No trecho "O espaço ficou célebre não por ser um cemitério ...

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Q3915617 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
No trecho "O espaço ficou célebre não por ser um cemitério 'construído do zero', mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada", a partícula "que" exerce função sintática de:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em "uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada", o ponto decisivo é que "que" retoma o antecedente nominal e, na oração "que precisou ser monitorada", exerce a função de sujeito do verbo "precisou"; por isso, o gabarito é A.

Tema central: pronome relativo sujeito
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque, no segmento "que precisou ser monitorada", o termo retomado por "que" é "uma infraestrutura já aberta no subsolo". É essa infraestrutura que "precisou ser monitorada". Portanto, "que" retoma o antecedente e exerce a função de sujeito do verbo "precisou".
B
Errada
Está errada porque objeto direto é complemento verbal, e "que" não completa o verbo "precisou" nesse trecho. O termo retomado por "que" funciona como sujeito da oração, não como complemento.
C
Errada
Está errada porque adjunto adnominal é termo acessório ligado a um nome, enquanto aqui "que" introduz uma oração subordinada adjetiva e, dentro dela, exerce função própria. O valor adjetivo pertence à oração inteira em relação a "infraestrutura"; o pronome relativo, isoladamente, funciona como sujeito de "precisou ser monitorada".
D
Errada
Está errada porque "que" não é conjunção integrante nesse caso. Há antecedente nominal expresso — "uma infraestrutura já aberta no subsolo" — e o "que" retoma esse antecedente, além de exercer função sintática interna na subordinada. Conjunção integrante introduz oração substantiva e não exerce essa função.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre classe e função: o candidato percebe que "que" introduz uma oração e marca "conjunção integrante", ou confunde o valor adjetivo da oração inteira com a função sintática do próprio "que" dentro dela.
Dica para questões semelhantes
  • Quando aparecer "que", verifique primeiro se há um antecedente nominal expresso; se houver, a análise deve considerar a possibilidade de pronome relativo.
  • Depois de identificar o antecedente, encaixe-o na oração subordinada para descobrir a função sintática exercida por "que".
  • Não confunda a função da oração inteira em relação ao nome antecedente com a função sintática do pronome relativo dentro da oração.
  • Conjunção integrante não retoma antecedente nem exerce função sintática interna; pronome relativo retoma e exerce.

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Comentários

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Que?

A alternativa correta é:

A) Sujeito.

✔️ Explicação:

No trecho:

“...uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada”

A palavra “que” retoma “infraestrutura”.

Se reescrevermos a oração:

Perceba que:

  • “a infraestrutura” é quem pratica a ação (ou melhor, quem sofre a necessidade expressa pelo verbo “precisou ser monitorada”).
  • Portanto, exerce função de sujeito do verbo “precisou”.

✔️ Logo:

  • “que” = pronome relativo
  • função sintática = sujeito

Resposta: A.

uma infraestrutura já aberta no subsolo precisou ser monitorada.

FUNÇÃO DE SUJEITO....

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