Questões de Concurso Comentadas para vunesp

Foram encontradas 108.591 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3391979 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Janeiro, na casa onde me criei, podia transcorrer em qualquer lugar, desde que ensolarado – estou me lembrando de Guarapari, Araxá, Bertioga, Salvador –, mas nosso julho era sempre na fazenda. Não havia escolha, e ninguém reclamava.

     Quando menino, me parecia uma distância enorme a percorrer. Só mais tarde me dei conta de que aquelas terras de meus avós ficavam a 14 km da Praça Sete, o umbigo de Belo Horizonte, município ao qual acabaram sendo integralmente incorporadas. Ficava tão perto que, com a família em férias, meu pai seguia todas as manhãs para o batente em seu consultório.

    A sensação de lonjura que me dava tinha a ver com a progressiva piora nas condições dos caminhos sobre os quais, lotado, trafegava o nosso carro – primeiro, um Chevrolet 1939, depois uma sucessão de Kombis, única solução automobilística para um casal que se desdobrou numa dezena de crias.

    O asfalto não tardava a dar lugar ao calçamento, e este a uma estrada de terra, à qual não faltavam “costelas”, ondulações que me faziam pensar no plano inclinado de um tanque onde se esfrega a roupa. A certa altura, entrava em nosso campo de visão, à direita, o soturno prédio do Matadouro Municipal.

     A fazenda parecia longe, também, pela diferença de temperatura, no inverno muito mais baixa do que em Belo Horizonte. O frio era revoltante aos domingos, quando, nuns restos ainda escuros de madrugada, nossos pais nos acordavam para a missa das 6, a uns poucos quilômetros dali, na capela do sanatório que meu avô fizera construir.

    Acho que comecei a perder a fé religiosa naquelas madrugadas em que me obrigavam a deixar o bem-bom das cobertas e seguir, em jejum, para a missa das 6. Foi lá que adquiri o direito irrevogável a uma vaga no Paraíso, não importando que pecados tenha cometido desde então, e quantos venha a cometer ainda. Estará assim compensado, espero, o sofrimento térmico que passei, com o Rodrigo e o Otávio, meus irmãos parelhos, quando nosso pai, um cavalheiro, nos mandava apear do carro e seguir a pé, cedendo a alguém de mais idade (na época, praticamente não havia quem não o fosse) três assentos ainda quentes no Chevrolet 1939.


(Humberto Werneck, https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/na-toca-mas-viajando/, 05.03.2025. Adaptado)
No trecho “Janeiro, na casa onde me criei, podia transcorrer em qualquer lugar, desde que ensolarado…” (1o parágrafo), as expressões destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas por:
Alternativas
Q3391978 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Janeiro, na casa onde me criei, podia transcorrer em qualquer lugar, desde que ensolarado – estou me lembrando de Guarapari, Araxá, Bertioga, Salvador –, mas nosso julho era sempre na fazenda. Não havia escolha, e ninguém reclamava.

     Quando menino, me parecia uma distância enorme a percorrer. Só mais tarde me dei conta de que aquelas terras de meus avós ficavam a 14 km da Praça Sete, o umbigo de Belo Horizonte, município ao qual acabaram sendo integralmente incorporadas. Ficava tão perto que, com a família em férias, meu pai seguia todas as manhãs para o batente em seu consultório.

    A sensação de lonjura que me dava tinha a ver com a progressiva piora nas condições dos caminhos sobre os quais, lotado, trafegava o nosso carro – primeiro, um Chevrolet 1939, depois uma sucessão de Kombis, única solução automobilística para um casal que se desdobrou numa dezena de crias.

    O asfalto não tardava a dar lugar ao calçamento, e este a uma estrada de terra, à qual não faltavam “costelas”, ondulações que me faziam pensar no plano inclinado de um tanque onde se esfrega a roupa. A certa altura, entrava em nosso campo de visão, à direita, o soturno prédio do Matadouro Municipal.

     A fazenda parecia longe, também, pela diferença de temperatura, no inverno muito mais baixa do que em Belo Horizonte. O frio era revoltante aos domingos, quando, nuns restos ainda escuros de madrugada, nossos pais nos acordavam para a missa das 6, a uns poucos quilômetros dali, na capela do sanatório que meu avô fizera construir.

