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Q3917024 Português
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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
Considerando a situação comunicativa do texto — um ensaio que analisa a persistência de narrativas folclóricas no contexto urbano contemporâneo — o autor posicionase como: 
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Q3915622 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
No fragmento "as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano", o termo sublinhado atua como um recurso de modalização e reforço argumentativo. Sob a ótica da morfossintaxe, a classificação da palavra e a circunstância que ela imprime à oração subordinada subsequente são:
Alternativas
Q3915621 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
No segmento "o espaço passou a ser também um local de visitação controlada", o verbo "passar" integra uma locução verbal. Sob o aspecto da sintaxe de regência e da predicação verbal neste contexto específico, o verbo destacado constitui uma estrutura de: 
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Q3915620 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
A palavra “memória”, utilizada no texto, é acentuada por ser:
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Q3915619 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
O termo "catacumbas", utilizado no texto para designar o ossuário parisiense, possui origem etimológica no latim tardio e no grego, sendo composto por elementos que indicam posição inferior e cavidade. Sob a ótica da morfologia e dos processos de formação de palavras na língua portuguesa, esse vocábulo é classificado como uma:
Alternativas
Q3915618 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
No trecho "A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada", o termo sublinhado exerce a função de núcleo do sujeito. Do ponto de vista da morfossintaxe, a classificação desse núcleo e o tipo de voz verbal da oração são:
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Q3915617 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
No trecho "O espaço ficou célebre não por ser um cemitério 'construído do zero', mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada", a partícula "que" exerce função sintática de:
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Q3915616 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
No trecho “foi adotada por referência às catacumbas romanas” a crase está adequadamente aplicada. Isso não ocorre em:
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Q3915615 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
Como estratégia de persuasão para validar a importância contemporânea das Catacumbas, o autor desloca o valor do local do campo do "mórbido" para o campo do "conhecimento". Essa estratégia fundamenta-se na apresentação do ossuário como um(a): 
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Q3915614 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
A presença do enunciador no texto manifesta-se por meio de escolhas lexicais que qualificam os fatos narrados, distanciando o texto de uma neutralidade meramente descritiva. O termo que evidencia a subjetividade do enunciador ao avaliar a complexidade da transição de uso do espaço subterrâneo é:
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Q3915613 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
A análise das macroproposições do texto revela que a existência das Catacumbas de Paris não se justifica por um projeto arquitetônico focado no culto fúnebre original, mas por uma lógica de gestão da cidade. Segundo a estrutura argumentativa apresentada, a macroproposição central que define a origem do ossuário é a: 
Alternativas
Q3915495 Português
Para Kaspary (2017), uma das formas de abreviar palavras ou expressões é mediante formas siglares especiais. Sendo assim, qual sigla está INCORRETA?
Alternativas
Q3915494 Português
Segundo Kaspary (2017), a expressão latina de iure tem como significado: 
Alternativas
Q3915465 Português

Geração Cristal


Por Gilmar Marcílio







Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/01/geracaocristal-cmkr9xweb028901682mf8fayh.html – texto adaptado especialmente para esta prova. 

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as classes de palavras dos vocábulos sublinhados e numerados no trecho a seguir, retirado do texto:


“Há muito tempo trabalho com (1) estudantes nesta faixa etária (2) e percebo uma diminuição de interesse (3)”.
Alternativas
Q3915458 Português

Geração Cristal


Por Gilmar Marcílio







Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/01/geracaocristal-cmkr9xweb028901682mf8fayh.html – texto adaptado especialmente para esta prova. 

Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta a correta função sintática do pronome sublinhado:
“seria saudável e....pandir o respeito pelos responsáveis que lhes abriram as portas”.
Alternativas
Q3915457 Português

Geração Cristal


Por Gilmar Marcílio







Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/01/geracaocristal-cmkr9xweb028901682mf8fayh.html – texto adaptado especialmente para esta prova. 

Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que NÃO apresenta conjunção ou locução conjuntiva com o mesmo sentido do vocábulo sublinhado:

Portanto, é ‘natural’ reagirem dessa maneira”.
Alternativas
Q3915454 Português

Geração Cristal


Por Gilmar Marcílio







Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/01/geracaocristal-cmkr9xweb028901682mf8fayh.html – texto adaptado especialmente para esta prova. 

