Questões de Concurso
Para funcab
Foram encontradas 17.554 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
O que não impede que prestemos atenção no que essa metamorfose pode ter de prejudicial. As mulheres se masculinizaram, é fato. Não por fora, mas por dentro. As qualidades que lhes são atribuídas hoje, e as decorrentes conquistas dessa nova maneira de estar no mundo, eram atributos considerados apenas dos homens. Agora ninguém mais tem monopólio de atributo algum: nem eles de seu perfil batalhador, nem nós da nossa afetividade. Geração bivolt. Homens e mulheres funcionando em dupla voltagem, com todos os atributos em comum. Mas seguimos, sim, precisando uns dos outros -como nunca.
Não são poucas as mulheres potentes que parecem conseguir tocar o barco sozinhas, sem alguém que as ajude com os remos. Mas é só impressão. Talvez não precisemos de quem reme conosco, mas há em todas nós uma necessidade ancestral de confirmar a fêmea que invariavelmente somos. E isso se dá através damaternidade, do amor e do sexo. Se não for possível ter tudo (ou não quiser), ao menos alguma dessas práticas é preciso exercer na vida íntima, caso contrário, viraremos uns tratores. Muito competentes, mas com a identidade incompleta.
Nossa virilização é interessante em muitos pontos, mas se tornará brutal se chegarmos ao exagero de declarar guerra aos nossos instintos. O.k., sermãe não é obrigatório, ter umgrande amor é sorte, e muitas fazem sexo apenas para disfarçar o desespero da solidão, mas seja qual for o contexto em que nos encontramos, é importante seguir buscando algo que nos conecte como que nos restou de terno, aquela doçura que cada mulher sabe que ainda traz em si e que deve preservar, porque não se trata de uma fragilidade paralisante, e sim de uma característica intrínseca ao gênero, a parte de nós que se reconhece vulnerável e que não precisa se envergonhar disso. Se é igualdade que a gente quer, extra, extra: homens tambémsão vulneráveis.
''Cuida bem de mim”, dizia o refrão de uma antiga música do Dalto, e que Nando Reis regravou recentemente. Cafona? Ora, se a gente não se desfizer da nossa prepotência e não se permitir um tantinho de insegurança e delicadeza, a construção desta “nova mulher” terá se desviado para uma “caricatura. A intenção não era a gente se transformar no estereótipo de umhomem, era?
(MEDEIROS, O Globo Martha. : 04/04/2012)
I. Oconteúdo pode ser organizado no plano vertical (distribuído em séries) ou no plano horizontal (dentro de uma mesma série).
II. Os conteúdos podem ser organizados pelo aspecto lógico (do professor) ou psicológico (do aluno).
III. Normalmente, o processo de organização dividirá um conteúdo em aula, esta aula em tópicos e estes tópicos em unidades.
IV. Selecionar conteúdos é definir o que será ensinado. Organizar conteúdos é dizer a forma como estes serão apresentados.
Estão corretas:
follow:
At the Airport
Laura is at the airport. She waits for her flight.
Her flight is to Berlin, and it is 4 hours away. Laura
walks around the airport and looks at the shops. She
has a nice time.
After an hour she wants to visit the bathroom.
She searches for it, but she doesn’t find it. “Where is
the bathroom?” she asks herself. She looks and looks
but she can’t find it. She starts asking people
where it is.
Laura: “Excuse me sir, could you please tell
mewhere is the bathroom?”
“The restroom is over there,” the lady
answers andwalks away.
Laura is confused. “What’s their problem?
I need to use the bathroom and they send me to rest?!
I don’t need a restroom, I need the bathroom!”
After a while Laura gives up. She feels tired of
all this walking and asking. She decides that maybe
they are all right and she does need to rest. She walks
to the restroom. Now she is surprised. She realizes
the restroom is actually the name for a public
bathroom!
follow:
At the Airport
Laura is at the airport. She waits for her flight.
Her flight is to Berlin, and it is 4 hours away. Laura
walks around the airport and looks at the shops. She
has a nice time.
After an hour she wants to visit the bathroom.
She searches for it, but she doesn’t find it. “Where is
the bathroom?” she asks herself. She looks and looks
but she can’t find it. She starts asking people
where it is.
Laura: “Excuse me sir, could you please tell
mewhere is the bathroom?”
“The restroom is over there,” the lady
answers andwalks away.
Laura is confused. “What’s their problem?
I need to use the bathroom and they send me to rest?!