    Acho que comecei a perder a fé religiosa naquelas madrugadas em que me obrigavam a deixar o bem-bom das cobertas e seguir, em jejum, para a missa das 6. Foi lá que adquiri o direito irrevogável a uma vaga no Paraíso, não importando que pecados tenha cometido desde então, e quantos venha a cometer ainda. Estará assim compensado, espero, o sofrimento térmico que passei, com o Rodrigo e o Otávio, meus irmãos parelhos, quando nosso pai, um cavalheiro, nos mandava apear do carro e seguir a pé, cedendo a alguém de mais idade (na época, praticamente não havia quem não o fosse) três assentos ainda quentes no Chevrolet 1939.


(Humberto Werneck, https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/na-toca-mas-viajando/, 05.03.2025. Adaptado)
Considere as passagens:

•  … nosso julho era sempre na fazenda. (1o parágrafo)
•  … entrava em nosso campo de visão, à direita, o soturno prédio do Matadouro Municipal. (4o parágrafo)
•  … deixar o bem-bom das cobertas e seguir, em jejum, para a missa das 6. (6o parágrafo)

As expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de: 
Alternativas
Q3391977 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Janeiro, na casa onde me criei, podia transcorrer em qualquer lugar, desde que ensolarado – estou me lembrando de Guarapari, Araxá, Bertioga, Salvador –, mas nosso julho era sempre na fazenda. Não havia escolha, e ninguém reclamava.

     Quando menino, me parecia uma distância enorme a percorrer. Só mais tarde me dei conta de que aquelas terras de meus avós ficavam a 14 km da Praça Sete, o umbigo de Belo Horizonte, município ao qual acabaram sendo integralmente incorporadas. Ficava tão perto que, com a família em férias, meu pai seguia todas as manhãs para o batente em seu consultório.

    A sensação de lonjura que me dava tinha a ver com a progressiva piora nas condições dos caminhos sobre os quais, lotado, trafegava o nosso carro – primeiro, um Chevrolet 1939, depois uma sucessão de Kombis, única solução automobilística para um casal que se desdobrou numa dezena de crias.

    O asfalto não tardava a dar lugar ao calçamento, e este a uma estrada de terra, à qual não faltavam “costelas”, ondulações que me faziam pensar no plano inclinado de um tanque onde se esfrega a roupa. A certa altura, entrava em nosso campo de visão, à direita, o soturno prédio do Matadouro Municipal.

     A fazenda parecia longe, também, pela diferença de temperatura, no inverno muito mais baixa do que em Belo Horizonte. O frio era revoltante aos domingos, quando, nuns restos ainda escuros de madrugada, nossos pais nos acordavam para a missa das 6, a uns poucos quilômetros dali, na capela do sanatório que meu avô fizera construir.

    Acho que comecei a perder a fé religiosa naquelas madrugadas em que me obrigavam a deixar o bem-bom das cobertas e seguir, em jejum, para a missa das 6. Foi lá que adquiri o direito irrevogável a uma vaga no Paraíso, não importando que pecados tenha cometido desde então, e quantos venha a cometer ainda. Estará assim compensado, espero, o sofrimento térmico que passei, com o Rodrigo e o Otávio, meus irmãos parelhos, quando nosso pai, um cavalheiro, nos mandava apear do carro e seguir a pé, cedendo a alguém de mais idade (na época, praticamente não havia quem não o fosse) três assentos ainda quentes no Chevrolet 1939.


(Humberto Werneck, https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/na-toca-mas-viajando/, 05.03.2025. Adaptado)
De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que a família do autor era
Alternativas
Q3391976 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Janeiro, na casa onde me criei, podia transcorrer em qualquer lugar, desde que ensolarado – estou me lembrando de Guarapari, Araxá, Bertioga, Salvador –, mas nosso julho era sempre na fazenda. Não havia escolha, e ninguém reclamava.

