isolar mais, evitando sair para lojas ou shoppings. O psiquiatra então iniciou o uso de 25 mg/dia de Paroxetina. Cerca de dez dias depois do início da medicação, a mãe reparou que A. estava mais alegre, falante, “radiante”, cheio de planos e relatava que queria se candidatar a representante da sala. Cheio de energia, não dormia direito à noite. Quinze dias após o início da Paroxetina, a família retornou ao psiquiatra, que suspendeu a medicação. Dois dias depois, A. voltou a se queixar dos mesmos sintomas de antes, retornando ao comportamento evitativo.
Baseado na história clínica, a suspeita diagnóstica para o caso é de transtorno
Paciente de 53 anos de idade, sexo masculino, dá entrada no pronto-socorro geral com quadro de agitação psicomotora intensa, labilidade emocional, comportamento desorganizado, com discurso incoerente. Havia sido encontrado na rua, perambulando a esmo, com nítida ataxia de marcha. Não apresentava sinais de embriaguez. Dizia que era poderoso e que as pessoas queriam matá-lo, mas não sabia por quê. Ao exame físico, apresenta-se gravemente emagrecido, com desidratação evidente, além de hipertermia. Ao exame psíquico, além da intensa agitação, apresentava desorientação tempo-espacial, intenção, com pensamento confusional.
A conduta adequada para esse caso, em ambiente hospitalar, é
Mulher, G.N, 18 anos, solteira, é presa, acusada de infanticídio. Nos autos do processo, constam que G.N deu a luz a um bebê, em uma sexta-feira, às 19 horas. Voltou para a casa dos pais no dia seguinte, abatida, em mutismo importante, evitando pegar a criança para amamentar. Dois dias depois, abandonou a criança em casa e saiu andando a esmo pela rua, em desalinho, com corte e sangramento nos pulsos, ainda em mutismo. A família a reconduziu para casa e a obrigou a cuidar da criança. No quinto dia após o parto, a família encontrou G.N no quarto cantarolando canções de ninar, com palavras sem nexo, com o bebê nos braços, sem respirar, em cianose. O laudo do IML apontou asfixia mecânica como causa da morte do bebê. Na entrevista com a polícia, G.N permaneceu calada, com olhar longínquo e, nas poucas vezes que falava, parecia desconexa e dizia que não aguentava mais “os barulhos” e os “choros” de bebê na sua cabeça: “– Estão ouvindo? O bebê chorar? Alguém segura ele... Não aguento mais”. Ainda na prisão, começou a se machucar, batendo a cabeça na parede, dizendo que os “choros do bebê a mandavam se matar”. Foi encaminhada para uma clínica psiquiátrica. O pai da criança, que havia sido o primeiro namorado de G.N e com quem ela havia perdido a virgindade, negou a paternidade desde o início da gravidez e se afastou. Na curva vital, G.N nunca havia apresentado alterações de comportamento ou indícios de transtorno de personalidade. Sempre muito recatada e religiosa, com pais opressivos, escondeu a gravidez dos pais até o dia do parto. O juiz, na fase processual do inquérito, solicitou perícia psiquiátrica para o caso.
O psiquiatra perito concluiu que se trata de caso de
Paciente do sexo masculino, 38 anos, em tratamento prévio para transtorno depressivo recorrente, em uso de 80 mg/dia de fluoxetina, com resposta apenas parcial. Já havia utilizado outros dois esquemas terapêuticos, incluindo antidepressivos tricíclicos e noradrenergicos, igualmente sem resposta terapêutica. Frente à pouca resposta do terceiro esquema terapêutico, e com a presença de ideação de autoextermínio, seu psiquiatra resolve associar, gradualmente, a risperidona, até chegar à dose de 4 mg/dia. Duas semanas depois, o paciente dá entrada no pronto-socorro psiquiátrico com agitação psicomotora. A família relata que estava usando corretamente as medicações, quando, há dois dias, começou a ficar mais agitado e “acelerado” que antes, falando muito. O médico da emergência sugeriu aumento da dose de risperidona para 8 m/dia, até que a família pudesse levá-lo a seu psiquiatra assistente. Dois dias depois, voltou ao pronto-socorro para internação, onde evoluiu com importante rigidez muscular, hipertermia, tremores de extremidade, taquidispneia, taquicardia, com obnubilação. Os exames mostraram os seguintes resultados:
A conduta médica emergencial para o caso apresentado deve ser hidratação vigorosa EV, reposição hidroeletrolítica
A agorafobia é caracterizada pelo medo ou ansiedade em múltiplas situações públicas, sejam elas entre multidões ou simplesmente estando sozinhas. Mais especificamente, pacientes com agorafobia temem esses ambientes porque sentem que, se desenvolvessem uma condição assustadora ou humilhante, seriam incapazes de obter ajuda ou escapar rapidamente do ambiente. O medo ou ansiedade é, de acordo com o DSM-5, “fora de proporção” com relação à ameaça real. Os pacientes também podem ter outros sintomas psicossomáticos, muitas vezes gastrointestinais ou autônomos, associados ao medo ou à ansiedade. Essa combinação de medo e sintomas psicossomáticos leva a uma grande disfunção em vários aspectos da vida.
Dessa forma, a característica primordial do paciente com agorafobia é/são