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Em um hospital universitário, a equipe de farmacovigilância avalia reações adversas notificadas em pacientes com polifarmácia, doenças graves e evolução clínica complexa. Durante a análise, observa-se que, em diversos casos, não há reexposição ao medicamento suspeito, os dados laboratoriais são incompletos e o evento pode ser explicado por condições clínicas concomitantes. Diante desse cenário, a escolha e a interpretação dos algoritmos de causalidade utilizados tornamse centrais para a qualificação das notificações.
Considerando as características do algoritmo de Naranjo e do sistema WHO-UMC, a análise desses casos deve reconhecer que
No processo de incorporação de um medicamento inovador para o tratamento de um tipo de câncer, a avaliação realizada no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) identifica benefício clínico potencial, porém com incertezas relevantes quanto à efetividade no mundo real e ao impacto orçamentário. Paralelamente, observa-se aumento de demandas judiciais para acesso à tecnologia. Diante desse cenário, discute-se a adoção de acordos de compartilhamento de risco (risk-sharing) como estratégia de gestão da incorporação.
Considerando os fundamentos da farmacoeconomia e da avaliação de tecnologias em saúde, a utilização desses acordos se justifica por permitir
Em uma farmácia hospitalar, ocorre o derramamento de um quimioterápico antineoplásico durante o preparo. O farmacêutico responsável técnico decide não acionar o protocolo institucional, não registrar o incidente e autoriza a limpeza da área sem uso do kit específico, apesar de conhecer as normas vigentes. O episódio é posteriormente identificado em inspeção sanitária, com relato de exposição ocupacional de trabalhadores.
À luz do Código de Ética do Farmacêutico (Resolução CFF nº 724/2022), a conduta do farmacêutico caracteriza a ocorrência de
Um farmacêutico atua no planejamento da aquisição de medicamentos utilizados no tratamento do câncer em um serviço habilitado no SUS. Assim, ele deve conhecer como a Assistência Farmacêutica está organizada no Brasil para orientar corretamente os fluxos administrativos e assistenciais.
Considerando a organização atual da Assistência Farmacêutica no SUS, esses medicamentos integram
Um usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) impetra uma ação judicial solicitando o fornecimento de um medicamento para tratamento de condição crônica. Diante da ordem judicial, surge divergência entre os entes federativos quanto à responsabilidade pelo fornecimento, uma vez que o medicamento não é padronizado localmente e o paciente reside em município de pequeno porte. Para orientar o cumprimento da decisão, o gestor farmacêutico utiliza o Decreto nº 7.508/2011, que regulamenta a organização do SUS e a articulação interfederativa.
À luz desse decreto e da organização da Assistência Farmacêutica, a definição da responsabilidade pelo fornecimento do medicamento deve considerar a
Em um hospital universitário, a comissão de farmácia e terapêutica analisa dados secundários de prontuários e sistemas de informação para investigar aumento inesperado de eventos adversos associados ao uso de um determinado medicamento amplamente prescrito. O objetivo da análise é descrever padrões de uso, identificar possíveis fatores associados aos eventos e subsidiar intervenções no processo assistencial.
Considerando os fundamentos da farmacoepidemiologia, a abordagem adotada caracteriza-se por
Considerando os diferentes sistemas de distribuição intrahospitalar e seus impactos sobre a segurança do paciente e o uso racional de medicamentos, qual sistema de distribuição de medicamentos minimizaria esses problemas?
Em um hospital público de alta complexidade, o serviço de farmácia identifica aumento de eventos adversos relacionados a medicamentos em pacientes internados, especialmente após transferências entre unidades (UTI–enfermaria) e na alta hospitalar. A análise preliminar revela prescrições divergentes em relação ao histórico farmacoterapêutico prévio, duplicidades terapêuticas e omissões de medicamentos de uso contínuo.
Considerando a organização das atividades da farmácia clínica hospitalar e as estratégias reconhecidas para promoção da segurança do paciente, a intervenção que melhor responde a esse problema é a implementação sistemática de
Durante a avaliação de dois fármacos agonistas (A e B) que atuam no mesmo receptor, um farmacêutico analisa curvas dose–resposta obtidas em modelo experimental. Observa-se que o fármaco A produz maior efeito máximo em comparação ao fármaco B, enquanto o fármaco B atinge 50% de seu efeito máximo em concentrações menores do que o fármaco A.
Considerando os conceitos fundamentais da farmacologia geral, essa análise indica que