     Quando menino, me parecia uma distância enorme a percorrer. Só mais tarde me dei conta de que aquelas terras de meus avós ficavam a 14 km da Praça Sete, o umbigo de Belo Horizonte, município ao qual acabaram sendo integralmente incorporadas. Ficava tão perto que, com a família em férias, meu pai seguia todas as manhãs para o batente em seu consultório.

    A sensação de lonjura que me dava tinha a ver com a progressiva piora nas condições dos caminhos sobre os quais, lotado, trafegava o nosso carro – primeiro, um Chevrolet 1939, depois uma sucessão de Kombis, única solução automobilística para um casal que se desdobrou numa dezena de crias.

    O asfalto não tardava a dar lugar ao calçamento, e este a uma estrada de terra, à qual não faltavam “costelas”, ondulações que me faziam pensar no plano inclinado de um tanque onde se esfrega a roupa. A certa altura, entrava em nosso campo de visão, à direita, o soturno prédio do Matadouro Municipal.

     A fazenda parecia longe, também, pela diferença de temperatura, no inverno muito mais baixa do que em Belo Horizonte. O frio era revoltante aos domingos, quando, nuns restos ainda escuros de madrugada, nossos pais nos acordavam para a missa das 6, a uns poucos quilômetros dali, na capela do sanatório que meu avô fizera construir.

    Acho que comecei a perder a fé religiosa naquelas madrugadas em que me obrigavam a deixar o bem-bom das cobertas e seguir, em jejum, para a missa das 6. Foi lá que adquiri o direito irrevogável a uma vaga no Paraíso, não importando que pecados tenha cometido desde então, e quantos venha a cometer ainda. Estará assim compensado, espero, o sofrimento térmico que passei, com o Rodrigo e o Otávio, meus irmãos parelhos, quando nosso pai, um cavalheiro, nos mandava apear do carro e seguir a pé, cedendo a alguém de mais idade (na época, praticamente não havia quem não o fosse) três assentos ainda quentes no Chevrolet 1939.