I don’t need a restroom, I need the bathroom!”
After a while Laura gives up. She feels tired of
all this walking and asking. She decides that maybe
they are all right and she does need to rest. She walks
to the restroom. Now she is surprised. She realizes
the restroom is actually the name for a public
bathroom!
follow:
At the Airport
Laura is at the airport. She waits for her flight.
Her flight is to Berlin, and it is 4 hours away. Laura
walks around the airport and looks at the shops. She
has a nice time.
After an hour she wants to visit the bathroom.
She searches for it, but she doesn’t find it. “Where is
the bathroom?” she asks herself. She looks and looks
but she can’t find it. She starts asking people
where it is.
Laura: “Excuse me sir, could you please tell
mewhere is the bathroom?”
“The restroom is over there,” the lady
answers andwalks away.
Laura is confused. “What’s their problem?
I need to use the bathroom and they send me to rest?!
I don’t need a restroom, I need the bathroom!”
After a while Laura gives up. She feels tired of
all this walking and asking. She decides that maybe
they are all right and she does need to rest. She walks
to the restroom. Now she is surprised. She realizes
the restroom is actually the name for a public
bathroom!
1. Laura is at the airport, ______________?
2.She wants to visit the bathroom , ______________?
3. Laura doesn’t understand, ______________?
The question tags that complete the sentences above are, respectively:
Yawanawá vence preconceito e faz revolução
feminina na floresta" , originalmente publicada por
Mariana Sanches, em O GLOBO, em outubro de
2014. Leia-o, atentamente, e responda a questão
propostas a seguir.
Fonte:


A voz é mansa. O tom é baixo. A fala é pausada.
Rucharlo Yawanawá, de 35 anos, conversa como se
a tranquilidade a habitasse. Nunca encara o
interlocutor nos olhos, não gesticula, não grita ou
gargalha. Seus modos contrastam com a revolução
que liderou em sua própria vida e na tribo Yawanawá.
Emuma aldeia nomeio da densa FlorestaAmazônica
e distante sete horas de barco do município acriano
mais próximo, Rucharlo se tornou a primeira mulher
pajé – líder espiritual – de seu povo e, talvez, do país.
É um raríssimo caso de liderança espiritual indígena
feminina no Brasil.
O xamã ou pajé é, ao lado do cacique, a maior
autoridade de um grupo indígena. No caso dos
Yawanawá, são eles os guardiões dos
conhecimentos da tribo, desde a medicina até as
artes. Acredita-se que tenham dons sobrenaturais –
de adivinhação, de cura e até mesmo de matar
inimigos telepaticamente. Fazem também a
interlocução entre os vivos e os ancestrais. Segundo
a sabedoria indígena, são os espíritos que ensinam
ao pajé os segredos mágicos. [...] Tais comunicações
acontecem em rituais em que os líderes espirituais
tomam ayahuasca (chamada por eles de uni) e
inalamrapé (umamistura de tabaco empó e da casca
moída de uma árvore amazônica chamada por eles
de tsunu).
O efeito alucinógeno e estimulante das substâncias
permitiria aos xamãs entrar no mundo dos mortos e
nos sonhos das pessoas doentes. As doenças,
segundo os Yawanawá, sempre têm explicação
espiritual. E é o xamã quem descobre a causa do
problema nessas incursões oníricas [...].
O processo para se tornar líder espiritual é, assim
como o uso da ayahuasca, milenar. Até 2005, era
também exclusivamente masculino [...].
No período da reclusão, Rucharlo começou a
desenhar as revelações que recebia. Sem conhecer
as letras, ela se fazia entender e registrava seu
aprendizado por rabiscos. De tão bonitos, seus
quadros já foram expostos em museus no Rio de
Janeiro e em Minas Gerais. Com o tempo também
descobriu que tinha o dom de “sentir o cheiro das
doenças”, como descreve – habilidade fundamental
para qualquer curandeiro.Mas, no processo, também
chegou muito perto da morte. [...].
– Eu tinha que provar que era capaz. Sabia que era
minha missão colocar as mulheres em um novo
patamar, eu tinha que resistir – afirma Rucharlo [...].
Na crença indígena, pajés são seres evoluídos, a
meio caminho entre os vivos e os mortos. Por isso
falam vagarosamente e não encaram um olhar. Se o
mundo de Rucharlo mudou depois de sua
experiência, ela também mudou a tribo e o mundo das
demais mulheres da aldeia.