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nos trechos a seguir, retirados do texto:

• “é ‘natural’ reagirem dessa maneira __ demandas solicitadas”. • “Atribuem pouca importância __ experiência”. • “Rompem com barreiras, arejando __ existência”.
Alternativas
Q3915451 Português

Geração Cristal


Por Gilmar Marcílio







Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/01/geracaocristal-cmkr9xweb028901682mf8fayh.html – texto adaptado especialmente para esta prova. 

Considerando o exposto pelo texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3915450 Português

Geração Cristal


Por Gilmar Marcílio







Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/01/geracaocristal-cmkr9xweb028901682mf8fayh.html – texto adaptado especialmente para esta prova. 

Assinale a alternativa que indica o principal objetivo do texto.
Alternativas
Q3914679 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Eu era muito diferente de meus irmãos



    Jurava que tinha sido trocado no hospital. Toda criança experimenta essa suspeita, que é uma curiosidade sadia do amor, ao lado dos questionamentos sobre ser desejado ou não.

    Eu culpava o mundo por ter nascido tão bagunçado e atrapalhado; nada melhor do que começar acusando meus pais, detentores da verdade sobre minha origem.

    Até porque me mostrava bem diferente de meus irmãos: Miguel e Rodrigo, de cabelos cacheados; ou Carla, com um rostinho simétrico, esculpido helenicamente.

    Minha feição afundava como uma tina para pisar uvas.

    Só resta uma imagem do meu período inicial, com alguns dias de existência. Já possuía olheiras de ressaca, decorrentes talvez de uma madrugada em claro dentro do ventre.

    O pescoço não suportava a cabeça enorme, que tropicava levemente para a esquerda. Eu vestia um tip top branco, que acentuava o caráter de assombração, somando-se à minha pele pálida.

    Não tirei a hipótese da minha cuca. Tios pegavam no meu pé, em recorrentes chacotas na residência dos avós, aproveitando a minha natural desconfiança para dizer que eu tinha nascido cheio de brotoeja e que, na hora da alta, não constava mais nenhuma marca. Faziam-me crer em duas pessoas distintas: uma no parto e outra ao ir para casa, enrolada na manta.

    Existia uma sutileza em minha versão. Não defendia a ideia de ter sido adotado, baseada numa escolha consciente, mas me valia da teoria de ter sido fruto de um engano, vítima de uma confusão no berçário.

    Ser adotado me orgulharia. Eu mantinha a crença de que meus pais haviam tomado para si o filho errado.

    Desde cedo, investiguei minha vida. Não consegui provar falsidade alguma, tampouco atestar sua veracidade. Não me bastavam o teste do pezinho, a certidão de nascimento, o DNA.

    Eu partia do princípio de que me encontrava num lar perfeito, que não combinava comigo, tão torto e problemático: um lento patinho na casca, no meio de cisnes nadando velozes.

    Inclusive na escola, para a minha professora, eu divulgava a minha estrambólica tese. Impaciente com a minha precoce crise de identidade, a mãe decidiu terminar de vez com a novela, que estava passando dos limites.

    Ela me chamou para a cozinha. Sentou-se na minha frente, calma e resoluta, e retirou uma fotografia de um envelope pardo. Analisei friamente aqueles traços.

    Era a minha cópia cuspida e escarrada; entretanto, não era eu.

    — É seu avô. Viu? Não há como você não ser de nossa família.

    Conformado, baixei o queixo. Quando a mãe concluiu que eu não iria mais reclamar, exclamei, impregnado de pena: “Coitado, ele também foi trocado no hospital!”


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado). 

No trecho “Não me bastavam o teste do pezinho, a certidão de nascimento, o DNA”, o narrador reforça a insuficiência de provas formais para solucionar sua crise de identidade. À luz das regras de colocação pronominal da norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa correta quanto ao emprego do pronome oblíquo átono nesse contexto.
Alternativas
Respostas
6341: B
6342: B
6343: A
6344: C
6345: D
6346: C
6347: A
6348: D
6349: D
6350: A
6351: B
6352: A
6353: B
6354: D
6355: A
6356: D
6357: D
6358: C
6359: A
6360: A