(Humberto Werneck, https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/na-toca-mas-viajando/, 05.03.2025. Adaptado)
Um dos motivos pelos quais o autor tinha a sensação de que era longo o percurso que costumava fazer até a fazenda da família era o fato de
Alternativas
Q3391966 Engenharia Ambiental e Sanitária
Segundo a Portaria GM/MS no 888 de 2021, que estabelece os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, compete ao responsável pela distribuição e transporte de água potável por meio de carro-pipa manter o teor mínimo de cloro residual livre de
Alternativas
Q3391965 Legislação Estadual
Segundo o Decreto Estadual no 8.468/1976, águas destinadas ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional, à preservação de peixes em geral e de outros elementos da fauna e da flora e à dessedentação de animais, são as águas classificadas como aquelas da 
Alternativas
Q3391964 Engenharia Ambiental e Sanitária
Na implantação de aterros de resíduos sólidos da construção civil da classe A e de resíduos inertes, deve-se prever um sistema de monitoramento das águas subterrâneas no aquífero mais próximo à superfície, para os aterros com volume de deposição a partir de
Alternativas
Q3391963 Engenharia Ambiental e Sanitária
Para o uso, operação e manutenção de sistemas de fontes alternativas de água não potável em edificações para serviços de usos residencial, comercial, institucional, de serviços e de lazer, a água não potável considerável apta para esses serviços, é aquela cujos valores máximos de pH e de turbidez sejam, para todas as amostras, respectivamente,
Alternativas
Q3391962 Engenharia Ambiental e Sanitária
No gerenciamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos sólidos, um exemplo de resíduo da Classe B é: 
Alternativas
Q3391941 Serviço Social
O Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em 2006, afirma que um dos grandes desafios para o sistema educacional brasileiro é a
Alternativas
Q3391940 Serviço Social
Um adolescente de uma escola municipal está sob cumprimento de medida socioeducativa, e a direção do programa que o está acompanhando, para a elaboração do Plano Individual de Atendimento (PIA), entrou em contato com a escola, porque
Alternativas
Q3391939 Serviço Social
Os dados publicados e analisados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 reafirmam que, segundo dados de 2023, “[...] o perfil das mulheres mortas de forma violenta permanece relativamente estável: elas são negras (66,9%), com idade entre 18 e 44 anos (69,1%)”. É correto afirmar que isso evidencia
Alternativas
Q3391938 Pedagogia
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, “a análise das ocorrências criminais reportadas no ano de 2023 aponta para o agravamento da violência perpetrada por aqueles que têm o dever primário de cuidar, sustentar e educar: as próprias famílias”. Uma vez que as situações de violência podem ser percebidas cotidianamente no ambiente escolar, o ECA, em suas disposições gerais, no item prevenção, prevê 
Alternativas
Q3391937 Serviço Social
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, o quantitativo de registros de racismo saltou de 5.100, em 2022, para 11.610, em 2023, o que representa um incremento de 77,9% das ocorrências. As situações de racismo são crescentes também nas escolas, razão pela qual o município de Campinas instituiu, na Secretaria Municipal de Educação, em 2024, a Política
Alternativas
Q3391936 Serviço Social
O Programa Sentinela era o responsável pelo acompanhamento das vítimas e pelas ações de enfrentamento das situações de violência e abuso contra crianças e adolescentes até a implementação da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) em 2004, quando ele foi integrado ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), ficando sob a responsabilidade do
Alternativas
Q3391935 Serviço Social
Uma família nuclear composta por Sebastião, 42 anos, Ana, 39 anos, e seus três filhos de 15, 12 e 8 anos, convive cotidianamente com o alcoolismo de Sebastião, cujo consumo de bebidas alcoólicas só aumenta, resultando em problemas como instabilidade de emprego e renda e várias formas de violências contra Ana e seus filhos, situações que são externadas pelos adolescentes e pela criança na escola e que interferem no rendimento escolar e no comportamento deles na instituição. Dessa forma, a equipe escolar decidiu levar o caso para as reuniões intersetoriais, pois um dos objetivos delas é promover
Alternativas
Q3391934 Legislação Municipal
O município de Campinas conta com a Lei n o 16.209/2022, que prevê reuniões intersetoriais visando à elaboração de planos de atuação conjunta. Dessas reuniões participam o Conselho Tutelar, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), os distritos de assistência social (DAS), os centros de referência de assistência social (CRAS) e os centros de referência especializados de assistência social (CREAS), todos vinculados à Secretaria Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, além da Secretaria Municipal de Educação, da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e da Secretaria Municipal da Saúde, compondo a Rede de
Alternativas
Q3391933 Legislação Federal
Uma moradora do bairro da fictícia escola municipal Joana D’arc estava muito nervosa e causando tumulto na secretaria da escola, pois, segundo ela, já era a terceira escola do município que negava vaga para a sua filha de 2 anos e 11 meses no ensino infantil. A situação se justifica em razão do que estabelece a Lei n o 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), segundo a qual é dever
Alternativas
Q3391932 Serviço Social
No processo de planejamento anual das atividades escolares com a equipe da escola municipal, a diretora pediu para que todos os profissionais presentes – professores, inspetores de alunos, supervisores pedagógicos, psicólogos e assistentes sociais – preparassem as atividades conforme os Princípios e Fins da Educação Nacional da Lei no 9.394 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), segundo os quais a educação, dever da 
Alternativas
Q3391931 Serviço Social
Maria de Jesus, mulher negra, provedora de uma família monoparental composta por ela e mais 4 filhos (6, 8, 10 e 12 anos de idade), todos regularmente matriculados na fictícia escola municipal Henriqueta Neves, buscou a orientação da assistente social da escola de seus filhos, relatando que está há mais de 6 meses sem trabalho fixo e que, neste mês, não tem o que comer e o que dar aos seus filhos. Nesse caso, o profissional de serviço social deve acionar os serviços socioassistenciais do município, principalmente os serviços da Política de Assistência Social, encaminhando Maria
Alternativas
Respostas
19001: B
19002: A
19003: D
19004: E
19005: D
19006: C
19007: E
19008: C
19009: A
19010: C
19011: C
19012: A
19013: E
19014: B
19015: D
19016: D
19017: A
19018: B
19019: D
19020: C